Passiflorina, camomila, jasmim… Já nem sugiro um daqueles que o pessoal hippie tomava para ficar mais “paz e amor”…
Não fica bem a um acadêmico, quase um lorde, como você ter estes
destemperos, que o levaram até a ganhar uns trancos de seus colegas de
bancada na Globonews, no dia da apuração dos votos…
Qual Rede Globo, aquela que manipulou criminosamente o debate de Lula e Collor, em 1989?
Aquela Rede Globo que, confessadamente, apoiou o golpe e a ditadura?
Ou a Globo que tem o jornal em que você, Merval, publicou a foto de
Leonel Brizola com um presidente de associação de moradores de uma
favela dizendo que era com um traficante? Você lembra, Merval, lembra do
processo que você tomou por isso?
Ou a Globo que censurou durante anos o filme inglês “Muito além do Cidadão Kane”, sobre o poder e os métodos do Dr. Roberto?
Você que é quase um jurisconsulto, uma espécie de ministro sem toga dos
nossos altos tribunais, não tem uma palavra para a desobediência da
ordem judicial feita pela Veja, usando todo tipo de trampa para
recusar-se a dar o direito de resposta concedido pelo TSE por aquelas
acusações sem prova?
Merval, talvez você não lembre, mas o único movimento golpista contra
presidentes recém-eleitos no Brasil aconteceu contra JK, em 1955 e 56.
Sabe o que aconteceu?
Aconteceu que Juscelino é lembrado e admirado pelo povo brasileiro e
Jacareacanga e Aragarças são dois nomes que ninguém sabe o que são,
Merval.
Então você, Merval, que pela vasta obra literária que produziu ganhou o direito de ser imortal, acalme-se.
Tome um chá, Merval, como sabiamente tomam os velhinhos do Petit Trianon.
Precisamos de você: daqui a quatro anos tem eleição de novo e como ficará o povo brasileiro sem a sua sabedoria para nos guiar?
"Já que existe no sul esse conceito
Que o Nordeste é ruim, seco e ingrato
Se existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão vibrar abertamente
Se o sul vai ficar indiferente
Ficará o Nordeste agradecido
Imagine o Brasil ser dividido
E o Nordeste ficar independente"
E depois, como se nada tivesse acontecido, vamos todos gozar férias nas praias do Nordeste.
Antes de ler o post, que fala sobre os possíveis motivos da vitória esmagadora do PT no Nordeste, convém assistir o vídeo da declaração de Diogo Mainardi, o intelectual número 1 da Veja, feita no programa Manhattan Connection, com sua opinião (se é que pode-se chamar disso) sobre a região Nordeste e seu povo:
Esse é o cara que faz cabeça da juventude que votou no Aécio!!!
Voltando ao assunto, veremos se o Nordeste é mesmo "bovino" como disse o "intelectual" e se o que fez diferença foi mesmo um "dinheirozinho" para sair da miséria...
Com dados do blog Viomundo:
Novamente, após a vitória da presidenta Dilma Rousseff pela reeleição
com 3,5 milhões de votos a mais que o adversário, Aécio Neves, a
xenofobia e o ódio gratuito contra o Nordeste, decisivo no pleito com
mais de 70% dos votos para Dilma, voltou a aparecer nas redes sociais. Velhas ideias elitistas de separação “norte” e “sul” e “uso político”
do Bolsa Família – apesar de São Paulo ser o segundo estado que mais recebe
recursos do Bolsa Família e ter se mostrado reduto absoluto do PSDB,
diga-se – ecoaram.
Não somos um país dividido, mas um mosaico, como mostra o gráfico das eleições presidenciais nos municípios, abaixo.
Votação para Presidente por município. Brasil dividido ou mesclado?
Dilma também venceu em Minas Gerais, superando Aécio Neves em sua
própria “casa” – uma resposta contundente do povo de MG ao seu
ex-governador e atual senador – além de vencer no Rio de Janeiro e
alcançar votações muito próximas no Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
Mas o que realmente explica a massiva votação que o PT recebe do Nordeste nas últimas 4 disputas pela presidência?
O Bolsa Família – programa em que 76% das pessoas que recebem
trabalham com carteira formal e mais de 1,6 milhão de famílias já
abriram mão espontaneamente do benefício – decifra sozinho esse
“fenômeno”? Seria a popularidade absurda de Lula, um pernambucano?
Os dados e fatos abaixo, compilados por mim em reportagens diversas dos últimos 4 anos (links aqui),
mostra o quanto o estado se desenvolveu absurdamente na economia, na
educação, na saúde, nos investimentos que atrai, na força do seu
mercado, na inclusão social e mudança da pirâmide de renda.
O quanto o governo do PT (2003-2014) transformou a região muito, mas
muito além do Bolsa Família, beneficiando todos os extratos da população
nordestina e colocando no mapa uma região historicamente negligenciada.
É claro que o Nordeste ainda tem muito para avançar, no controle da
violência, nos indicadores sociais e econômicos e cresce acima da média
brasileira justamente porque passou tanto tempo esquecido e tem tanto
para melhorar. Responsabilidade compartilhada entre a União, estados e
municípios.
O mérito inegável do Partido dos Trabalhadores, que uma parcela
felizmente minúscula da população, repleta de ódio e estupidez, prefere
ignorar, é colocar a região de volta no caminho de protagonista do
Brasil.
Emprego, renda, crescimento e desenvolvimento social
• Em 2002, 4,8 milhões de nordestinos tinham emprego formal. No final do ano passado, eram 8,9 milhões.
• Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), entre
2001 e 2012, o nordestino teve o maior ganho de renda entre todas as
regiões, o que fez com a participação da base da pirâmide social caísse
66% para 45% – ou seja, mais de 20 milhões de pessoas deixaram a
pobreza.
• Com mais de um quarto da população brasileira, a classe média no
Nordeste foi engrossada em 20 pontos percentuais na última década,
alcançando 42% dos habitantes.
• A classe A também ganhou agregados e saltou de 5% para 9% desde 2002.
• O poder de compra dos nordestinos já chega quase a 450 bilhões de
reais, valor que corresponde à economia de países como Peru e República
Checa.
• O programa de cisternas levou mais de 1 milhão de reservatórios de água para pessoas carentes.
• O Luz Para Todos beneficiou mais de 7 milhões de pessoas somente no
Nordeste, com mais de R$ 6 bilhões de investimento na região.
• Na última década, entre 2003 e 2013, o Nordeste cresceu mais do que
a média nacional, com avanço de 4,1% ao ano, enquanto o país ficou na
marca de 3,3%. Números divulgados pelo Banco Central (BC) apontam que a
região responde por 13,8% da economia nacional.
• Isso representa um crescimento de 41% em 10 anos, ante 33% da média nacional.
• Em 2012, por exemplo, a economia local cresceu o triplo da brasileira.
• Segundo cálculos do Banco Central, a economia nordestina cresceu
2,55% no segundo trimestre de 2014, na comparação com o primeiro, que já
havia mostrado expansão de 2,12%. São taxas sem paralelo no restante do
país. Nenhuma das demais regiões obteve dois trimestres consecutivos de
alta, e as taxas, mesmo quando positivas, foram bem mais modestas. Pela
medição do IBGE, a economia do Brasil encolheu 0,2% de janeiro a março e
0,6% de abril a junho.
• O Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste crescerá 2,6% em 2014, muito acima da média nacional.
• O Nordeste criou 1,04 milhão de postos de trabalho no primeiro
trimestre de 2014, o que representa quase 60% do total de vagas abertas
em todo o Brasil, segundo dados do IBGE.
• Além de ter apresentado o maior resultado em termos de geração de
vagas no primeiro trimestre de 2014, a formalização na região também é
forte e tem colaborado para a intenção de consumo se manter em níveis
elevados, avaliou Bentes. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged) mostram alta de 2,2% no emprego formal no Brasil
em 12 meses até abril. No Nordeste, o avanço é de 3,3%, com destaque
para o comércio e os serviços.
• Levantamento da Firjan aponta que, na última década, 97,8% dos
municípios nordestinos apresentaram crescimento do IFDM (Índice Firjan
de Desenvolvimento Municipal).
Educação e Saúde
• Em 2000, segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o Nordeste tinha 413.709
universitários. Em 2012, esse número saltou para 1.434.825. Com isso, a
região ultrapassou o Sul e passou a segunda com maior número de
estudantes do ensino superior – 20% do total –, atrás apenas do Sudeste.
• Nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, 18
universidades federais foram abertas – sete delas no Nordeste, todas
fora das capitais.
• A região tem conseguido fazer subir o número de pessoas com 18 anos
ou mais nas universidades. Formados, eles passarão a ganhar 15,7% a
mais por ano de estudo, segundo o Data Popular.
• O SUS está presente em todos os municípios
nordestinos, principalmente com suas equipes de Programa de Saúde
da Família, e o ensino fundamental é praticamente universalizado.
Bolsa Família
• Em 2013, o Bolsa Família deve repassar 25 bilhões de reais para
mais de 13,8 milhões de famílias, metade delas no Nordeste. Na região,
quatro em cada dez famílias recebem o benefício social, com valor médio
de 152 reais por mês.
• De acordo com estudo recentemente divulgado pelo Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Bolsa Família tem efeito
multiplicador de R$ 2,40 sobre o consumo final das famílias, por isso
setores como comércio e serviços – formado no Nordeste, principalmente
por pequenos negócios –, que atendem esse consumidor final, são os mais
beneficiados. Além disso, o levantamento mostra que cada real investido
no programa gera um retorno de R$ 1,78 para a economia.
Agricultura
• Até 2022, segundo projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (Mapa), o Brasil plantará cerca de 70 milhões de
hectares de lavouras e a expansão da agricultura continuará ocorrendo no
bioma Cerrado. Somente a região que compreende os estados do Maranhão,
Tocantins, Piauí e Bahia terá, nesse mesmo período, o total de 10
milhões de hectares, o que representará 16,4% da área plantada e deverá
produzir entre 18 a 24 milhões de toneladas de grãos, um aumento médio
de 27,8%. Estamos falando do Matopiba, região considerada a grande
fronteira agrícola nacional da atualidade.
• O Matopiba é peça-chave para o desenvolvimento da agricultura e
para a segurança alimentar do País. “O investimento na produção
sustentável na região do Matopiba será fator de segurança alimentar para
o Nordeste, assolado por secas que matam as plantas de sede e os
animais de fome”, apontou o presidente da Embrapa, Maurício Antônio
Lopes, que prevê com o crescimento do agronegócio um valioso
desenvolvimento social para a região.
• A agricultura familiar é responsável pela produção dos principais
alimentos consumidos pela população brasileira: 84% da mandioca, 67% do
feijão; 54% do leite; 49% do milho, 40% de aves e ovos e 58% de suínos.
• No Nordeste a agricultura familiar é responsável por 82,9% da ocupação de mão de obra no campo.
Tecnologia
• O Porto Digital, em Recife (PE), já perdura por mais de uma década
gerando cerca de 6 mil empregos em quatro centros de pesquisa de
tecnologia, quatro multinacionais, além das startups que também estão
sediadas ou possuem escritórios no parque. Foram aproximadamente R$ 90
milhões investidos na reforma da zona portuária da capital.
• De acordo com um estudo feito em 2010, o Porto Digital fatura quase
R$ 900 milhões por ano, engloba quase 500 empreendedores em seu parque e
paga salários acima de R$ 2,5 mil. A maior parte de sua mão de obra
possui ensino superior e pelo menos um segundo idioma. Atualmente, o
Porto Digital se caracteriza por oferecer alta taxa de empregos ao
público jovem: 35% dos trabalhadores de lá têm entre 17 e 25 anos.
• Na maior parte, as empresas que estão instaladas no parque são
voltadas para o desenvolvimento de software para gestão empresarial,
soluções para o mercado financeiro e para a área de saúde, mas também há
startups que desenvolvem games, sites e intranets empresariais e ainda
controle de trânsito e mecanismos de segurança patrimonial.
• Grandes empresas como Microsoft, IBM, Samsung e Motorola possuem
bases instaladas no parque, sendo que a Motorola mantém o único centro
de verificação e integração de teste de software para celulares da marca
no mundo – um investimento de US$ 20 milhões da fabricante
estadunidense.
• No parque, a maior parte das companhias atua na oferta de serviços
de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) – são 147 empresas neste
setor, das pouco mais de 200 que têm base no pólo. 89% das empresas no
Porto Digital são matrizes.
• Campina Grande, na Paraíba, é um dos 74 pólos tecnológicos do país,
mapeados pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de
Empreendimentos Inovadores (Anproteca). Concilia todos os predicados
necessários: uma centena de empresas de TI, mil empregos gerados e o
maior número proporcional de PhDs do Brasil – 600.
• Nos últimos anos, o setor alavancou para 43 países as exportações
de software e hardware, que vão de bancos de dados de alta complexidade
às mais simples recicladoras de cartuchos. Entre seus clientes estão
nomes como HP, Nokia, Petrobras e Interpol, a polícia internacional para
o crime organizado.
• Ao menos 250 novas mentes aportam todos os anos para preencher as
vagas de Ciência da Computação e Engenharia Elétrica da Universidade
Federal de Campina Grande (UFCG). Nos próximos cinco anos, um
contingente de quase mil cérebros inundará o mercado local de tecnologia
da informação (TI).
Consumo e crédito
• Pesquisa do Data Popular, citada pela EXAME, aponta que o
potencial de vendas no Nordeste, durante os próximos 12 meses, soma 1,2
milhão de imóveis, 1,6 milhão de carros e 1 milhão de motos. O
levantamento ainda indicou que os nordestinos estão cada vez mais
sofisticados. A região concentra a maior intenção de compra do país em
itens como notebooks, smartphones e tablets.
• Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo (CNC) mostram que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu
7,4% na média do Brasil quando se compara junho deste ano com igual mês
de 2013. Nesta mesma base, a ICF cresceu 4,3% no Nordeste, para 135
pontos, o nível mais alto entre as regiões e o único resultado ainda
crescente.
• O Nordeste foi a região em que as operações de crédito
das empresas mais cresceram entre 2007 e 2011. Dados do Banco Central
apontam que, enquanto que no Brasil foi registrado um aumento de 126%,
chegando a R$ 1,044 trilhão, as empresas nordestinas responderam por uma
expansão de 200%, somando R$ 121 bilhões.
• No que se refere ao pequeno varejo e atacado, o Nordeste detém 27%
do número de lojas do Brasil, concentradas na Bahia, Pernambuco e Ceará,
que juntas somam 69% do faturamento da região.
• Salvador ocupa a quinta posição do ranking de Potencial de Consumo,
IPC MAPS 2011, ficando atrás de São Paulo, Rio, Belo Horizonte,
Brasília e Curitiba, com R$ 38 bilhões de potencial de consumo.
• A indústria de bebidas também está aquecida na região, onde o
consumo de cerveja cresceu 10,2% desde 2010, ante 4,9% no resto do país.
Investimento, mercado e infraestrutura
• A transposição do Rio São Francisco está 63% concluída, empregando
11.500 pessoas e beneficiará 390 municípios em quatro estados: Ceará,
Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte em 470km de canais.
• Dezenas de empresas já estão realizando ou realizam investimentos
significativos na região, com instalação de novas fábricas, polos de
desenvolvimento e novos projetos.
• Em Goiana, a 60 quilômetros de Recife, no norte de Pernambuco, um
novo polo farmacoquímico deve ser concluído até 2016. Numa área de 287
hectares, estão sendo instaladas 11 empresas de remédios e biotecnologia
— um investimento total de 1 bilhão de reais que criará 1443 novos
empregos.
• Entre as companhias que vão desembarcar na região estão Hemobrás,
Normix, Vita Derm, Hair Fly, Rishon, Brasbioquímica, Luft
Logistics, White Martins, Quantas Biotecnologia, Biologicus e
Multisaúde.
• No início do ano, a Ambev inaugurou uma nova fábrica na mesma
cidade, um investimento de 725 milhões de reais que gerou 1 000
empregos.
• Na Bahia, a Heineken amplia a operação da fábrica de Feira de
Santana, enquanto o Grupo Petrópolis, fabricante das
cervejas Itaipava e Petra, abriu em novembro sua primeira fábrica
nordestina em Alagoinhas e uma segunda fábrica em Itapissuma (PE). A
empresa já está contratando para os 600 postos que serão criados.
• Um dos segmentos mais favorecidos pelo aumento de renda no Nordeste
foi a indústria de alimentos e bebidas, o que tem atraído empresas como
Nissin Ajinomoto, Mondelez, Natto e Companhia Brasileira de Sorvetes.
Só em Pernambuco, 22 grandes fabricantes desembarcaram nos últimos seis
anos.
• E oito novas fábricas ficarão prontas até o ano que vem — um
investimento total estimado em 2,8 bilhões de reais, com a geração de
mais de 6 500 empregos diretos. A pernambucana GL Empreendimentos — de
massas e biscoitos — inaugura em julho sua nova indústria de alimentos,
um investimento de 143 milhões de reais.
• Com grande potencial de ventos, o Nordeste é o principal centro da
produção de energia eólica no Brasil. Apesar de nova, essa é a fonte de
energia que mais cresce no país. “Os investimentos só começaram há cerca
de quatro anos, mas já cresceram 1 500%”, afirma Elbia Melo, presidente
executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). A
região é responsável por 78,3% da capacidade de geração de energia
eólica no Brasil, com 132 parques considerados aptos, em operação ou em
testes. Além deles, 58 parques eólicos estão em construção e outros 263
já foram contratados nos leilões energéticos. A previsão é que a energia
eólica gere 80 000 postos de trabalho em toda a sua cadeia produtiva só
no Nordeste.
• No ano passado, Camaçari recebeu a fábrica da gigante chinesa JAC
Motors, um investimento de 900 milhões de reais que permitiu a geração
de 3 500 empregos diretos e 10 000 indiretos.
• A indústria automotiva decolou no Nordeste com o anúncio da
instalação da fábrica da Fiat em Pernambuco, há três anos. Para garantir
a produção de 40% da demanda de peças e componentes da montadora, está
sendo criado o Parque de Fornecedores no Polo Automotivo de Goiana, na
região metropolitana de Recife.
• São 16 empresas — globais e nacionais — que ocuparão 12 edifícios
nos quais serão produzidas 17 linhas de componentes. Em uma área
construída de 270 000 metros quadrados, o Parque de Fornecedores ficará
junto à fábrica da multinacional italiana, em um modelo integrado de
produção.
• Ao todo, o Polo Automotivo vai gerar 8 000 empregos diretos até o
fim de 2015. Cerca de 4 000 dessas vagas serão criadas apenas nas
fornecedoras de autopeças, que reúnem empresas como Magneti
Marelli/Faurecia, Lear, Adler e Pirelli. A Fiat, por sua vez, vai
contratar 600 profissionais de nível superior ainda neste ano.
• Estimativas que apontam investimentos na casa de R$ 6 bilhões no
segmento de hotelaria e turismo para a região. O FNE (Fundo
Constitucional de Financiamento do Nordeste), administrado pelo BNB
(Banco do Nordeste do Brasil) programou investimento de mais de R$ 500
milhões à edificação de novos estabelecimentos do setor hoteleiro.
• A cadeia produtiva do petróleo também está aquecida no Nordeste, e a
indústria naval é uma das que mais têm contratado. Com investimentos
simultâneos ocorrendo em diversos estados, o setor deverá gerar cerca de
15 000 empregos diretos na região, com boas oportunidades para
engenheiros navais, cujos salários estão cotados entre 5 000 e 14 000
reais.
• O grande símbolo do deslocamento da indústria naval do Sudeste para
o Nordeste é o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), sediado no Complexo de
Suape, em Pernambuco, desde 2008 e com uma carteira de investimentos de
8,1 bilhões de dólares. O estaleiro conta com 6 200 empregados e deve
chegar a 7 000 até o fim deste ano.
• O Porto de Suape, que teve um aporte de R$ 1,2 bilhão em
investimentos, cresceu 26% no ano passado em 2012 e empregou 60 mil
pessoas.
PS.: O Brasil é um país que se
desconhece, graças a uma mídia monopolizada, concentrada no eixo Rio-São
Paulo, que narra apenas o mundo segundo o umbigo de seus próprios
jornalistas/atores/celebridades.
William Bonner, o principal âncora do Jornal Nacional, a cara do telejornalismo da "Vênus Platinada", o sujeito que "entrevistou" de forma veemente a Presidente Dilma Rousseff, recebeu no domingo, durante a transmissão do Jornal da Globonews com a cobertura especial da apuração do segundo turno, uma merecida homenagem por sua postura nessas eleições: