O que mais se ouve pela cidade desde o dia 02 de janeiro é o estado de terra arrasada da Prefeitura de Catalão recebida da gestão anterior pela equipe de Jardel e Rodrigão. Maquinário danificado exposto em uma das principais avenidas da cidade, coletivas de imprensa convocadas para expor as dívidas deixadas, denúncias de desvio de equipamentos e patrimônio em todas as repartição da prefeitura e muito mais, isso com certeza é só o começo.
Mas eis que ontem, às quatro horas da tarde, por meio do Portal Catalão (clique aqui), a gestão anterior divulga uma nota referente as contas da Prefeitura, onde apresenta saldo de cerca de 15 milhões de reais e dívidas reconhecidas de 4 milhões, ou seja, saldo positivo de 11 milhões. A nota esclarece ainda que o maquinário sucateado não corresponde a verdade, pois existem veículos novos, adquiridos em 2011 e 2012, que não são mostrados pela nova gestão, ou seja, tudo não passaria de factoide para manipular a opinião pública em desfavor da gestão anterior.
A questão agora é: com quem está a verdade? Em quem os catalanos devem acreditar? Pesa contra Velomar a ausência de transição, o que serve de justificativa para a nova gestão para tudo que está mostrando (ora, se estava tudo bem, porque a transição não foi feita?) Já contra a nova gestão pesa justamente o fato de só reclamar e não tomar atitude concreta (ora, se já sabem que houve roubo e desvio de patrimônio, porque até agora não acionaram a polícia?).
A verdade é que nem Velomar e nem Jardel estão prejudicados com essa situação ridícula. Um já saiu da prefeitura (e da vida pública, tudo indica) e o outro está começando seu capítulo no Executivo e terá tempo para arrumar a casa (e para fazer a população se esquecer de qualquer problema), portanto quem perde é a população, refém das picuinhas e da falta dos serviços públicos que deixam de ser prestados.
A única verdade é que a prefeitura está parada, não interessa se é por falta de gente ou de maquinário, e quem sofre com isso é só a população, os donos do poder (atuais ou que saíram) não estão ligando, pois o que importa não é a verdade, mas sim como as atitudes de cada lado atingem o adversário.
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