Pensamentos aleatórios

30 de novembro de 2012

Final de novela?


Foguetes estourando pela cidade, carros transitando com som alto tocando jingles de campanha eleitoral, facebook bombando de mensagens de cabos eleitorais... será que começou outra eleição em Catalão?

Na realidade o que ocorreu é que 50 dias após o pleito a eleição aparentemente teve fim em Catalão, pois saiu a decisão do ministro Marco Aurélio de Mello sobre o recurso de Jardel Sebba, concedendo provimento ao mesmo, contrariando a expectativa da maioria dos juristas que diziam ser líquido e certo o indeferimento.

Infelizmente ainda não é o fim da novela, pois é claro que a coligação "Minha Cidade Minha Vida" vai recorrer e ainda vai demorar um pouco para o final definitivo dessa questão, mas hoje Jardel está com 90% do caminho percorrido para a Prefeitura, seus votos serão computados e ele poderá ser diplomado dia 19 de dezembro.

O bom da decisão é que algumas coisas podem finalmente ser definidas em nossa cidade, já que tudo dependia de saber quem seria o prefeito: transição de governo, CRAC, presidência da Câmara, secretariado, funcionamento de creches, de postos de saúde, convênios e, principalmente, as mudanças de lado, que agora vão ocorrer em massa, tudo em nome da governabilidade, é claro.

O resultado foi decepcionante? A Justiça se mostrou falha? O resultado é definitivo? O que será da oposição? Temas para um próximo post, mas essa eleição e tudo o que ocorreu nela vai entrar para a História de Catalão. A novela ainda não acabou, na realidade só começou uma nova trama que vai se estender por 4 anos, com novos papeis para os protagonistas, como palco será nossa querida cidade e a audiência depende de nós.

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27 de novembro de 2012

Crônica da cidade que não sabe o seu próximo prefeito


Era uma vez uma bela e progressista cidade do interior de Goiás, palco de uma disputadíssima eleição onde concorreram os dois principais líderes políticos do local. Ao final da disputa um dos candidatos teve mais votos, ou seja, foi o eleito, mas... surpresa! Ele não foi declarado o vencedor do pleito, pois a Justiça Eleitoral não havia registrado sua candidatura. Declarado vencedor o segundo colocado não comemorou, já que a maioria da população não quis nele votar, preferiu votar no outro, mesmo não tendo registro. Assim, o candidato que teve mais votos comemorou e fez uma grande festa, com carreata, foguetes e tudo o mais que teria direito. Dizia para os correligionários que sua vitória nas urnas sacramentava a bela campanha que tinham feito e que o registro de sua candidatura e posterior validação dos votos recebidos era fato líquido e certo, não demoraria para a instância superior da Justiça Eleitoral decidir.

E a vida continuou normalmente nessa cidade após esse resultado. O candidato que recebeu mais votos seguia comemorando, montando sua equipe, seus parceiros políticos foram articulando alianças para garantir votações tranquilas na Câmara Municipal. E o candidato que recebeu menos votos, mas aos olhos da Justiça considerado vencedor, aceitou o resultado das urnas e se recolheu com os aliados mais próximos para análise dos erros e dos acertos que levaram a esse resultado. O atual prefeito, parceiro do candidato que recebeu menos votos, continuou sua gestão. Preocupado com as contas municipais começou a cortar gastos e a dispensar pessoal. Como iria entregar a prefeitura para um adversário não se preocupou em montar uma comissão de transição: Ora! Problema de quem assumir, eles aprenderam sozinhos, que os que entrarem agora também aprendam.

E assim a vida continuou... Mas eis que a Justiça demora a julgar o recurso do candidato mais votado e tanto ele quanto os aliados que comemoraram efusivamente começam a ficar preocupados. O candidato que recebeu menos votos, mas considerado pela Justiça o vencedor, começa a aceitar o fato de ser prefeito, mesmo tendo sido menos votado: azar da população que acreditou na lorota do outro. Já o prefeito atual, querendo saber apenas de terminar sem problemas o seu mandato, continua a cortar gastos e pessoal, o que preocupava a população, pois o Natal e o final do ano de aproximavam e as dúvidas aumentavam: Haverá iluminação de Natal? O restaurante vai fechar? E a creche, em janeiro vai funcionar? O plano de saúde, vou poder usar? E meu emprego na prefeitura, vai continuar? E o time da cidade, vai o campeonato disputar?

Essa cidade é Catalão, onde 50 dias após as eleições as dúvidas ainda persistem: Quem será nosso prefeito? Teremos novas eleições? O presidente da Câmara será nomeado prefeito? E quem será o presidente da Câmara? E tudo isso por causa de uma legislação cheia de brechas, que permite que candidatos concorram sem registro de candidatura, deixando toda uma população refém da Justiça, onde a decisão de sete pessoas vai definir o destino de 100 mil habitantes.

A vida continua, é claro, a maioria da população não depende diretamente da prefeitura ou de qualquer situação política, mas sem definição de quem será o próximo prefeito não se sabe sequer se as ruas terão coleta de lixo em janeiro ou se os postos de saúde atenderão, isso sem contar as creches e o combate a dengue. Saúde, educação, saneamento, trânsito e tantas outras políticas de atuação pública, tudo ainda indefinido no lugar onde moramos, sempre a espera da próxima semana, que desde o dia 07 de outubro teima em não chegar.
 
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A pegadinha do ano!

Gente, dando um tempinho às reflexões vamos rir um pouco. E para rir nada como aquelas cameras escondidas, onde as pessoas pagam os maiores mico do mundo. E o maior mestre desse estilo é o Silvio Santos, que dessa vez se superou! Colocar o fantasma de uma menina dentro de um elevador foi tudo de bom! Essa merece ser vista várias vezes. Abaixo o vídeo:


Continuamos as reflexões amanhã, pensando como é a vida sem saber quem será o próximo prefeito de nossa cidade...

26 de novembro de 2012

Ainda vamos ter orgulho do Cachoeira!

Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ex-bicheiro, empresário do setor farmaceutico e lobista profissional de empreiteira, apontado nos últimos meses como o principal líder criminoso do estado de Goiás, corruptor irresistível de servidores e autoridades públicas, entranhado até nas obras e licitações do Governo Federal, um perigo para a democracia... e nós ainda vamos nos orgulhar dele? Ao menos essa é sua opinião, conforme declarações dadas em entevista à TV Record na tarde de sexta-feira (23/11).
"Este é um momento de luto, e não de festa como noticiaram os jornais locais e nacionais”, disse ele. Magro, abatido e com os cabelos tingidos, Cachoeira recebeu a imprensa na casa do pai, em Anápolis, cidade na qual também está o túmulo da mãe. Ele estava acompanhado da mulher, Andressa Mendonça, e de um de seus filhos. O empresário teve que pedir autorização para se deslocar até a cidade, já que por determinação da Justiça não poderia sair de Goiânia sem aviso prévio. 
Em tom de desabafo, Cachoeira lembrou dos problemas que enfrentou durante o período em que esteve detido. "Perdi minha mãe. Perdi um amigo que era como um irmão para mim. Perdi 13 quilos'', afirmou. O empresário disse ainda que vai se pronunciar na hora certa e que está à disposição da Justiça: "Vou colocoar os pingos nos 'is'". Ele também criticou a atuação do Ministério Público no caso: "É estrelismo. Os grampos são ilegais. O Ministério Público não vai mais fazer estrelismo".
Declarações absurdas? Aos fatos: Cachoeira financiou várias campanhas eleitorais em Goiás e pelo país afora. Tinha deputados federais, prefeitos, vereadores e um Senador no seu bolso, todos ajudados por ele em determinados momentos da vida pública, alguns muito mais próximos e íntimos do que outros, mas todos com o objetivo comum de criar as condições para que ele continuasse enriquecendo e financiando suas campanhas, um circulo vicioso que jamais teria fim. Não fosse a atuação da Polícia Federal a população do Brasil nunca saberia o grau de entranhamento e de influência das Organizações Cachoeira nas esferas governamentais, principalmente no Governo de Goiás, onde nomeou, promoveu e mandou por vários anos. E ainda vamos ter orgulho dele? Bom, se o resultado das investigações da PF for tão decepcionante quanto o relatório da CPMI que "investigava" as Organizações Cachoeiras é possível afirmar que, no mínimo, os goianos não vão lembrar negativamente do Cachoeira. Porquê? Porque é fato que a memória da maioria da população para assuntos de política é curta e que imagem negativa nenhuma resiste a uma boa propaganda. Se, aos olhos da Justiça, as provas existentes forem consideradas ilegais (o que não é difícil) e ficar provado que tudo não passou de um factóide político, os goianos assistirão a transformação do excomungado Cachoeira, chefe de organização criminosa, no injustiçado Carlos Augusto Ramos, empresário de sucesso perseguido pelas elites, que superou todas as dificuldades e subiu na vida,  abandonou o passado de contravenção e hoje é querido pelos poderosos. A idenficação será geral e a maioria da população vai ficar do seu lado. Quem viver, verá.
É claro que tudo ocorre por uma razão. As brechas na legislação permitem que investigações bem montadas não deem resultado justamente pelas exigências legais para obtenção das provas. E as leis são elaboradas pelos políticos que são eleitos com financiamento de empresários e empreiteiras. Um circulo vicioso que jamais será rompido, nem mesmo com o financiamento público de campanha, porque o que impera é o caixa dois e esse sempre existirá. Daí a importância atual de homens como Cachoeira, que financiam as campanhas eleitorais, levam a culpa quando o esquema estoura e depois se safam pelas brechas na lei, inseridas pelos mesmos políticos que ajudou a eleger. 
E viva a democracia!


Aceita um pedaço, Don Coleone? Esta veio diretinho da CPMI.




21 de novembro de 2012

A orgia em Caldas Novas durante o Caldas Country



A repercussão nas redes sociais é geral e a notícia está em todos os jornais, sites, blogs e na TV: a orgia ocorrida em Caldas Novas durante o Caldas Country.  Foram quatro dias em que Caldas se transformou numa cidade sem lei. Era permitido andar nu, fazer sexo na rua, comercializar e consumir drogas abertamente, dirigir bêbado, sem CNH, dentro ou fora dos veículos e destruir propriedade particular. O resultado foram 12 mortes, 21 casos de estupro, inúmeros casos de vandalismo, de atentado ao pudor, entre outras ocorrências registradas pela Polícia.
Mas o pior mesmo foi o impacto na imagem da cidade que saiu extremamente manchada desse episódio. O resultado de tamanha falta de limites é a revolta da população, que está se manifestando contra a realização de mais edições do evento. É bem provável que isso não ocorra é claro, pois o Caldas Country hoje é O evento de Caldas Novas, mais conhecido e divulgado que o carnaval na cidade, mas que é necessária uma maior atuação das autoridades públicas para que a baderna não se repita não há dúvidas.
O que aconteceu em Caldas beirou mesmo o inacreditável, mas não tão diferente do que acontece em outras cidades turísticas goianas. Basta lembrar o Carnaval em Três Ranchos, pertinho aqui de nós. Consumo liberado de drogas e bebidas, completo desrespeito aos cidadãos e às leis de trânsito, sexo liberado na represa (ao menos não é na praça municipal), e esse é o modelo de festa divulgado pelo país afora, o da liberdade total no interior de Goiás.
É claro que muita gente coloca a culpa de tudo na Polícia, que deixa a coisa correr frouxa, mas só por algumas imagens divulgadas (http://www.issoebizarro.xpg.com.br/blog/acidentes-tragedias-assassinatos-suicidios/um-inferno-chamado-caldas-country/) é possível ver que qualquer atuação da PM no sentido de reprimir o que ocorreu abertamente descambaria para uma briga geral. É preciso sim colocar limites na bagunça, para o bem da cidade e de seus moradores, que trabalham e vivem do turismo, porque os vândalos vêm, quebram tudo e vão embora, mas afugentam aqueles turistas que realmente movimentam o comércio, fazem a economia da cidade circular e voltam no próximo feriado. 

Montagem com algumas imagens da baderna em Caldas Novas durante o Caldas Country

A menina que leiloou o cabaço!



Cada vez mais me surpreendo com a vontade que as pessoas tem de aparecer e de se sentirem famosas, não interessando a reputação ou o rótulo que vai receber posteriormente. O caso que vem chamando a atenção nos ultimos dias é o de Ingrid Migliorini, a catarinense de 20 anos que vendeu a virgindade por 1,5 milhão de reais em um leilão na Internet. Ela concedeu à revista Playboy uma entrevista onde revelou detalhes da transação, falou sobre a expectativa para a hora H, disse como treinou as preliminares e que cogita posar nua para a revista (oh! que novidade!). Reproduzo abaixo alguns trechos que não acrescenta nada a vida de ninguém de tão inútil que é, mas que serve para pensarmos sobre a capacidade que as pessoas tem de se sujeitar ao escárnio da sociedade em troca daqueles efêmeros 15 minutos de projeção midiática. Fiz alguns comentários (em vermelho) durante a leitura, só para descontrair um pouco:

O leilão pela sua virgindade teve alguns momentos de disputa acirrada entre os participantes. Você não ficou curiosa para saber quem são esses homens que estão tão interessados em você?
De início eu não tinha muita curiosidade, mas, nos momentos finais, confesso que deu vontade de conhecer cada um deles (pra quê?! vai dar uma chancezinha depois? ou vai fazer promoção?).
Se você sentir vontade, vai poder transar pelo tempo que quiser ou o período é determinado?
Tem um tempo determinado de 1 hora no mínimo (de pica dentro, ou com preliminares?), mas nada impede que se prolongue um pouco mais. Estarão presentes seguranças para garantir que as regras não sejam quebradas (ou que ele coma o seu cu à força?). Quero conversar com o Natsu antes de qualquer coisa. Quero conhecê-lo e quero que ele me conheça também. Acho que isso é fundamental (mais do que a grana? além de puta é mentirosa!). Eu tenho uma boa noção teórica (como assim? será que existe curso teórico de sexo? então também deve ter de pompoarismo, certamente por correspondência) de como vai ser, mas nenhuma noção prática, pois nunca me relacionei com ninguém em nenhuma modalidade sexual e por isso me considero virgem (como assim?), mas não vejo isso como um troféu.
O evento ocorrerá durante um voo entre a Austrália e os Estados Unidos, o qual dura 17 horas. O que você vai fazer caso a relação termine em 1 hora?
Hummm, não pensei nisso ainda, mas, jogar paciência, talvez? Não sei, mas aceito sugestões (aproveita e perde o cabaço do bufante, da boca, da orelha, do nariz...).
O vencedor deve comprovar que tem o dinheiro que ofereceu no leilão. Se ele não tiver o dinheiro, o que vai acontecer?
(Pergunta idiota: ela vai dar de graça seu jumento! aff) O diretor Justin Sisely mantém contato direto com os principais participantes e tem as garantias de que eles são excessivamente abastados. Esse dinheiro deve ser depositado na minha conta antes de qualquer envolvimento maior. Do contrário, nada vai acontecer (viu?! eu já sabia!).
Por 1,5 milhão de reais, você vai perder a virgindade de tudo? Anal, oral…?
Eu devo perder a virgindade vaginal, nada além disso. Portanto, não serei mais virgem (mas se ele chegar mais uns 500 mil rola o cuzinho, ou não?).
Já fez algum treino para as preliminares?
Como disse, jamais tive contato sexual de nenhuma modalidade com ninguém. Mas, se isso serve, já imaginei beijos ardentes e treinei com uma laranja descascada (1,5 milhão para beijar ardentemente? treinou com uma laranja? treina com um pepino minha querida!).
Se você gostar do Natsu, vai namorá-lo?
[Risos.] Se eu me apaixonar pelo Natsu (e ele continuar me dando 1,5 milhão por foda) e o sentimento for recíproco, dá pra pensar no caso, né?
Se aparecer alguém oferecendo dinheiro para uma segunda vez, você aceita?
Eu ainda não tive nem a primeira vez… Quanto à segunda, creio que não toparia (mentirosa). Vou dar uma chance para um possível amor (sei... romântica até essa menina!).
Você não acha que vai ser difícil arranjar namorado depois disso?
Eu tenho certeza de que não. Mas isso não me preocupa mesmo. Não quero um namorado, quero um amor, e o amor verdadeiro não cobra nada, não é egoísta e ama incondicionalmente (Noooooossa!! Romântica demais gente!!!).
Se por acaso Playboy tivesse coberto o maior lance dado pela sua virgindade, você teria desistido de perdê-la e posaria nua para a revista?
[Risos.] Essa pergunta é surpreendente, mas informal, então eu não posso responder qual seria a minha decisão. Quanto a posar nua, não vejo nenhum problema; é só uma questão de “valores” (é... dar o cabaço em troca de grana não é questão de valores não...). Mas, no momento, vou seguir fazendo parte desse documentário, que é o que mais me interessa. Estamos todos muito focados nisso (interesse genuinamente científico).

Qual o futuro dessa moça? Não sei e realmente não me interessa, mas acredito ela será uma daquelas "celebridades" que surgem do nada, aparecem nos programas de TV, participam de um reality show para encontrar o verdadeiro amor, posam nuas e depois caem no ostracismo (antes namoram com o Belo ou com o Latino). Ela certamente vai desistir de perder o cabaço com o japa, seja por que é tudo factóide ou porque ela vai alegar estar buscando o amor verdadeiro (chamemos o Shrek), mas o fato é que ela vai ter seus 15 minutinhos de fama, vai aparecer no Jô Soares, no Faustão, no Rodrigo Faro e casar na TV com um rapaz também virgem e vai deixar a mensagem que o amor supera tudo, até mesmo a falta de vergonha na cara.

No site do documentário "Virgin Wanted" há um contador de dias para o fim da virgindade de Ingrid, que leiloou sua primeira vez pelo equivalente a 1,5 milhão de reais, mas que daria de graça se houvesse amor... sei!

9 de novembro de 2012

E como ficará o CRAC com Jardel?

Uma das maiores indagações dos catalanos, em especial daqueles que gostam de futebol, é saber como vai ser a relação de Jardel Sebba com o CRAC. Todo mundo sabe, até aqueles que vão pouco ao Genervino da Fonseca (como eu), que o time é realmente uma paixão catalana e quando vai bem nas competições que disputa todos nós nos enchemos de orgulho, do time e da nossa cidade, pelo destaque que a progressão nos campeonatos proporciona para o local onde vivemos.

E além de ser uma paixão o CRAC provoca uma movimentação econômica na cidade: gera emprego (diretos e indiretos), movimenta a imprensa, rádio, TV, carros de som, comércio, vendedores ambulantes, lojas de material esportivo... e por aí vai. E também o time tem a capacidade de projetar politicamente as pessoas, sendo os maiores exemplos Adib Elias e Rodrigão. O primeiro por ser o prefeito que mais investiu no CRAC, apontado como principal responsável pelo bicampeonato goiano de 2004 (mais do que técnico e jogadores), e o segundo por ser considerado o torcedor símbolo do Leão do Sul naquele ano, por ir ao estádio vestido como "roceiro" e ter conseguido calar a boca de alguns comentaristas da imprensa esportiva de Goiânia. É verdade que Adib colou mais sua imagem ao time do que o Rodrigão (que posteriormente se destacou na vida sindical), tanto que CRAC atualmente é sinônimo de Adib, ao ponto dos mais apaixonados dizerem que o não haverá mais ajuda da prefeitura no ano que vem. E lendo hoje no Blog do Mamede a entrevista com o presidente do CRAC, Roberto Tiú (http://portaldosudeste.com/blogdomamede/politica/pergunta-do-dia-44/), não posso deixar de concordar com esse receio.


Opa! Como assim? Então eu concordo que Jardel não vai investir no time? Que eu acredito nos boatos que ele odeia o CRAC e torce pro Vila Nova? Que vai demolir o Genervino da Fonseca e criar outro time? Não, muito pelo contrário. Acredito que como todo catalano Jardel também adora o CRAC e torce para o time e como prefeito vai sim investir nesta paixão dos catalanos, mas é a posição da diretoria do CRAC que me preocupa, pois se o atual presidente, cujo mandato vai até 2014, não admite conversar com outro que não seja o Adib a torcida tem sim motivos para preocupação.

Infelizmente, como tudo mais em nossa cidade, a gestão do CRAC também foi politizada e o que se vislumbra não é a atuação independente de uma diretoria eleita pelos sócios, que precisa de patrocínio e da ajuda do poder público para tocar o time, mas sim de um grupo político derrotado e ressentido que poderá fazer de tudo para atingir o adversário, até mesmo afundar a paixão dos catalanos. 

É claro que tudo são suposições, mas realmente acredito que Jardel investirá no CRAC (se não investir nunca vai desvincular Adib da imagem do time) e que a diretoria e o presidente recebarão o apoio que for oferecido pelo prefeito (seja ele quem for). No entanto, acredito que o ideal seria que o time fosse realmente independente do financiamento público municipal e que as industrias e demais ramos de nossa economia investissem no CRAC, deixando para a prefeitura recursos que seriam usados para desenvolver o lazer e a prática esportiva amadora. Se fosse assim, o nosso time, que vem sendo usado como uma ferramenta político-partidária seria o que deve ser todo time de futebol: uma paixão!
 


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