Pensamentos aleatórios

22 de outubro de 2018

Autonomia universitária em risco? Equipe de Bolsonaro planeja mudar a forma de escolha dos reitores das universidades federais


A equipe que prepara o plano de governo do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, também tem em mãos o calendário de escolhas dos reitores das universidades federais e um estudo sobre quem é quem nas instituições de ensino superior para servir de análise, em um eventual governo, das listas tríplices de escolhidos pelas comunidades acadêmicas. A escolha do reitor e do vice é feita pelo presidente com base na relação dos mais votados.

Os auxiliares de Bolsonaro propõem ao presidenciável que, uma vez eleito, não escolha o primeiro da lista automaticamente e aplique a fórmula de optar por nomes com experiência em “gestão” e “administração” e sem vínculos com partidos de esquerda. Para conselheiros da campanha na área, as universidades foram “aparelhadas” nos últimos anos.

O grupo de campanha do PSL recomenda ainda um “enfrentamento” no Congresso e uma campanha de convencimento da opinião pública para fazer, em um “segundo momento”, alterações na Lei 9.192, de 21 de dezembro de 1995, que estabelece que o presidente da República deve escolher o reitor e o vice com base em uma lista tríplice elaborada por um colegiado universitário com 70% de docentes. Pelo texto da norma assinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, o dirigente escolhido deve ser professor titular ou associado 4, com título de doutor.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) afirma que “conceitualmente” o setor precisa de uma “boa qualidade da gestão”. Ministro da Educação no governo Michel Temer, entre maio de 2016 e abril deste ano, ele já fez, em outros momentos, críticas ao que considerou uso do espaço universitário por partidos. “A gestão é fundamental para a legitimidade e a qualidade do ensino em todos os níveis, não apenas nas universidades.”

Por sua vez, o filósofo Roberto Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia da Universidade de São Paulo, avalia que as instituições precisam de líderes capazes de reunir bons gestores na sua equipe e não de “gestores de planilhas”. Ministro da Educação no governo Dilma Rousseff, entre abril e setembro de 2015, ele ressalta que casos recentes de imposição de reitores foram “desastrosos”.

“No meio acadêmico, que é lugar do pensamento, não adianta ter chefe. Um reitor não deve ser escolhido pela ideologia, mas pela sua qualidade e capacidade de ter apoio dentro da universidade”, ressaltou Ribeiro. “Um reitor deve pensar o futuro do ensino, da pesquisa e da extensão.”

Presidente do Sindicato dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andes), Antonio Gonçalves Filho afirma que vê com preocupação essa “possibilidade” de nomeação. “Eu espero que não seja essa a proposta, mas desconfio que esses interventores sejam indicados para calar a universidade, que é o ambiente da crítica”, avalia. Ele observa que o artigo 207 da Constituição de 1988 estabelece que as instituições têm autonomia administrativa e de gestão financeira e patrimonial. Também ressalta que o problema “maior” enfrentado pelas universidade é da perda de recursos nos últimos anos. “Não se pode ferir ainda mais a autonomia, que foi uma conquista. Vai ter resistência.”

A proposta de mudar a lei da escolha de reitores também é vista com críticas pelo presidente da Andifes, Reinaldo Centoducatte. “Embora a regra atual já permita que o Ministério da Educação não escolha o primeiro colocado na lista, a pasta geralmente respeita a decisão da universidade”, observou. “A pessoa escolhida como reitora precisa de apoio da comunidade. Ela vai ficar à frente da instituição por um período razoável, não é nada interessante já começar com resistência.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Pinóquio moderno


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A Universidade do Futuro


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A fórmula para fazer um monstro


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13 de outubro de 2018

"Não é fascismo, apenas um sentimento de frustração"


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Charge do Momento


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Texto para reflexão: Medo por medo, dá Bolsonaro*

No segundo turno, quando não há sonho a ser vendido, se não há esperança, prevalece o antivoto: o eleitor favorita um inimigo e vota no outro. A campanha, nessas ocasiões, resume-se a demonizar o adversário mais do que o adversário demoniza você. O melhor jeito de fazer isso é disseminar o medo entre os carentes, e o ódio entre os potentes. Quem pode odeia; quem não pode teme. Medo por medo, ódio por ódio, Bolsonaro ganha.

Desde 2015, o ódio ao vermelho veste amarelo – salvo nas cortes, onde adota-se o preto. O amarelo-ódio é dominante em manifestações públicas, como foi no dia do primeiro turno. É vistoso e chamativo, mas não decide a eleição. Como quem não pode é muito mais numeroso do que quem pode, sempre que não há esperança, o medo – não o ódio – é decisivo para ganhar a Presidência. Foi em 1998 para o antiPT e em 2014 para o PT.

Medo de quê?

Os 16 pontos de vantagem de Bolsonaro no Datafolha indicam que o medo não é de Haddad, mas do PT. A grande maioria dos eleitores não conhece Haddad o suficiente para odiá-lo nem para temê-lo. Não nessa intensidade e quantidade. Se não é da pessoa física, só pode ser da jurídica. É manifestação do antipetismo, e isso diferencia a eleição de 2018 das outras em que o medo venceu.

Em 1998 e 2014, era o medo de perder, devidamente manipulado pelas campanhas dos incumbentes. Primeiro, o medo de perder o real e a estabilidade econômica conquistada havia só quatro anos após décadas de caos inflacionário. Dezesseis anos depois, foi o medo de perder o Bolsa Família, o acesso a crédito e ao consumo.

Em 2018, diferentemente de 1998 e 2014, não há incumbente para chantagear o eleitor. O governo Temer não é notícia, não é assunto, não é mais nada. Ainda antes de acabar, virou daqueles interregnos entre mandatários eleitos aos quais os livros dedicam meio parágrafo só para constar. Café pequeno. Colaboradores e co-conspiradores de Temer que enfrentaram as urnas foram banidos pelo eleitor, como ele será pela história.

Como o poder não admite vácuo, os partidários de Bolsonaro conseguiram assumir a manipulação do medo na eleição, com muito mais competência do que os petistas. Trocaram a tela da tevê pelo celular, o Facebook pelo WhatsApp e aterrorizaram. Espalharam o medo de o Brasil virar uma Venezuela, de o PT criar uma ditadura de esquerda e até da ressurreição do comunismo. Experimentaram com sucesso durante o locaute/greve dos caminhoneiros e, a partir dali, se tornaram os reis do Zap.

O WhatsApp é um território sem lei, sem informação e estranho a qualquer tentativa de controle. Ao contrário das outras mídias sociais, ali não se sabem o volume de dados ou de mensagens, como elas circulam, nem de onde vêm ou para onde vão. Presente em todas as revoltas e movimentos que derrubaram governos desde os protestos de Londres e da chamada Primavera Árabe, esse tipo de plataforma de mensagens instantâneas parecia uma arma contra regimes totalitários mas se tornou o cemitério da democracia.

Os grupos de WhatsApp são o veículo principal da desinformação, dos boatos, da injúria e da calúnia. Não são usados por um lado só, obviamente. Mas a tentativa do PT de posicionar-se nessa batalha associando a eleição de Bolsonaro ao medo da volta da ditadura militar no Brasil, da censura, da tortura e de outros terrores não teve nem metade do efeito que seus adversários conseguiram. É uma campanha sem rumo, uma guerra quase perdida.

Nem todo eleitor de Bolsonaro acredita que o Brasil vai virar uma edição aportuguesada do caos venezuelano, porém. Para a maioria, o medo é outro, mais difuso e difícil de combater. Seu temor é o de que a eleição de Haddad seja mais do mesmo. Que reeleger o PT implique manter o status quo, signifique alimentar os vícios do presidencialismo de coalizão à brasileira. Enfim, confirmar o toma lá dá cá partidário e a corrupção generalizada.

Para esse eleitor, não adianta argumentar que o PT não inventou os esquemas corruptos das empreiteiras nem foi o único partido que roubou. Basta ver o que esse eleitorado fez com o PSDB e com o MDB no primeiro turno. Impôs a esses partidos as maiores derrotas eleitorais de suas histórias. Se não colocou em risco sua existência, dizimou a influência política de seus caciques.

Para a maioria do eleitorado, como se depreende pelos 58% a 42% do Datafolha, o PT não oferece sonho, uma perspectiva de melhora que seja e nem sequer é um mal menor. Os 58% preferem arriscar-se no desconhecido, no novo, mesmo que o novo tenha cara de velho, gosto de passado e cheiro de bolor. Para essa maioria, se Bolsonaro representa a dúvida, o PT é a certeza do continuísmo.

O desejo de mudança que não conseguiu ser liberado na eleição presidencial de 2014 – menos pelos méritos do PT do que pela incompetência de Aécio Neves e dos tucanos – acumulou ainda mais pressão ao longo dos quatro últimos anos de crise sem fim e economia andando para trás. Está entrando em erupção agora. Interromper seu fluxo é tão fácil quanto tapar um vulcão.

O mais provável é que os problemas de Bolsonaro apareçam só depois do segundo turno. A decadência da popularidade do PSDB e do PT veio na sequência de suas vitórias baseadas na manipulação do terror eleitoral. Se as eleições de 1998 e 2014 ensinam alguma coisa é que o medo elege mas não governa.

Só com ditadura.

*Por Roberto Pompeu de Toledo, no site da Piauí.

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Um texto para reflexão: Por que votamos em Hitler*

Por que a Alemanha, o país com um dos melhores sistemas de educação pública e a maior concentração de doutores do mundo na época, sucumbiu a um charlatão fascista?


Ao longo da década de 1920, Adolf Hitler era pouco mais do que um ex-militar bizarro de baixo escalão, que poucas pessoas levavam a sério. Ele era conhecido principalmente por seus discursos contra minorias, políticos de esquerda, pacifistas, feministas, gays, elites progressistas, imigrantes, a mídia e a Liga das Nações, precursora das Nações Unidas. Em 1932, porém, 37% dos eleitores alemães votaram no partido de Hitler, a nova força política dominante no país. Em janeiro de 1933, ele tornou-se chefe de governo. Por que tantos alemães instruídos votaram em um patético bufão que levou o país ao abismo?

Em primeiro lugar, os alemães tinham perdido a fé no sistema político da época. A jovem democracia não trouxera os benefícios que muitos esperavam. Muitos sentiam raiva das elites tradicionais, cujas políticas tinham causado a pior crise econômica na história do país. Buscava-se um novo rosto. Um anti-político promoveria mudanças de verdade. Muitos dos eleitores de Hitler ficaram incomodados com seu radicalismo, mas os partidos estabelecidos não pareciam oferecer boas alternativas.

Em segundo lugar, Hitler sabia como usar a mídia para seus propósitos. Contrastando o discurso burocrático da maioria dos outros políticos, Hitler usava um linguajar simples, espalhava fake news, e os jornais adoravam sugerir que muito do que ele dizia era absurdo. Hitler era politicamente incorreto de propósito, o que o tornava mais autêntico aos olhos dos eleitores. Cada discurso era um espetáculo. Diferentemente dos outros políticos, ele foi recebido com aplausos de pé onde quer que fosse, empolgando as multidões. Como escreveu em seu livro "Minha Luta":

Toda propaganda deve ser apresentada em uma forma popular (...), não estar acima das cabeças dos menos intelectuais daqueles a quem é dirigida. (...) A arte da propaganda consiste precisamente em poder despertar a imaginação do público através de um apelo aos seus sentimentos.

Em terceiro lugar, muitos alemães sentiram que seu país sofria com uma crise moral, e Hitler prometeu uma restauração. Pessoas religiosas, sobretudo, ficaram horrorizadas com a arte moderna e os costumes culturais progressistas que surgiram por volta de 1920, época em que as mulheres se tornavam cada vez mais independentes, e a comunidade LGBT em Berlim começava a ganhar visibilidade. Os conservadores sonhavam com restabelecer a antiga ordem. Os conselheiros de Hitler eram todos homens heterossexuais brancos. As mulheres, ele argumentou, deveriam se limitar a administrar a casa e ter filhos. Homens inseguros podiam, de vez em quando, quebrar vitrines de lojas, cujos donos eram judeus, para reafirmarem sua masculinidade.

Em quarto lugar, apesar de Hitler fazer declarações ultrajantes – como a de que judeus e gays deveriam ser mortos -, muitos pensavam que ele só queria chocar as pessoas. Muitos alemães que tinham amigos gays ou judeus votaram em Hitler, confiantes de que ele nunca implementaria suas promessas. Simplista, inexperiente e muitas vezes tão esdrúxulo, que até mesmo seus concorrentes riam dele, Hitler poderia ser controlado por conselheiros mais experientes, ou ele logo deixaria a política. Afinal, ele precisava de partidos tradicionais para governar.

Em quinto, Hitler ofereceu soluções simplistas que, à primeira vista, faziam sentido para todos. O problema do crime, argumentava, poderia ser resolvido aplicando a pena de morte com mais frequência e aumentando as sentenças de prisão. Problemas econômicos, segundo ele, eram causados por atores externos e conspiradores comunistas. Os judeus - que representavam menos de 1% da população total - eram o bode expiatório favorito. Os alemães "verdadeiros" não deviam se culpar por nada. Tudo foi embalado em slogans fáceis de lembrar: "Alemanha acima de tudo", "Renascimento da Alemanha", "Um povo, uma nação, um líder."Em sexto lugar, as elites logo aderiram a Hitler porque ele prometeu -- e implementou -- um atraente regime clientelista, cleptocrata, que beneficiava grupos de interesses especiais. Os industriais ganharam contratos suculentos, que os fizeram ignorar as tendências fascistas de Hitler.

Em sétimo, mesmo antes da eleição de 1932, falar contra Hitler tornou-se cada vez mais perigoso. Jovens agressivos, que apoiavam Hitler, ameaçavam os oponentes, limitando-se inicialmente ao abuso verbal, mas logo passando para a violência física. Muitos alemães que não apoiavam o regime preferiam ficar calados para evitar problemas com os nazistas.

Doze anos depois, com seis milhões de judeus exterminados e mais de 50 milhões de pessoas mortas na Segunda Guerra Mundial, muitos alemães que votaram em Hitler disseram a si mesmos que não tinham ideia de que ele traria tanta miséria ao mundo. “Se soubesse que ele mataria pessoas ou invadiria outros países, eu nunca teria votado nele ”, contou-me um amigo da minha família. “Mas como você pode dizer isso, considerando que Hitler falou publicamente de enforcar criminosos judeus durante a campanha?”, perguntei. “Eu achava que ele era pouco mais que um palhaço, um trapaceiro”, minha avó, cujo irmão morreu na guerra, responderia.

De fato, uma análise mais objetiva mostra que, justamente quando era mais necessário defender a democracia, os alemães caíram na tentação fácil de um demagogo patético que fornecia uma falsa sensação de segurança e muito poucas propostas concretas de como lidar com os problemas da Alemanha em 1932. Diferentemente do que se ouve hoje em dia, Hitler não era um gênio. Não passava de um charlatão oportunista que identificou e explorou uma profunda insegurança na sociedade alemã.

Hitler não chegou ao poder porque todos os alemães eram nazistas ou anti-semitas, mas porque muitas pessoas razoáveis fizeram vista grossa. O mal se estabeleceu na vida cotidiana porque as pessoas eram incapazes ou sem vontade de reconhecê-lo ou denunciá-lo, disseminando-se entre os alemães porque o povo estava disposto a minimizá-lo. Antes de muitos perceberem o que a maquinaria fascista do partido governista estava fazendo, ele já não podia mais ser contido. Era tarde demais.

*Por Oliver Stuenkel, nascido em Düsseldorf, é professor e pesquisador de relações internacionais da FGV. Graduado pela Universidade de Valência, na Espanha, é mestre em Políticas Públicas pela Kennedy School of Government de Harvard University, e doutor em Ciência Política pela Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, publicado originalmente no site do El País.

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8 de outubro de 2018

Como ficarão os atores da política goiana derrotados nas urnas ontem a partir do ano que vem


Quando a apuração das 13.995 urnas em Goiás foi concluída, por volta de 22h30 de domingo (7/10), candidatos que cumprem seus mandatos até o final do ano, e outros já sem cargos eletivos desde o dia 7 de abril, que não foram escolhidos pelos goianos para ocupar outras funções eletivas por mais quatro ou oito anos passaram à posição desconfortável de ter de se reinventar politicamente nos próximos dois ou quatro anos, quando podem ou não voltar à disputa em 2020 e 2022.

A base aliada do governador José Eliton (PSDB) foi a que saiu mais enfraquecida da votação de domingo. No Senado, passou de duas cadeiras eleitas em 2010 para nenhuma em 2018. Na Câmara, viu sua força ser reduzida de 14 deputados federais conquistados em 2014 para quatro parlamentares: Francisco Jr. (PSD), Lucas Vergílio (Solidariedade), Magda Mofatto (PR) e Célio Silveira (PSDB).

Além da saída de partidos fortes do grupo eleitoral tucano, como PRB, PP e PDT, o PSDB viu nomes como o presidente estadual do partido, o deputado Giuseppe Vecci, Fábio Sousa (PSDB), Jovair Arantes (PTB), Marcos Abrão (PPS), Roberto Balestra (PP) e Sandes Júnior (PP), que em 2014 se tornou suplente, mas assumiu a vaga de Thiago Peixoto (PSD).

O governador José Eliton, que teve uma votação pífia, muito abaixo da esperada por ele e seus aliados, viu sua dificuldade eleitoral em toda campanha ser agravada pela operação Cash Delivery, que investiga a suspeita de pagamento de propinas pela Odebrecht no total de R$ 12 milhões nas candidaturas de Marconi Perillo (PSDB) em 2010 e 2014 ao governo.

O ex-governador Marconi, que também sentiu o efeito eleitoral da operação do Ministério Público Federal (MPF), continuará sem mandato e precisa reorganizar sua base de apoio para não virar um líder esquecido por seus apoiadores depois de 20 anos de vitórias eleitorais desde 1998. O caminho de Lúcia Vânia, que terá de deixar o Senado em fevereiro de 2019, também é preocupante. Resta ainda à senadora a presidência estadual do PSB. Mas sem cargo eletivo, pode haver tentativas no partido de tomar o poder de Lúcia.

O mesmo pode acontecer com o sobrinho da senadora, o deputado Marcos Abrão. Presidente estadual do PPS, não consegui se reeleger e viu o deputado estadual Virmondes Cruvinel se manter na Assembleia por mais quatro anos. É provável que haja uma migração de importância e de poder no PPS para as mãos de Virmondes com o enfraquecimento de Lúcia Vânia à frente do PSB. Mas não é certo.

PSD

Thiago Peixoto, que desistiu de disputar a reeleição à Câmara, pode voltar a estudar nos Estados Unidos e se afastar por mais tempo da política. E não é descartada a possibilidade que abandone de vez o caminho das disputas eleitorais pelo PSD. O partido, que é liderado por Vilmar Rocha, candidato a suplente de Marconi, tem agora como eleitos Francisco Jr. para a cadeira de Thiago e Lucas Calil, que permanece na Assembleia.

Sandes Júnior mais uma vez não conseguiu se eleger deputado federal. E desta vez está ligado ao grupo de Daniel Vilela (MDB), que também foi derrotado para governador e não terá mandato a partir de 2019. Os dois vivem situação complicada. Enquanto Sandes deve se dedicar à atividade de radialista, o filho de Maguito Vilela (MDB) corre o risco de ver o grupo do prefeito Iris Rezende (MDB) tomar a presidência do partido na próxima disputa interna.

O não crescimento de Daniel e José Eliton na corrida ao governo foi ruim para os dois. Mas, no caso de Daniel, que completa 35 anos no final de outubro, pode ocorrer um renascimento na eleição para a Prefeitura de Goiânia. Isso se Iris abrir o caminho. O candidato a vice de Daniel, Heuler Cruvinel (PP), verá seu mandato de deputado federal acabar e deve voltar seu foco às bases eleitorais em Rio Verde nos próximos anos.

Roberto Balestra, eleito oito vezes seguidas e há 31 anos na Câmara, viverá o ineditismo de ficar sem mandato desde 1987. Aos 74 anos, Balestra deixará de ser um político eleito a partir de fevereiro de 2019 e brigou com o partido para se manter no apoio ao grupo de Marconi, que saiu derrotado das eleições de domingo. Deve se aposentar, afinal falava sobre isso antes de iniciar o pleito, alegando cansaço.

Jovair Arantes (PTB) também está em uma situação delicada. A sua situação só não ficou mais difícil porque o filho se reelegeu deputado estadual. Henrique Arantes (PTB) permanece na Assembleia por mais quatro anos. Perderá o foro privilegiado, mas deve continuar a atuar como dirigente no Atlético Goianiense. No caso de Fábio Sousa, que é pastor na igreja Fonte da Vida, deixará de atuar com parlamentar e voltará suas atenções aos fiéis.

Saem fortalecidos

Dos que não disputaram as eleições e não saíram derrotados está Alexandre Baldy, deputado licenciado e ministro das Cidades. Depois de se filiar ao PP e assumir a presidência do partido no Estado, Baldy elegeu dois candidatos que disputaram vaga na Câmara: Professor Alcides e Alexandre do Baldy. Tem prestígio no Congresso e tende a ser um político goiano a ser fortalecer nos bastidores.

O deputado Pedro Chaves (MDB), que por uma questão de necessidade partidária se tornou primeiro suplente de Vanderlan Cardoso (PP) como senador, deixa a política, mas pode assumir o cargo em casos de licença do dono da vaga conquistada nas urnas ontem.

Dos candidatos a governador em 2018, a professora Kátia Maria (PT), presidente do partido em Goiás, entrou na disputa sem qualquer pretensão e foi bem. Para quem não tinha outra intenção, apesar de oficialmente não assumida, além de fazer palanque para o presidenciável Fernando Haddad (PT) no Estado, receber 271.807 votos, 9,16% da votação válida, foi uma grande conquista.

Na gestão de Kátia à frente do Partido dos Trabalhadores, a difícil reeleição de Rubens Otoni no cargo de deputado federal se consolidou e a legenda ainda conquistou duas cadeiras na Assembleia, com mais quatro anos de mandato da delegada Adriana Accorsi e a chegada de Antônio Gomide, ex-prefeito de Anápolis, ao Legislativo goiano.

Com informações do Jornal Opção.

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Demóstenes, o povo goiano não te esqueceu...


... e por isso mesmo não te elegeu!!!

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Marconi Perillo é humilhado nas urnas em Goiás

Por Cloves Reges Maia, em seu blog.


Nem o mais pessimista militante peessedebista poderia imaginar que Marconi Perillo, ex-governador de Goiás e maior nome do PSDB em Goiás, tivesse uma votação tão inexpressiva para o Senado, como foi a votação do tucano na eleição de ontem, 7. Perillo teve apenas 416 mil votos, ou 7,55% dos votos válidos, e ficou em 5º lugar entre todos os candidatos.

A diferença de votos entre Vanderlan Cardoso (PP), o primeiro colocado na eleição para o Senado em Goiás, e Marconi Perillo foi de mais de 1,3 milhão de sufrágios. A derrota vexatória de Perillo encerra um ciclo de poder em Goiás que durou 20 anos.

Desgastado politicamente nos últimos anos, Marconi Perillo ainda sofreu o revés de uma operação da Polícia Federal e Ministério Público Federal, que no último dia 28 de setembro prendeu seu braço direito Jayme Rincon, ex-presidente da Agetop nos dois últimos mandatos do tucano. Na decisão que mandou prender Rincon, o juiz da 11ª Vara Federal de Goiás chegou a afirmar que Marconi seria o chefe do esquema criminoso, acusado de receber R$ 12 milhões em propinas pagas pela Odebrecht nos anos de 2010 e 2014.

O resultado das urnas pode dificultar o retorno de Marconi Perillo à vida pública. Sem mandato eletivo e, consequentemente, sem foro privilegiado, o tucano pode ter mais um problema sério com a justiça. Além de uma ação penal que já responde como réu, Perillo deve ser alvo de novas denúncias no âmbito da Justiça Federal, além de outras ações de improbidade administrativa que já estão sendo propostas pelo Ministério Público Estadual.

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O goiano não é bobo: Demóstenes fica fora da Câmara Federal


Senador eleito em 2010 com 2,1 milhões de votos, o procurador de Justiça Demóstenes Torres (PTB) teve apenas 27.801 nesta eleição e não conseguiu se eleger deputado federal. O número de votos que Demóstenes obteve agora representa 1,28% do total conseguido 8 anos atrás. Ele foi o 31º mais votado para a Câmara dos Deputados. A sua coligação, formada por sete partidos, elegeu 5 deputados, sendo que o menos votado que foi eleito – o deputado federal Célio Silveira (PSDB) - teve 70.662.

Demóstenes foi cassado em julho de 2012 pelo Senado por quebra de decoro parlamentar acusado de usar o mandato para favorecer o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos. Em abril deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a participação de Demóstenes nas eleições após ele ter conseguido anular as provas do processo que tramitava contra ele na Justiça, levando-o ao arquivamento.

A intenção de Demóstenes inicialmente era disputar o Senado pelo PTB, apoiado pelo deputado federal Jovair Arantes, cacique do partido e até então nome forte tanto no Congresso como na base aliada do ex-governador Marconi Perillo, mas após uma disputa nos bastidores com a senadora Lúcia Vânia (PSB), ele desistiu e se lançou para a Câmara.

Jovair, envolvido em denúncias de corrupção e investigado pelo Ministério Público Federal, também não se reelegeu.

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7 de outubro de 2018

Candidados a deputado estadual mais votados em Catalão


Com 100% das urnas apuradas, Gustavo Sebba foi o único candidato de Catalão eleito, obtendo um total de 29.286 (vinte e nove e mil duzentos e oitenta e seis) votos e irá representar a cidade e região na Assembleia Legislativa de Goiás.

Gustavo, no entanto, não foi o mais votado em Catalão, aqui ele obteve 6.419 votos.

Tal título coube a Rodrigão, que não foi eleito, mas obteve em Catalão 7.676 votos, seguido por Deusmar Barbosa, com 6.907 votos, Luiz Sampaio, com 4.232 votos, Thiago Simões, com 3.855 e Camila Campos, com  1.712.

Henrique César também foi eleito e o mais votado, com 45.545 votos, sendo 1.727 em Catalão, mas como sua votação foi mais expressiva fora daqui não é considerado um candidato da região.

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Fiasco eleitoral: Marconi fica em 5º lugar na disputa para o Senado em Goiás


Vanderlan Cardoso, do PP, e Jorge Kajuru, do PRP, foram eleitos, neste domingo, senadores da República por Goiás para os próximos oito anos. 

Vanderlan recebeu 31,35% dos votos válidos, com 1.729.637 votos, e Kajuru totalizou 1.557.415 votos, o que representa 28,23% dos votos válidos.

Vanderlan e Kajuru derrotaram os atuais senadores Wilder Morais(DEM) e Lúcia Vânia (PSB), além do ex-governador Marconi Perillo(PSDB), que ficou em 5º lugar na votação para o cargo no estado após liderar a disputa desde o início da pré campanha, em abril deste ano.

Sem dúvida foi a maior derrota dos tucanos em 20 anos de hegemonia no estado de Goiás.

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Lista dos deputados estaduais eleitos em Goiás


  • Henrique Cesar PSC - 1,51% - 46.545
  • Jeferson Rodrigues PRB - 1,48% - 45.605
  • Diego Sorgatto PSDB - 1,34% - 41.362
  • Paulo Cezar Martins MDB - 1,33% - 40.970
  • Delegada Adriana Accorsi PT - 1,27% - 39.283
  • Dr. Helio de Sousa PSDB - 1,26% - 38.788
  • Major Araujo PRP - 1,24% - 38.278
  • Lissauer Vieira PSB - 1,22% - 37.550
  • Chico Kgl DEM - 1,20% - 37.048
  • Antônio Gomide PT - 1,20% - 36.998
  • Dr. Antônio DEM - 1,19% - 36.683
  • Claudio Meirelles PTC - 1,18% - 36.502
  • Talles Barreto PSDB - 1,18% - 36.456
  • Lêda Borges PSDB - 1,14% - 35.040
  • Bruno Peixoto MDB - 1,12% - 34.655
  • Humberto Aidar MDB - 1,03% - 31.873
  • Tião Caroço PSDB - 1,02% - 31.407
  • Alysson Lima PRB - 1,00% - 30.868
  • Virmondes Cruvinel PPS - 0,99% - 30.576
  • Wilde Cambão PSD - 0,97% - 29.853
  • Gustavo Sebba PSDB - 0,95% - 29.286
  • Rubens Marques PROS - 0,90% - 27.763
  • Delegado Humberto Teófilo PSL - 0,85% - 26.252
  • Iso Moreira DEM - 0,81% - 24.963
  • Amauri Ribeiro PRP - 0,81% - 24.922
  • Lucas Calil PSD - 0,78% - 23.999
  • Alvaro Guimaraes DEM - 0,77% - 23.788
  • Rafael Gouveia DC - 0,76% - 23.466
  • Delegado Eduardo Prado PV - 0,68% - 20.845
  • Henrique Arantes PTB - 0,67% - 20.556
  • Zé Carapô DC - 0,63% - 19.583
  • Charles Bento PRTB - 0,60% - 18.626
  • Cairo Salim PROS - 0,60% - 18.579
  • Vinicius Cirqueira PROS - 0,57% - 17.698
  • Paulo Trabalho PSL - 0,55% - 16.957
  • Amilton Filho SOLIDARIEDADE - 0,53% - 16.486
  • Karlos Cabral PDT - 0,52% - 15.941
  • Thiago Albernaz SOLIDARIEDADE - 0,47% - 14.561
  • Wagner Neto PATRI - 0,46% - 14.256
  • Julio Pina PRTB - 0,43% - 13.148
  • Coronel Adailton PP - 0,38% - 11.616
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Lista dos deputados federais eleitos por Goiás


  • Delegado Waldir (PSL) - 9,05% - 274.406
  • Flavia Morais (PDT) - 5,60% - 169.774
  • Dr. Zacarias Calil (DEM) - 5,00% - 151.508
  • Francisco Jr (PSD) - 3,69% - 111.788
  • João Campos (PRB) - 3,50% - 106.014
  • Glaustin da Fokus (PSC) - 3,31% - 100.437
  • Zé Mario (DEM) - 3,17% - 96.188
  • Magda Mofatto (PR) - 2,93% - 88.894
  • Professor Alcides (PP) - 2,92% - 88.545
  • Rubens Otoni (PT) - 2,74% - 83.063
  • Lucas Vergílio (SOLIDARIEDADE) - 2,59% - 78.431
  • Adriano do Baldy (PP) - 2,56% - 77.729
  • Elias Vaz (PSB) - 2,47% - 74.877
  • Célio Silveira (PSDB) - 2,33% - 70.663
  • Alcides Rodrigues (PRP) - 2,14% - 64.941
  • José Nelto (PODE) - 2,04% - 61.809
  • Major Vitor Hugo (PSL) - 1,03% - 31.190
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Pesquisas mostraram que os goianos preferem a mudança e que o Tempo Novo envelheceu e tornou-se impróprio para o futuro de Goiás: é hora de um ponto final, que virá na noite deste domingo

Do blog do JLB:


As urnas que guardam os votos dos goianos, ao se abrir na noite deste domingo, vão mostrar que a mudança proposta por Ronaldo Caiado foi plenamente acolhida, que ele será o governador eleito em 1º turno e que o Tempo Novo de Marconi Perillo está morto e sepultado.

É o que dizem as últimas pesquisas publicadas pela imprensa goiana, a do Serpes e a do Ibope, em O Popular. Não só Zé Eliton perderá a eleição, como também Marconi Perillo e Lúcia Vânia serão derrotados, em uma das maiores rupturas políticas da história das eleições em Goiás.

O que será evidenciado na noite deste domingo é que os goianos estão cansados de Marconi, do seu poste Zé Eliton, de Raquel Teixeira e de todos, inclusive Lúcia Vânia, que dominaram a cena política do Estado nos últimos 20 anos.

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4 de outubro de 2018

Pesquisa da Rede Record dá Caiado com 48% das intenções de voto


O instituto Real Data Big Time, ligado à Rede Record, acaba de divulgar na TV Record a última rodada da sua pesquisa sobre as eleições em Goiás.

Ronaldo Caiado disparou e agora tem 48%. Zé Eliton continua em 2º lugar, com 14%, descolando-se de Daniel Vilela, que apareceu com 11%, diferença de 3 pontos, portanto acima da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos para mais ou para menos.

Em votos nominais válidos, Caiado tem 60,7% – para ganhar no 1º turno, bastam 50% mais um voto.

A pesquisa para Senado sai amanhã, mas só de não ser divulgada hoje já ligou o sinal de alerta na campanha de Marconi por medo de repetir a pesquisa do Grupom/Diário da Manhã, que deu o ex-governador em quarto lugar na disputa. 

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