Pensamentos aleatórios

28 de março de 2016

Enquanto isso, na porta da Prefeitura...

Um empresário protesta pelo direito de poder trabalhar:


"É um absurdo! Tem 70 dias que estou esperando uma licença e nem resposta eu tenho", disse com indignação o empresário Salvo Ribeiro.

Liga não, seu Salvo, sorte do senhor não te cobrarem a "outorga onerosa".

Compartilhe:

18 de março de 2016

O suicídio da Lava Jato

Por Vladmir Safatle


O juiz Sérgio Moro conseguiu o inacreditável: tornar-se tão indefensável quanto aqueles que ele procura julgar. Contrariamente ao que muito defenderam nos últimos dias, suas últimas ações são simplesmente uma afronta a qualquer ideia mínima de Estado democrático. Não se luta contra bandidos utilizando atos de banditismo.

A divulgação das conversas de Lula com seu advogado constitui uma quebra de sigilo e um crime grave em qualquer parte do mundo. Não há absolutamente nada que justifique o desrespeito à inviolabilidade da comunicação entre cliente e advogado, independente de quem seja o cliente. Ainda mais absurdo é a divulgação de um grampo envolvendo a presidente da República por um juiz de primeira instância tendo em vista simplesmente o acirramento de uma crise política.

Alguns acham que os fins justificam os meios. No entanto, há de se lembrar que quem se serve de meios espúrios destrói a correção dos fins.

Pois deveríamos começar por nos perguntar que país será este no qual um juiz de primeira instância acredita ter o direito de divulgar à imprensa nacional a gravação de uma conversa da presidente da República na qual, é sempre bom lembrar, não há nada que possa ser considerado ilegal ou criminoso.

Afinal, o argumento de obstrução de Justiça não para em pé. Dilma tem o direito de nomear quem quiser e Lula não é réu em processo algum. Se as provas contra ele se mostrarem substanciais, Lula será julgado pelo mesmo tribunal que colocou vários membros de seu partido, de maneira merecida, na cadeia, como foi no caso do mensalão.

Lembremos que "obstrução de Justiça" é uma situação na qual o indivíduo, de má-fé e intencionalmente, coloca obstáculos à ação da Justiça para inibir o cumprimento de uma ordem judicial ou diligência policial. Nomear alguém ministro, levando-o a ser julgado pelo STF, só pode ser "obstrução" se entendermos que o Supremo Tribunal não faz parte da "Justiça".

A fragilidade do argumento é patente, assim como é frágil a intenção de usar um grampo ilegal cuja interpretação fornecida pelo sr. Moro é, no mínimo, passível de questionamento.

Na verdade, há muitas pessoas no país que temem que o sr. Moro tenha deixado sua função de juiz responsável pela condução de processo sobre as relações incestuosas entre a classe política e as mega construtoras para se tornar um mero incitador da derrubada de um governo.

A Operação Lava Jato já tinha sido criticada não por aqueles que temiam sua extensão, mas por aqueles que queriam vê-la ir mais longe. Há tempos, ela mais parece uma operação mãos limpas maneta.

Mesmo com denúncias se avolumando, uma parte da classe política até agora sempre passa ilesa. Não há "vazamentos" contra a oposição, embora todos soubessem de nomes e esquemas ligados ao governo FHC e a seu partido. Só agora eles começaram a aparecer, como Aécio Neves e Pedro Malan.

Reitero o que escrevi nesta mesma coluna, na semana passada: não devemos ter solidariedade alguma com um governo envolvido até o pescoço em casos de corrupção. Mas não se trata aqui de solidariedade a governos. Trata-se de recusar naturalizar práticas espúrias, que não seriam aceitas em nenhum Estado minimamente democrático.

Não quero viver em um país que permite a um juiz se sentir autorizado a desrespeitar os direitos elementares de seus cidadãos por ter sido incitado por um circo midiático composto de revistas e jornais que apoiaram, até o fim, ditaduras e por canais de televisão que pagaram salários fictícios para ex-amantes de presidentes da República a fim de protegê-los de escândalos.

O Ministério Público ganhou independência em relação ao poder executivo e legislativo, mas parece que ganhou também uma dependência viciosa em relação aos humores peculiares e à moralidade seletiva de setores hegemônicos da imprensa.

Passam-se os dias e fica cada dia mais claro que a comoção criada pela Lava Jato tem como alvo único o governo federal.

Por isso, é muito provável que, derrubado o governo e posto Lula na cadeia, a Lava Jato sumirá paulatinamente do noticiário, a imprensa será só sorrisos para os dias vindouros, o dólar cairá, a bolsa subirá e voltarão ao comando os mesmos corruptos de sempre, já que eles foram poupados de maneira sistemática durante toda a fase quente da operação.

O que poderia ter sido a exposição de como a democracia brasileira só funcionou até agora sob corrupção, precisando ser radicalmente mudada, terá sido apenas uma farsa grotesca.

Compartilhe:

A Globo não é golpista

 
William Bonner defendeu a Globo, no JN de ontem, das falsas acusações de golpista e imparcial. Falou bonito, usou palavras bonitas e frases de efeito. Mas vou traduzir para o "popular":

A Rede Globo de televisão vem prestar serviço de utilidade pública, defendendo o direito de liberdade de imprensa garantido pela Constituição, repudiando as manifestações caluniosas que tentam manchar a história do jornalismo ético dessa empresa como "golpista".

Já pedimos desculpas à sociedade brasileira por apoiar a ditadura militar em recente editorial, na data de 50 anos do golpe de 64. Também já assumimos que o nosso diretor e produtor Boni editou as falas do debate presidencial entre Collor e Lula, além de assessorar sua imagem para parecer mais popular, e apresentar dossiê falso de seu adversário. O vídeo está disponível no YouTube. Também é fato que colocamos uma camisa do PT no sequestrador de Abilio Diniz, nas vésperas da eleição presidencial. Sim, erramos. Às vezes cometemos atos falhos, chamando Dilma de FHC, e nos referindo a Dilma como ex-presidente. Erramos e concedemos direitos de resposta, como Cid Moreira leu o texto de Brizola, e atualmente lemos parte do direito de resposta solicitado pelo ex-presidiário, digo, ex-presidente Lula. 
 
Temos autonomia para escolher quais trechos divulgaremos, baseados na liberdade de imprensa. Também, nossa equipe de jornalismo tem seus critérios de pauta, para definir o tempo que vamos falar sobre as acusações, e o tempo que passaremos a versão da defesa, que não tem como obrigatoriedade ser proporcional. Não inventamos grampos, nem áudios. Recebemos em primeira mão, diretamente da Polícia Federal, pela responsabilidade social e credibilidade histórica, os grampos liberados pelo juiz Sérgio Moro. O mesmo, gentilmente nos avisou antes de Lula e seus advogados sobre a condução coercitiva do ex presidente, e já o esperávamos em Curitiba com nossos correspondentes desde cedo, e na portaria do seu prédio em São Bernardo do Campo desde as seis horas da manhã. Entendemos que a imprensa também tem a função investigativa. É o que fazemos com nossas inúmeras emissoras de TV e rádio, maior da América Latina, como jornal e revistas semanais. 
 
Temos também "alguns" canais em TV por assinatura como Globonews, Viva, Multishow, Première, Sportv, GNT... Podemos ter a maioria dos meios de comunicação do Brasil, mas todos podem desligar seus aparelhos, não comprarem nossas revistas, não lerem nossos jornais, tampouco ouvirem nossas rádios democraticamente. Não há nada de errado em ter domínio da comunicação em diversas regiões do Brasil. Não achamos justa a crítica de torcidas de futebol, quanto ao horário dos jogos. Se temos o direito adquirido pós compra frente às federações nacionais e internacionais, podemos escolher o horário mais conveniente para a nossa grade de programação, não podendo ser responsabilizados pelo transtorno que o torcedor sofre para ir embora de transporte público de madrugada. Foi a Globo que levou a TV para o Nordeste, e sua programação do Rio que fez com que muitos nordestinos torçam para times cariocas, democraticamente sempre. Nossos programas, novelas, séries e minisséries estão sempre comprometidas com a qualidade e conteúdo, assim como nosso jornalismo imparcial, ético e responsável. 
 
Boa noite.
 
Por Vagner Gilioti - O Cramulhão
 
Compartilhe:

Uma charge que resume a ópera


Compartilhe:

Charge da semana


Compartilhe:

15 de março de 2016

Presença do padre Luiz Augusto, acusado de peculato, na manifestação em Goiânia causou indignação nas redes

Por Cloves Reges Maia


Fotos do Padre Luiz Augusto Ferreira da Silva na manifestação deste domingo, 13/03, em Goiânia, postadas em sua página no Facebook, causaram indignação nas redes sociais. Numa das fotos, Pe. Luiz Augusto aparece com uma espécie de mitra na cabeça, onde pode-se ler “Xô corrupção”. A foto foi tirada em meio a multidão que tomou as ruas de Goiânia em protesto contra a corrupção do governo petista e contra a presidente Dilma.


A indignação dos internautas deve-se ao fato de que o Padre Luiz Augusto responde por improbidade administrativa e peculato por ter, supostamente, recebido, por 20 anos, salários da Assembleia Legislativa de Goiás sem nunca ter efetivamente prestado serviços àquela Casa. Em recente decisão, o Tribunal de Justiça de Goiás manteve o bloqueio de bens do pároco até o limite de R$ 14 milhões. Segundo o Ministério Público, ao longo de quase 20 anos como servidor fantasma, o padre obteve um enriquecimento ilícito de mais de R$ 3 milhões.

Na legenda da foto que estampa seu perfil, Padre Luiz escreveu: “vem vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora…”, numa alusão à clássica música de Geraldo Vandré que entoou os protestos contra a ditadura em 1968. Para os internautas isso é um verdadeiro tripúdio à moralidade pública e à própria causa da manifestação. Vale ressaltar que, mesmo depois de acionado pelo MP-GO e pela Delegacia de Crimes contra o Patrimônio Público – Decarp, o Pe. Luiz ainda tentou se manter no cargo, mas teve os recursos administrativos negados e foi exonerado do cargo público que “ocupou” por 20 anos sem a devida contraprestação de serviços nas dependências da Alego.

Compartilhe:

14 de março de 2016

Enquanto isso, no Cesuc...

Um aluno do do curso de Direito, com dificuldades em uma matéria, resolve recorrer a internet para sanar sua dúvidas:


Ser professor é realmente um ato de coragem hoje em dia...

Compartilhe:

Um símbolo da subserviência dos vereadores de Catalão


Para que serve o dinheiro destinado à Câmara Municipal?

Numa resposta simplificada pode-se dizer que o dinheiro da Câmara serve para dar condições de trabalho aos vereadores da cidade. Por condições de trabalho entende-se o pagamento do salário, a nomeação de assessores, combustível, telefone, internet, manutenção do gabinete, contratar consultorias especializadas quando um assunto demandar... enfim, todas as condições necessárias para o bom desempenho da função legislativa.

Além disso, o dinheiro da Câmara Municipal tem que ser usado para aproximar o cidadão da Casa de Leis, devendo ser investido em canais de comunicação como redes sociais, programas de rádio, TV, transmissão das sessões via internet, um site decente com a exposição de projetos de lei e sua tramitação... ou seja, tudo o que for necessário para melhorar a comunicação dos eleitores com seus representantes.

Em último lugar o dinheiro da Câmara também pode ser usado para que o vereador auxilie de forma mais direta o cidadão quando os canais normais já se esgotaram, como nos casos de transporte de pacientes para outras cidades para exames ou tratamentos não oferecidos pela rede pública local ou mesmo a destinação de cestas básicas, ou outro serviço específico, a pessoas não atendidas pela Secretaria de Ação Social do município.

Tudo isso tem o objetivo de garantir a independência do Poder Legislativo, de modo que o vereador não fique refém do prefeito ou dependente das benesses e cargos oferecidos pelo Executivo, garantindo ao eleitor que o seu representante terá liberdade para exercer o seu mandato.

Pois bem, o caminhão de asfalto recentemente adquirido pela Prefeitura de Catalão em "parceria" com a Câmara Municipal representa o uso contrário de tudo para que serve o dinheiro destinado ao Legislativo. Recebido com festa regada a cerveja e churrasquinho no Bar do Abi a usina de asfalto é o mais novo símbolo da submissão dos vereadores catalanos ao prefeito Jardel Sebba. Submissão sim, pois não é obrigação da Câmara ajudar o prefeito a pagar dívidas ou reforçar a infraestrutura da cidade, mas sim garantir a independência dos vereadores, que nessa legislatura vem sendo constantemente humilhados, perseguidos e chantageados, não conseguindo exercer a função parlamentar com eficiência.

E quem perde com isso não são só os edis, mas também a população, pois o poder que teria de ser independente, legislar temas de interesse local e fiscalizar o Executivo, fica castrado e impossibilitado de exercer sua função, restrito a ser um mero validador das ações do prefeito, como atestam os projetos encaminhados em cima da hora, que são aprovados sem a devida análise ou debate, e a eleição para a presidência da Casa, em que o candidato eleito, Juarez Rodovalho, não pediu um voto sequer para os colegas, tendo sua campanha tocada pelo primeiro ministro da gestão municipal, que usou de intimidação e chantagem para garantir os votos necessários. Agora, como bom pau mandato, o presidente eleito cumpre o combinado, devolve dinheiro para a Prefeitura e inviabiliza o trabalho dos demais colegas, que se veem em uma situação de trabalho pior do que já estavam. 

Câmara não é apêndice de Prefeitura, nem vereador é funcionário do prefeito. Os poderes são independentes e devem ser harmônicos, mas um não pode sobrepujar ou achacar o outro. O dinheiro da Câmara deve garantir a independência do Legislativo, não comprar caminhão de asfalto pra Prefeitura, para isso há arrecadação própria. E parceria só é parceria quando os dois ganham... e o que a Câmara ganhou com esse caminhão, que chegou em um dia de chuva, com direito a cerveja e churrasquinho e que ainda não tapou um buraco sequer e sabe-se lá quando vai começar a tapar?

Compartilhe:

12 de março de 2016

Conciliação de classes não existe, só o PT acreditou

Por Roberto Santana Santos, no site Brasil em 5

À luz da possível prisão do ex-presidente Lula e do também possível impeachment de Dilma lembramos de algumas análises de que os governos petistas foram caracterizados como “governos de conciliação de classes”. É inegável que Lula e Dilma, mais o primeiro do que a segunda, atenderam interesses tanto da burguesia quanto algumas pautas mínimas da classe trabalhadora (salário-mínimo acima da inflação, bolsa-família, cotas nas universidades, etc).

Mas o que aconteceu? Há seis anos atrás Lula era “o cara”, tendo seu governo avaliado positivamente por 90% da população, segundo os malfadados institutos de pesquisa. Hoje é escorraçado nas mesas de bar como “o chefe da quadrilha”. Como a percepção do brasileiro mudou tão rápido sobre o ex-presidente?

O problema é que na política não se serve a dois senhores. O PT, que ainda se reivindica de esquerda e é assim identificado pela direita clássica, está há mais de uma década servindo ao capital. Recebe, como todos os partidos da direita, vultuosas doações de empreiteiras, agronegócio e mineradoras. Nunca tocou no monopólio midiático. Mesmo assim, continua não fazendo parte do clube.

Boa parte da burguesia brasileira e seus sócios internacionais fizeram uma opção em 2002 ao apoiar um PT já manso para o Planalto. FHC e o PSDB levaram o país a bancarrota, com o maior número de desempregados no mundo e a pobreza assolando mais da metade dos brasileiros. A Argentina quebrada por seguir as regras do receituário ideal do neoliberalismo. Na Venezuela, o golpe de estado fracassado contra Hugo Chávez reforçou sua liderança e radicalizou a Revolução Bolivariana, declarando-se, a partir de então, socialista.

A crise do neoliberalismo no começo do século fez com que a burguesia entrasse numa tímida defensiva. Percebeu cuidadosamente que havia espaço de diálogo com governos moderados, como os do PT. Só os inocentes acreditam em conciliação de classes. Políticas focalizadas de redução da miséria, pobres nas universidades, aumento do consumo, tudo isso é muito para boa parte do povo brasileiro que nunca teve direito a nada. Mas para o grande capital, é troco.

A partir do momento que os ricos sentem não mais precisar dessa aliança, o projeto do “país de todos” é jogado às favas. Lula e Dilma são fuzilados, com ou sem provas, pelos mesmos que antes os bajulavam. A política econômica da miséria, o controle do trabalhador pela precariedade e a alienação midiática voltam com força total. Quanto mais o PT “cede”, mais os ricos avançam com suas pautas contra o povo. Do que valeu alianças e negociações? Está claro quem deu para trás na tal “conciliação”.

A Casa Grande não aceita novos sócios. Enganou-se o PT ao pensar que cedendo aqui e acolá teria alguma paz ou estabilidade. A ideia de que “luta de classes não existe” é discurso para alimentar a classe média proto-fascista. Pura propaganda. A burguesia sabe muito bem o que é luta de classes e joga com maestria.

Compartilhe:

11 de março de 2016

O ataque não é interno contra Lula ou contra o PT, nem contra o Brasil, é internacional e é contra os BRICS

O Pravda (que significa Verdade no alfabeto cirílico) foi o principal jornal da União Soviética e um órgão oficial do Comitê Central do Partido Comunista entre 1918 e 1991. O jornal ainda existe e está em circulação na Rússia, mas ficou mais conhecido nos países ocidentais por seus pronunciamentos durante o período da Guerra Fria. Atualmente o Pravda está disponível na internet e tem versões em vários idiomas (português entre eles) se dedicando a analisar a política internacional sob o ponto de vista da Rússia potência mundial emergente e capitalista.

Compartilho aqui no blog um texto que saiu hoje na versão em português do Pravda abordando justamente o atual momento da crise política pelo qual passa o Brasil, lançando luz sobre um assunto que muitos acham ser preto e branco, mas que tem nuances de cinza e atores muito maiores e mais fortes envolvidos do que uma disputa PT x PSDB. Confira:


A luta é de vida ou morte (porque Lula é BRICS)

"BRICS" é a sigla mais amaldiçoada no eixo av. Beltway [onde ficam várias instituições do governo dos EUA em Washington]-Wall Street, e por razão de peso: a consolidação dos BRICS é o único projeto orgânico, de alcance global, com potencial para afrouxar a garra que o Excepcionalistão mantém apertada no pescoço da chamada "comunidade internacional". 

Assim sendo, não é surpresa que as três potências chaves dos BRICS estejam sendo atacadas simultaneamente, em várias frentes, já faz algum tempo. Contra a Rússia, a questão é a Ucrânia e a Síria, a guerra do preço do petróleo, o ataque furioso contra o rublo e a demonização ininterrupta da tal "agressão russa". Contra a China, a coisa é uma dita "agressão chinesa" no Mar do Sul da China e o (fracassado) ataque às Bolsas de Shanghai/Shenzhen.

O Brasil é o elo mais fraco dessas três potências emergências crucialmente importantes. Já no final de 2014 era visível que os suspeitos de sempre fariam qualquer coisa para desestabilizar a sétima maior economia do mundo, visando a uma boa velha 'mudança de regime'. Para tanto criaram um coquetel político-conceitual tóxico ("ingovernabilidade"), a ser usado para jogar de cara na lama toda a economia brasileira.

Há incontáveis razões para o golpe, dentre elas: a consolidação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS; o impulso concertado entre os países BRICS para negociarem nas respectivas moedas, deixando de lado o dólar norte-americano e visando a construir outra moeda global de reserva que tome o lugar do dólar; a construção de um cabo submarino gigante de telecomunicações por fibra ótica que conecta Brasil e Europa, além do cabo BRICS, que une a América do Sul ao Leste da Ásia - ambos fora de qualquer controle pelos EUA.

E acima de tudo, como sempre, o desejo pervertido obcecado do Excepcionalistão: privatizar a imensa riqueza natural do Brasil. Mais uma vez, é o petróleo.

Peguem esse Lula, ou...

WikiLeaks Já expôs há muito tempo, em 2009, o quanto o Big Oil estava ativo no Brasil, tentando modificar, servindo-se de todos os meios de extorsão, uma lei proposta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido também como Lula, que estabelece que a estatal Petrobrás (lucrativa) será a única operadora de todas as bacias de petróleo no mar, da mais importante descoberta de petróleo desse jovem século 21: as reservas de petróleo do pré-sal.

Lula não só deixou à distância o Big Oil - especialmente ExxonMobil e Chevron -, mas também abriu a exploração do petróleo no Brasil à Sinopec chinesa - parte da parceria estratégica Brasil-China (BRICS dentro de BRICS).

O inferno não conhece fúria maior que a do Excepcionalistão descartado. Como a Máfia, o Excepcionalistão nunca esquece; mais dia menos dia Lula teria de pagar, como Putin tem de pagar por ter-se livrado dos oligarcas cleptocratas amigos dos EUA.

A bola começou a rolar quando Edward Snowden revelou que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (ing. NSA) andava espionando a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e vários altos funcionários da Petrobrás. Continuou com o fato de que a Polícia Federal do Brasil coopera, recebe treinamento e/ou são controladas de perto por ambos, oFBI e a CIA (sobretudo na esfera do antiterrorismo). E prosseguiu via os dois anos de investigações da Operação Car Wash, que revelou vasta rede de corrupção que envolve atores dentro da Petrobrás, as maiores empresas construtoras brasileiras e políticos do partido governante Workers' Party.

A rede de corrupção parece ser real - mas com "provas" quase sempre exclusivamente orais, sem nenhum tipo de comprovação documental, e obtidas de trapaceiros conhecidos e/ou neomentirosos seriais que acusam qualquer um de qualquer coisa em troca de redução na própria pena.

Mas para os Procuradores encarregados da Operação Car Wash, o verdadeiro negócio sempre foi, desde o início, como envolver Lula em fosse o que fosse.

Entra o neo-Elliott Ness tropical

Chega-se assim à encenação espetacularizada, à moda Hollywood, na 6ª-feira passada em São Paulo, que disparou ondas de choque por todo o planeta. Lula "detido", interrogado, humilhado em público (comentei esses eventos em "Terremoto no Brasil").

O Plano A na blitz à moda Hollywood contra Lula era ambicioso movimento para subir as apostas; não só se pavimentaria o caminho para o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (q seria declarada "culpada por associação"), como, também, já se neutralizaria Lula, impedindo-o de candidatar-se à presidência em 2018. E não havia Plano B.

Como não seria difícil prever que aconteceria - e acontece muito nas 'montagens' do FBI - toda a 'operação' saiu pela culatra. 

Lula, em discurso-aula, master class em matéria de discurso político, reproduzido ao vivo por todo o país pela internet, não só se consagrou como mártir de uma conspiração ignóbil, mas, mais que isso, energizou suas tropas de massa. Até respeitáveis vozes conservadoras condenaram o show à moda Hollywood, de um ministro da Suprema Corte a um ex-ministro da Justiça, que serviu a governo anterior aos doWorkers' Party, além do conhecido professor e economista Bresser Pereira (um dos fundadores do PSDB, que nasceu como partido da social-democracia do Brasil, mas virou a casaca e é hoje defensor das políticas neoliberais do Excepcionalistão e lidera a oposição de direita).

Bresser disse claramente que a Suprema Corte deveria intervir na Operação Car Wash para impedir novos abusos. Os advogados de Lula, por sua vez, requereram à Suprema Corte que detalhasse a jurisprudência que embasaria as acusações assacadas contra Lula. Mais que isso, um advogado que teve papel de destaque na blitz hollywoodiana disse que Lula respondeu a tudo que lhe foi perguntado durante o interrogatório de quase quatro horas, sem piscar - eram as mesmas perguntas que já lhe haviam sido feitas antes. 

O professor e advogado Celso Bandeira de Mello, por sua vez, foi diretamente ao ponto: as classes médias altas no Brasil - nas quais se reúnem quantidades estupefacientes de arrogância, ignorância e preconceito, e cujo maior sonho de toda uma vida é alcançar um apartamento em Miami - estão apavoradas, mortas de medo de que Lula volte a concorrer à presidência - e vença - em 2018.

E isso nos leva afinal ao juiz mandante e carrasco executor de toda a cena: Sergio Moro, protagonista de "Operação Car Wash".

Ninguém em sã consciência dirá que Moro teve carreira acadêmica da qual alguém se orgulharia. Não é de modo nenhum teoricista peso pesado. Formou-se advogado em 1995 numa universidade medíocre de um dos estados do sul do Brasil e fez algumas viagens aos EUA, uma das quais paga pelo Departamento de Estado, para aprender sobre lavagem de dinheiro.

Como já comentei, a chef-d'oeuvre da produção intelectual de Moro é artigo antigo, de 2004, publicado numa revista obscura, nos idos de 2004 ("Considerações sobre Mãos Limpas", revista CEJ, n. 26, Julho-Set. 2004), no qual claramente prega a "subversão autoritária da ordem judicial para alcançar alvos específicos" e o uso dos veículos de mídia para envenenar a atmosfera política.

Quer dizer, o juiz Moro literalmente transpôs a famosa operação da Justiça italiana de 1990s Mani Pulite ("Mãos Limpas") da Itália para o seu próprio gabinete - e pôs-se a instrumentalizar os veículos da grande mídia brasileira e o próprio judiciário, para alcançar uma espécie de "deslegitimação total" do sistema político. Mas não quer deslegitimar todo o sistema político: só quer deslegitimar o Workers' Party, como se as elites comprador que povoam todo o espectro da direita no Brasil fossem querubins.

Assim sendo, não surpreende que Moro tenha contado com a companhia solidária, enquanto se desenrolava a Operação Car Wash, do oligopólio midiático da família Marinho - o império midiático O Globo -, verdadeiro ninho de reacionários, nenhum deles particularmente inteligente, que mantiveram íntimas relações com a ditadura militar que, no Brasil, durou mais de 20 anos. 

Não por acaso, o grupo Globo foi informado sobre a "prisão" hollywoodiana que Moro aplicaria ao presidente Lula antes de a operação começar, e pode providenciar cobertura que efetivamente tudo encobriu, ao estilo CNN.

Moro é visto por muitos no Brasil como um sub Elliot Ness nativo. Advogados que têm acompanhado o trabalho dele dizem que o homem cultiva a imagem de que o Workers' Party seria uma gangue que viveria a sanguessugar o aparelho do Estado, com vistas a entregar tudo, em cacos, aos 'sindicatos'.

Segundo um desses advogados, que falou com a mídia independente no Brasil, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Moro é cercado por um punhado de Procuradores fanáticos, com pouco ou nenhum saber jurídico, que fazem pose de Antonio di Pietro (mas sem a solidez do Procurador milanês que trabalhou na Operação Mãos Limpas).

Ainda pior, Moro não dá sinais de preocupar-se com a evidência de que depois que o sistema político italiano implodiu, ali só prosperaram os Berlusconi. No Brasil, certamente se veria a ascensão ao poder de algum palhaço/idiota de bairro, elevado ao trono pela Rede Globo - cujas práticas oligopolistas já são bastante berlusconianas.

Pinochets digitais 

Pode-se dizer que a blitz à moda Hollywood contra Lula guarda semelhanças diretas com a primeira tentativa de golpe de Estado no Chile, em 1973, que testou as águas em termos de resposta popular, antes do golpe real. No remix brasileiro, jornalistas globais fazem as vezes de Pinochets digitais. Mas as ruas em São Paulo já mostramgraffiti que dizem "Não vai ter golpe" e "Golpe militar - nunca mais." 

Sim, porque tudo, nesse episódio tem a ver com um golpe branco - sob a forma de impeachment da presidenta Rousseff e com Lula atrás das grades. Mas velhos vícios (militares) são duros de matar: vários jornalistas próximos da Rede Globo e ativos agora na Internet já 'conclamaram' os militares a tomar as ruas e "neutralizar" as milícias populares. E isso é só o começo. A direita brasileira está organizando manifestações para o próximo domingo, exigindo - e o que mais exigiriam? - o impeachment da presidenta.

A Operação Car Wash teve o mérito de investigar a corrupção, a colusão e o tráfico de influência no Brasil, país no qual tradicionalmente a corrupção corre solta. Mas todos, todos os políticos e todos os partidos políticos teriam de ser investigados - inclusive e sobretudo - porque em todos os casos esses são corruptos conhecidos há muito tempo! - os representantes das elites comprador brasileiras. A Operação Car Wash não opera igualmente contra todos. Porque o projeto político aliado aos Procuradores do juiz Moro absolutamente não está interessado em fazer "justiça"; a única coisa que interessa a eles é perpetuar uma crise política viciosa, como meio para fazer fracassar a 7ª maior economia do mundo, para, com isso, alcançarem seu Santo Graal: ou aquela velha suja 'mudança de regime', ou algum golpe branco. 

Mas 2016 não é 1973. Hoje já se sabe quem, no mundo, é doido por golpes para mudar regimes.*****

Compartilhe:

Goiás 24 Horas mandando recado (de novo) para Jardel



O Goiás 24 Horas, do jornalista Cristiano Silva, o autor do "livro" da Operação Ouro Negro (que, dizem, está com nova tiragem encomendada) continua alfinetando o prefeito de Catalão, Jardel Sebba, tucano e, teoricamente, aliado. Confira abaixo o que saiu hoje no site:
Eleição em Catalão é a mais emblemática do interior e, daqui a 6 meses, pode trazer “ressurreição” de Adib e transformá-lo em candidato a governador pelo PMDB
A eleição para prefeito de Catalão é uma das mais emblemáticas do interior de Goiás e poderá, no caso de uma vitória do deputado estadual Adib Elias, introduzir um novo nome para a candidatura do PMDB ao governo do Estado, em 2018. 
A única pesquisa publicada até agora, pelo Diário da Manhã, a cargo do instituto EPB, que tem tradição na apuração de tendências eleitorais no município, indica uma vitória esmagadora de Adib Elias, se a eleição fosse hoje, por uma margem de 50 pontos de vantagem. Ou seja: 63% a 13% a favor do peemedebista sobre o atual prefeito, Jardel Sebba, do PMDB. 
Ao ser derrotado por Jardel Sebba, em 2012, Adib Elias foi declarado politicamente morto. Pesquisas, na época, indicavam que ele representavam o passado e que teria perdido toda e qualquer consistência eleitoral em Catalão, diante do clima de virada que acompanhou a eleição de Jardel Sebba. 
Três anos depois, o peemedebista parece ter passado por uma “ressurreição”: depois de eleito deputado estadual com uma votação recorde entre os eleitores catalanos (24.500 votos contra apenas 9 mil para Gustavo Sebba, filho de Jardel), aparece agora como uma opção irresistível para a Prefeitura, atraindo inclusive lideranças que estavam no PSDB, como o atual vice-prefeito, Rodrigo Carvelo, o Rodrigão, que já foi tucano e hoje está no Solidariedade – fechado com Adib Elias. 
A se confirmar a expectativa que cerca o peemedebista, ele, com uma vitória por uma larga margem, despontará do pleito como uma nova opção para a candidatura a governador pelo PMDB – dada a importância de Catalão no cenário geopolítico do Estado.
Em tempo: será que Jardel vai processar o Goiás 24 Horas por divulgar a pesquisa da EPB como fez com o Blog da Verdade?

Compartilhe:

A Polícia Federal e suas prioridades


Compartilhe:

9 de março de 2016

Charge do dia


Explicando a charge:

Após ignorar recomendação do Ministério Público, o prefeito de Catalão, Jardel Sebba, está sendo acionado por autorizar a realização de dois shows artísticos na inauguração da Unidade Básica de Saúde do Bairro Pontal Norte, que foi entregue sem condições plenas de funcionamento. Para a promotora de Justiça Ariete Cristina Rodrigues Vale, autora da ação de improbidade administrativa , houve dolo (má-fé) do prefeito e do secretário de Administração de Catalão, Marcos Antônio Jorge Dahas, que não atenderam à recomendação do MP para a suspensão dos shows, o que gerou gastos e danos ao erário.

É requerido na ação, além da condenação de ambos às sanções do artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa, a condenação solidária dos dois réus ao ressarcimento dos danos materiais e morais causados ao município, por meio do pagamento integral de todo o prejuízo ao erário.

Para a promotora, a ação “não pretende aniquilar o direito do cidadão ao lazer, apenas e tão somente que, em razão da proporcionalidade e razoabilidade, seja priorizada a implementação dos deveres essenciais à sobrevivência dos munícipes, sendo, pois, inaceitável que se gaste R$ 145 mil em show comemorativo e não se tenha dinheiro para estruturar e manter a própria unidade básica de saúde”.

Compartilhe:

8 de março de 2016

Quem é Sérgio Moro?


Por Paulo Muzell

O Diário do Centro do Mundo (DCM) veiculou neste mês de janeiro uma oportuna e interessante matéria sob o título “Retrato do juiz Sérgio Moro quando jovem”. Durante cerca de setenta dias dois repórteres do DCM percorreram Maringá, Ponta Grossa e Curitiba tentando entrevistar e obter informações sobre a trajetória, desde a infância, do controvertido personagem, uma nova estrela do judiciário brasileiro, transformado em “herói” pelos integrantes dos protestos que pedem o impeachment da presidente Dilma. Moro é hoje, não há qualquer dúvida, o ídolo maior da direita brasileira, tratado a “pão de ló” pela grande imprensa golpista, a PIG, que tem na Folha de São Paulo, no Estadão, na Veja e na rede Globo seu núcleo “de aço”. Por outro lado, um importante grupo de advogados constitucionalistas e criminalistas lançaram recentemente um manifesto acusando Moro de ignorar o princípio de presunção de inocência, de vazamento seletivo de informações, de execração pública dos réus que estão transformando a “lava Jato” num verdadeiro tribunal inquisitorial, de exceção.

Os repórteres do DCM queixaram-se das dificuldades que os acompanharam ao longo de seu trabalho: os familiares, amigos, vizinhos e colegas estavam orientados para manter silêncio. Sérgio Moro recusou-se a dar entrevista ao DCM. A sua mãe justificou: “ele não dá entrevista para qualquer um, tem amigos na Folha de São Paulo, Estadão, Veja e o Globo para falar quando quiser”.

O objetivo da reportagem do DCM era conhecer a experiência de vida do juiz, sua orientação religiosa e política, prática de esportes, rotinas do dia a dia. Foram feitas, ou pelo menos tentadas, dezenas e dezenas de entrevistas com familiares, ex-colegas, colegas atuais, professores, ex-professores, integrantes e professores da turma de 1996 da Faculdade de Direito de Maringá, além de um ex-patrão o advogado Irivaldo Joaquim de Souza, assessores de imprensa do judiciário federal e com seus alunos da Universidade Federal do Paraná. Sérgio Moro foi um aluno discreto, não laureado como já foi algumas vezes erroneamente noticiado, tímido, o oposto do tipo namorador.

Sérgio Moro pertence a uma típica família tradicional de Maringá, sócio do Country Club da cidade, entidade cujo título atinge o valor de 30 mil reais. Estudou entre os 6 e os 16 anos num colégio de freiras carmelitas espanholas onde tinha fama de aluno muito aplicado. Andou de busão pela primeira vez ao começar a frequentar a faculdade, aos 18 anos. Religioso ao extremo, mãe carola. Idolatrava o pai, falecido em 2005, um professor muito respeitado, homem conservador, apoiador da ditadura, fundador e militante do PSDB de Maringá, que foi formado majoritariamente por quadros egressos da ARENA. O próprio Moro recentemente prestigiou um evento promovido pelo PSDB em companhia de João Dória. Sua esposa trabalhou como assessora jurídica do gabinete do governador José Richa (PSDB do Paraná).

Apesar das dificuldades que os repórteres do DCM encontraram, a matéria é bastante elucidativa. Não surpreende, revela o que a gente imaginava o que Moro é: o típico juiz originário de uma cidade do interior, de família tradicional, com formação religiosa, conservador. O clássico personagem que interessa à grande mídia promover para atacar, enfraquecer e se possível destruir partidos populares, taxados de “populistas” pela oligarquia, que não tolera a existência de voz contrária à crescente concentração da renda e da riqueza do país. A oligarquia e o seu braço, a grande mídia, defendem intransigentemente o “império do Deus Mercado” que resultou nesta brutal desigualdade: 70 milhões de pessoas (1% da população do planeta) tem a mesma renda que os restantes 99%, ou seja, que mais de 7 bilhões de pessoas! E não estão satisfeitos, querem ainda mais!
 
Compartilhe:

Enquanto isso, na paróquia...

O padre fica irritado com um sujeito que se confessava:


Compartilhe:

7 de março de 2016

Uau! Wilder Morais, o Senador Ostentação, declara apoio a Jardel

Ah, esse Jornal Opção...

Toda semana ele me diverte com suas notinhas sobre Catalão. A última foi o anúncio de apoio do inexpressivo Wilder Morais a reeleição do prefeito Jardel. Para quem não sabe, Wilder é senador por Goiás (assumiu a vaga do cassado Demóstenes Torres) e presidente estadual do PP (Partido Populista) que é da base de apoio do governo Marconi (PSDB) e também do governo Dilma (PT), ou seja, dá tiro pra todo lado.


Bom demais para o Jardel, né? Seria... se o apoio de Wilder Morais não somasse menos que a adesão do Bozó.

Não bastasse ser politicamente inexpressivo Wilder Morais faz o favor de colocar Goiás nos holofotes, não por sua inexistente atividade política, é claro, mas sim por sua ostentação, como fez esta semana ao comparecer a um encontro do PSDB goiano em um helicóptero vermelho plotado com sua "logomarca de senador". A cena ridícula chamou tanto a atenção que sites nacionais, como Folha de São Paulo e O Globo, repercutiram o fato, também noticiado por O Popular.


Se bem que tem tudo a ver, afinal os Sebbas e Humilder têm muito em comum, pois Jardel está frequentemente no Rio de Janeiro e Gustavo vai de helicóptero para o Caldas Country. Receber o apoio do senador ostentação era questão de tempo.

Depois dessa impactante notícia vai ficar difícil para o Adibão ganhar a eleição, porque enquanto ele fica insistindo em atrair apoios locais Jardel, que já trouxe o Tiririca, agora tem ao seu lado o senador ostentação, que com certeza vai colocar seu helicóptero à disposição para percorrer a grande Catalão, e a população de Catalão ficará tranquila em saber que está sendo olhada lá de cima por seu prefeito que, como o próprio Jornal Opção já noticiou uma vez, é chamado de Jardeus pelo povo.


AVANTE HUMILDER!!! AVANTE JARDEUS!!!

Compartilhe:

4 de março de 2016

Enquanto isso, na Câmara Municipal...

Os servidores se encontram para conversar sobre mais um estafante e produtivo dia de trabalho:


Compartilhe:

Nota mental importante: Pensar diferente não faz de alguém seu inimigo

Do Blog do Sakamoto:

Política é bom e é sensacional que as pessoas estejam vivendo, fazendo e respirando política.

Mas achei por bem resgatar esta discussão porque a condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor na Polícia Federal inflamou as redes sociais, de um lado e de outro, gerando uma escalada de violência que começa a vazar para a rua e tem tudo para tornar mais turvas ainda as relações sociais neste período turbulento do país

Fazer política significa também estômago forte e alma tranquila, considerando que está em jogo a forma pela qual achamos que o país deve ser conduzido.

Ou seja, em tese, o seu interlocutor – seja ele um avatar estranho teclando loucamente em uma rede social ou o seu melhor amigo lançando perdigotos em um debate acalorado – não é seu inimigo.

Ele está no mesmo barco e, também em tese, compartilha com você um mesmo objetivo comum: uma vida melhor.

Enfim, manter um mínimo de civilidade é importante, como sempre lembro por aqui. Até porque o país continua depois que campanhas eleitorais terminam e que grandes investigações de corrupção são finalizadas. O mundo não começou ontem, muito menos acaba amanhã.

Há pessoas que parecem não aceitar serem questionadas. Talvez para afastar os medos e inseguranças sobre suas próprias crenças. E há outras que acham que exercer sua cidadania é xingar ou difamar alguém. Talvez porque aceitem tudo o que é dito a elas sem refletir ou fazer um exercício básico de lógica.

Acreditamos que nossos pontos de vista estão corretos. E defendemos eles de corpo e alma. Mas isso não os faz únicos. Uma outra pessoa pode defender que a forma mais correta de acabar com a fome, a violência, as guerras, a injustiça seja por outro caminho.

Já encontrei respostas para indagações pessoais em pessoas que escrevem sob um ponto de vista totalmente diferente do meu. E, creio, que o mesmo já aconteceu para muita gente.

Desse enfrentamento de ideias e de propostas sairá um vetor resultante que apontará para uma direção, dependendo da correlação de forças envolvidas, dos atores dedicados a isso, da aceitação dessas propostas pelo restante de uma sociedade. E não da vontade de um pequeno grupo.

Eu sei que é duro acreditar nisso neste momento. E, pior: com as redes sociais distribuindo granadas à população para que entre em uma guerra fratricida.

Mas vamos discutir os argumentos que embasam as diferentes posições e não chamar o outro de canalha ou burro, esquerdista idiota ou direita fascista, e travar por aí a discussão.

A saída para contrapor uma voz não é um xingamento, mas sim outra voz.

Discordo o que defendem vários colegas de profissão, mas não quero que eles sejam atacados.

Pelo contrário, desejo que se fortaleçam, bem como as vozes dissonantes a eles, de forma a contemplar devidamente o espectro ideológico, garantindo ponto e contraponto, peso e contrapeso à democracia.

Repetindo Voltaire, discordo, mas defendo o direito de que seja dito. Lembrando, contudo, que os discursos que incitarem a violência a terceiros, indo contra o que está determinado pela Constituição, terão que responder legalmente após serem ditos. Nunca antes, pois isso seria censura.

Muitos simplesmente repetem mantras que leem na internet, ouvem em bares ou veem na igreja, desde que concordem com aquilo, sem parar para pensar se aquilo é verdade ou não. Ou seja, desde que isso sirva na sua matriz de intepretação do mundo, retuita-se, compartilha-se, curte-se.

É um Fla-Flu, um nós contra eles cego, que utiliza técnica de desumanização, tornando esse outro uma coisa sem sentimentos.

É mais fácil pensar de forma binária, preto no branco, os de lá, os de cá. “Ah, mas você faz isso!'' Todos nós em alguma medida fazemos, infelizmente. Mas é como percebemos isso e atuamos para mudar nossas atitudes que realmente conta. Afinal, ninguém nasce pronto.

Pois, caso contrário, a vida vai ficando mais pobre, paramos de evoluir como humanidade. Do outro lado sempre estará um monstro e do lado de cá os santos. Isso sem contar a impossibilidade de apreciar tudo o que o outro tem de melhor – do ombro amigo à conversa inflamada em uma mesa de bar.

Sugiro que busquem a tolerância no diálogo, mesmo que firme e duro, e se perguntem, a todo o momento, se as informações que usam são confiáveis e fazem sentido, uma vez que nossa natureza não é de certezas e sim de dúvidas e falhas que só poderão ser melhor percebidas no tempo histórico.
 
Compartilhe:

O recado de Adib Elias aos catalanos

Mensagem de lançamento da pré-candidatura do deputado Adib Elias a Prefeitura de Catalão: 



"Podemos resgatar a autoestima de Catalão"

Esse sim, é um lema que os catalanos precisam mesmo adotar!!!

Compartilhe:




Eu quero!!!


Vou pedir um pra Mônia...

Compartilhe:

Hoje foi difícil comprar o pão na Santo Pane...

Hoje o dia já começou prometendo ser difícil.

Há poucos minutos saí da Santo Pane que fica na avenida Lamartine, próximo a UFG, após esperar cerca de 40 minutos para ser atendido e, por isso, resolvi escrever este relato.

Antes de mais nada cabe esclarecer que a demora no atendimento não foi culpa dos atendentes, sempre atenciosos e prestativos. Não, a culpa foi de uma cliente que parou em frente as gôndolas de quitandas e não decidia o que queria levar, demorando um tempão. A vontade era chegar e danar com a pessoa, pedir para ela agilizar, pois eu também queria escolher quitandas e estava atrasado para o trabalho, mas como minha mãe me ensinou a ser educado e respeitar o tempo dos outros eu pacientemente aguardei enquanto ela, na maior tranquilidade, calmamente escolhia o que queria levar.

Mas como tudo hoje em dia a gente registra e coloca na rede, resolvi fotografar a cliente e compartilhar aqui no blog, para que os leitores conheçam a pessoa e fiquem espertos quando a virem na padaria:



Quando o dia começa com um aborrecimento destes a gente tem que colocar as mãos para o céu e pedir muuuuuuita paciência!!!

Compartilhe:  

2 de março de 2016

Uma metáfora para explicar responsabilidade política

Em tempos de estruturas de concreto sendo despedaçadas pela ação de fortes chuvas, de avenidas sendo inundadas impedindo o trânsito de veículos e pessoas, de cidadãos correndo atrás de explicações e soluções para esses problemas convém dar uma olhada no Twitter do prefeito Jardel Sebba que, como de costume, tem uma mensagem de reação às aflições dos catalanos:


Como deve ser bom para o cidadão ver um político, que tanto quis e lutou para ser prefeito, assumir as rédeas de sua gestão e tranquilizar a população através de respostas firmes e propostas realistas para resolução dos problemas que aparecem. Se eu tivesse votado no Jardel me sentiria orgulhoso.

Quando vejo tanta presteza e responsabilidade sendo assumida por nosso prefeito fico com  dificuldade de expressar o que sinto. Por isso recorro a um post publicado por um amigo no Facebook, justamente tratando do tema "Responsabilidade Política", que contempla muito bem o que eu mesmo gostaria de dizer:

EXPLICANDO RESPONSABILIDADE POLÍTICA POR METÁFORA
Político tem que entender, no dia em que ele assume o cargo é como casar com um(a) companheiro(a) com filhos, alguns são bonitos e outros são feios. Não adianta assumir como seu apenas os bonitos e desprezar os feios, a partir do momento que você "casou" todos são de sua inteira responsabilidade. E não adianta reclamar!!! Não vê?! Marconi a 20 anos casado e mandando no Goiás reclama até hoje dos "filhos" do lendário Iris. Se não der conta pule do barco!!!

Mas desse barco, tetudo e gordo, ninguém quer pular, só colocar a culpa nos outros e sugar, sugar e sugar... até secar tudo!!!

Compartilhe:

E se a avenida Raulina falasse?


Compartilhe:

1 de março de 2016

Uma reflexão sobre a chuva e a queda do asfalto na avenida Raulina Pachoal

Certamente você já leu sobre a chuva de hoje no Facebook, nos outros blogs e também na TV, por isso não vou me alongar neste post, apenas farei uma breve reflexão sobre o ocorrido.

A chuva torrencial faz o seu trabalho de lembrar à população, e aos gestores públicos, que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, conforme as imagens e vídeos abaixo:








Isso todo cidadão sabe, é claro.

Também é evidente que vão surgir pessoas, em sua grande maioria ligados a atual gestão do município, dizendo que esse caos é a culpa da gestão anterior, que foi irresponsável em estreitar o ribeirão e construir o terminal sobre ele, causando o alagamento da avenida Raulina e todos os problemas e prejuízos que vieram juntos (não é só a queda do asfalto não, são muitos outros, inclusive de saúde), isso é esperado e faz parte do jogo político.

Isso todo cidadão também sabe, é claro.

A questão é quanto tempo vai durar a lenga-lenga de colocar a culpa uns nos outros, ou em São Pedro, e quando irão começar as medidas para evitar que não só o antigo terminal seja levado pela força das águas, mas também para reforçar e arrumar as paredes da canalização que foram derrubadas pela chuva, ou será preciso que o Colégio Mãe de Deus, os comerciantes nas proximidades, ou seus clientes, literalmente afundem no ribeirão Pirapitinga para que os atuais gestores tomem providências?

Isso é o que todo cidadão quer saber.

Uma coisa que a atual gestão parece ignorar é que obras precisam de manutenção, independente de em qual gestão ela tenha sido feita, e para o cidadão não interessa quem fez ou deixou de fazer qualquer coisa no tempo em que esteve na gestão: QUEM ESTÁ NO PODER É QUE TEM DE FAZER!!!

Isso todo cidadão também sabe, só o Jardel que não.

Compartilhe:

Editorial de O Popular afirma que os goianos perderam direito de ir e vir


O editorial do jornal O Popular desta terça-feira, 1º de março, foi dedicado mais uma vez ao relato do drama de uma família diante da falta de segurança pública que atormenta a população goiana. Com o questionamento “Cadê a Justiça”, o titulo reproduziu a frase de um dos cartazes que amigos levaram para o velório de Jéssica Ferreira da Silva, assassinada domingo a noite na porta da casa dela, em Aparecida de Goiânia. “O cidadão não tem o direito de ir e vir nessas cidades, porque a violência tomou conta de suas ruas”, opina o jornal.

Jéssica, um irmão e dois amigos conversavam na porta de casa, o que ainda é um hábito no bairro, relata o jornal. “Eles talvez não soubessem que Aparecida de Goiânia, onde localiza-se o bairro, tem uma taxa de 57,48 assassinatos por um grupo de 100 mil habitantes. Em Goiânia são 38,23 homicídios por grupo de 100 mil habitantes”, explica o editorial. O porcentual tolerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 8 mortos por 100 mil, lembra O Popular.

O texto ainda aponta as semelhanças entre as mortes de Jéssica e de Nathalia Araújo Zucatelli, na semana passada: “Ambas foram abordadas por um motoqueiro, roubadas e levaram apenas um tiro após a abordagem, sem esboçarem reação”. “A diferença é que a primeira vivia em bairro nobre e a segunda, na periferia o que, no entanto, não muda em nada a realidade, que é a falta se segurança em geral”, conclui o jornal.  

Leia, abaixo, a íntegra do editorial de O Popular

“Cadê a Justiça"

Na falta de palavras diante do inacreditável assassinato de Jéssica Ferreira da Silva, 23 anos, na noite de domingo, os amigos levaram para seu velório cartazes com frases como a deste título, tentando expressar um sentimento sem nome que tomara conta de todos. Jéssica, um irmão e dois amigos faziam naquela noite o que é ainda é um hábito no bairro, especialmente entre os jovens: conversar na porta de casa.

Eles talvez não soubessem que Aparecida de Goiânia, onde localiza-se o bairro, tem uma taxa 57,48 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes. Em Goiânia são 38,23 homicídios por grupo de 100 mil (o tolerado pela ONU são 8 mortos por 100 mil). Em outras palavras, o cidadão não tem o direito de ir e vir nessas cidades, porque a violência tomou conta de suas ruas.

Na semana passada, Nathalia Zucatelli, 18 anos, foi assassinada na saída do colégio em situação muito similar à que levou a vida de Jéssica. Ambas foram abordadas por um motoqueiro, roubadas e levaram apenas um tiro após a abordagem, sem esboçarem reação.

A diferença é que a primeira vivia em bairro nobre e a segunda, na periferia o que, no entanto, não muda em nada a realidade, que é a falta se segurança em geral. Diante de tantos casos, natural a reação da mãe de Jéssica, Lucimar Francisca da Silva: “Eu não consigo pensar em nada. Só Deus para poder fazer justiça. Porque a justiça é só de Deus." Ou seja, “cadê a Justiça?"

Enquanto isso, o Secretário está na chuva, mostrando serviço e saindo em fotos nas redes sociais, um tucano perfeito...

Compartilhe: