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Pensamentos aleatórios

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3 de julho de 2015

UFG em Greve - Nota pública da Associação dos Docentes da UFG/Câmpus Catalão


Nota Pública da Associação dos Docentes do Campus UFG/Catalão- ADCAC

Informação da deflagração da greve

 
Reunidos em Assembleia Geral Extraordinária da Associação dos Docentes do Campus UFG Catalão- ADCAC, realizada no dia 02 de julho de 2015, em segunda chamada, às 17h:30min., teve participação no total de 63 professores e professoras registrados em lista de presença, 44 votaram pela deflagração de greve por tempo indeterminado, com início previsto para a semana de planejamento, com início em 27 de julho de 2015, 19 professores e professoras votaram contrários à proposta de greve e não houve abstenções.

 
Histórico de negociações
 
O movimento grevista é uma ação política da categoria construída nacionalmente diante da ausência de resposta do governo federal frente às nossas reivindicações.
O ano de 2015 está sendo marcado por um corte orçamentário nos gastos públicos, e a educação foi atacada com corte de 9 bilhões de reais, situação que tem impactado negativamente no funcionamento das universidades federais brasileiras.
A greve é uma realidade em mais 40 universidades em todo país e é uma das estratégias adotadas para que o governo federal atenda a pauta de reivindicações dos servidores públicos federais.


Nossa luta é histórica e tem como pauta:

 
Defesa do caráter público da Universidade;
Melhoria nas condições de trabalho, no desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão
Liberação de mais vagas para docentes e técnicos administrativos
Garantia de autonomia universitária
Reestruturação da carreira docente
Equiparação e Valorização salarial entre ativos e aposentados
Correção das perdas salariais


Próximas ações dias 06 e 07 de julho em Brasília

 
Reunião do ANDES, Sindicato Nacional e de suas Seções Sindicais
Caravana nacional em defesa da Educação Pública
Deflagração da greve a partir do dia 27 de julho de 2015

Reiteramos que respeitaremos a finalização de todas as atividades previstas na Universidade para a finalização do 1º semestre letivo de 2015.

Informamos que não retomaremos as atividades previstas para o segundo semestre letivo de 2015.

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9 de abril de 2014

Discurso de formatura do Curso de Pedagogia da UFG Campus Catalão


Ontem, dia 8 de abril, tive a honra de ser o paraninfo da 22ª turma do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão, algo que todos que trabalham na universidade sonham acontecer durante sua carreira, o que muito me orgulhou, ainda mais por ser o primeiro técnico administrativo do Campus Catalão a receber esta honraria e por estarmos em um período de greve nacional da categoria, sendo que tal homenagem, embora individual, é também um reconhecimento da importância dos técnicos para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas universidades federais.

Compartilho abaixo o discurso que li para as formandas:



Cumprimento a mesa diretora, nas figuras do professor Manoel Rodrigues Chaves, nosso vice-reitor, do Prefeito de Catalão, Jardel Sebba, do Professor Thiago Jabur, Diretor da Regional Catalão, da professora Fátima Pacheco de Santana Inácio, Chefe do Departamento de Educação da Regional Catalão, da professora Ana Maria Gonçalves, patronesse da turma de Pedagogia, e ao cumprimenta-los estendo o cumprimento aos demais coordenadores de curso e homenageados que compõem esta mesa. Cumprimento também os formandos de Enfermagem e de Letras e, é claro, as formandas do curso de Pedagogia; prezados convidados, pais, amigos, colegas, familiares, professores e técnicos administrativos da Regional Catalão, boa noite!

Queridas formandas do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Goiás – Regional Catalão,

Todas as solenidades de formatura são importantes e revestidas de emoção. Cada estudante, cada turma constrói sua história, sua trajetória, seu percurso e nesta, particularmente, não seria diferente. No entanto, quero destacar que para vocês, que conquistam hoje o diploma de Licenciadas em Pedagogia, ele vem acrescido de uma marca histórica – o ano em que nosso Campus, agora Regional, completa 30 anos.

30 anos de inserção regional e compromisso em trazer a Educação Superior Pública, Gratuita e de Qualidade para o interior de Goiás, dos quais o curso de Pedagogia começou a dar sua contribuição há 22 anos, contando a partir da formatura da primeira turma, e que agora vocês darão seguimento como formandas da vigésima segunda turma de Pedagogia.

O desafio de vocês é grande: manter a qualidade crescente que a Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental experimentam em nossa região desde a formatura da primeira turma de Pedagogia, pois se hoje a rede municipal de Educação de Catalão, por exemplo, recebe inúmeros prêmios pela qualidade do Ensino, isso se deve a 22 anos de formação de pedagogos na UFG/Campus Catalão. Tarefa que para vocês não será difícil, já que nesta turma está a maioria das monitoras, estagiárias, bolsistas de iniciação à docência, de iniciação científica e de projetos de extensão que passaram pelo curso nos últimos anos, além de outras que já trabalhavam nas redes pública e privada de Educação e vieram complementar sua formação conosco, ou seja, uma das turmas mais dedicadas dos últimos anos, que com certeza voltarão no final do ano para concorrer a uma vaga no Mestrado em Educação. E justamente por isso, me orgulho muito de ter sido escolhido para apadrinha-las, juntamente com os demais homenageados: Professora Ana Maria Gonçalves, Patronesse da turma; professora Selma Martines Peres, nome da turma; professora Maria Aparecida Lopes Rossi, docente homenageada; e Vinícius Veroneze, meu colega e profissão e grande amigo, técnico administrativo homenageado.

Em 2010, quando lhes dei as boas-vindas à UFG e ao Curso de Pedagogia, não poderia imaginar que as alunas que iniciavam o curso naquele ano ao final me honrariam com a maior homenagem que uma turma de formandos poderia conceder a alguém. O que interpreto como o reconhecimento pelo serviço prestado e também pela amizade que construímos ao longo desses quatro anos, afinal, mesmo sendo um técnico administrativo sério e carrancudo me esforcei em também ser amigo de vocês e dar a correta orientação administrativa e acadêmica para, na medida da competência e do possível, ajuda-las a terminar o curso. Por isso, ser escolhido, entre tantos professores inesquecíveis que vocês tiveram durante sua formação, é algo que eu jamais esquecerei e levarei pelo resto da vida.

E é também uma enorme responsabilidade, pois o que poderia dizer a vocês que ainda não teria sido dito?! Acredito que nada, pois a formação de vocês foi completa. Os diversos Simpósios, Semanas da Didática, Colóquios, Congressos, a participação nos grupos de estudo e pesquisa do Departamento de Educação e o esforço individual de cada uma com certeza supriu qualquer lacuna que porventura exista no currículo do curso. Por isso direi a vocês algo que aprendi a praticar nesses oito anos de UFG e de Curso de Pedagogia, e, embora seja um conselho de servidor público, também é o conselho de um professor, pois é o que sou de formação (e pedagogo de coração): o fundamental é gostar de lidar com gente!

Ser professor, principalmente de crianças, demanda uma qualidade fundamental, que antecede conhecimento científico, competência técnica e competência política: o saber e gostar de lidar com gente. A habilidade e o desejo de pegar na mão do aluno, através da prática pedagógica, e levá-lo a um passeio pela vida. Mostrando mundos, desvendando mistérios, plantando sonhos.

E em tempos de cada vez mais crescentes casos de violência contra crianças isso se torna essencial. Por isso, quando chegarem à sala de aula, cuidem de nossas crianças. Sejam essa semente de transformação, que vai contrária ao que vemos a cada dia nos meios de comunicação. Não deixem que seja destruído o que temos de mais precioso em nossa vida profissional: o futuro. Vibrem com cada vitória de seus alunos, mesmo que seja muito pouco aos seus olhos, porém, é o máximo que eles podem dar de si. Sofram com as dores de seus alunos, não no sentido de reforçar a perda, mas de aprender que com ela se constituem os objetivos. Lutem por cada criança com a qual vocês terão o privilégio de compartilhar parte de suas vidas. Não deixem que se percam por falta de atenção.

Esse é o desafio. É a hora de vocês. Muitos já fizeram a sua parte em seu momento histórico. Com certeza, vocês aqui estão graças ao esforço de cada uma, mas também, de seus pais, de seus irmãos, de seus professores, que de uma forma ou de outra, preservaram em vocês o sonho e a capacidade de sonhar.

Um dia, vocês chegavam à escola como crianças. Hoje, novamente, vocês retornam a ela para cumprir um novo papel. O papel principal na vida dessas crianças. Façam bem. Façam a transformação.

Para encerrar, desejo a vocês muito sucesso, não apenas o financeiro e o profissional, mas sim aquele descrito no poema "O que é ter sucesso?' do filósofo norte-americano Ralph Waldo Emerson:

Rir muito e com frequência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu. Isso é ter tido sucesso.

Mais uma vez agradeço o carinho e o reconhecimento de ter participado, mesmo com apenas um grão de areia, da construção na carreira profissional de vocês.

Um fraterno abraço e muito obrigado! 




 

18 de janeiro de 2014

Justiça valida concurso para professor da UFG, em Catalão


A Advocacia-Geral da União (AGU) assegurou, na Justiça, a legalidade do resultado final do concurso promovido pela Universidade Federal de Goiás (UFG) para o cargo de professor de Geografia no câmpus de Catalão/GO.

O certame foi homologado em julho de 2013, mas uma candidata, classificada em terceiro lugar na seleção, entrou com uma ação judicial questionando as notas obtidas por ela nas provas de didática, defesa de memorial e títulos. A participante pretendia obter uma nova avaliação dos testes antes da convocação para a nomeação da candidata aprovada em primeiro lugar.

Na defesa do concurso, a Procuradoria Federal no Estado de Goiás (PF/GO) e a Procuradoria Federal junto à Universidade (PF/UFG) defenderam que a banca examinadora atribuiu as notas das provas da candidata não baseada em gravações, mas sim durante a realização das aulas, observando o desempenho dos candidatos, conforme as regras previstas no edital e na Resolução Conjunta ConsuniI/Cepec-UFG nº 01/2013. Além disso, as unidades da AGU explicaram que o certame atendeu aos princípios da legalidade, igualdade, moralidade, da ampla defesa e da competitividade.

Os procuradores sustentaram que a candidata não apresentou qualquer prova de falhas na parte acadêmica, teoria ou na metodologia adotada na avaliação. Segundo a AGU, a autora da ação limitou a informar apenas que houve falha técnica na gravação de áudio das referidas provas. Mas, os procuradores explicaram que não houve prejuízo na avaliação do resultado do concurso.

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