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Pensamentos aleatórios

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7 de julho de 2015

Quem manda de fato?


Três Secretarias Municipais sob seu comando.

Um órgão estadual comandado por sua esposa.

Cerca de 300 funcionários comissionados sob sua tutela direta.

Responsável por um orçamento de 5 milhões de reais por mês (SAE e SEINFRA).

Verdadeiro comandante do Legislativo Municipal, graças à Secretaria de Governo (é o Eduardo Cunha de Catalão).

Grande idealizador da venda/concessão da SAE.

Quem manda de fato na Prefeitura de Catalão.

Desde quando e de onde será quem vem tanto poder?

Alguns podem dizer que é desde sempre, tal qual o pecado original de Adão e Eva descrito na bíblia, que a competência política e a capacidade de motivar os comandados lhe capacitam, mas o fato é que a gestão Jardel deve muito de sua cara à ação do Cesar, que comanda com mão de ferro as três Secretarias mais importantes da Prefeitura e dita o tom do que a gestão fará daqui pra frente. 

Para saber que rumo vai tomar a atual gestão da Prefeitura de Catalão não precisa escutar o Programa do Jardel, nem seguir o seu Twitter, basta acompanhar o que o Cesar está falando, pois ao contrário do prefeito, o que o Super Secretário fala sempre se cumpre, para o bem e para o mal.

Acompanhemos.

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30 de setembro de 2013

Afinal, quem não quer o Rodrigão?


Se no início do ano alguém perguntasse a qualquer jardelista se a participação do Rodrigão na chapa do PSDB foi importante para a vitória de Jardel, certamente ouviria como resposta algo parecido:

- Demais! Rodrigão aproximou Jardel de povão!
- Importantíssimo! Rodrigão foi fundamental para a vitória do Jardel!
- Sem dúvida! Jardel acertou demais na escolha do vice!
- Rodrigão é o cara! A estrela em ascensão do PSDB goiano!

Se a pergunta for feita hoje:

- Tá louco?! Jardel ganharia de todo jeito!
- Que bobagem! Jardel deu foi sorte do Rodrigão não afundar a campanha!
- Rodrigão?! Jardel demorou demais para manda-lo embora!
- Aquele bobão?! Cara mais sem noção, político inábil e atrapalhado, já vai tarde!

O que mudou de lá para cá? Porque o parceirão de repente não serve mais, nem para subir no mesmo palanque? O que poderia ter abalado tanto a relação dos dois companheiros?

É verdade que Jardel sempre viu o potencial eleitoral de Rodrigão e investiu nele desde o início, trazendo-o para o PSDB e criando uma figura dialética (sindicalista-tucano) que recebia o voto dos trabalhadores que, afinal, não ligam muito para ideologia mesmo e também o de outras classes, que viam nele uma "deselitização" do PSDB catalano. É claro que Jardel conhecia o potencial de Rodrigão e também suas limitações, daí que o enxergava ele mais como uma ferramenta do que como um aliado, sendo fato também que Rodrigão nunca foi plenamente aceito pelas famílias abastadas que historicamente apoiam Jardel (Paranhos, Netto e Fava), mas teve que ser engolido, já que se não fosse o vice era bem capaz de abandonar o navio e subir no palanque do PMDB (algo temerário). 

Seu estilo peculiar de fazer política, falando errado, criando factoides e atropelando o português e os adversários, nunca agradou aos endinheirados, mas se eles tinham o dinheiro Rodrigão tinha os votos, ou ao menos a simpatia dos trabalhadores da MMC e a força do SIMECAT, algo que não poderia ser desprezado ou correr o risco de cair no colo do adversário. 

Mas se Rodrigão precisou ser engolido como vice, os endinheirados já deixaram claro para Jardel que vice-prefeito é uma coisa, apoiá-lo para deputado era outra, e que eles não estavam com nenhuma disposição para faze-lo e caso Jardel insistisse seria sem o apoio deles. E Jardel, como não é bobo nem nada, tratou de atender os companheiros de grana (e de longa data), mas sem pressa e da forma que ele sabe fazer melhor: dando corda para o sujeito se enforcar! 

Nomeou Rodrigão secretário da pasta mais importante e mais vista da gestão municipal, a da Infraestrutura. Cheia de problemas e responsável por toda obra física no município, desde asfalto, calçadas, reformas, iluminação e limpeza urbana, a Secretaria é uma bomba onde todo mundo dá palpite e quer o serviço prestado, portanto, para tocar essa pasta o responsável teria que ser alguém com experiência e que conhecesse, nem que seja um pouco, de engenharia e obras públicas, algo que Rodrigão só conhece dos requerimentos que fez enquanto vereador. Logo, a pasta mais vista também é a mais criticada e o estilo sindicalista de criar factoides e adular os trabalhadores com pequenos mimos (no caso, festas e uma pinguinha no gabinete) foi rendendo desgastes, com destaque para o acidente com a caminhonete no primeiro mês de mandato, o choro na demissão dos funcionários contratados pela Captura RH e a incompetência em lidar com a Corpus, que fez seis greves em menos de oito meses de gestão, sob o completo silêncio do secretário. Ao desgaste como secretário somou-se o de diretor futebolístico, que amargou a incompetência em atrair investimentos privados ao CRAC e virou chacota nacional expondo o time ao ridículo ao oferecer peixe frito e pinga (ela de novo) no jogo contra o Santos pela Copa do Brasil. O nó da corda já estava apertando o pescoço quando o golpe de misericórdia veio via Jornal Opção, que noticiou o encontro de Rodrigão com Adib Elias, ocorrido em Goiânia. Aí não teve jeito: Rodrigão rodou!

O fato é que a saída de Rodrigão já era prevista e cantada. As elites que apoiam Jardel nunca engoliram a pressão dele para ser o vice e a festa de lançamento de sua candidatura antes da do prefeito terminou de zangar o sabão. E Rodrigão sabia disso tudo, mas preferiu peitar o fogo amigo a tentar se entender com os desafetos ricos e o resultado foi a demissão da Secretaria, o corte de todos os seus indicados na Prefeitura (ao menos daqueles que não pularam do barco) e a completa inviabilização de sua candidatura a deputado, pois se filiar-se a outro partido e tentar a candidatura em uma base adversária estará queimado em Catalão antes mesmo que possa subir no palanque, já que toda a tropa de elite que antes se derretia por sua espontaneidade vão apontar todos os seus defeitos, seja como político ou como pessoa, e os perfis fake nas redes sociais, que publicaram podres incríveis sobre sua atuação sindical, voltarão com tudo.

Para Jardel a saída de Rodrigão é um desgaste menor do que mante-lo na gestão. Mesmo ficando com um vice adversário (algo recorrente na história catalana) não faltam opções para substituí-lo, como próximo vice ou candidato a deputado, que agradem à base e aos endinheirados (Cesar, Marcelo Mendonça, Ana Sebba e outros), já para Rodrigão afastar-se definitivamente de Jardel e peitar uma candidatura a deputado pode representar o fim precoce de sua carreira política, pois se há algo que o jogo político ensina é que companheiro é companheiro, desde que esteja com a caneta na mão e possa nomear os aliados, e isso Rodrigão não tem mais.

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27 de setembro de 2013

Mudanças no Secretariado


Há uma expectativa na cidade pelo anúncio de mudanças no Secretariado do Prefeito Jardel, em especial àquilo que diz respeito à pasta da Infraestrutura.

Supostamente rachado com Rodrigão, Jardel anunciaria hoje a exoneração do vice-prefeito do comando da Seinfra, o que confirmaria de forma definitiva o rompimento entre os dois e início do projeto independente de candidatura a deputado do sindicalista, que sairia do PSDB, abandonando de vez o ninho tucano marconista, e se filiaria ao Solidariedade Nacional, partido recém criado sob o comando do deputado federal Paulinho da Força (Sindical), o que revelaria até certa coerência, uma vez que Rodrigão é presidente da Força (a Sindical não a de Star Wars) em Goiás.

Duvido que ocorra a saída do Rodrigão, mesmo com todo o fogo amigo que ele vem recebendo nos últimos tempos é melhor tê-lo como aliado do que como inimigo e retirá-lo agora da Seinfra seria o mesmo que declarar guerra, um desgaste que Jardel não gostaria de enfrentar, ainda mais pensando na união necessária para reeleger Marconi em 2014.

De toda forma, saindo ou não o Rodrigão, uma mudança irá ocorrer na Seinfra: a logomarca da Secretaria vai mudar. A nova logomarca será atualizada e vai incorporar a atual situação da pasta depois das demissões de funcionários terceirizados, dos problemas com a limpeza urbana a cargo da Corpus, dos atrasos no pagamento de fornecedores e do corte geral de verba que ocorreu, ficando, mais ou menos, como na ilustração abaixo:

 
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