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Pensamentos aleatórios

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28 de setembro de 2018

Enquanto isso, no WhatsApp...

Os catalanos não perdoam e dão o troco:


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Polícia Federal prende Jayme Rincón, Presidente da AGETOP e coordenador da campanha de Zé Eliton, e faz buscas em endereços de Marconi Perillo

Com informações do G1 da Globo.com:


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (28) uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Marconi Perillo (PSDB), ex-governador de Goiás e candidato ao Senado.

Como parte da operação, chamada de Cash Delivery, a PF prendeu Jayme Rincon, coordenador de campanha do atual governador de Goiás e candidato à reeleição, José Elinton (PSDB).

O G1 tentou contato, por telefone e email, às 7h20 desta sexta-feira (28), com a assessoria de imprensa do governador José Eliton e com membros da campanha dele à reeleição, mas as ligações e o e-mail não foram retornados até a última atualização desta reportagem.

Por telefone, o advogado do ex-governador Marconi Perillo, Antônio Carlos Almeida, informou que ainda não tomou conhecimento sobre a operação e que tenta contato com o cliente.

Ao todo a operação tem 14 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária. Os mandados foram autorizados pela 11ª Vara de Justiça Federal em Goiás nas cidades de Aparecida de Goiânia, Pirenópolis e Aruanã, em Goiás, e em Campinas e São Paulo.

A Cash Delivery apura repasses indevidos para agentes públicos em Goiás. A cifra investigada é de mais de R$ 12 milhões.

A operação foi baseada na delação de executivos da Odebrecht. Estão sendo investigados empresários, agentes públicos e doleiros pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Candidato ao Senado, Perillo aparecia com 29% das intenções de voto em pesquisa Ibope do dia 21 de setembro, tecnicamente empatado com Jorge Kajuru (444) e Vanderlan Cardoso (111). O ex-governador de Goiás se tornou réu no início de setembro por corrupção passiva e nesta semana o Ministério Público de Goiás pediu o bloqueio de 15 milhões de reais em bens por edição de leis que favoreceram indevidamente o alto escalão do Governo de Goiás.

Se ocorrer com Marconi o que ocorreu com Beto Richa (PR), também candidato ao Senado por aquele estado e preso em operação da PF, que liderava as pesquisas e viu sua intenção de votos cair vertiginosamente após a ação policial, o inferno do ex-governador pode estar começando agora.

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10 de julho de 2015

Nem sempre o inimigo de meu inimigo serve para ser meu amigo


"O inimigo do meu inimigo é meu amigo"

A sentença acima, muito comum e repetida em vários filmes e livros, sugere que duas partes podem ou devem trabalhar em conjunto contra um oponente em comum. O registro mais antigo dessa frase foi encontrado em sânscrito, em um tratado sobre a arte de governar do século IV AC. A autoria é atribuída um príncipe árabe que teria sido traído e decapitado por seus próprios súditos, após ter se aliado a um inimigo para derrotar um antigo rival, o que causou a revolta da população.

Tal frase vem sendo muito usada pela classe política catalana nos últimos meses. Quem acompanha  a política local sabe que, embora a eleição seja somente daqui a 18 meses, o movimento no tabuleiro político-eleitoral já começou (se é que terminou um dia) e aqueles antigos desafetos já começam a ver qualidades nos antigos adversários, já mudam de opiniões formadas "em nome do povo" e já estão a pular de barco. Todo ano é assim e a má fase (fase?) da gestão Jardel só colabora para que isso ocorra mais cedo dessa vez. Tais movimentos são normais e esperados e a aplicação do ditado é usada amplamente para justificar os movimentos no tabuleiro afinal "para derrotar um mal maior" antigos inimigos podem se tornar aliados. O problema desse ditado é que aplicá-lo sem nenhuma contestação ou adaptação pode causar prejuízos irreparáveis a quem o faz e, tal qual o príncipe árabe que o originou, ficar sem a cabeça (no caso, a eleição).

Um ótimo exemplo disso é o destaque que parte do PMDB catalano está dando para as declarações de um certo empresário investigado pela Polícia Civil por fraudes em compra e venda de gado, sendo que o prefeito de Catalão supostamente seria uma de suas vítimas. O empresário está nos meios de comunicação e nas redes sociais denunciando que não pagou o gado que comprou de Jardel por ter financiado sua campanha, que teria vendido para a Prefeitura e não recebeu e por isso a operação policial que o investiga nada mais é que uma armação do prefeito apenas para prejudicá-lo. Pode ser verdade, afinal armar factoides é o que Jardel faz melhor, mas acreditar piamente no que o sujeito fala, simplesmente porque atinge o adversário, é extremamente perigoso, afinal por que ele esperou a polícia prende-lo para denunciar o prefeito? Não poderia ele estar apenas buscando uma proteção política, pois ele também é acusado de aplicar outros golpes na praça? O que dirão as outras pessoas prejudicadas pelo mesmo e que nada tem a ver com Jardel? QUEM ANDA COM MALANDRO É O QUÊ?

Para encerrar, se nem sempre o inimigo de meu inimigo serve para ser meu amigo, um outro ditado popular "diz-me com quem andas e te direi quem és" também serve para analisar as adesões, e isso vale para todos aqueles que agora estão pulando do Tucanic e querendo embarcar na nau oposicionista: podem subir, mas seus lugares são no fundo do navio, calados, e nada de tirar foto com o capitão.

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