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Pensamentos aleatórios
29 de novembro de 2017
Charge do Dia
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Terminou em Pizza
Local:
Catalão - GO, Brasil
E a fraude no painel de presença da Assembleia?
De posse de relatório elaborado pela empresa responsável pelos painéis da Assembleia Legislativa de Goiás, o presidente da Casa, José Vitti (PSDB), informou hoje que houve registros sequenciais no mesmo terminal, com diferença de sete segundos, das presenças dos deputados Jean Carlo (PHS) e Gustavo Sebba (PSDB). No entanto, Vitti afirma que ainda não há provas de que foi o próprio Jean que fez o segundo registro.
Em sessão da Comissão Mista, no dia 13 de novembro, Gustavo Sebba aparecia como presente, mas estava em compromissos em Catalão, o que provocou denúncia de fraude no painel. A empresa confirmou que o registrou foi feito do terminal número 20, em que Jean estava sentado no momento da apuração de quórum.
O deputado negou ontem ao Giro que tenha digitado a senha de Gustavo, mas nos bastidores os colegas apontavam o parlamentar como o responsável.
O presidente afirmou que caberá aos deputados avaliar o que deve ser feito a partir de agora, mas o cheiro de pizza já é sentido nos corredores da Assembleia.
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Catalão - GO, Brasil
28 de novembro de 2017
27 de novembro de 2017
24 de novembro de 2017
CRAC Campeão: 50 anos (1967-2017)
Por José Pedro Júnior (Pidim) em seu blog
Quem viveu aquele momento em 25 de novembro de 1967 certamente não esquecerá jamais. CRAC campeão goiano de 1967 ao vencer por 1 X 0 o Atlético Goianiense no estádio Antônio Acyoli, com gol de Wagner, e a cidade de Catalão e as da região sudeste se uniram em uma festa que durou muitos dias. Foi uma alegria numa das maiores manifestações populares da história de Catalão. Os jogadores foram recebidos em Goiandira e uma carreata saiu da vizinha cidade e percorreu as ruas de Catalão.
Naquela época o futebol era mantido apenas com as rendas dos jogos e de promoções que a diretoria do clube realizava. Os atletas ganhavam pouco, mas tinham o orgulho de defender o clube catalano. Jogavam por amor ao esporte e a cidade que os acolheu tão bem. Muitos moravam em residências particulares como na casa de diretores como João Cardoso de Carvalho, Totonho Rodovalho, Matilde Margon e outras. Era uma família. Restante dos atletas ficava numa humilde concentração nos fundos do salão social do CRAC.
O CRAC teve muitos jogadores da própria cidade como Silvio Salomão Macaúba, Roldemar (Dema), Zé Tavares, Mané Grosso, Edir Scagliarini (mineiro adotado que trabalhava no BB), Hozana (Goiandira) e muitos juvenis que apesar de não terem atuado compunham o elenco, como Cão, Picolé, Pilé, Ademir Aires, Tomate, Nauro Dias, Maurício Rabelo, Jair Vicente, João Cézar, e muitos outros.
A dedicação e união da diretoria e colaboradores foi o ponto fundamental para esse sucesso. Ênio Paschoal (presidente), Silvio Paschoal, João Eneas Bretas Netto, João Cardoso de Carvalho, Esoly Coutinho Carísio, Osmar Pimenta Carneiro, Osires Pimentel Ulhoa, Antônio Rodovalho, Pedro Ferreira Goulart, Haley Margon, Leovil Evangelista da Fonseca e muitos outros tiveram participações muito significativas.
Antes apenas uma cidade do interior (Anápolis em 1965) havia conquistado um título. Em toda a história somente as cidades do interior como Catalão (com dois títulos 1967 e 2004), Anápolis (1966), Goiatuba (1990) e Itumbiara (2008) tiveram essa conquista.
Para lembrar um pouco dessa história, o comunicador Návio Leão produziu um filme que será apresentado após uma sessão solene na Câmara de Vereadores, dia 24 de novembro, às 19h. O lançamento do filme será numa parceria com a Fundação Cultural Maria das Dores Campos, cuja diretora Patrícia Castro pretende fazer um evento a altura da imensa torcida do mais querido do interior de Goiás. Será sem dúvida momento de muita emoção para os torcedores do mais querido do interior goiano.
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22 de novembro de 2017
Eu não sou cachorro não...
Mas não acho ruim ser chamado de cachorro.
Cachorro é um bicho leal, carinhoso e valente.
Não tem problema com ninguém e só morde quando provocado e um rosnado não resolve.
Cachorro é feliz e não perde uma oportunidade de correr, brincar e pular.
Não é falso: demonstra quando está feliz (dança e balança o corpo) e quando está triste (abaixa as orelhas).
Um cachorro nunca perde a oportunidade de demonstrar amor.
Nunca guarda mágoa.
Come e bebe com gosto e entusiasmo, mas sem exagero.
E, mais importante de tudo: quando alguém está nervoso ou triste perto de um cachorro ele fica ali, quieto, mostrando que você poderá sempre contar com ele para te confortar.
Enfim, cachorro é tudo de bom, então se alguém te chamar de cachorro tome como elogio, agradeça e diga que a gente aprende muito mais com um bicho que dizem ser irracional do que com muitos que se dizem pensantes.
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Como os sem-votos se articulam para continuar a mandar no País
Por Cileide Alves, no Trendr
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| Obra Proclamação da República, de Benedito Calixto, sem a presença do povo |
O que leva um presidente da República e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) a se reunirem nos fins de semana, fora da agenda oficial de ambos, para, supostamente, discutirem a mudança do regime presidencialista para um modelo misto, chamado de semipresidencialismo? (Confira aqui a diferença entre o sistema presidencialista e o semipresidencialista.)
O último encontro entre o presidente Michel Temer (PMDB) e o ministro do STF, Gilmar Mendes, para discutir o tema — a se acreditar na versão oficial sobre a reunião sem testemunhas — aconteceu em 12 de novembro, três dias antes da comemoração da Proclamação da República. Temer e Gilmar também falaram com o presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), e ficaram de conversar com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, sobre um projeto a ser incluído na pauta do Congresso Nacional.
Só que a mudança do sistema de governo não faz parte da agenda nacional. O Brasil clama por melhoria na qualidade dos serviços públicos; pela redução da fragmentação partidária; discute as reformas trabalhista e previdenciária, o financiamento das campanhas eleitorais; defende a continuidade das investigações da Operação Lava Jato e o combate à corrupção; o fim da impunidade e do foro privilegiado para autoridades; indigna-se com a suspensão das prisões de três deputados estaduais pela Assembleia do Rio de Janeiro e a votação do Senado que derrubou a decisão do STF afastar o senador Aécio Neves etc.
Se o sistema de governo não está na agenda nacional, por que ganhou prioridade na agenda do presidente da República e de seu amigo ministro? Uma resposta óbvia é a relevância do assunto para os dois e para o grupo político no entorno deles. O discurso do presidente Michel Temer em Itu, na quarta-feira (15), em comemoração à Proclamação da República (1889) apresenta uma trilha para compreensão dos fatos.
Depois de dizer que “nós” (supostamente o povo ou o Brasil) temos uma “tendência a caminhar para o autoritarismo”, o presidente declarou: “Aqui [em Itu, em 15/11/17] nós inauguramos uma fórmula [a Proclamação da República] que a rigor deveria impedir os movimentos centralizadores que se deram no histórico que eu fiz [ele acabara de historiar os movimentos autoritários, desde a instituição da República no Brasil até o golpe militar de 1964]. O ideal seria que nunca tivéssemos essa centralização, autoritarismo em certos momentos que houve no passado.”
Esse discurso diz menos sobre a história do Brasil e muito mais sobre o próprio Temer e o grupo que está no poder. Na realidade, Temer lidera um movimento centralizador no Brasil atual e é neste cenário que entra essa articulação em prol da mudança do sistema de governo a despeito de o povo — o “nós” da frase do discurso presidencial — já ter rechaçado a mudança em dois plebiscitos, em 1963 e em 1993.
No livro Getúlio 1882–1930 — Dos anos de formação à conquista do poder,o escritor Lira Neto, afirmou que para Getúlio Vargas, “os parlamentares eram ‘anárquicos’ por natureza e, por isso mesmo, incapazes de responder pelos rumos de um país”. Apesar do ataque de Getúlio ao parlamentarismo ter sido em outro contexto (na época ele já defendia um governo “produto de um só cérebro”, o que fez durante a ditadura do Estado Novo, a partir de 1937), parece não ser de todo equivocada essa visão da natureza “anárquica” do Parlamento brasileiro.
“A origem dos problemas [do Brasil] está no mau funcionamento do sistema partidário”, diagnosticou com precisão o português Jorge Reis Novais, professor de Direito Constitucional da Universidade de Lisboa e um dos maiores especialistas sobre o tema em seu País. “Enquanto aqui na Europa existe o que chamo de disciplina partidária, os partidos brasileiros não se distinguem entre si pela ideologia. É um sistema muito personalizado. Vota-se no candidato, não no partido. A tendência para a instabilidade e a ingovernabilidade é muito mais forte. Isso inviabiliza qualquer forma de governo”, disse à BBC.
O produto desse mau funcionamento é um Parlamento “anárquico”, a quem Temer e Gilmar Mendes querem entregar parte do naco de poder de um presidente da República. Então por que essa agenda de proveta? Porque Temer sabe da dificuldade de seu grupo continuar no poder. Articula essa mudança não por fidelidade ao País, a seu povo, de quem não teve votos para chegar ao Palácio do Planalto e de quem tampouco tem apoio para governar. Ele age em prol do chamado establishment político e econômico que apoiaram tanto o impeachment como seu governo.
Temer chegou ao Planalto pelos meios institucionais, mas isso não muda o fato de que ele não foi votado. Vice-presidente não recebe votos. Ninguém vota em vice, muito menos escolhe um candidato a presidente ou deixa de votar nele por conta de seu colega de chapa. Um vice não precisa se comprometer com propostas de governo. Temer encontra-se nesta posição, não tem compromisso com a população, que, aliás, rejeita seu governo. Ele tem compromisso com os parlamentares e com as elites políticas e econômicas que lhe dão sustentação. Ele governa para esse “eleitorado”. Aí chegamos às causas do semipresidencialismo.
Mesmo “anárquico”, fragmentado entre vários partidos, dominado por esquemas nada republicanos, e divorciado da sociedade, o Parlamento ganharia mais protagonismo na era pós-Temer com o semipresidencialsimo. As pequenas alterações aprovadas pela minirreforma eleitoral não permitirão grandes mudanças na composição do atual Congresso Nacional. E mesmo que o eleitor faça uma aposta histórica na eleição presidencial de 2018, o futuro presidente perderia poder para o mesmo Parlamento que está em profunda rota de colisão com a sociedade.
Está claro para este grupo que está no poder que ele consegue manter o controle do Parlamento mesmo depois de 2018, mas que dificilmente conseguiria eleger um presidente da República em eleição direta. Daí a invenção do semipresidencialismo de proveta.
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