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Pensamentos aleatórios

5 de janeiro de 2017

Diário da Manhã fura o olho de Jardel

Rei morto?! Rei posto!

Isso o ditado diz e a prática confirma: bastou o ex-prefeito de Catalão perder a reeleição para que alguns dos antigos aliados mudassem o discurso de apoio inquestionável, como é o caso do Diário da Manhã, veículo de comunicação que até o ano passado defendia com veemência a competência do ex-prefeito e anunciava sua participação no Governo Marconi, mas que agora já fala o contrário e defenestra a participação de políticos com o perfil de Jardel no primeiro escalão do Governo Estadual.

Em dois artigos de opinião (um do deputado federal Thiago Peixoto e outro do jornalista Batista Custódio, editor do jornal) o DM sugere que Marconi precisa abrir espaço para novas lideranças em seu primeiro escalão, de modo a oxigenar a gestão, pois "o governo está inchado de incompetentes acomodados e sobrecarregando o dinamismo de Marconi" e que “chega de se aproveitar político vetado pelo povo goiano nas urnas eleitorais. Basta dos caça-emprego público. Talvez haja vagas no Museu Zoroastro Artiaga. Marconi Perillo precisa atinar-se de que não há bando de águias. O voo delas é sozinho. Resta o gesto da elegância para evitar a consumação do constrangimento. Todo o primeiro escalão do governo colocar o cargo à disposição em caráter irrevogável. É uma questão de vergonha”.



Para bom entendedor...

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3 de janeiro de 2017

Edward Madureira deve ser candidato a reitor da UFG

Publicado originalmente no Jornal Opção:


O professor-doutor Orlando Afonso Valle do Amaral é, sem dúvida, um reitor competente e, frise, de rara integridade. Sua gestão é equilibrada, coerente e democrática. Mas pegou a Universidade Federal de Goiás — como, aliás, as outras — num momento de crise aguda. Crise, por sinal, menos da UFG e mais do país. Nos tempos do PT, notadamente quando o país crescia acima de 7%, as universidades nadaram em dinheiro. Por isso, os reitores, os que eram produtivos, como Edward Madureira, puderam fazer obras e investir mais em pesquisas. 

Orlando Amaral, embora faça uma gestão produtiva e inovadora — pouco divulgada pela mídia e talvez até por ele, dados seu antipopulismo e sua discrição —, não goza da mesma popularidade de Edward Madureira. Se quiser, poderá disputar a reeleição, e com chance de vitória. Porém, se não disputar, como vem sendo comentado nos corredores da universidade, deve bancar a candidatura de Edward Madureira. Há, no momento, um certo clamor por sua volta. Por quê? Simples: é o único pule de dez. 

Recentemente, apesar da insistência dos prefeitos Iris Rezende e Gustavo Mendanha, Edward Madureira foi convidado para o cargo de secretário de Educação de Goiânia e de Aparecida de Goiânia. Sentiu-se honrado pela lembrança, que comprova sua vitória como educador e gestor, mas recusou a missão. Perdem as duas cidades. Mas a UFG ganha de duas maneiras. Primeiro, porque faz um trabalho de mérito na UFG, no curso de agronomia — e até extrapolando a área —, que dará o que falar nos próximos anos. Segundo, porque terá um reitor com forte presença interna e externa (no governo federal e na sociedade). O uso de “terá” é explicável: é muito difícil, talvez até impossível, derrotá-lo numa disputa para reitor. 

Há alternativa, em termos de experiência e competência, a Edward Madureira? Há, se Orlando Amaral for candidato à reeleição. Há outros professores igualmente competentes, como mestres e pesquisadores, mas sem a experiência dos dois (ressalte-se que Orlando Amaral participou da gestão de Edward Madureira, daí sua experiência ser ampla, e mesmo antes de ser reitor).

Entregar a UFG para grupos ideológicos — no sentido de que a ideologia está acima do ato de dar aulas e de fazer pesquisas do interesse da coletividade — será excelente para determinados grupos de esquerda, mas será nefando tanto para os estudantes e professores quanto para a sociedade. Orlando Amaral e Edward Madureira são de esquerda, mas de uma esquerda moderada e atenta mais à educação do que ao debate puramente ideológico e partidarizado. Eles postulam a melhoria social, mas também o mérito acadêmico e a ligação da universidade com a sociedade. 

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O encontro de Adib com o "legado" de Jardel


E esse foi só o encontro do primeiro dia...

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Procurando emprego


Currículo:

Foi governador interino;
Foi presidente da Assembleia;
Foi deputado por quatro mandatos:
Foi prefeito de Catalão;
Foi-se!

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1 de janeiro de 2017

Feliz 2017 Catalão!!!


Feliz 2017, 2018, 2019, 2020 e mais tantos anos livres do pior prefeito que a cidade já teve em toda a sua história!!!

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30 de dezembro de 2016

A poesia da chuva


O bom da magia da realidade é que, como não existe um mágico, a gente não precisa pagar ingresso pra ver o espetáculo.

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Imagens da chuva de ontem em Catalão



 














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Chuva faz estragos e desabriga família em Catalão

Por Cleber Rabelo, no Facebook

Muita lama, águas turvas e transbordando, lixo e cascalho espalhado por todos os lados, destruição, risco de rompimento de diques e medo de morte. Guardada as devidas proporções, esse cenário depois da chuva de quinta-feira (29) nas imediações das quatro represas do bairro Monsenhor Souza lembrou o desastre ambiental das barragens da Samarco, ocorrido no ano passado no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo.

As represas e uma mata (APP) existente à montante da 1ª delas compõem o Complexo Ecológico Francisco Cassiano, um dos principais pontos turísticos de Catalão.

Como toda tempestade, ela aconteceu num período curto de menos de duas horas. Os estragos aconteceram por toda a cidade, mas, em especial no bairro Monsenhor Sousa. Logo no início, por volta das três da tarde, a ventania derrubou um muro e um portão numa casa e um frondoso Ipê que ficava em frente à outra na Rua Fagundes Varela. Mais tarde, pra liberar o trânsito, os moradores tiveram que cortar a árvore com motosserra.

Em poucos minutos, a água e o entulho que escorreram nas ladeiras das ruas transversais encheram a primeira represa que, num efeito cascata, transbordou para as outras três. O volume da água era tamanho que ultrapassou o talude das barragens e tomou todo o leito da Rua Porto Nacional, uma das vias laterais do Complexo Ecológico.

Ao lado e a menos de dez metros da última represa, justamente na parte mais baixa do vale, seis famílias insistem em manter suas respectivas casas naquela área de risco, apesar de o ex-prefeito Adib Elias ter tentado inúmeras vezes retirá-las quando ele construiu aquele Complexo no seu primeiro mandato.

A água que chega volumosa e com toda força naquele local causa pânico inclusive em que não vive nas imediações. Kênia Pires, uma costureira que mora numa dessas casas há mais de 16 anos disse ter medo, que gostaria de sair dali, mas que dificilmente alguém iria comprar a casa dela. “Se a prefeitura fizer uma indenização justa, a gente sai”, diz. Vizinhos afirmam, no entanto, que essas seis famílias permanecem no local exatamente por terem supervalorizado seus imóveis quando da construção das represas.

Apesar do impasse, a mesma moradora acredita que Adib Elias é quem irá dar solução para as enchentes. Segundo ela, ele prometeu que, se eleito para o terceiro mandato – como de fato foi - ele iria aumentar a vazão da água entre a quarta represa e o canal que o ex-prefeito Velomar Rios construiu ao lado do estádio Gernevino da Fonseca. Kenia Pires afirma que essa seria a solução, inclusive para interligar a Rua Porto Nacional entre os bairros Monsenhor Sousa e Pio Gomes. 

Assoreamento e matagal nas represas: consequência do abandono 

Após a tempestade, vários moradores e curiosos ficaram assistindo incautos motoristas tentando enfrentar a correnteza, que arrastava lixo e vários objetos, inclusive móveis e utensílios domésticos como cadeiras, panelas e bacias. Na ladeira da Rua 31 de março, alguns diziam que todo esse estrago ocorreu por falta de manutenção.

“A prefeitura não construiu as caixas de contenção na parte alta do bairro e nem fez a dragagem da areia e do cascalho no leito das represas, como era feito todo ano. Agora, elas estão completamente abandonadas”, disse um morador que não quis se identificar. Havia consenso entre eles que o Complexo Ecológico esteve abandonado nos últimos quatro anos porque o local é conhecido como “Represas do Adib” e que, exatamente pela rivalidade política, o atual prefeito não teria dado atenção ao local. 

O estrago da chuva foi grande, mas particularmente na Rua Madre Esperança Garrido. Lá, a água contida no terreno do condomínio popular do bairro Jardim Europa derrubou o muro de uma casa e afetou outras duas. Nelas, a enxurrada entrou e destruiu fogões, geladeiras, sofás, guarda-roupa, tevês, computador, roupas, mantimentos e brinquedos. 

Na casa 225, a moradora Raimunda da Silva Alexandria (36) e seus cinco filhos só não morreram afogados porque foram socorridos por uma amiga e uma parente que a visitavam naquele momento. A maioria de seus pertences desceu enxurrada abaixo. Para completar o estado de penúria da vitima, ela ainda está grávida de gêmeos.

Uma equipe de TV e outra do Corpo de Bombeiros estiveram no local. Esta última desconectou a rede elétrica e ajudou a promover parte da limpeza dos imóveis. No final, os militares emitiram o que eles chamam de Registro de Atendimento Integrado, que pode respaldar essas famílias a buscarem ressarcimento dos prejuízos.

Com cinco filhos, esperando outros dois e praticamente sem nenhuma mobília dentro de casa, a dona de casa Raimunda Alexandria não pretende acionar o município ou o condomínio vizinho, mas apenas remontar a humildade casa em que mora para dar o mínimo de conforto aos filhos. Segundo ela, o salário de apenas R$ 1.100 do marido não é suficiente. A maranhense disse que foi bastante ajudada quando chegou à região e que espera continuar contando com a bondade do povo catalano.




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