Pensamentos aleatórios

28 de fevereiro de 2014

O PIB e o inexorável peso dos fatos*


É manchete nos principais jornais de sexta-feira (28/2) o resultado da economia brasileira no ano de 2013. O tom de espanto domina os títulos das reportagens e das análises dos economistas credenciados pela imprensa. O Produto Interno Bruto cresceu 2,3%, contrariando o canto fúnebre entoado incessantemente pela mídia tradicional até o dia anterior. O discurso muda subitamente: agora, diz-se que “uma surpresa favorável estancou a piora das expectativas”.

As edições da véspera de carnaval devem ser guardadas pelos analistas da comunicação jornalística como um caso a ser estudado em futuras pesquisas. Trata-se da mais deslavada demonstração de irresponsabilidade, para não dizer manipulação criminosa, no exercício dessa que já foi considerada uma atividade luminar da vida moderna.

Ao ver desmentidas pelos números suas próprias adivinhações, a imprensa usa o contorcionismo das metáforas para dizer que, agora, as expectativas catastrofistas não têm sentido. Ora, mas quem foi que criou essas expectativas, se não a própria imprensa, ao dar abrigo e destaque para as piores previsões disponíveis?

Com exceção de uma minoria de especialistas, que passaram as últimas semanas fazendo penosos malabarismos verbais para não cair na corrente do apocalipse, o conteúdo dos jornais tem induzido os operadores da economia a um estado mental depressivo, que afeta principalmente o setor industrial, mais suscetível ao clima de pessimismo. Alguns textos acusam o governo atual de haver insuflado no mercado um otimismo exagerado, há três anos, ao projetar taxas de crescimento anuais em torno de 4%.

Acontece que, desde então, a imprensa tem trabalhado no sentido contrário, produzindo um clima que induz a estratégias cautelosas por parte dos investidores. Ainda assim, note-se, o nível de investimento cresceu 6,3% em 2013, a maior alta desde 2010. O gráfico apresentado pelo Estado de S. Paulo anota, timidamente, que os investimentos devem crescer mais em 2014, impulsionados pelas obras da Copa do Mundo.

Manipulação e malabarismo

No amplo espectro das causas que compõem os fenômenos complexos, não se pode descartar o efeito do pessimismo da imprensa sobre escolhas de empresários e executivos mais conservadores. Observe-se que, progressivamente, a predominância de opiniões negativas sobre a economia brasileira se tornou tão hegemônica que alguns autores passaram a usar e abusar de figuras de linguagem para se dirigir a seus leitores, abrindo mão do vocabulário econômico específico.

Interessante notar também que um dos destaques das edições de sexta-feira (28) é a frase de uma jovem economista muito apreciada pelos jornais, que costuma usar referências literárias para ilustrar suas análises. Em declaração no Estado de S. Paulo, ela afirma que o desempenho do PIB “vai gerar um choque de realidade sobre a economia do País. O pessimismo não se traduz em recessão ou queda do PIB”, observou. O leitor atento vai pesquisar suas manifestações anteriores e constata que a economista tem sido uma das mais agressivas ativistas do pessimismo, useira contumaz de ironias.

Note-se também que, mesmo diante da realidade que contraria tudo que vinha publicando, a imprensa se esforça para diminuir o impacto dos fatos sobre suas previsões alarmistas. Numa página inteira em que analisa sinais de mudança no modelo brasileiro de crescimento, a Folha de S. Paulo apresenta na edição de sexta-feira um ranking das economias que mais cresceram, lançando mão de um artifício primário para minimizar a importância do desempenho do Brasil: em dezembro, quando noticiaram estudos sobre mudanças na economia dos Estados Unidos, os jornais dividiram os países em dois blocos – os mais vulneráveis e os menos vulneráveis.

E qual o critério adotado agora pela Folha, para classificar o desempenho dessas mesmas economias em 2013? Divide os países em três blocos, colocando o Brasil no bloco intermediário.

Se optasse pelo mesmo critério usado para destacar a análise pessimista, o jornal teria feito um quadro com dois blocos, e o Brasil seria apresentado entre os quatro países que mais cresceram, junto com China, Indonésia e Coréia do Sul.
São manobras como essa, inspiradas claramente num viés ideológico e no interesse político, que afetam a credibilidade da imprensa.

*Por Luciano Martins Costa, publicado originalmente no Observatório da Imprensa.

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Cristiano Silva, do Esporte Total da Band, aponta os principais culpados pela falência do CRAC

Cristiano Silva, escritor do livro da Operação Ouro Negro, funcionário do Governo do Estado (AGECOM), blogueiro (Goiás 24 Horas), apresentador e comentarista esportivo (Esporte Total - TV Goiânia/Band), mostra o quanto conhece de Catalão e da situação do CRAC ao apontar os principais culpados pela falência do time, confira o vídeo:



A opinião de Cristiano é, claro, totalmente isenta e profissional. Esquecer de mencionar os nomes de Cesar da PC e Gustavo Sebba que também fizeram parte da Diretoria que afundou o Leão do Sul, assim como não mencionar o fato que Rodrigão é vice-prefeito de Catalão e foi eleito pelo PSDB junto com o prefeito Jardel Sebba foi apenas um lapso, nada a ver com uma campanha midiática para tentar isentar Gustavo e Jardel de responsabilidade no afundamento do time. Assim como foi coincidência a participação de Gustavo na mesma edição do Esporte Total, divulgando o Carnacoss 2014:


Teóricos da conspiração vão dizer que se trata de uma estratégia clara de denegrir o possível ladrão de votos de Gustavo, comparando o incompetente dirigente esportivo Rodrigão com o competente divulgador do esporte Gustavo Sebba.

Mas vão aparecer aqueles que vão dizer que o povo não é bobo, que sabe separar uma coisa da outra e que o filho do prefeito vai colher nas urnas toda a rejeição por conta da queda do CRAC... 

Será?!

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Bombando no Carnaval


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Quadrilha?! Que quadrilha?

Algumas charges sobre a vergonha nacional do momento:





 



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Torcedores se mobilizam para ajudar o CRAC


Divulgando para ajudar:

Torcedores da Torcida Organizada do Leão (TOL), uma das maiores torcidas do time do CRAC, estão atentos à má condição financeira do clube, e tentam agir para ajudá-lo a sair das dívidas.

Na manhã de quarta-feira (26/02), Lucas Alves Rufino e Cairo Rodrigues Mesquita (Pitchula), membros da TOL, estiveram com o Presidente do Crac, Helson Barbosa, o Caçula, para colaborarem de alguma forma a erguer o CRAC.

Segundo informações da Diretoria, o Diretor Financeiro, Márcio Machado, entregou uma carta de renúncia na segunda-feira (24/02) ao Dr. Adélio, membro do Conselho do CRAC, e nesta quarta comunicou sua saída ao Presidente Caçula. A Diretoria de Marketing, ocupada por Erica de Bem, não conseguiu muito sucesso na arrecadação e divulgação do Clube.

“O Crac está numa situação de emergência. Caso os jogadores não entrem em campo, ele não terá condições de participar de nenhum próximo campeonato se ele não sair dessa fase ruim que está”, comentou o torcedor Lucas Alves.

Em entrevista em uma rádio da cidade, o presidente do clube comentou que os salários de funcionários da gestão anterior estão atrasados desde agosto de 2013, e eles receberam 17 dias do mês de dezembro que trabalharam, não nova gestão. Dos salários dos jogadores ainda faltam os pagamentos de janeiro de 2014 e de fevereiro, que vai vencer nos próximos dias. A atual dívida do CRAC, segundo Caçula, está em R$2,6 milhões.

Caso os jogadores não entrem em campo na próxima quinta-feira, dia 5 de março, contra o Anápolis, no Jonas Duarte, às 20h30, o time leva suspensão de 3 anos e não pode participar do Campeonato Goiano, e ainda cai para a Série D.

A TOL faz um apelo à cidade de Catalão, aos empresários, aos torcedores que gostam do CRAC, e estão fazendo uma campanha para tentar tirar o clube dessa situação delicada em que se encontra.

O Portal Catalão e o Cracnet estão dando sua contribuição e criaram um espaço de doação dentro da PagSeguro para que torcedores de qualquer lugar possam contribuir.

Todas as doações arrecadadas serão repassadas diretamente à conta bancária oficial do clube.

Todas as doações arrecadadas serão repassadas diretamente à conta bancária oficial do clube.

Qualquer pessoa pode colaborar fazendo uma doação por cartão de crédito com tranquilidade e segurança, através do PagSeguro. Basta clicar no banner do lado esquerdo superior da página do Cracnet, que você será direcionado ao PagSeguro para realizar sua doação.

Outra opção é através de depósito. Você pode ajudar, com qualquer quantia, realizando um depósito na conta oficial do Clube, que é a seguinte:

Caixa Econômica Federal
Agência: 0564
Operação: 003
Conta Corrente: 1044-0

Quem quiser fazer uma doação pessoalmente aos organizadores dessa campanha, pode entrar em contato pelos seguintes telefones:

Lucas: (64) 9968-4092 / (64) 8116-0711
Pitchula: (64) 8130-7000 / (64) 9984-3808

Os organizadores da campanha se comprometeram também a realizar uma prestação de contas de todo dinheiro que conseguirem arrecadar através das doações.

Ajude você também e livre o CRAC da politicagem!

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E o Carnaval está começando

É uma época de festa. E em toda cidade pelo país afora cada um vai para a folia carregando nos ombros aquilo que gosta ou, em alguns casos, o fardo que está mais pesando mesmo:


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27 de fevereiro de 2014

Enquanto isso, no TRE...

Um duro debate vai decidir o destino da cidade de Catalão:


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Liberado o download do programa do Imposto de Renda


É bem assim mesmo!

Para quem precisa, eis o link: Download IRPF 2014.

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Enquanto isso, no coletivo da Transduarte...

Os usuários se acomodam na linha que serve o bairro Ipanema:


E isso é todo dia, durante a semana inteira, agravada nos meses de aula com a presença dos muito bem educados alunos do SENAI...

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De quem é a culpa pela falência do CRAC?

Essa eu vi no Diante do Fato:



Alguns destaques dessa notícia:

Destaque 1: "a antiga diretoria do CRAC só afundou o time, pessoas despreparadas e desorganizadas que no começo do ano passado praticamente saquearam o time".

E é verdade! A diretoria anterior, presidida por Roberto Tiú, deixou o time na melhor situação financeira dos últimos anos, em quarto lugar no Campeonato Goiano e classificado para a série C do Brasileiro 2013 e para a Copa do Brasil. Foi só a nova Diretoria assumir que o time desandou até se tornar o fiasco que é hoje: comprou um ônibus sem condição de transitar; quase foi rebaixado no Campeonato Goiano; foi rebaixado para a série D do Campeonato Brasileiro; e virou chacota nacional ao servir peixe frito e pinga para os torcedores quando o Santos veio jogar no Genervino da Fonseca.

Destaque 2: "Não foi falta de apoio do executivo municipal, pois o prefeito Jardel Sebba (PSDB) foi o prefeito que mais ajudou o time do CRAC".

Que Jardel foi o prefeito que mais injetou dinheiro no time, não há dúvida. Mas apoiar não consiste só em injetar dinheiro do município: envolve ir aos jogos (e ele só foi no primeiro jogo); demonstrar apoio público à equipe (já na primeira dificuldade disse que não tinha nada a ver com o time); e usar o prestígio político para conseguir patrocinadores entre as empresas instaladas na cidade (na realidade ele fez de tudo para descolar sua imagem do time). O prefeito, é claro, não é eleito para gerir time de futebol, nem é obrigação da prefeitura investir no time e ninguém é obrigado a gostar de bola, mas ignorar que a opinião pública catalana o culpa por essa situação é muito desprezo para com a torcida.

Destaque  3: "Torcedores do Leão já estão fazendo um movimento na cidade para protestar na casa de cada um dos ex-dirigentes do CRAC que são os responsáveis pela situação do Leão do Sul".

Tem que fazer movimento e protestar mesmo, afinal as ruas dos bairros periféricos estão intransitáveis de tanto buraco; a cidade está feia e suja por deficiências na coleta de lixo; as lâmpadas queimadas não são trocadas (mesmo existindo a taxa de iluminação na conta de luz); o trânsito está caótico; o transporte coletivo continua ruim como sempre; e a SAE continua com problemas no abastecimento de água, ou seja, o 1 milhão e 250 mil reais gastos pela Diretoria do CRAC em 2013 estão fazendo falta (mesmo a prefeitura arrecadando quase esse valor por dia). Por isso mesmo, para que a população possa se manifestar e não reste confusão, é importante sempre relembrar com a foto abaixo, registrada no gabinete do prefeito em janeiro de 2013, quem são os membros da Diretoria que afundou o Leão do Sul.


Estão na imagem:

  • Cesar da PC (conselheiro deliberativo), Superintendente da SAE e Secretário-Mor do Prefeito Jardel;
  • Sidney Ferreira (diretor de futebol), quem contratava e dispensava jogadores, chamado por Rodrigão pela campanha vitoriosa do time em 2004;
  • Maciel Batalha (diretor de patrimônio), ex-servidor comissionado da prefeitura (demitido junto com o Rodrigão);
  • Gabriel Pedro (diretor do departamento médico), pai do vereador Pedrinho, da base aliada de Jardel;
  • Ginair da Parati (vice-presidente executivo), filiado ao PSDB;
  • Danilo Pereira (diretor financeiro), ex-servidor comissionado da Secretaria de Infraestrutura de Catalão (demitido junto com o Rodrigão);
  • Gustavo Sebba (vice-presidente administrativo), filho do prefeito e pré-candidato a deputado pelo PSDB;
  • Silvano IDESC (presidente no papel, mas quem mandava era o Rodrigão),
  • Rodrigão (presidente de honra), vice-prefeito de Catalão;
  • Adenízio José Evangelista (diretor contábil-financeiro);
  • Adélio de Campos (presidente do conselho deliberativo), ex-juiz de direito de Catalão; 
  • Luiz Antônio da Silva Araújo (diretor jurídico);

O prefeito Jardel também está na foto, mas não é da diretoria, embora desde que ele declarou que ia ajudar o time o CRAC só andou para trás (o que é apenas coincidência, claro), mas será que ele, o maior interessado em apurar para onde foi o dinheiro público investido no CRAC, vai determinar rigorosa auditoria que poderá comprometer tantos de sua confiança que estavam na Diretoria na época?


E adivinhem quem vai ser convocado para ajudar a salvar o Leão do Sul?

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A carne é fraca...

E quando ela não é, aí é Friboi, que enfraquece qualquer carne:




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Mais sobre as camisas da Adidas


E o duro, é que é verdade!

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26 de fevereiro de 2014

Outro que entende tudo de futebol...

Cristiano Silva, todo mundo em Catalão sabe, é o autor do livro sobre a Operação Ouro Negro, fartamente distribuído durante a campanha eleitoral em 2012.

O que pouca gente sabe é que Cristiano, além de escritor de livros-denúncia, blogueiro (Goiás 24 Horas) e comandante do programa Esporte Total (TV Goiânia - Band), também revelou talento para crítico televisivo, ao criticar os comentários de Kleber Guerra feitos no jogo CRAC e Vila, ocasião em que disse que o colega estaria mal informado sobre a situação do time catalano. Confira:



Primeiro é preciso ressaltar que a opinião do comentarista da TV Anhanguera é a da maioria dos catalanos, sem dúvida, e o time acabou sim depois da mudança na gestão municipal. Segundo, o prefeito Jardel realmente investiu dinheiro no CRAC, mas não foi 1 milhão e meio em 2013 (foram 1 milhão e 250 mil reais) e nem 1 milhão em 2014 (serão "apenas" 500 mil reais, o equivalente a 11 horas de arrecadação municipal e menos do que a prefeitura gastou em aquisição de foguetes).  Terceiro, Cristiano acertou que a culpa pela atual situação de penúria do CRAC é da diretoria passada, que gastou mal e porcamente os recursos arrecadados, mas se esqueceu de dizer que faziam parte dessa diretoria o vice-prefeito (Rodrigão), o principal secretário municipal (Cesar da PC) e o filho do prefeito pré-candidato a deputado pelo PSDB (Gustavo Sebba). Quarto, também esqueceu de dizer (ou não sabia) que a tal diretoria foi imposta e totalmente apoiada pelo prefeito, conforme notícia abaixo:


Saber quem, entre Kleber Guerra e Cristiano Silva, entende mais de futebol é complicado avaliar, mas saber quem, entre os dois, entendeu melhor a atual situação do CRAC é fácil!

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Camisetas da Adidas e propaganda sexista


Uma linha de camisetas inspirada na Copa do Mundo lançada pela marca de material esportivo Adidas está causando polêmica. Isso por causa das imagens que retratam o Brasil e da conotação sexual que pode ser vista nas ilustrações destas roupas, algo que se tem tentado combater, até por parte do governo brasileiro.

De acordo com os jornais O Estado de S.Paulo e O Globo, a polêmica chegou a altas esferas, a ponto de a Embratur prometer formalizar uma reclamação. Na tarde de terça-feira, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência publicou uma nota de repúdio à "confecção de camisetas com ilustrações de cunho sexual associado às cores e aos símbolos do Brasil".

Em duas camisetas que estão sendo vendidas no site americano da marca alemã, as imagens que remetem à beleza da mulher brasileira causaram incômodo. O problema é o fato de a Copa do Mundo também atrair muitos estrangeiros para o "turismo sexual".

As camisetas da discórdia

A camiseta de cor verde mostra a frase "Eu amo o Brasil". Mas o que seria um coração tem na verdade o formato de uma bundinha de biquíni. A camiseta amarela mostra: "lookin' to score", que pode ser traduzido como "buscando gols", mas que também pode ser uma alusão a "pegar garotas".

A reação indignada do Governo é um belo esforço para melhorar a imagem externa do Brasil, de país da lascívia para um lugar preocupado com a exploração sexual, mas as camisetas não vão muito além do que fazem as propagandas de cerveja ou outras pérolas publicitárias brasileiras que colocam a mulher como objeto do desejo:





Ou seja, O Governo pode até impedir os gringos de comprar camisetas da Adidas com conotação sexual, mas eles com certeza não vão ficar sem ver peitos e bundas durante sua estadia para a Copa do Mundo.

Mas para quem pensa que os publicitários brasileiros exageram na exploração da sensualidade feminina para vender produtos, segue abaixo a propaganda de um fertilizante vendido na Coreia:


E quem exagera é o brasileiro?!

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25 de fevereiro de 2014

Vaquinhas valiosas

Charges do animal mais valioso do Brasil no momento:






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Solução para quem não vive sem as redes sociais


As redes sociais são uma coisa fabulosa. Permitem nos conectarmos com o mundo e com nossos entes queridos. A despeito da distância física podemos falar e interagir com a família ou compartilhar um momento de refeição com os amigos, ou mesmo ver gatinhos fazendo coisas incríveis e videoclipes coreanos.

Mas, às vezes, as redes sociais podem se tornar um obstáculo para o mundo real. Isso costuma acontecer com frequência quando acaba a bateria do celular ou o Facebook sai do ar (desespero). A sensação de vazio e desconexão com o mundo virtual acabam por prejudicar o relacionamento (físico) com quem está por perto.

Para resolver esse problema a Coca-Cola propôs um novo e revolucionário produto que visa resgatar a vida social de todos os viciados em redes sociais do mundo, confira:



"Tire o 'social' das redes virtuais e traga para sua vida real"

A Coca pode ser um dos maiores símbolos do Capitalismo e do imperialismo ianque, mas faz ótimas propagandas...


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24 de fevereiro de 2014

Charge da noite

Baseada no assunto do momento em Catalão:


Tentei resistir, mas não consigo perder a piada, é algo mais forte do que eu...

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A gente se acostuma (acostuma?)

Assista e reflita:


"Eu sei, mas não devia" de Marina Colasanti recitado por Antônio Abujamra no programa Provocações, da TV Cultura:

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. 

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

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