Pensamentos aleatórios

30 de abril de 2013

E a novela acabou...


Finalmente! A novela mais longa que a cidade de Catalão já acompanhou teve seu derradeiro capítulo. Por unanimidade o planário do TSE acatou parecer do ministro Marco Aurélio Mello e concedeu validade ao registro de candidatura de Jardel e posterior validação dos votos recebidos na eleição de 2012, assim Jardel se confirmou como prefeito de Catalão. Agora é aguentar os foguetes estourando até amanhã de manhã e mais uma carreata tucana pelas ruas da cidade (a terceira), mas enfim, os Jardelistas merecem. Trabalharam durante doze anos para vencer as eleiçoes municipais; aprenderam com as derrotas; se mantiveram fiéis ao seu líder; souberam aproveitar as fragilidades do adversário e tiveram uma vitória tripla (nas urnas, na justiça e no grito entalado na garganta), agora é colher os frutos de tanta dedicação. 

Embora esses frutos não sejam tão doces, pois na realidade se traduzem em muito trabalho pela frente, algo que grande parte dos apoiadores de Jardel vai ter que aprender na marra, já que trabalhar na prefeitura de Catalão é completamente diferente de ser assessor parlamentar da Assembleia Legislativa ou ocupar cargo de confiança no Governo do Estado. Na prefeitura a população está sempre perto e as cobranças são diárias; o chefe deixa de ser só o deputado e passa a ser o prefeito, os secretários, os vereadores e toda a população do município. E o salário não é aquela maravilha que todo mundo falava, na realidade é bem menor do que o da Assembleia, além de ter de cumprir a jornada de trabalho. Mas companheiro é pra isso mesmo, pra usufruir do bom e do melhor e também para carregar o piano quando for preciso.
Mas agora que esse capítulo funesto da política catalana teve fim (eleições judicializadas) é hora de olhar para frente e torcer para outra novela finalmente começar: a novela "Jardel Sebba - Prefeito de Catalão". Os 120 dias de prazo acabaram e o balanço da gestão ainda está negativo: nenhuma das principais promessas de campanha saiu do papel; as discórdias entre a equipe de Governo ficam mais evidentes cada dia; a população começa a cobrar o voto de confiança dado; os secretários importados sentem o aumento da rejeição por não serem da cidade e o preço dos pactos começa a pesar.  

Bom também para o PMDB acordar, se recuperar do baque da derrota e assumir seu lugar como liderança aglutinadora da oposição, para começar um projeto diferente para Catalão, que vá além do poder pelo poder e que possa sair desse ciclo de campanhas milionárias e descarada compra de voto.

Verdadeiramente desejo sucesso a Jardel e sua equipe. O povo quis lhe dar a oportunidade que tanto pediu, então espero que ele aproveite e realmente faça o melhor governo da vida dos catalanos e prove para os críticos (eu, entre eles) que sua gestão não servirá apenas de palanque para Marconi. Mas eu tenho comigo que o grande desafio de Jardel não será nem conciliar as diversas correntes e interesses daqueles que o apoiaram, mas sim se acostumar com a proximidade do povo. Sim, porque ser deputado, ficar na capital do estado, lidar com autoridades e representantes de classe é completamente diferente de ser prefeito e ter o povo perto no dia-a-dia pedindo, cobrando, exigindo, xingando... um hábito comum de qualquer cidade do interior, que alguns dizem não poder fazer mais parte da cultura catalana (uma cidade que cresce e aparece a todo dia), mas que, entre outros hábitos, insiste em  manter este forte, e tentar mudar essa cultura poderá levar muito mais tempo que o necessário para se eleger prefeito.


É hoje!!


Enquanto isso, no Luizão do Radiador...


Charge do dia

Catalanos preocupados debatem o julgamento no TSE...
 



O dia em que Catalão parou para assistir o último capítulo


Ele chegou! O dia mais aguardado de todos os tempos na história recente de Catalão. Mais do que o retorno de Cristo; mais até do que o Apocalipse Maia; mais ainda do que o dia da entrega da coroa; muito mais do que o aniversário da cidade; e deixa longe a expectativa pelo dia do fim do prazo de 120 dias que o Jardel pediu (embora tenha coincidido); o dia em que a cidade de Catalão vivenciará uma experiência de física quântica, vista apenas nas maiores obras de ficção científica, de ter duas realidades possíveis no mesmo tempo e espaço. Em uma dessas realidades temos um prefeito eleito e empossado e na outra, que poderá começar logo após às 19:00h, não temos mais prefeito e uma nova eleição será feita. Daqui para frente, o dia 30 de abril ficará conhecido como "O dia em que Catalão parou".

Ou não.

Hoje é o dia em que entra na pauta de julgamento do plenário do TSE o recurso para indeferimento do registro de candidatura do prefeito Jardel Sebba. Partidários de Jardel, embora demonstrem tranquilidade estão com uma pulga atrás da orelha, por medo de um retrocesso no Tribunal, já a turma PMDBista comprou até os foguetes para soltar logo mais à noite, tamanha é a certeza de que a justiça será feita. As duas forças, por mais que neguem, ficarão paralisadas no dia de hoje, aguardando a tão esperada decisão, que afetará profundamente os destinos dos dois grupos, mas a verdade é que para o restante da cidade esse julgamento significa muito pouco. O comércio está funcionando normalmente hoje, e também estará depois de amanhã; o mesmo vale para as indústrias instaladas no município; assim como a agricultura; a universidade federal; o CESUC; as escolas estaduais (exceto aquela que funciona em um galpão alugado no Castelo Branco); as cheches e os profissionais liberais, enfim, tudo funciona em Catalão independente de quem é ou deixa de ser o prefeito, portanto, a importância do dia 30 de abril de 2013 se restringe a dois grupinhos que se preocupam com uma única coisa: a manutenção do poder.

Digo isso porque até hoje (e já são 120 dias) a gestão Jardel Sebba não mostrou sua cara. Falou muito em renovação, em parceria, mas o que se viu até hoje foram as mesmas velhas práticas e caras conhecidas (exceto os secretários importados): descaso com a periferia e investimento no Centro da cidade; investimento no CRAC (para tirar a atenção); descaso com o transporte público; e transformação da cidade em palanque para o Marconi Perillo. A prometida renovação ficou no discurso. Do outro lado o PMDB ainda não se refez da derrota. Não consegue articular a oposição (embora tenha conseguido a presidência da Câmara); não procurou (ou não quer) entender os motivos pelos quais a população quis mudar e desde outubro aposta nesse julgamento para voltar ao poder, sem se incomodar com o desgaste de governar uma cidade cuja maioria da população preferiu outro partido. Normal isso, afinal quem liga para a opinião pública mesmo?

Particularmente não acredito no retrocesso no TSE e acho que Jardel continua prefeito, simplesmente porque ninguém investe a quantia que ele investiu para depender do julgamento de sete pessoas. O homem é um dos mais influentes de Goiás, ex-presidente da Assembleia e Governador Interino por duas vezes, tem uma ótima assessoria jurídica e com certeza tem informação privilegiada, daí o motivo do seu sossego. O duro é continuar prefeito sem poder mandar, já que para ser eleito fez pactos de dar inveja ao diabo e agora os parceiros cobram a fatura, traduzida em total autonomia na pasta que ocupam. Desse jeito é muito sem graça ser prefeito, pois recebe todo o desgaste e não pode fazer nada para mudar a situação, mas ao menos garante o palanque para o padrinho no ano que vem, já que esse é o principal motivo para ser prefeito de Catalão.

E se ocorrer uma reviravolta e os votos de Jardel foram anulados? Quem assume é Adib ou Deusmar? Haverá nova eleição? Caso haja, o candidato do PMDB estaria preparado para superar os motivos que os fizeram perder a eleição ou vai apostar apenas no desgaste desses 120 dias de Jardel? E no caso do PSDB, quem seria o candidato: Rodrigão ou Ana Sebba? Questões que ficarão na cabeça dos catalanos até logo mais à noite. Quem tiver curiosidade de acompanhar haverá transmissão ao vivo do julgamento pela internet (os links estão por aí na blogosfera catalana) e um telão montado no Luizão do Radiador, sintonizado na TV Justiça (canal 117), para o derradeiro capítulo da eleição 2012 em Catalão.

29 de abril de 2013

Plano para fugir da violência


A cada dia ficamos mais horrorizados com a violência em nosso país. É gente matando por briga de trânsito; dando tiro em criança por causa de pizza; matando por discordar da conta do buteco; além, é claro, da violência da bandidagem, a cada dia mais cruéis e inconsequentes. 

E do jeito que a coisa tá ficando feia, daqui um tempo, por questão de segurança, vai ser vantagem para o cidadão cometer algum delito e ir para a cadeia. 

Vejamos: na cadeia não tem aluguel para pagar, pode ter celular e internet, tem três refeições diárias, visita íntima no final de semana, pode fumar e beber, de vez em quando rola até um churrasquinho, e quem quiser se aventurar pode sair para trabalhar durante o dia, economizar o dinheiro e, graças aos indultos, passar os feriados da Páscoa, Semana Santa, Natal e Fim de Ano na praia. 

Além da vantagem óbvia de ser protegido pelo Estado durante o tempo em que estiver preso e de evitar a convivência diária com os bandidos, porque esses não ficam presos mesmo, estão por aí, só esperando o momento de tacar fogo em mais um...

Charge do dia

Nossa Educação é um sucesso...


28 de abril de 2013

Revista denuncia rede de espionagem em Goiás

Matéria de capa da revista Carta Capital dessa semana, edição 746, denuncia um esquema de espionagem “desenhado e comandado de gabinetes do Palácio das Esmeraldas” e tem provocado alvoroço nos bastidores do governo de Goiás. De acordo com a reportagem, pessoas ligadas ao governador Marconi Perillo (PSDB) seriam responsáveis por contratar um hacker – de codinome Mr. Magoo - para grampear telefones e invadir perfis de aliados e adversários do tucano. Outra atribuição sua seria a criação de dezenas perfis falsos em redes sociais para defender Marconi e atacar seus desafetos.

Os articulistas do esquema seriam os radialistas Eni Aquino e Luiz Gama, contatos do Mr. Magoo; o Secretário de Articulação Política, Sérgio Cardoso, e o ex-chefe da Agecom, José Bittencourt, responsáveis pelos pagamentos do hacker. Ele receberia entre R$ 500 e R$ 7 mil de acordo com a complexidade do serviço e a importância do alvo.

Entre as vítimas da espionagem estavam o vice-presidente do PRP, Gercyley Batista; o administrador da Rede Fonte de Comunicação, César Augusto de Sousa; o deputado estadual Fábio Sousa (PSDB) e o ex-prefeito de Goiânia Nion Albernaz (PSDB). Entre os aliados do governador, teriam sido grampeados os telefones do deputado estadual Túlio Isac e do vice-presidente do PHS e assessor de Marconi Elaino Garcia. Mais de 20 pessoas tiveram sua privacidade invadida pelo hacker entre 2011 e 2012.

A revista aponta que Marconi preferiu não conceder entrevista e escalou o chefe de gabinete João Furtado para rebater as acusações. Segundo ele, os radialistas não são ligados ao governo de Goiás e nem receberam ordens de Marconi para arquitetar o esquema. “Se o fizeram foi por conta própria”, disse. CartaCapital, no entanto, afirma que as mensagens obtidas pela publicação são “claras quanto à origem das solicitações”.

Lembrando que o Mamede já vinha denunciando ataques de hackers em seu blog, terá sido o Mr. Magoo?
 
Confira abaixo a íntegra da reportagem "De Marconi Perillo a Mister Magoo", em links do Jornal Opção:

Página 1 Página 2 Página 3 Página 4 Página 5 Página 6 Página 7

Charge do dia


26 de abril de 2013

Charge do dia

Aprovada ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados (da qual fazem parte José Genoíno  João Paulo Cunha, condenados pelo STF no processo do Mensalão) uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 33) que submete decisões do STF a avaliação do Congresso Nacional...


Em tempo: ainda dá para acreditar em seriedade na Política?

25 de abril de 2013

Charge do dia

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, por sete votos a cinco, que Demóstenes Torres (ex-senador, cassado por seus pares por associação ao crime organizado) deve manter o cargo de Procurador de Justiça e continuar recebendo o salário fixo de 24 mil reais, mais 18 mil de verbas indenizatórias. Detalhe: Demóstenes está sendo punido!


Vejamos: o cara não serve para fazer parte do mesmo time que Renan Calheiros, Jader Barbalho, José Sarney, Fernando Collor e outros expoentes da política nacional, mas serve para ser Procurador de Justiça, cujas atribuições consistem em defender a sociedade, atuando como fiscal da lei, podendo entrar com ações e conduzir inquéritos para investigar suspeitas de crimes, em especial o desvio de recursos públicos... é isso mesmo?! 

E tem gente que ainda acredita na seriedade do MP e se manifesta contra a PEC 37...

24 de abril de 2013

Noções de internet para a terceira idade

Que a internet revolucionou os hábitos, a forma de comunicação e de buscar informação, todo mundo sabe. Todo mundo já sabe também que o uso da internet vem se tornando uma característica quase genética, sendo passada de uma geração para outra, basta ver como as crianças já "nascem" dominam celulares e smartphones muito melhor do que qualquer adulto. Pois bem, isso tudo não é novidade, a gente tá careca de saber. O que pouca gente discute é como aproximar nossos pais e avós para essa novidade tão onipresente no mundo contemporâneo, pois tudo hoje está na internet, portanto é preciso um upgrade nos nossos idosos, uma atualização para esse novo mundo virtual onde tem de tudo e para todos os gostos. O desafio é enorme e algumas dificuldades deste aprendizado estão retratadas no vídeo abaixo:


A próxima etapa será fazer o baile da terceira idade em uma salão virtual no Facebook...

Charge do dia

Se o Leão do Sul ultimamente anda com pouco apetite o mesmo não pode ser dito do Leão do Imposto de Renda, que a cada dia que passa fica mais voraz...


Lembrando que o prazo para declaração está acabando, faltam só seis dias...

23 de abril de 2013

Charge do dia

Hoje é dia de reunião na Câmara de Vereadores de Catalão, a presença do comunidade é imprescindível para conferir de perto a atuação de nossos edis, os requerimentos e projetos que serão apresentados, as prestações de conta dos mandatos, as defesas e cobranças ao prefeito e secretários e, o mais importante, ver qual será a ferramenta da semana?


21 de abril de 2013

Notícias úteis e relevantes da semana na blogosfera catalana

A internet é a maior fonte de informação hoje em dia. Desbancou rádios, jornais, revistas, tv e criou uma nova hierarquia informacional, onde vários sites e blogs se tornaram referência para quem quiser se manter informado sobre determinado assunto. 

É claro que em meio a tanta informação é necessário algum filtro, do contrário somos inundados por fatos que são anunciados como notícia, ou seja, um acontecimento divulgado por meios jornalísticos, normalmente reconhecida como algum dado ou evento socialmente relevante que merece publicação numa mídia.

Pois então, nestes tempos de excesso de informação tudo vira notícia, mas na maioria dos casos ela não é relevante para a grande maioria das pessoas. Acontecimentos corriqueiros como um cantor que usa o estacionamento de um shopping (Caetano Veloso é visto em estacionamento no Leblon - Revista Quem), ou mulheres bonitas que frequentam uma boate (Ex-BBB Cacau e nova panicat, Carol Dias, curtem balada - EGO), além daquelas fabulosas pesquisas científicas que não acrescentam nada à vida de ninguém (Primeira transa define como vai ser sua vida sexual - Universidade de Boston) ganham destaque na mídia e viram notícia fácil, fácil.

E como aqui em Catalão o hábito de se informar nos sites e blogs vem crescendo a cada dia, também a produção de notícias inúteis e irrelevantes vem aumentando em larga escala. Abaixo fiz uma seleção das notícias mais inúteis e irrelevantes divulgadas na blogosfera catalana na semana que passou:

Blog da Verdade noticiou uma ação do Corpo de Bombeiros: trocando uma antena na Delegacia de Polícia!
O Blog do Badiinho registrou o ataque de fúria do Hulk (que não é verde e nem forte) contra uma caminhonete!


E o Diante do Fato informou que Jardel Sebba NÃO enviou SMS!
Bom, esse foi um filtro meu, deve ser socialmente relevante para alguém o Corpo de Bombeiros trocar uma antena de rádio na Delegacia, ou um doido jogar uma pedra numa caminhonete da SAE, ou mesmo Jardel NÃO enviar mensagem de celular para quem foi sorteado no "Minha Casa Minha Vida", mas como o valor da notícia depende do olhar de quem vê, eu não vi nada socialmente relevante nessas "notícias" não. 

Vou aguardar as da próxima semana, talvez alguma coisa surja, caso contrário farei uma nova seleção das fantásticas Notícias Inúteis e Irrelevantes da Semana na Blogosfera Catalana!

Aguardo com ansiedade...

Charge do dia


19 de abril de 2013

DM divulga lista de servidores fantasmas

Depois que saiu no Diário da Manhã de hoje (19/04) uma lista com supostos funcionários fantasmas da Assembleia Legislativa de Goiás, nomeados na época em que Jardel era Presidente, o que mais se escuta é gente dizendo que pode provar que batia ponto na casa:


Só se for por psicografia mesmo!


Lista das pessoas relacionadas na matéria (abaixo):

Fonte Diário da Manhã, com informações complementares do Blog do Mamede

Em tempo: será que algum desses aí já ganhou salário de 44 mil reais? Já que o atual Presidente da Assembleia, deputado Helder Valin, disse que quem começou a pagar os mega salários na Assembleia foi o Jardel...

Dilma liga para Feliciano

Dilma cansa de ouvir tanta reclamação sobre o Deputado Marco Feliciano e resolve tomar uma atitude para acabar com esse desgaste:


Charge do dia

Receita Federal amplia os canais de envio da Declaração de Imposto de Renda...


17 de abril de 2013

Uma praça cheia de crianças...

Hoje em dia é muito raro ver aquela confusão de crianças brincando nas ruas, como acontecia diariamente tempo atrás. Quando isso acontece é uma enorme surpresa e todos ficam se perguntando se a infância saudável de antigamente está voltando, mas na realidade esse fenômeno tem uma explicação bem mais simples:


A internet voltou? A praça esvaziou!

Charge do dia


16 de abril de 2013

Charge do dia


O povo quer explicações

Salários astronômicos; pessoas recebendo sem trabalhar; denúncias de corrupção e mal uso do dinheiro público; desvio de verbas; falta de remédios; Pronto Socorro fechando; escolas caindo aos pedaços; professores mal remunerados; meninos sem merenda; descaso total com a terceira idade; falta de transparência; excesso de gastos; impostos galopantes; políticos preconceituosos e interesseiros; corrupção entranhada... enfim, todo tipo de mazela da gestão pública ocorre no Brasil, mas o povo pisado, sofrido, cansado, indignado finalmente reage, se mobiliza nas redes sociais e quer explicações:




15 de abril de 2013

Será que vai dar tempo?

O texto abaixo saiu ontem (14/04) no Jornal Opção, de Goiânia, e compartilho aqui por concordar em grande parte com o que está escrito:

O governo Marconi Perillo já entrou no segundo tempo e as promessas, principalmente em infraestrutura, não deslancharam. O que esperar até o fim de 2014?

 
Elder Dias

Era para ser “o melhor governo da vida dos goianos”. O conteúdo entre as aspas foi ex­presso por ninguém menos do que o próprio protagonista, Marconi Perillo (PSDB), durante e após a campanha vitoriosa de 2010, em que pela segunda vez vencia Iris Rezende (PMDB) na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Já é abril de 2013. No curso do 28º dos 48 meses de gestão, Marconi está mais perto do final do que do início de seu terceiro mandato. E ele próprio não tem como negar: já houve momentos administrativos muito mais brilhantes do que o atual durante os mais de dez anos que acumula na principal cadeira do Estado.
 
Na ferrenha briga eleitoral, as maiores armas são sempre os chamados “compromissos de campanha” ou “metas de governo”. Na linguagem popular isso ganha um nome mais simples: promessas. Para conquistar o voto do eleitor goiano e para vencer o lado peemedebista — que tinha o mais “obreiro” de todos os políticos goianos —, foram feitas propostas atraentes nas mais diversas áreas.
 
Voltando os olhos para aquele programa de governo, seus itens continuam sedutores e maiúsculos. Mas alguns exemplos são contrastantes com o que se observa. Pro­messa para a educação: “Criar o Projeto Amigo, que vai distribuir um computador para cada professor e para cada aluno matriculado na rede pública”. O quadro real: o universo de professores do Estado é de quase 30 mil professores e são 550 mil alunos; até o momento, foram entregues 2 mil netbooks. Promessa para saneamento: “Universalizar o tratamento de água e esgoto em todos os municípios do Estado de Goiás”. A dura realidade: cerca de 10% das cidades goianas ainda não têm rede de água tratada e metade ainda é privada de esgoto. Promessa para a saúde: “Criar o Credeq — Centro de Recuperação do Dependente Quí­mico, com estrutura física distinta e adequada que poderá propiciar eficácia na recuperação dos dependentes químicos”. O dado concreto: em um quadro cada vez mais grave e crescente de dependência química e avanço das drogas, só agora começaram, em Aparecida de Goiânia, as obras do primeiro dos cinco Cre­deqs previstos.
 
A pergunta é: se em 28 meses pouco se avançou até o momento, será possível — para ficar momentaneamente nos exemplos citados — entregar mais de meio milhão de computadores a professores e alunos, dar esgoto e água tratada a todos as cidades e espalhar unidades de tratamento a viciados por todo o Estado? Em suma: vai dar tempo? A tendência é que não.
 
Mas dinheiro parece não faltar. Segundo o próprio governo estadual fez questão de divulgar, há mais de R$ 7,5 bilhões de empréstimos obtidos ou acertados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Ao mesmo tempo em que muita receita está entrando — e até por conta dela —, outras preocupações aparecem: esse montante será aplicado até o fim do governo, que parece travado e já entrou no segundo tempo? As obras serão concluídas ainda na presente gestão? E esse endividamento, está sendo feito de forma responsável e plausível para com o futuro das contas do Estado?
 
Na Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz) se reafirma o que o titular da pasta, Simão Ci­rineu — em viagem para o exterior —, disse semanas atrás: o Estado não se endividará além da conta com os empréstimos a mais porque, ao longo dos quatro anos, terá pagado praticamente a mesma quantia que agora está contraindo em empréstimos. E a estimativa é de que o comprometimento do Estado se reduza ao longo da década, caindo de 20% da receita líquida para perto da metade disso. Uma previsão bastante otimista, o que obviamente não poderia ser diferente da parte do governo.

Contraste entre o prometido e o realizado

Para ver que há muito a ser feito pelo governo em termos de obras básicas, basta dar uma nova conferida no plano de governo: faltam incrementar ações que efetivamente criem as escolas integrais (“transformar 100% das unidades de ensino fundamental existentes em escolas de tempo integral”), que façam sair do papel os hospitais regionais, de referência e de urgências (“implantar dois hospitais regionais no Nordeste [goiano]”, “construir o Hospital Regional de Uruaçu”, “construir o Hospital Estadual da Mulher em Goiânia”, “implantar o Hospital de Urgências na Região Noroeste de Goiânia”), que ergam novos presídios (“ampliação do sistema prisional — edificações e vagas”), que revigorem as praças esportivas (“construir 300 campos de futebol”, “concluir o Centro de Excelência de Esportes”, “reformar e modernizar o Estádio Serra Dourada”, “reformar e modernizar o Autódromo Internacional de Goiânia”) e que intervenham nas rodovias (“duplicar todas as rodovias que saem de Goiânia”, “duplicar todas as rodovias estaduais que dão acesso aos destinos turísticos do Estado”).
 
Um dos principais nomes do quadro de Marconi Perillo — e com certeza um dos mais ouvidos —, o secretário-chefe do Gabinete Civil, Vilmar Rocha, sabe que a falta de cumprimento do que foi proposto em campanha terá efeito no período eleitoral. E já coloca uma saída para o gargalo, que será largamente explorado pela oposição. “Precisamos relatar o que fizemos e assumir que não demos conta de concluir tudo. Precisamos assumir o que foi feito e o que não deu pra fazer”, resume.
 
Mais dinheiro
 
Estava no site da Sefaz na terça-feira, 13: o governo de Goiás encaminhou à Assembleia Legislativa dois projetos de lei para obter autorização de contratação de novos financiamentos. Um é o de R$ 108 milhões, do chamado PAC 2, com recursos do Ministério das Cidades e tendo como banco financiador a Caixa Econômica Federal. A destinação: a obra do veículo leve sobre trilhos (VLT). O outro projeto quer autorização para empréstimo de R$ 1,8 bilhão, dinheiro que terá como destino a reestruturação do perfil da dívida do Estado diante da União.
 
Enquanto os recursos destinados para o projeto do VLT virão para ampliação e melhoria da mo­bilidade urbana, o financiamento de R$ 1,8 bilhão é para reestruturar dívidas que tiveram refinanciamentos celebrados juntos à União com base na Lei nº 9.496, de 11 de setembro de 1997. A Sefaz diz que um procedimento similar já foi adotado por Mato Grosso e Santa Catarina. O objetivo, conforme esclareceu o secretário Simão Cirineu, seria “substituir uma dívida com curto prazo de pagamento e elevados encargos por outra, com prazo mais longo e encargos menores”. Isso serviria a um me­lhor fluxo no serviço da dívida. Com isso, a Sefaz quer reduzir em médio prazo o atual cenário de comprometimento da Receita Lí­quida Real (RLR), que é de 19%. No curto prazo, porém, a previsão para o exercício de 2014 é alcançar até 22,5%. A intenção da Sefaz com a reestruturação é que depois o Estado reduza em até dois pontos porcentuais do nível atual esse comprometimento da RLR. Isso significaria cair, na verdade, mais de cinco pontos depois do aumento da projeção.
 
“É o que chamam de trocar dívida por dívida. Teremos uma dívida com juro menor e tempo maior pra pagar”, explica Vilmar Rocha. São artifícios que o Estado vem usando para “se virar” para conseguir um refresco nas contas. O mesmo ocorre com o Refaz, que incentiva devedores do ICMS a ficar quites com a Receita Estadual. “Este ano, o programa deu quase R$ 400 milhões de arrecadação extra”, diz o secretário. A luta agora é para aumentar o repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE), reduzido pelo crescimento da parte de contribuições em relação à de impostos que a União recebe — o montante que as unidades federativas recebem está ligado apenas a esses últimos. “Hoje só 54% da arrecadação é de impostos, enquanto já foi de 80%.”
 
Já o primeiro projeto de lei pretende fomentar uma obra que ainda não saiu do projeto nem para a fase de licitação: o edital do VLT está dependendo do sinal verde do Tri­bunal de Contas do Estado onde a papelada está desde o início do ano. A relatora é a conselheira Carla Santillo. Cada dia de demora a mais é um estrago na perspectiva de entrega das obras, antes previstas para 2014 como data final. Sem começar até agora, não há mais dúvidas: a perspectiva mais otimista é de que somente sejam concluídas na próxima gestão. Outros, mais pessimistas, nem nisso apostariam. “Esse povo [governo] não vai dar conta de implantar o VLT”, sentencia o deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT).
 
Burocracia e custeio mais alto são justificativas

Dentro da estrutura da gestão, muitos lamentam a burocracia e justificam a falta de mais “ações com mão na massa” por conta desse entrave. De fato, há um ingrato percurso que cada projeto tem de trilhar até virar concreto, no sentido literal dessa palavra. São comissões, votações, audiências, encaminhamentos, tribunais de contas e licitações, até que a obra co­mece. Mas nem mesmo esse argumento se mantém com força se se observar que o governador e sua equipe já tinham dois mandatos nas costas ao assumir o terceiro em 2011. Basicamente, há a mesma rotina burocrática em curso. O que mudou, então, sob esse aspecto?
 
Se a burocracia é a mesma, mesmo não é o crescimento de Goiás em relação ao do País. Mas em um sentido positivo: enquanto o governo federal tenta explicar o Pi­binho de 0,9% em 2012, o desenvolvimento do Estado no mesmo período é comparado ao da China, inclusive por gente de fora, por ter sido quatro vezes maior do que o do Brasil, numericamente falando. 

O problema é que a China goiana só aconteceu mesmo nas tabelas e nos números até o momento. Na prática, o governo estadual carrega o mesmo fardo de responsabilidade que leva a União por não investir o necessário em infraestrutura. O secretário-chefe da Casa Civil, deputado Vilmar Rocha (PSD), tem sua explicação: “Se houve um aumento da arrecadação, paralelamente tivemos também o aumento das despesas de custeio. Somente com os professores da rede estadual, para aplicar o piso salarial, o investimento foi de R$ 500 milhões em 2012; este ano de maio a dezembro, será de mais R$ 109 milhões; e, no ano que vem, R$ 300 milhões. E não falamos das demais categorias, como por exemplo a polícia, e nem da questão da data base”, argumenta.

Ou seja — e o mesmo Vilmar confirma: não fosse o Pibão de Goiás, a situação estaria caótica. “Esse é um problema que ocorre em todos os Estados do Brasil. Nossa briga é por uma repactuação federativa. Do jeito que está, os Estados não so­breviverão”, avalia o chefe da Casa Civil.
 
Rodovida, o carro-chefe que poderia rodar mais rápido

Pode-se dizer que o programa Rodovida seja uma exceção em relação ao todo de estagnação? Talvez, mas ainda assim é muito pouco para dizer que em Goiás vive-se em um “canteiro de obras”. O presidente da Agência Goiana de Trans­portes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, se mostra tranquilo e seguro em relação ao programa e ao cronograma. “Fizemos a reconstrução de 2.081 quilômetros de rodovias em 2012. Para este ano, serão mais 2.178 quilômetros”, relata.

Rincón garante que todas as obras iniciadas e previstas para esta temporada serão concluídas, “80% até abril e 100% no fim de maio”. Entre os feitos que contabiliza está a reforma da GO-070 entre Goiás e Jussara, um trecho considerado crítico, assim como os de Trindade a Nazário (GO-060) e Indiara a Paraúna (GO-320). Tudo isso perto de ser entregue à população.

Para novas rodovias e duplicações, há um montante a ser investido de R$ 1,5 bilhão. Desses, cerca de R$ 700 milhões já estão licitados e os R$ 800 milhões restantes em processo de licitação. O problema é que nada ainda começou. Uma promessa de campanha bastante lembrada por quem vem a Goiânia ou sai dela é a duplicação de todas as rodovias que saem da capital — assim como a das que dão acesso a cidades turísticas. Vilmar Rocha considera que é possível executar a empreitada. “Não significa que tudo será concluído neste governo, mas podemos e vamos começar. Se não concluirmos, estará em andamento. E é preciso ter uma visão de Es­tado, não de governo.”

O fato é que, se o Rodovida está ativo, até mesmo por conta de um fundo específico criado para alavancá-lo, muitas são as reclamações sobre as obras, que vão do atraso no cronograma até a deterioração precoce de trechos já reformados — ou “reconstruídos”, para usar uma palavra que o governo utiliza e que serve também como marketing positivo. Se, porém, o que dizem Jayme Rincón e Vilmar Rocha acontecer e a po­pulação observar que há um esforço real e um trabalho efetivo da gestão, o quadro de desconfiança da população tende a diminuir. 

Em tempo: como será que o não cumprimento das promessas de campanha vão repercutir em Catalão ano que vem?

Charge do dia

É preciso tomar cuidado com o exagero do politicamente correto...


14 de abril de 2013

Gente, o Dudu tá lendo (de novo)!

Dudu mais uma vez foi ao Genervino da Fonseca ver o jogo do CRAC:


Com 17 pontos nas últimas sete rodadas, o Leão se salavou do rebaixamento e tem chances até mesmo de classificação, uma vez que enfrentará o quinto colocado, Grêmio Anápolis. O CRAC teria de vencer e torcer por derrota da Aparecidense contra o Anápolis.

Dudu está torcendo para o CRAC se classificar, porque ele sempre vai ao estádio ver os jogos e aprende a ler mais um pouco, além é claro de ser fiel torcedor do Leão, pois ninguém reparou, mas a camiseta dele é azul, igual à camisa do CRAC.

E dá-lhe CRAC, o Fênix do Cerrado!!!

Ser servidor público é legal, mas o bom é ser comissionado



Esse post é para os concurseiros de plantão. 

Eu mesmo já fui um concurseiro. Investia tempo e dinheiro, comprava apostilas, estudava os conteúdos programáticos, lia os editais das seleções anteriores, pesquisava as provas já aplicadas, "seguia" a empresa organizadora, enfim, fazia tudo aquilo que manda o manual do bom concurseiro: "Foco e estudo, até passar!". É verdade que quando a gente se dedica a disputar um determinado cargo, ou a fazer a prova de determinada instituição organizadora, melhora-se com o tempo e assim foi comigo. As provas da Fundação Carlos Chagas (FCC), organizadora das seleções para os Tribunais Regionais Federais (TRF), eu estava quase fechando. Nunca ficava com menos de 80% de acerto das questões, um bom índice, mas sempre insuficiente para ser aprovado na vaga de Analista Judiciário (o tal "Foco"). 

Fiz cerca de seis seleções e sequer ficava classificado. E entre uma prova e outra aproveitava para fazer outros concursos, quando as provas eram aplicadas aqui ou próximas à Catalão. Então eis que surge o concurso para Técnico Administrativo na UFG e, como estava sempre estudando, mais uma vez completei os 80% da prova e fui aprovado em 1º lugar (urrú!!).

Mas, como manda o manual do bom concurseiro, esta aprovação serviria apenas para dar um suporte financeiro para atingir o real objetivo: o cargo de Analista Judiciário. E assim me comportei durante três anos, continuei "seguindo" os editais e estudando. O tempo passou, me integrei ao cargo na UFG, iniciei uma atuação sindical no serviço público, fiz novas amizades no local de trabalho, reforcei antigos laços construídos durante a graduação e descobri que ser servidor público tem vantagens, mas também muitos desgastes, me dei por satisfeito ao atingir uma dos principais objetos do concurseiro (estabilidade) e decidi aposentar a apostila.

Após aposentar a apostila só confirmei aquilo que eu já vinha aprendendo com a atuação no sindicato: vida de servidor público não é fácil. É uma luta constante por valorização, melhoria das condições de trabalho, reajuste salarial e aprimoramento da carreira. E a ferramenta de luta é a greve, que sempre leva ao desgaste com a população e a perda de apoio quando esta se prolonga. Às vezes ganha-se algo substancial para a carreira, às vezes ganha-se muito pouco e na maioria das vezes não se ganha nada, mas é a única ferramenta de que dispõe o servidor para fazer suas reivindicações chegarem ao Chefe do Executivo e infelizmente tem que ser usada, até o dia em que for proibida de vez, como várias propostas que estão tramitando por aí.

Pois bem, resolvi escrever este post por duas notícias que vi esta semana. A primeira é a farra salarial e imoral que ocorre na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, onde servidores comissionados recebem salário de até 44 mil reais (notícia aqui). Comissionado, todo mundo sabe, é aquele servidor que ocupa o cargo sem se submeter a concurso público, ou seja, é alguém nomeado que recebe um salário, na maioria das vezes superior ao dos servidores efetivos, e cuja competência para ocupar o referido posto foi avaliada apenas pelo critério da amizade. A repercussão foi tão negativa que o atual presidente, Helder Valin, se viu obrigado a tomar uma atitude e abaixar esses salários. O assunto morreria aí, se a imprensa (e o próprio Helder Valin) não mostrassem que os mega salários já eram pagos há pelo menos dois anos, ou seja, de forma completamente imoral e sem transparência, pois até o atual presidente se disse surpreso com o fato. A outra notícia é a aposentadoria da Governadora do Maranhão, Roseana Sarney, como SERVIDORA EFETIVA DO SENADO, cargo que ela ocupou de 1982 a 1985, se licenciando posteriormente para acompanhar o pai na Presidência da República (notícia aqui). O detalhe é que Roseana não fez concurso para entrar no Senado, ocupou um cargo apenas por três anos e agora se aposenta na função, com a bagatela de 21 mil reais de aposentadoria. Até o ano passado o servidor público federal precisava ter 35 anos de contribuição e 60 anos para se aposentar, recebendo uma média do salário dos últimos dez anos. Poderia também se aposentar com idade menor, mas aí não receberia o salário integral. Hoje quem entrar no serviço público terá que complementar sua aposentadoria, pois o Governo não vai pagar acima do teto da Previdência (cerca de R$ 3.900,00). Já Roseana, com 35 anos de licença (remunerada?) se aposenta com salário integral e ainda vai poder acumular vencimentos como Governadora do Maranhão aposentada e como Senadora aposentada, totalizando mais ou menos 70 mil reais mensais. Essa sim soube fichar!

E o que tem a ver as duas últimas notícias com os concurseiros de plantão? Bom, se a Roseana Sarney pôde se aposentar após ocupar por apenas três anos um cargo, sem concurso público, e os mega salários da Assembleia Legislativa eram pagos a servidores comissionados há pelo menos dois anos como é que o concurseiro, que se esforça, estuda e luta para ser aprovado numa seleção ainda pode se manter motivado a continuar? As duas notícias são uma triste realidade nacional, onde fala mais alto o QI (Quem Indica) do que o mérito. A grande verdade é que os servidores efetivos carregam o piano, mas quem toca, sabendo ou não, são os escolhidos pela amizade, sem ter que se submeter a nenhuma seleção anterior. Até mesmo os grandes cargos para os quais (raramente) ocorrem concurso, aqueles dos altos salários (acima dos 19 mil reais), nunca ninguém conhece algum aprovado, ou quando conhece a pessoa já teve alguma ligação com determinado político ou partido.

Isso tudo é só para dizer aos concurseiros para que mudem seu foco, pois é melhor ser servidor público comissionado do que efetivo. Ao invés de estudar para concurso, canalizem seus esforços para se tornar um bajulador profissional de político. A história recente prova que a pessoa que se destaca nessa função ganha uma vaga na carreira de servidor comissionado ad eternum e, como no caso da Roseana, poderá até se aposentar depois de um tempo, com o salário maior do que o de um servidor de carreira, e sem necessidade de submeter-se a nenhuma prova ou seleção, tudo dentro da lei, diga-se, pois pode até ser imoral, mas é legal. 


Repetindo a charge da Roseana, porque essa merece ser repetida


Charge do dia


O próximo post tem a ver com essa charge...

Hoje é dia de CRAC e Vila Nova

Hoje, dia 14 de abril, é o dia D para dois clubes no Campeonato Goiano. Quem perder estará praticamente rebaixado para a segunda divisão, portanto esse é o jogo da vida para CRAC e Vila Nova.

Eu como bom catalano, interiorano, torço para que o Leão do Sul despache o Tigre de volta para Goiânia com o carimbo de "rebaixado" na camiseta. E na charge abaixo, retrato como é que vai ser o encontro dos dois times em campo daqui a pouco, levando em consideração o atual momento de cada um...


























Em tempo: quero ver o que a Federação Goiana vai fazer se o Vila cair mesmo...

12 de abril de 2013

Ninguém afronta Deus e sobrevive para debochar

Já tá ficando chato: toda semana o pastor Marco Feliciano apronta uma. A última foi dizer que se ele estivesse presente no dia que assassinaram John Lennon, apontaria os buracos de bala e diria que cada um dos tiros que ele levou teve uma motivação cristã (um para o Pai, outro para o Filho e  o terceiro para o Espírito Santo), vídeo abaixo:


É um caso claro da doença de Narciso, o sujeito que quer aparecer, não importando as consequências. E o pior é que ele está conseguindo, toda semana ele é assunto na mídia, enquanto isso os deputados aumentam suas verbas indenizatórias, a inflação bate níveis perigosos e a conta de nergia começa a subir (uai, não tinha abaixado), pois é... 

A grande maioria da população repudia suas atitudes e está reagindo a elas (artistas saindo do armário, charges nos principais jornais do país criticando, o "não me representa"), mas cresce também sua legião de defensores (que até o lançaram candidato a Presidência).

A novela Feliciano está próxima do fim, pois até seu partido (PSC) começa a sentir o desgaste das bravatas felicianas, mas como vai terminar nem Deus sabe ao certo...

Abaixo, as charges sobre o episódio do John Lennon:






E as manifestações também continuam (com direito a selinhos de artistas):