Pensamentos aleatórios

31 de julho de 2013

Dia de paralisação nacional dos médicos, e daí?


Hoje, 31 de julho, é o segundo dia de paralisação dos médicos para chamar a atenção das autoridades e protestar contra o programa Mais Médicos, do Governo Federal. 

Este é aquele programa que está sendo muito criticado, principalmente pelas entidades classistas médicas, por tentar diminuir a precariedade na saúde no interior do Brasil através do pagamento de bolsas de 10 mil reais para médicos recém formados e "importando" médicos estrangeiros para atuarem nas regiões onde não houver nenhum brasileiro disposto a exercer a profissão.

Tanto o programa quanto a reação dos médicos brasileiros ilustra bem a questão da saúde no Brasil: é cada um por si e o povo que se exploda! 

O Governo Federal é simplista e infeliz quando tenta vender a população a ideia de que os problemas na saúde se revolveriam apenas com a presença do médico nos locais onde hoje eles não estão, decerto por opção deles, e isso não é verdade, pois o grande problema de não ter médicos no interior do Brasil não é remuneração (faz parte, é claro), mas principalmente a falta de condições de trabalho, pois se em cidades pólo, como Catalão, por exemplo, faltam medicamentos básicos, o que dizer daqueles municípios localizados nos rincões do Norte e Nordeste do país?

Os médicos também aproveitam esse argumento simplista e se fazem de vítimas. São no momento uma das profissões mais atacadas (junto com os políticos), taxados como mercenários, indiferentes ao sofrimento da população, e mesmo que tal rótulo caiba em parte da categoria (que assim que compra gado ou entra na política deixa de ser médico), não significa que todos os médicos estão se lixando pra população, mas grande parte apoia os protestos da entidades, pois sabe que apenas estar no interior, sem auxílio, remédios e leitos pouco resolve. É certo também que as entidades de classe defendem sim melhores condições para exercer a profissão, mas o fazem pensando mais em manter uma reserva de mercado do que em atender quem precisa, pois como podem ser contra o aumento de vagas nos cursos de graduação e a destinação de bolsas aos recém formados? Não há argumento que justifique ser contra mais médicos e mais cursos nas regiões com alto déficit desses profissionais, é até desumano.

Assim caminha a saúde em nosso país. Cidades menores não investem em melhorar sua rede básica e optam pelo encaminhamento dos casos mais complexos para as capitais. O Governo Federal finge que não tem nada com isso e acha que resolve o problema numa canetada, como já fez anteriormente distribuindo ambulâncias. E o povo continua indo aos postos de saúde e hospitais, sofrendo com a falta de profissionais, leitos e de remédios. E hoje, dia de protesto, como ontem, não há nenhum médico para atender, assim como foi antes de ontem e será amanhã. Normal.


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Curso de Medicina em Catalão?! Nem pedindo ao Papa!


Há pouco mais de um ano atrás era noticiado a criação de mais um curso de Medicina da Universidade Federal de Goiás, agora no interior do estado, na cidade de Jataí. Foi, é claro, uma enorme festa: em todo lugar os jataienses comemoravam a conquista; as empresas, colégios e entidades de classe da cidade emitiram Notas Oficiais agradecendo o MEC, o Governo Federal, o Reitor da UFG, os professores do Câmpus Jataí, sempre ressaltando o empenho político do Deputado Federal Leando Vilela, que em articulação com o prefeito Humberto Machado e a Câmara de Vereadores, conseguiram essa façanha em Brasília. Desde então os trâmites legais e burocráticos vem acontecendo para que o curso tenha seu início já no próximo ano (2014): a prefeitura investiu mais de 2 milhões de reais em infraestrutura na Cidade Universitária; a Câmara Municipal aprovou convênio com a UFG cedendo o Centro Médico Municipal e todas as outras unidades de saúde jataienses para que professores e alunos possam trabalhar e realizar estágios; e a UFG está organizando os concursos de professores e técnicos, além da regulamentação do curso em si. O impacto da instalação desse curso na economia de Jataí ainda não foi mensurado, com certeza será enorme, mas nada comparado ao que acontecerá na área da saúde, pois todos os locais de estágio serão modernizados e equipados com o que há de melhor na área, para garantir a formação desses profissionais e o objetivo do programa de Expansão das vagas dos Cursos de Medicina, e quem ganha com isso é a população da cidade: mais médicos, mais dinheiro circulando, mais saúde... é para comemorar mesmo.

Pois bem, isso aconteceu há mais de um ano, nesse meio tempo a UFG, após um debate iniciado aqui no Câmpus Catalão, começou a discutir a atualização de seu Regimento e Estatuto, de forma a preparar-se para o crescimento da instituição e dar mais autonomia aos campi do interior. Essa discussão começou em Catalão principalmente porque o Governo Federal endureceu os critérios para criação de novas universidades e o projeto de autonomia e separação, que já existia no Câmpus Catalão desde 2011 (Projeto da Universidade Federal do Cerrado - UFCer), ficou inviabilizado. O projeto da UFCer era lindo e previa até curso de Medicina (muito antes de o Governo Federal pensar em expandir vagas para o interior), mas teve que ser abortado, justamente pelos critérios técnicos, uma vez que, diziam, a intervenção política não resolveria. No entanto, este ano o Governo Federal, a despeito de seus próprios critérios técnicos, cria mais quatro novas universidades federais (do Cariri - UFCA; do Sul Sudeste do Pará - Unifesspa; do Oeste da Bahia -  Ufob; e do Sul da Bahia - Ufesba) algo que, oficialmente, não era política de governo. Em todas as cidades onde vão ser criadas as novas universidades houve festa, com faixas e carros de som ressaltando o poder de articulação política dos representantes daquelas localidades no Congresso Nacional e junto ao Governo Federal. 

E Catalão, terceira cidade goiana em IDH, quinto maior PIB do estado, com várias instituições privadas de ensino superior, de posição geográfica privilegiada e com um câmpus universitário federal de 30 anos, vendo toda essa movimentação não ficou parada. Movimentou-se e, com muito esforço, conseguiu chamar a atenção da mídia goiana (matéria veiculada no jornal O Popular, de domingo) ao colocar uma faixa na entrada principal do Câmpus pedindo a intervenção do Papa para trazer para Catalão o curso de Medicina. Finalmente, agora sim, teremos médicos.

(Suspiro profundo) 

É por atitudes assim que jamais teremos um curso de Medicina ou uma universidade federal autônoma sediada em Catalão. Em vez de canalizar esforços para provar por A mais B, com dados técnicos, que toda a região sudeste de Goiás se beneficiaria enormemente com um curso de Medicina, aproveitando todo o debate atual em torno do programa Mais Médicos, e provocar as autoridades políticas para apoiar a proposta, optamos por ironizar e fazer uma faixa pedindo a intervenção do Papa! Seria cômico, se não fosse trágico. 

O Papa não trará um curso de Medicina para Catalão, a articulação política e a seriedade dos envolvidos diretamente sim, e o principal: um Deputado Federal comprometido com essa causa. Sim, porque os dois últimos apoiados pelos caciques locais viraram as costas para a cidade logo após a eleição: Thiago Peixoto sequer assumiu a vaga, foi direto para a Secretaria Estadual de Educação, aplicar seu economês na rede estadual de ensino; e Armando Vergílio só voltou para a Câmara Federal após abandonar a Secretaria Estadual das Cidades, por falta de verba, e agora distribui migalhas aos municípios onde foi votado.

E existe uma verdade incômoda que, a exceção de Haley Margon, historicamente os políticos locais não dão bola para a universidade. Ou a tratam como um câncer (Eurípedes Pereira) ou com indiferença (Adib Elias, Velomar e Jardel Sebba), e nenhum reconheceu a importância da instituição para o desenvolvimento da cidade e de sua população como fizeram os políticos de Jataí, com destaque especial para o prefeito Humberto Machado, que cedeu áreas públicas municipais para a instituição e fez, com recursos da prefeitura, a Cidade Universitária, com toda a infraestrutura de água, esgoto, energia e asfalto. Em Catalão os prefeitos (o atual e os dois últimos) apenas pagam o salário de 23 professores ainda vinculados ao município e cedem servidores administrativos que não são aproveitados em órgãos municipais. Investimento como o feito em Jataí, que hoje colhe os frutos, ninguém fez. E nem fará tão cedo, pois o governo de parceria (que também prometeu renovação) prefere pagar ônibus para universitários irem estudar em Uberlândia do que investir na universidade pública existente na própria cidade. 

Não existe mistério e o exemplo de Jataí é a prova que a união da sociedade e dos agentes políticos em torno de uma causa dá resultado, basta querer. O ano que vem está aí e haverá eleições, é o momento da sociedade catalana se posicionar e escolher quem se comprometa com um projeto de consolidação de Catalão como polo universitário no interior do Brasil. Ou não, e fica tudo como está, Catalão conhecida nacionalmente como a terra do "pertim-pertim", do "peixe frito com pinga" e, agora, como "a terra da faixa pro Papa pedindo curso de Medicina".  E quem sabe não dá certo? Afinal, a fé não costuma falhar.

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30 de julho de 2013

Médicos paralisados (Nota Oficial)



MOBILIZAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DA MEDICINA E DA SAÚDE

CARTA AOS BRASILEIROS

Nós, médicos de todo o Brasil, estamos engajados num grande movimento para assegurar que a melhor assistência chegue aos moradores do interior e das periferias dos grandes centros. Somos solidários às queixas da população, mas sabemos que não são apenas médicos que resolverão os problemas do atendimento.

É preciso também investir pesado e ter uma gestão eficiente, moderna e transparente. Esse esforço até já poderia ter começado se as propostas da categoria médica tivessem sido ouvidas e acolhidas quando foram apresentadas, há tempos.

Somente assim, o Brasil terá postos de saúde e hospitais com padrão FIFA. Todos com boas instalações, leitos, remédios e exames para oferecer a quem procura. Colocar um médico no interior não resolverá o problema do atendimento, pois a única coisa que ele poderá fazer em casos graves será colocar o paciente numa ambulância e mandar para outra cidade.

Ao invés de investir em saúde, o Governo diz que a solução é importar médicos do estrangeiro. Ninguém é contra a vinda desses profissionais, mas antes deles atenderem você, seus filhos, sua família, eles precisam mostrar que são competentes passando em exames sérios. No mundo inteiro é assim. Por que no Brasil tem que ser diferente?

Quem se formou em outro país também tem que provar que sabe falar português: que entende o que o paciente diz, que tem condições de dar orientações sobre como seguir o tratamento e de escrever uma receita que não precise de tradução. Se um morador de uma capital tem direito a isso, a mesma regra tem que valer para quem vive numa área distante.

Desse jeito vão ser criadas duas classes de brasileiros: de primeira e de segunda categoria, o que é inconstitucional, imoral e injusto. Para que impedir que isso ocorra é preciso dizer NÃO às propostas improvisadas, eleitoreiras e antiéticas. É isso que os médicos estão fazendo.

O que se quer é simples: que a Constituição seja respeitada, que a lei seja cumprida, que a igualdade dos cidadãos seja respeitada, que as soluções sejam buscadas sem agredir aos direitos de todos e levando em conta a opinião dos diferentes setores da sociedade.

Por isso, nós, médicos, pedimos desculpas se nos próximos dias você e sua família tiverem dificuldade em marcar uma consulta ou fazer um exame. Em nenhum momento, queremos prejudicar você, cidadão. No entanto, paralisações vão acontecer em Goiás, nos dias 30 e 31, para chamar a atenção das autoridades.

Não entenda nisso uma ação corporativista, de quem está só preocupado com seus interesses, como dizem alguns. Longe disso: nosso maior interesse é fazer com que você possa ter o SUS que tanto sonha: universal, integral, gratuito e com serviços iguais para todos.

Nos dê o seu apoio nessa luta, porque ela é sua também!

COMITÊ DAS ENTIDADES MÉDICAS DO ESTADO DE GOIÁS
Associação Médica de Goiás (AMG)
Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (CREMEGO)
Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO)

Charge do dia

Antes de voltar para o Vaticano o Papa deixou com a Dilma sua receita de popularidade:



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29 de julho de 2013

Para começar a semana rindo

Uma pequena seleção de imagens engraçadas, para começar a semana de bom humor:

Velocidade máxima!

Não é o que parece!

Olha o vira!

Oi?!

Saaai!!!!

O rei do Parkour!

O rei do Parkour 2

Sou revoltado mesmo!

Ele caiu? Deixa eu ajudar...

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Charge do dia

Tudo pode ter um lado bom, até queda de popularidade...


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Previsões do passado

Há vários anos atrás, na Argentina...



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26 de julho de 2013

Animação fantástica para nerd nenhum botar defeito


Maker vs Marker é uma animação muito joia que retrata um combate ocorrendo em um quadro branco entre a mão que desenha e o objeto desenhado. 

A referência principal é o jogo Street Fighter, com vários elementos do game (em especial  a animação do uso dos super-golpes e o lutador desenhado - Akuma), mas tem referências a Dragon Ball Z, Transformers, Matrix e outros outros games de luta.

Muito bem feita e divertida, indicada para todo nerd que se preze:



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O sonho de toda criança é...

Toda criança sonha com o futuro: qual profissão terá quando crescer; com quem vai se casar; SE vai se casar; que carro vai ter; quantos filhos terá... e por aí vai.

Normalmente a maioria das aspirações é relacionada a vida financeira e profissional. O desejo de ser médico, juiz,  professor (esse anda em baixa), lutador, atleta, ganhador da loteria... sempre relacionado aos ganhos ou status de cada profissão.

Aqui em Catalão a maioria das crianças aspira ser jogador de futebol, tamanho é o prestígio que o CRAC ainda goza entre a meninada, aumentado depois da vinda do Santos ao Genervino da Fonseca. 

O que pouca gente sabe é que uma nova profissão surgiu e vem rivalizando com a de jogador de futebol na preferência futurística da moçada, tamanho são os ganhos financeiros e o status dessa nova classe, conforme o hipotético diálogo reproduzido na charge abaixo:



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Charge do dia

Tá cada vez mais frio...


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O assassinato do servidor da UFG e o desrespeito de um aluno

Familiares e colegas de trabalho de Antônio Carlos Gonçalves promoveram ontem (25/07), às 10h30, uma manifestação para cobrar maior empenho e agilidade na investigação do assassinato do trabalhador. Técnico-Administrativo da UFG, lotado no Laboratório de Solos da Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos, Antônio Carlos foi morto no setor Balneário Meia-Ponte, quando voltava para casa. Um motociclista ainda não-identificado atirou no trabalhador, cinco tiros o atingiram. Quando foi socorrido, ele ainda estava vivo. No Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), foi atendido, porém faleceu. 

O cunhado, Lúcio Rufino, e os irmãos da vítima, Miguel Messias, Sebastião Lindolfo e Pedro Januário, pedem à polícia explicações. Segundos eles, houve negligência na análise do local do crime. A camisa e os sapatos que Antônio Carlos usava, não foram recolhidos e examinados. Dados, como o nome da pessoa que primeiro prestou auxílio ao trabalhador, também não foram coletados. Ao averiguar as margens da avenida onde ocorreu o crime, um dos irmãos do técnico encontrou uma bala de calibre 38. Não se sabe ainda se esta teria relação com o assassinato.

Seu José Braz Bizco, técnico-administrativo no Setor de Transportes da UFG, foi uma das pessoas que socorreram o trabalhador. Quando baleado, Antônio Carlos disse desconhecer o motivo do crime. Segundo seu José, ele era uma pessoa tranquila, dedicada à família e aos amigos. A inexistência de dívidas ou desavenças tornam o ocorrido incompreensível para família e para os colegas de trabalho.

A manifestação foi noticiada pela TV Anhanguera, que flagrou um motorista (estudante da própria UFG) que, em atitude completamente imprudente e desrespeitosa, quase atropelou os manifestantes.



O momento em que o inconsequente passa no meio da multidão e o detalhe do adesivo da UFG e da placa do veículo (NWK-3896), que serão usados para identificar e punir esse animal.



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25 de julho de 2013

A evolução visual do Wolverine

Amanhã estreia o novo filme do Wolverine (Wolverine - Imortal), portanto para entrar no clima, nada melhor que relembrar um pouco da história desse herói nos quadrinhos, por meio da evolução de seu uniforme, que em 39 anos de existência, já teve várias versões. O texto a seguir foi originalmente publicado no Omelete

Para ser o melhor naquilo que faz, "mesmo que não seja nada agradável", Wolverine já desfilou os mais variados figurinos. Inspirado pelos traços do carcaju - animal que vive em zonas frias da Sibéria, Escandinávia, Alasca e Canadá -, o visual do mutante criado por Len Wein, John Romita Herb Trimpe passou por uma paleta de cores variadas, perdeu mangas e ganhou pelos ao longo do anos. Logan também já apareceu disfarçado com um tapa-olho, perdeu uma mão, encarnou um dos Cavaleiros do Apocalipse e acabou aos pedaços como zumbi. Confira a evolução visual do Wolverine, nos quadrinhos, no cinema e na TV:

1974 - Uniforme Amarelo Original
Wolverine 1974Wolverine 1974

Na sua primeira aparição em The Incredible Hulk #180/ 181, o Wolverine, imaginado por John Romita e desenhado por Herb Trimpe, tinha uma máscara com o nariz preto e bigodes. Originalmente, Len Wein, o co-criador do personagem, pretendia que as garras fossem fixas nas luvas e não retráteis.

1975 - Uniforme Amarelo Clássico
Wolverine 1975Wolverine 1975


Wolverine se juntou aos X-Men em Giant-Size X-Men #1. Reza a lenda que Gil Kane errou a mão na hora de desenhar a máscara do Wolverine na capa, dando ao herói orelhas no estilo do Batman e olhos brancos. O desenhista Dave Cockrum teria gostado da mudança e adaptou as páginas internas da revista para incorporar o novo visual do mutante. O uniforme voltaria a ser usado na década de 90, nos quadrinhos e na série animada dos X-Men.

1977 - Unifome Fang
Wolverine 1977

Em Uncanny X-Men #107, Dave Cockrum achou que seria divertido, no seu último trabalho na série, desenhar um uniforme que fosse dar trabalho para o próximo artista da HQ. Na história, depois que sua roupa é destruída, Wolverine rouba o uniforme de Fang, membro da Guarda Imperial Shi'ar. O uniforme amarelo e marrom com detalhes feitos de ossos e caveiras foi usado em apenas duas edições. Uma versão deste mesmo traje seria apareceria anos depois no corpo de X-23, a clone de Wolverine criada em 2003.

1980 - Uniforme Marrom
Wolverine 1980

John Byrne levou o seu próprio design ao uniforme do mutante em Uncanny X-Men #139. Um ano antes, o desenhista já havia removido as mangas do uniforme, deixando expostos os característicos pelos do carcaju. Com algumas variações, o uniforme seria usado por quase toda a década de 80, aparecendo em clássicos como Eu, Wolverine (a saga japonesa desenhada por Frank Miller e escrita por Chris Claremont em 1982, base para Wolverine - Imortal). O uniforme também aparece, com variações, na série Wolverine: Origins de 2006, criada por Daniel Way e Steve Dillon, e em animações como X-Men: Evolution.

1981 - Traje Civil
Wolverine 1981Wolverine 1981

No arco Dias de Um Futuro Esquecido, publicado em Uncanny X-Men #141, Chris ClaremontJohn ByrneTerry Austin mostram um Wolverine do futuro envelhecido por fios grisalhos e usando calça, camiseta e jaqueta de aviador.

1988 - Uniforme Negro
Wolverine 1988Wolverine 1988

Quando estreou a sua série mensal, Wolverine ganhou uma roupa preta e pintura facial de John Buscema. Porém, na Uncanny X-Men o mutante continuava com o uniforme marrom.

1989 - Caolho
Wolverine 1989Wolverine 1988

Em Wolverine Vol. 2 #4, Logan se torna o bartender Caolho e começa a trabalhar como agente secreto em Madripoor, a ilha asiática do universo Marvel. Um simples tapa-olho bastou para encobrir a verdadeira identidade do mutante.

1991 - Azul e Dourado
Wolverine 1991

Durante o arco desenhado por Jim Lee, a partir de Uncanny X-Men #275, os X-Men ganharam uniformes inspirados no figurino da formação original do time de mutantes. Wolverine voltou ao traje marrom para o lançamento de X-Men #1.

1991 - Arma X
Wolverine 1991Wolverine 1991

Na década de 90, os mistérios sobre Wolverine começaram a ser desvendados. Em Marvel Comics Presents #72, o mutante aparece pela primeira vez com o seu visual de rato de laboratório, com cabos e fios pelo corpo.

1992 - Amarelo Clássico II
Wolverine 1992Wolverine 1992


Depois da saída de Chris Claramont, John Byrne voltou a colaborar com Jim Lee, que anunciou orgulhoso a volta do "verdadeiro" uniforme. Na versão de Lee para o traje clássico, as orelhas foram alongadas e o cinto comum deu lugar ao tradicional X. Além dos quadrinhos, o uniforme de Lee também aparece em X-Men: The Animated Series.

1992 - Equipe X
Wolverine 1992Wolverine 1992

Em X-Men Vol. #5, Wolverine relembra a primeira vez em que enfrentou Omega Red ao lado de Dentes-de-Sabre (então Victor Creed) e Maverick, marcando a primeira aparição das forças especiais no universo X-Men. O uniforme consiste em uma roupa preta coberta de cintos e bolsos em amarelo. O time também aparece em X-Men Origens: Wolverine, com uma formação diferente (e sem os uniformes), e nas animações X-Men: Animated Series e Wolverine and the X-Men.

1994 - Garras de Osso
Wolverine 1994Wolverine 1994

Em X-Men #25, Magneto extrai o Adamantium do corpo de Wolverine, revelando que seus ossos estavam apenas cobertos pelo metal e que o mutante já havia nascido com as garras.

1995 - Era do Apocalipse
Wolverine 1995Wolverine Apocalipse

Quando Legião, o filho de Xavier, viaja no tempo e acidentalmente mata o próprio pai, ele transforma dramaticamente a realidade dos X-Men. Em um mundo dominado por Apocalipse, Logan passa a chamar a si mesmo de Arma X e usa uma uma variação vermelha e azul do uniforme amarelo clássico. A mudança mais significativa, porém, é a ausência da mão esquerda do mutante, desintegrada pelas rajadas ópticas de Ciclope. Ainda assim, o Wolverine maneta manteve as suas garras.

1996 - Selvagem
Wolverine 1996Wolverine Selvagem

Depois de passar quase dois anos com as garras de osso, os fãs estavam começando a ficar ansiosos pela volta do Adamantium. Em Wolverine #100, o mutante recebeu novamente o tratamento de metal, mas seu corpo rejeitou o material, criando uma versão selvagem de Logan. Algumas edições depois, ele passou a usar uma bandana para cobrir o rosto. O arco foi rejeitado pelos fãs e o visual foi prontamente abandonado.

2000 - Morte
Wolverine 2000Wolverine 2000

Durante o arco Apocalyse: Os Doze, Wolverine é capturado e transformado no Cavaleiro da Morte de Apocalipse. O traje azul tem traços medievais e é ornado por caveiras de demônios e uma capa vermelha. Uma espada serve de acessório.

2000 - Filmes
Wolverine 2000Wolverine 2000Wolverine 2003

A versão de Bryan Singer apresentou o mutante nas versões civil (com calça, camisa/regata e jaqueta de courou) e uniformizada (couro preto com detalhes amarelos), sempre sem a máscara. Os figurinos dos filmes seguintes - X-Men 2 e X-Men 3 - O Confronto Final - seguiram na mesma linha, com pequenas variações. Além das garras, que despontam das juntas e não da metade da mão, a maior diferença do carcaju cinematográfico em relação aos dos quadrinhos está na altura. O personagem passou de nanico, com o seu 1,60m, para o alto dos 1,90m de Hugh Jackman.

2000 - X-Men Evolution
Wolverine 2000

O uniforme da série animada tem como base o traje marrom e coloca Logan para salvar o dia de preto, laranja e botas longas.

2001 - Origem
Wolverine Origem

A minissérie criada por Paul JenkinsAndy Kubert nos apresentou a James Howlett, o menino doente que passava seus dias de camisola no final de 1800 até que uma tragédia dá início a transformação do menino frágil no famoso mutante.

2001 - Ultimate
Wolverine 2001Wolverine 2001

Na versão da Marvel para os novos leitores, Wolverine adotou o amarelo e preto como cores.

2001 - Couro
Wolverine 2001Wolverine 2001

Grant Morrinson e Frank Quitely alinharam o visual dos quadrinhos com o filme em New X-Men #114, dando a Logan um uniforme de couro preto com detalhes em amarelo.

2002 - Evolution II
Wolverine 2002

A terceira temporada de X-Men:Evolution introduziu um novo traje, seguido a estética dos filmes: preto, amarelo e nada de máscara.

2003 - Ultimate II
Wolverine 2003Wolverine Ultimate

Wolverine ganhou uma variação do uniforme original do universo Ultimate, acrescentando mais detalhes ao traje.

2004 - Astonishing
Wolverine 2004Wolverine 2004

A versão de Joss Whedon e John Cassady representou um retorno ao visual original do mutante, com um traje azul e amarelo e a máscara com orelhas menores. Um uniforme parecido também aparece na animação Wolverine and the X-Men, de 2009.

2005 - Zumbi
Wolverien zumbiWolverine Zumbi

Na versão zumbi do universo Marvel, na Terra-2149, todos os heróis e vilões foram infectados com o vírus dos mortos-vivos. O visual consiste em um Wolverine sem fator de cura, perdendo os pedaços a cada conflito.

2008 - X-Force
Wolverine 2008Wolverine 2008

Apesar de manter o uniforme Astonishig, Wolverine também passou a usar um traje preto e cinza nas missões da X-Force.

2008 - Velho Logan
Wolverine 2008Wolverine 2008

Em Wolverine Vol. 3 #67, Mark Millar e Steve McNiven se inspiraram em Clint Eastwood e Os Imperdoáveis para mostrar um Wolverine velho, com os cabelos curtos, em um futuro sem heróis. Aposentado, ele aceita soltar suas garras mais uma vez.

2009 - Origens
Wolverine 2009

Regata branca, calça e uma eventual jaqueta de couro formam o traje oficial de Wolverine no seu primeiro filme solo.

2011 - Anime
Wolverine 2011Wolverine  2011

Na versão para a animação japonesa da Marvel, Logan aparece em Marvel Anime: Wolverine com um visual civil, marcado por uma camisa/jaqueta vermelha (inspirado no visual do Wolverine Caolho de 1989). Já em Marvel Anime: X-Men, o mutante ganha um visual mais pesado em azul, preto e amarelo.

2013 - Imortal
Wolverine 2013

Para a versão cinematográfica da saga japonesa do herói, o diretor James Mangold preferiu dispensar o uniforme marrom dos quadrinhos, deixando Logan apenas de calça e sem camisa. Wolverine - Imortal estreia em 26 de julho. 

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