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Pensamentos aleatórios

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4 de agosto de 2016

Iris, com apoio de Marconi, de volta a disputa em Goiânia


A poucas horas do prazo-limite das convenções partidárias, o ex-governador Iris Rezende admite, pela primeira vez desde que anunciou a aposentadoria política, disputar a prefeitura da capital. "Desde ontem há uma grande movimentação em torno de meu nome, e acho que isto pode provocar alguma mudança", revelou em conversa telefônica ao jornalista Jackson Abrão.

Logo em seguida, Abrão também falou com o senador Ronaldo Caiado (DEM), entusiasta da candidatura de Iris, que garantiu: "Iris é candidato".

Um dos motivos que teriam levado o velho cacique a recuar de sua desistência seria uma possível aliança com o PSDB para as eleições em Goiânia. De acordo com a jornalista Fabiana Pulcineli, os tucanos apoiariam Iris e indicariam um nome para a vice.

A justificativa para esse apoio é que o PSDB não teve condições de indicar um nome competitivo para a disputa municipal, já que o deputado Giuseppe Vecci desistiu da candidatura na noite de ontem.

A jornalista lembra ainda que essa aliança já existe em nível nacional, com os tucanos apoiando o governo Michel Temer, do PMDB. Assim, Iris contaria com os apoios dos governos do Estado e o federal.

Apesar do "burburinho", Iris ainda não se posicionou sobre essa possível aliança, que já encontra resistências de ambos os lados, além dos familiares do peemedebista, como Dona Iris, que recentemente criticou uma ala do partido que estava querendo entregar a legenda para a base do governo tucano. O PSDB aguarda uma resposta de Iris, que deve se reunir na noite de hoje com o governador Marconi Perillo.

Lideranças partidárias estão se reunindo no escritório de Iris, no Rua T-9, e informações são aguardadas para breve.

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7 de julho de 2015

A pequenez política dos atuais gestores de Catalão


Uma eleição municipal é sempre a disputa entre modelos de gestão.

A última eleição em Catalão foi a disputa de um modelo conhecido (com todas as qualidades e defeitos sabidos pela população) contra a novidade (a expectativa de manutenção do que estava bom e a melhora do que não estava bem). A novidade venceu.

Aí veio a realidade e a novidade não deu conta de passar para o mundo real aquilo que foi idealizado em campanha. Foi realmente um choque, tanto para os gestores quanto para a população.

Mas o instituto da reeleição dá uma possibilidade sem igual para a população, que é a de avaliar um governo: se foi bom é reeleito, se foi mau é retirado do poder. Ciente disso o gestor faz o seu melhor, pois ninguém, em sã consciência, se candidata com a intenção ser ruim caso seja eleito (embora os últimos acontecimentos em Catalão nos levem a pensar o contrário).

Agora uma nova eleição se avisinha. A novidade ainda tem um ano antes do pleito eleitoral para ressaltar suas qualidades e mostrar à população que cumpriu o prometido. Para isso pode se valer de tudo, inclusive de maciça propaganda custeada pelos cofres públicos (lamentável, mas faz parte do jogo), inaugurar obras que não vai terminar, esvaziar os cofres públicos com medidas puramente eleitoreiras e acabar com o patrimônio público doando-o a quem não tem condições de construir, simplesmente para garantir alguns minguados votos (e, o mais importante, fotos para espalhar nas redes sociais).

É claro que não fica só nisso. Quem está na situação além de ressaltar suas qualidades precisa mostrar os defeitos do adversário. E é aí que os atuais gestores do município provam que são pequenos, reduzindo os problemas da cidade à simples disputa eleitoral. No momento de ressaltar suas qualidades e mostrar os defeitos dos adversários em qual argumento se apoiam? No de que o adversário planeja acabar com as feiras de economia solidária espalhadas pela cidade!!!

O argumento é tão pequeno, tão tacanho, que mesmo as feiras não sendo uma unanimidade em aprovação popular (sendo inclusive objeto de reclamação do CDL), pode facilmente ser rebatido:

JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS NÃO COMPROU AMBULÂNCIAS;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS DEIXAR FALTAR REMÉDIOS NAS FARMÁCIAS;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS NÃO PAGOU A SANTA CASA;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS FEZ A ÁREA AZUL MAIS CARA DO BRASIL;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS NÃO TROCA AS LÂMPADAS NOS POSTES;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS AUMENTOU O IPTU EM 400 POR CENTO;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS QUER VENDER A SAE;

A próxima disputa vai ser novamente entre modelos de gestão, mas agora os dois modelos são conhecidos e um deles, o que está no poder, demonstra uma pequenez extrema, reduzindo o debate político a se vai ou não ter feira, enquanto pessoas morrem por falta de saúde e segurança em nossa cidade (e o prefeito dirige seu tratorzinho).


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