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Pensamentos aleatórios

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11 de fevereiro de 2016

O sonho não realizado de Jardel

Recentemente, durante as comemorações “surpresa” de seu aniversário de 67 anos, o prefeito de Catalão observava aquela gente que estava tudo ali e teve um lampejo: já era um homem realizado, estava no ápice de sua carreira política e havia atingido todos os seus objetivos terrenos, portanto, era o momento de realizar um antigo sonho...

No dia seguinte começou a tomar as providências para realizar o feito e fez uma ligação para o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Bibi, para os íntimos), que logo atendeu a ligação:

- Alô.

- Alô, é o Bibi? Bibi, aqui é Jardel, do Brasil, prefeito de Catalão, a gente se conheceu no Rio.

- Opa, tô lembrado sim, uísque muito bom... mas diga lá, meu amigo, o que quer de nós aqui da terra santa?

- É o seguinte cara: eu queria saber o que preciso fazer para, quando eu morrer, ser enterrado aí em Jerusalém?

- Ah, não é complicado não, basta pagar cinco milhões de reais que te enterramos no Jardim das Oliveiras, onde está o Ghandi, a Madre Teresa e pertinho do jazigo reservado para o Papa Francisco.

- Cinco milhões?! Caro hein, Bibi?!

- Mas Jardel, veja bem, é um jazigo na terra santa...

- Eu sei, eu sei, mas convenhamos é muito dinheiro... E EU VOU RESSUSCITAR NO TERCEIRO DIA!!!


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7 de setembro de 2015

As vantagens de se ter uma gestão municipal parceira do Governo Estadual


Os que acompanham a política catalana hão de reconhecer: a semana passada foi para lavar a alma da gestão Jardel e calar a boca dos críticos.

Me refiro especificamente ao dia 4 de setembro, ocasião em que o Governador esteve em Catalão para participar do Agenda Goiás, que tratava do tema Educação e contou com a presença de várias autoridades no assunto, com destaque para o senador Cristovam Buarque (PDT), ex-ministro da Educação no Governo Lula e pessoa extremamente respeitada na área, com várias menções de destaque recebidas por suas realizações quando Ministro e Governador do Distrito Federal. Mas, embora a presença de Cristovam seja um destaque, foi o discurso de Marconi que chamou a atenção de todos.

Ao tomar a palavra de antemão pediu desculpas aos presentes, pois iria quebrar o protocolo, mas não poderia perder a oportunidade de, estando em Catalão, ressaltar o quanto a parceria entre a gestão municipal e o Governo do Estado tem sido benéfica para a população catalana e que, se Jardel não estivesse à frente da Prefeitura, nada do que aconteceu nos últimos dois anos e oito meses teria sido possível, haja vista que a gestão anterior era fechada a parcerias com o Governo. Direcionando sua fala para Cristovam começou: 

- Veja, Vossa Excelência, o quanto Catalão perdeu nos últimos 12 anos resistindo à nossa parceria, desde a presença do campus da UEG na cidade, com seus quatro cursos de graduação (Agronomia, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e mais o curso de Biomedicina, com vestibular já nesse ano de 2015), passando pelo Colégio Militar, que era um desejo antigo dessa comunidade, investimos também na formação profissionalizante trazendo o Instituto Federal, através da doação do terreno feita pela Prefeitura e a construção em tempo recorde de dois prédios bancados pelo Tesouro Estadual, nos mesmos moldes que fizemos com o campus da UFG, ainda em 2004, quando construímos o auditório e a biblioteca. Merece destaque também a construção do Hospital Regional do Sudeste Goiano, com a primeira UTI Neo-Natal dessa região, que está sendo gerido pela Prefeitura em conjunto com a UFG, permitindo dar ao futuro curso de Medicina da Federal melhor estrutura para o desenvolvimento de suas atividades, o que, sem dúvida, vai fortalecer as condições necessárias para a independência do campus e a criação efetiva da Universidade Federal de Catalão, além de acabar definitivamente com a necessidade de transporte de pacientes para os hospitais da capital, desafogando aquela rede e melhorando todo o sistema de Saúde dessa parte do estado. 

Cristovam respondeu em silêncio, concordando com a cabeça e visivelmente satisfeito com as palavras. 

O Governador continuou seu discurso, agora falando diretamente para Jardel:

- Mesmo estourando o tempo e quebrando o protocolo não poderia deixar de ressaltar outros aspectos dessa parceria, Jardel, que vão além da Educação. Quero dar destaque a nossas ações conjuntas na infraestrutura: Ginásio Internacional reformado e pronto para receber todo tipo de competição, anteriormente um local abandonado e refúgio de drogados e mendigos; o viaduto com passarela para pedestres, ligando a Vila Cruzeiro ao Jardim Primavera, possibilitando segurança aos usuários; trevos de acesso aos bairros Marconi, Evelina Nour e todos os outros cortados pelas rodovias estaduais, completamente asfaltados e sinalizados pela AGETOP; o programa Cidade Iluminada, uma parceria do município com a CELG que, fazendo jus a cobrança da tarifa de iluminação pública, não deixa um único poste sem lâmpada em toda a cidade de Catalão; e por último, mas não menos importante, a Nova Estação de Captação de Água e Abastecimento da SAE, um projeto elaborado pelos engenheiros da Saneago e executado pela Prefeitura com recursos Municipais, Federais (conseguidos pelo nosso deputado Thiago Peixoto) e Estaduais, afastando definitivamente o fantasma da falta de água pelos próximos 20 anos.

E Marconi não parou:

- Destaco também, Jardel, nossa parceria na área da Segurança, através da Central de Monitoramento da PM que, aproveitando as câmeras de trânsito instaladas pela SMTC, tornou possível ao policiamento chegar muito mais rápido às ocorrências, reduzindo consideravelmente os índices de criminalidade na cidade, deixando a violência catalana onde deve permanecer: no passado. Além disso, não poderia deixar de falar no nosso CREDEQ, a parceria que mais nos orgulha, pois devolve vida àqueles antes relegados à própria sorte, e esta é uma obra que nossos opositores classificaram como eleitoreira e que jamais sairia do papel... pobres coitados.

Se dirigindo à plateia, visivelmente impressionada, Marconi continuou:

- Para encerrar, quero aqui antecipar uma notícia que só daria logo mais a tarde em Goiânia: hoje eu e o vice-governador, José Eliton, assinaremos um protocolo de intenções com representantes de nove indústrias do ramo de alimentos, fabricação de ração e motores, dentre outros, que se instalarão em Goiás até o ano que vem, com investimentos de 625 milhões de reais e a geração de mais de 1500 empregos diretos e de 4000 indiretos, sendo que apenas cinco cidades receberão essas empresas - Palmeiras de Goiás, Ipameri, Itumbiara, Rialma e, é claro, Catalão, que, por sua localização geográfica privilegiada, mas, principalmente, por ter um prefeito parceiro, receberá a maioria das vagas de emprego e investimentos, diversificando ainda mais sua matriz industrial, afastando definitivamente o fantasma do desemprego. E, tudo isso, vejam vocês, em apenas dois anos e oito meses de nossa profícua parceria, imaginem o que não teríamos feito se Catalão não tivesse resistido tanto todos esses anos que passaram?! 

Nesse momento a plateia inteira, de pé, aplaudiu o Governador. Jardel se dirigiu a ele, visivelmente emocionado, e agradeceu as palavras e o apoio, o que Marconi simplesmente respondeu: "Não precisa me agradecer por nada, você sempre esteve certo e agora o povo de Catalão está vendo isso, você sem dúvida será lembrado como o maior prefeito que essa cidade já teve". 

Em seguida o Governador pediu desculpas, mas precisava se ausentar para chegar em Goiânia a tempo da assinatura do protocolo de intenções. Na saída, milhares de populares que acompanhavam seu discurso e esperavam do lado de fora do CDL também o aplaudiram, mas quando ele pegou o braço esquerdo de Jardel e levantou-o, apontando para ele com a outra mão e falando "Esse é o cara!" a ovação foi total. Parecia final de Copa do Mundo, nem quando o CRAC foi campeão goiano se viu tamanha festa e aprovação de um gestor. Marconi e Jardel entraram no veículo oficial e foram em direção ao aeroporto. Durante todo o trajeto foram acompanhados pela população que corria do lado de fora do veículo, aplaudindo e gritando palavras de aprovação. Ao passarem pelo Largo do Rosário, dentro do diretório regional do PMDB, o deputado Adib Elias olhava espantado o tamanho da festa e pensou consigo mesmo: "Realmente, o ano que vem vai ser difícil, o que posso propor para a cidade que seja melhor e mais produtivo que que essa parceria com o Governo de Goiás?!". 

Chegando ao aeroporto Jardel estranhou por não ver o avião particular que normalmente faz o transporte do Governador, mas logo Marconi o tranquilizou: "Jardel, hoje eu vou embora no voo comercial que está saindo daqui para Goiânia, o ducentésimo desde a inauguração oficial do aeroporto, em maio de 2014, a prova definitiva de que nossa parceria é produtiva e boa para Catalão e região, pois seus opositores falavam que o aeroporto só servia para ser inaugurado e reformado, e que jamais funcionaria comercialmente, eis então nossa resposta: o Governador usa o voo comercial da empresa que opera no aeroporto de Catalão!".

Quando o avião decolou e singrou os céus, Jardel teve certeza de ver lá dentro o seu parceiro, amigo, irmão, Governador de Goiás, sorrindo e fazendo um sinal de joinha com o polegar, apontando e dizendo "Você é o cara!" e pensou consigo: "Que sorte eu tive, de ter um parceiro como você". Lembrou-se que precisava chegar a Prefeitura ainda antes do meio dia, pois se comprometeu a assinar o decreto de aumento do salário do funcionalismo público municipal, o novo convênio com a Santa Casa, dobrando o número de médicos e atendimentos, e a discutir com o Presidente da Câmara, vereador Deusmar Barbosa (PSDB), a agenda legislativa da semana que vem. 

Ao entrar no veículo para voltar a Prefeitura Jardel não parava de pensar o quanto aquele dia foi feliz e produtivo. Pensava nas críticas que recebeu da oposição por colocar um retrato enorme do Governador em seu gabinete e que agora, diante de tantas obras e benefícios vindos da parceria dos dois, o que eles poderiam falar contra isso?! Um sorriso surgiu em seus lábios e lembrou que só uma coisa ainda o incomodava: um insistente e sonoro bip que teimava em ressoar em sua cabeça e ele não sabia de onde vinha. 

Eis que repentinamente ele despertou e constatou que tudo o que aconteceu nada mais foi que um sonho. Eram seis e meia da manhã e ele pensou em tuitar sobre tudo o que viu no reino de Morpheus, mas aí lembrou-se que era feriado e resolveu fechar novamente os olhos - "Vai que o sonho continua de onde parou?" - e voltou a dormir.

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21 de fevereiro de 2013

O sonho de Jardel


"Eu Tenho um Sonho" (em inglês: I Have a Dream) é o nome popular dado ao histórico discurso público feito pelo ativista político estadunidense Martin Luther King, no qual falava da necessidade de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos no futuro.

"Meu sonho é a reeleição de Marconi", declaração do prefeito de Catalão, Jardel Sebba, hoje no Diário da Manhã, sobre a maior meta de seu mandato a frente da Prefeitura de Catalão.

Matéria no Diário da Manhã, de hoje, 21 de fevereiro

Sem querer fazer comparação entre os personagens e o contexto histórico das declarações, mas tendo o DM destacado no título a frase mais marcante da matéria sobre a visita de Jardel ao jornal, e esta conter a palavra sonho, não deu para resistir em fazer esse paralelo e destacar a diferença entre o sonho de um político e o sonho de um histórico ativista dos direitos humanos. 

Este, no entanto, não é o mote desta postagem. Quero aqui apenas destacar minhas impressões sobre a visita de Jardel ao DM (talvez para aparar as arestas e saber o porquê de tantas notinhas negativas nos últimos dias), sendo que, a partir do sugestivo título da matéria, é possível imaginar para onde caminhará a gestão da Prefeitura nos próximos dois anos. Destaquei em vermelho os trechos que me chamaram mais a atenção, esmiuçados a seguir:

1º - Destaque, é claro, para o "Recupera Catalão", que, segundo o prefeito, recuperou a imagem e a auto-estima da cidade e em apenas em 14 dias (até o Rodrigão foi mais humilde, disse que foi em 30 dias). O estranho é que o programa "recuperou" apenas os canteiros das avenidas e principais ruas de cada bairro, assim como o asfalto, mas isso é culpa da chuva, é claro; 

2º - Ressaltou que o momento é de olhar para frente, mas aparentemente esqueceu de passar essa orientação para seus Secretários e Assessoria de Imprensa, já que todos os comunicados da prefeitura mencionam negativamente as gestões anteriores (sempre como justificativa para não se conseguir realizar alguma coisa);

3º - Salientou o carinho que o Governador tem por Catalão e que será realizado uma ótima parceria daqui para frente (embora tenhamos um aeroporto que não recebe voos, um distrito industrial sucateado e sem espaço, escolas estaduais caindo aos pedaços, ginásio internacional sem condições de uso, apagões pontuais da CELG e outras parcerias que não demonstram esse amor por nossa cidade);

4º - Disse que o transporte coletivo é uma vergonha (concordo demais) e que será feita uma licitação para tirar a Transduarte. Mas porque não fez um contrato emergencial para o coletivo, como no caso da coleta de lixo e do funcionamento do restaurante popular? Será por algum impedimento legal ou o transporte público não é prioridade? Ou talvez seja mais fácil contratar sem licitação fornecimento de comida e limpeza urbana...;

5º - Criticou a SAE, dizendo que não poderia ter tirado a concessão de água e esgoto da Saneago e terceirizar para uma empresa privada. Seria um sinal que a água pode voltar para a Saneago?; 

6º - Questionado sobre sua opinião a respeito do Carlinhos Cachoeira, disse que não poderia fazer nenhum julgamento sobre sua culpa ou não, mas que era inegável sua influência no Governo (?), no entanto não dá para dizer se era para o bem ou para o mal (mandar na PM, no DETRAN e no Gabinete do Governador deve ser só para fazer o bem, com certeza);

7º - Finalmente, disse que onde há corrupção não existe desenvolvimento e citou a herança recebida do PMDB como exemplo (esqueceu de mencionar que também é amigo do Cláudio Abreu, como citado pelo próprio DM, dia 16 de fevereiro);

8º - Estranhamente ninguém no jornal perguntou nada sobre o CRAC, ou sobre as relações da Corpus Saneamento e Obras com a Delta, ou mesmo sobre o suposto encontro de Jardel com Cláudio Abreu, divulgadas pelo DM em edições anteriores.

Publicado na coluna Fio Direto, do Diário da Manhã, em 09 de fevereiro de 2013

Publicado na coluna Fio Direto, do Diário da Manhã, em 16 de fevereiro de 2013

O que me entristeceu nessa entrevista foi constatar que a gestão de Jardel, ao menos nos dois primeiros anos, não vai ser a mudança tão prometida e pedida pela população de Catalão, já que o propósito será trabalhar para a reeleição do Governador Marconi Perillo. Os próximos dois anos serão de detonação das gestões passadas, de falar mal dos adversários, de propagandear a "boa" parceria com o Governo do Estado, da Prefeitura assumindo as obrigações do Governo com as reformas das escolas, do DIMIC e do ginásio internacional, tudo em nome da PARCERIA e apenas para construir a imagem do "bom parceiro" de Catalão, uma lástima!

Catalão mais uma vez vai perder o bonde da História e deixar de dar um salto. Seria o momento para eleger um deputado federal comprometido com a região sudeste e não os Armandos Vergilios ou Thiagos Peixotos de sempre, que levam os votos e não voltam, mas se até o prefeito tem como projeto principal fazer da cidade um palanque para garantir a eleição de aliados que só querem o "venham a nós" as perspectivas para os catalanos não podem ser boas.