Powered By Blogger

Pensamentos aleatórios

Mostrando postagens com marcador cidade sem prefeito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cidade sem prefeito. Mostrar todas as postagens

15 de janeiro de 2016

Três anos, três slogans, nenhuma gestão


A gestão Jardel tem um novo slogan: "PREFEITURA PARA QUEM PRECISA DE PREFEITURA".

Já é o terceiro em três anos de mandato, algo então inédito na prefeitura de Catalão (comum no Governo de Goiás, de onde foi copiada a ideia). O primeiro, a gente se lembra bem, é o "oficial" PAZ, RENOVAÇÃO E PARCERIA, que foi mudado justamente por não contemplar nada do que a gestão fez nos últimos três anos: não houve PAZ - depois da eleição o palanque não foi desarmado, os adversários políticos foram perseguidos e todos os críticos foram intitulados de viúvas; não houve RENOVAÇÃO - as práticas políticas são as mesmas, com a agravante de acharem que tudo se resolve comprando as pessoas; e a prometida PARCERIA com o governador Marconi não rendeu o esperado, aliás, não rendeu nada, pois o ginásio está caindo aos pedaços, o aeroporto, inaugurado e reformado inúmeras vezes, ainda não tem voos comerciais, o CREDEQ ficou só no papo e nenhuma nova empresa se instalou na cidade (ao contrário de Anápolis, Itumbiara, Rialma, Palmeiras de Goiás, Aparecida de Goiânia, Luziânia, Jataí e Ipameri - e nenhuma delas tem um prefeito compadre do governador).

O segundo slogan foi o malfadado ORGULHO DE VIVER AQUI, que já nasceu rejeitado por se originar da mudança do letreiro da represa do clube do povo, algo que nem deveria provocar polêmica, mas como o antigo letreiro - VIVER AQUI É BOM DEMAIS - havia se tornado um lema extra-oficial dos catalanos a mudança não agradou. Além disso, a autoestima dos catalanos estava tão em baixa justamente pela gestão Jardel passar pelo seu pior momento que ninguém sentia ORGULHO nenhum de viver na cidade com o pior prefeito de Goiás.

E agora, no final do terceiro ano, veio o terceiro slogan. 

Certamente o marqueteiro de Goiânia que elaborou a frase pensou que agradaria aos eleitores a afirmação de que um prefeito deve atender quem realmente precisa dele, ou seja, a população mais carente da cidade. Seria até verdade SE a cidade como um todo estivesse recebendo o mínimo de atenção da prefeitura, o que não ocorre em Catalão. Os investimentos da gestão são apenas naquilo que é visual, maquiagens no que já estava pronto e somente nas vias de maior circulação de pessoas (modernização do clube do povo e asfalto em avenidas), e no que é eleitoreiro (destinação de migalhas a poucos pobres coitados escolhidos a dedo e cuja imagem é explorada ao extremo), enquanto o restante da cidade sofre com buracos no asfalto, falta de iluminação pública, limpeza urbana precária e ausência de condições básicas para prestação de serviços nos Postos de Saúde. O problema desse slogan é que atualmente Catalão inteira está precisando de Prefeitura e não só os carentes.

O fato é que chegamos ao quarto ano de mandato de Jardel com a certeza de que ele está sendo o pior prefeito que Catalão já teve, o mais incompetente e debochado, aquele que acredita que maquiar uma cidade e ter um slogan diferente por ano bastam para ser reeleito para mais quatro anos... e o pior é que só no dia 2 de outubro saberemos se ele tem ou não razão em acreditar nisso.

Compartilhe: 

27 de novembro de 2012

Crônica da cidade que não sabe o seu próximo prefeito


Era uma vez uma bela e progressista cidade do interior de Goiás, palco de uma disputadíssima eleição onde concorreram os dois principais líderes políticos do local. Ao final da disputa um dos candidatos teve mais votos, ou seja, foi o eleito, mas... surpresa! Ele não foi declarado o vencedor do pleito, pois a Justiça Eleitoral não havia registrado sua candidatura. Declarado vencedor o segundo colocado não comemorou, já que a maioria da população não quis nele votar, preferiu votar no outro, mesmo não tendo registro. Assim, o candidato que teve mais votos comemorou e fez uma grande festa, com carreata, foguetes e tudo o mais que teria direito. Dizia para os correligionários que sua vitória nas urnas sacramentava a bela campanha que tinham feito e que o registro de sua candidatura e posterior validação dos votos recebidos era fato líquido e certo, não demoraria para a instância superior da Justiça Eleitoral decidir.

E a vida continuou normalmente nessa cidade após esse resultado. O candidato que recebeu mais votos seguia comemorando, montando sua equipe, seus parceiros políticos foram articulando alianças para garantir votações tranquilas na Câmara Municipal. E o candidato que recebeu menos votos, mas aos olhos da Justiça considerado vencedor, aceitou o resultado das urnas e se recolheu com os aliados mais próximos para análise dos erros e dos acertos que levaram a esse resultado. O atual prefeito, parceiro do candidato que recebeu menos votos, continuou sua gestão. Preocupado com as contas municipais começou a cortar gastos e a dispensar pessoal. Como iria entregar a prefeitura para um adversário não se preocupou em montar uma comissão de transição: Ora! Problema de quem assumir, eles aprenderam sozinhos, que os que entrarem agora também aprendam.

E assim a vida continuou... Mas eis que a Justiça demora a julgar o recurso do candidato mais votado e tanto ele quanto os aliados que comemoraram efusivamente começam a ficar preocupados. O candidato que recebeu menos votos, mas considerado pela Justiça o vencedor, começa a aceitar o fato de ser prefeito, mesmo tendo sido menos votado: azar da população que acreditou na lorota do outro. Já o prefeito atual, querendo saber apenas de terminar sem problemas o seu mandato, continua a cortar gastos e pessoal, o que preocupava a população, pois o Natal e o final do ano de aproximavam e as dúvidas aumentavam: Haverá iluminação de Natal? O restaurante vai fechar? E a creche, em janeiro vai funcionar? O plano de saúde, vou poder usar? E meu emprego na prefeitura, vai continuar? E o time da cidade, vai o campeonato disputar?

Essa cidade é Catalão, onde 50 dias após as eleições as dúvidas ainda persistem: Quem será nosso prefeito? Teremos novas eleições? O presidente da Câmara será nomeado prefeito? E quem será o presidente da Câmara? E tudo isso por causa de uma legislação cheia de brechas, que permite que candidatos concorram sem registro de candidatura, deixando toda uma população refém da Justiça, onde a decisão de sete pessoas vai definir o destino de 100 mil habitantes.

A vida continua, é claro, a maioria da população não depende diretamente da prefeitura ou de qualquer situação política, mas sem definição de quem será o próximo prefeito não se sabe sequer se as ruas terão coleta de lixo em janeiro ou se os postos de saúde atenderão, isso sem contar as creches e o combate a dengue. Saúde, educação, saneamento, trânsito e tantas outras políticas de atuação pública, tudo ainda indefinido no lugar onde moramos, sempre a espera da próxima semana, que desde o dia 07 de outubro teima em não chegar.
 
Compartilhe: