Pensamentos aleatórios
20 de março de 2014
19 de março de 2014
18 de março de 2014
Vila Nova colhe o que plantou*
O futebol goiano perde com o rebaixamento do Vila Nova para a 2ª Divisão do Goianão. Os rivais podem festejar agora a tragédia, mas, no próximo ano, terão de assistir a uma competição sem a rivalidade histórica. Mesmo que no imaginário de sua torcida, o Tigrão ainda seja o arquirrival do Goiás e movimentava a semana do clássico, em campo a realidade é totalmente outra. Além disso, a equipe levava público aos estádios do interior. E, agora?
Sem o Vila Nova, o Goianão 2015 perderá em atrativo. Mesmo em crise e com um time fraco, o Vila conseguia seguidores pela tradição e títulos. Não será a volta do Goiânia à elite ou outra equipe de expressão do interior que terá o mesmo peso doTigrão.
A equipe colorada de 2014 não deixará saudade e, para muitos, tem de ser esquecida. No início do Goianão, até recebeu elogios, mas mostrou, ao longo do torneio, as deficiências. Além disso, sofreu com a falta de planejamento da diretoria para reforçá-la. Só os garotos não davam conta de carregar o fardo do insucesso a cada rodada. Os cartolas não enxergaram as falhas a tempo.
Os responsáveis pela tragédia vilanovense não vieram a público ontem para dar satisfação aos torcedores sobre os equívocos cometidos no Goianão. Com exceção do presidente executivo, Joás Abrantes, que tentou justificar o que já não tem justificativa, quem fez o planejamento errado do clube para o futebol, não quis se explicar. Talvez, o silêncio seja a resposta da vergonha que eles estão sentindo por montar uma equipe ruim como a de hoje.
Sem contar que houve proteção em excesso ao técnico Heriberto da Cunha, que mostrou em 2013 que não tinha clima nem capacidade para continuar, mesmo com o acesso à Série B. Porém, a insistência do departamento de futebol em mantê-lo não fez bem ao time. Quando a situação estava insustentável (a equipe estava ameaçada pelo rebaixamento), os cartolas resolveram tentar a mudança. É um amadorismo.
Os atuais dirigentes do Vila só completaram a missão que estava desenhada desde a década passada. O Tigrão se arrastou, nos últimos anos, pelos inúmeros problemas dentro e fora de campo. Por algumas temporadas, o clube teve dinheiro para montar equipes competitivas. O que se viu, nesses momentos, foram ciúmes e fofocas na guerra de vaidades pelo poder. Presidentes e dirigentes foram expulsos do OBA acusados de roubo ou por agirem de má-fé.
Sem contar a falta de profissionalismo e a organização do futebol com as contratações absurdas no OBA. O clube já fez, em algumas temporadas, mais de 60 contratações. Todas sem critérios. Enquanto isso, os jovens da casa só assistiam aos atletas que estavam interessados no pouco dinheiro que era arrecadado pelo clube.
O reflexo do amadorismo vilanovense são as dezenas de processos na Justiça do Trabalho. Nos últimos anos, o clube sofre, também, com a falta de dinheiro para fazer o básico, pois dívidas são cobradas na Justiça. Desde ontem, os cartolas colhem o que plantaram durante anos pela má administração.
O Vila tem a Série B do Brasileiro para recuperar o prestígio com seus torcedores, que estão com orgulho ferido pelo descenso. Se, realmente, querem mudar a imagem do Tigrão para as próximas temporadas, os cartolas têm de mudar a forma com a qual encaram o futebol profissional. Ações amadoras – como contratar jogador em um dia e mandá-lo a campo no outro sem a mínima condição técnica – têm de acabar.
Não é bom para nenhum setor o rebaixamento do Vila Nova para a Segundona, mas, quem sabe, seja o renascimento do Tigrão. Tal qual o Atlético, que quase morreu em 2003 e, depois, renasceu, o Tigre tem torcida e tradição para se reerguer.
Sem o Vila Nova, o Goianão 2015 perderá em atrativo. Mesmo em crise e com um time fraco, o Vila conseguia seguidores pela tradição e títulos. Não será a volta do Goiânia à elite ou outra equipe de expressão do interior que terá o mesmo peso doTigrão.
A equipe colorada de 2014 não deixará saudade e, para muitos, tem de ser esquecida. No início do Goianão, até recebeu elogios, mas mostrou, ao longo do torneio, as deficiências. Além disso, sofreu com a falta de planejamento da diretoria para reforçá-la. Só os garotos não davam conta de carregar o fardo do insucesso a cada rodada. Os cartolas não enxergaram as falhas a tempo.
Os responsáveis pela tragédia vilanovense não vieram a público ontem para dar satisfação aos torcedores sobre os equívocos cometidos no Goianão. Com exceção do presidente executivo, Joás Abrantes, que tentou justificar o que já não tem justificativa, quem fez o planejamento errado do clube para o futebol, não quis se explicar. Talvez, o silêncio seja a resposta da vergonha que eles estão sentindo por montar uma equipe ruim como a de hoje.
Sem contar que houve proteção em excesso ao técnico Heriberto da Cunha, que mostrou em 2013 que não tinha clima nem capacidade para continuar, mesmo com o acesso à Série B. Porém, a insistência do departamento de futebol em mantê-lo não fez bem ao time. Quando a situação estava insustentável (a equipe estava ameaçada pelo rebaixamento), os cartolas resolveram tentar a mudança. É um amadorismo.
Os atuais dirigentes do Vila só completaram a missão que estava desenhada desde a década passada. O Tigrão se arrastou, nos últimos anos, pelos inúmeros problemas dentro e fora de campo. Por algumas temporadas, o clube teve dinheiro para montar equipes competitivas. O que se viu, nesses momentos, foram ciúmes e fofocas na guerra de vaidades pelo poder. Presidentes e dirigentes foram expulsos do OBA acusados de roubo ou por agirem de má-fé.
Sem contar a falta de profissionalismo e a organização do futebol com as contratações absurdas no OBA. O clube já fez, em algumas temporadas, mais de 60 contratações. Todas sem critérios. Enquanto isso, os jovens da casa só assistiam aos atletas que estavam interessados no pouco dinheiro que era arrecadado pelo clube.
O reflexo do amadorismo vilanovense são as dezenas de processos na Justiça do Trabalho. Nos últimos anos, o clube sofre, também, com a falta de dinheiro para fazer o básico, pois dívidas são cobradas na Justiça. Desde ontem, os cartolas colhem o que plantaram durante anos pela má administração.
O Vila tem a Série B do Brasileiro para recuperar o prestígio com seus torcedores, que estão com orgulho ferido pelo descenso. Se, realmente, querem mudar a imagem do Tigrão para as próximas temporadas, os cartolas têm de mudar a forma com a qual encaram o futebol profissional. Ações amadoras – como contratar jogador em um dia e mandá-lo a campo no outro sem a mínima condição técnica – têm de acabar.
Não é bom para nenhum setor o rebaixamento do Vila Nova para a Segundona, mas, quem sabe, seja o renascimento do Tigrão. Tal qual o Atlético, que quase morreu em 2003 e, depois, renasceu, o Tigre tem torcida e tradição para se reerguer.
*Robson Macedo, publicado originalmente no jornal O Popular, de 18 de março de 2014.
Compartilhe:
17 de março de 2014
Ano Eleitoral x Investimentos do Governo
A não ser que o investimento seja em propaganda... aí é o mandato inteiro torrando dinheiro!!!
Compartilhe:
16 de março de 2014
E o Vila Nova foi rebaixado!
O Vila Nova perdeu para a Aparecidense por 2 a 0, na tarde deste domingo (16), e foi rebaixado para a Divisão de Acesso do Campeonato Goiano. A partida, realizada no Estádio Abrão Manoel da Costa, em Aparecida de Goiânia, valeu pela penúltima rodada do 3º turno da 1ª fase.
Com 10 pontos, o Tigre termina a rodada na lanterna da competição. Além da derrota, o rebaixamento colorado, com uma rodada antes de terminar a 1ª fase, se deu por conta da vitória do Grêmio Anápolis sobre a Anapolina (1 a 0).
Os gols da partida deste domingo foram marcados por Evandro Paulista e Dinei, aos 2 e aos 6 minutos do segundo tempo, respectivamente.
Confira abaixo os resultados da rodada:
Aparecidense 2 x 0 Vila Nova – Estádio Anibal Toledo
Atlético 2 x 0 Crac – Estádio Serra Dourada
Grêmio Anápolis 1 x 0 Anapolina – Estádio Jonas Duarte
Trindade 1 x 5 Anápolis – Estádio Abrão Costa
Compartilhe:
15 de março de 2014
Os bebês nascidos na era da internet
Vídeo muito bacana, mostrando como as novas tecnologias de rede e comunicação vão influenciar no nascimento das crianças em um futuro próximo:
Caminha pra isso ou não?!
Compartilhe:
14 de março de 2014
ATENÇÃO: Justiça impede cobrança de cursos de pós-graduação na UFG
A 6.ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região negou provimento à apelação da Universidade Federal do Goiás (UFG) contra sentença que impediu a instituição de cobrar por cursos de pós-graduação.
Uma estudante do curso de especialização em Direito e Processo do Trabalho entrou com o processo na 8.ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás contra a cobrança imposta pela Universidade. A UFG declarou a inexistência de verba específica para o funcionamento do programa de pós-graduação, razão pela qual necessária a participação financeira dos alunos interessados para a sua realização.
Na sentença, o juiz garantiu à estudante a gratuidade do curso. Inconformada, a instituição de ensino de Goiás recorreu ao TRF1, alegando a inaplicabilidade da Súmula Vinculante n.º 12, porque esta limita a gratuidade aos cursos de graduação, não alcançando os cursos de especialização.
Uma estudante do curso de especialização em Direito e Processo do Trabalho entrou com o processo na 8.ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás contra a cobrança imposta pela Universidade. A UFG declarou a inexistência de verba específica para o funcionamento do programa de pós-graduação, razão pela qual necessária a participação financeira dos alunos interessados para a sua realização.
Na sentença, o juiz garantiu à estudante a gratuidade do curso. Inconformada, a instituição de ensino de Goiás recorreu ao TRF1, alegando a inaplicabilidade da Súmula Vinculante n.º 12, porque esta limita a gratuidade aos cursos de graduação, não alcançando os cursos de especialização.
A relatora, juíza federal convocada Hind Ghassan Kayath, citou a Súmula n.º 12 do TRF1, pendente de publicação: A cobrança de taxa de matrícula ou mensalidade em qualquer curso ministrado em estabelecimento oficial de ensino público viola o disposto no art. 206, IV, da Constituição Federal.
Por fim, Hind Ghassan Kayath, fazendo referência a julgados deste Tribunal, citou ainda: Afigura-se ilegítima a cobrança de mensalidade, por instituição de ensino pública, em curso de pós-graduação lato sensu, tendo em vista a garantia constitucional de gratuidade de ensino público (art. 206, IV, da CF) (AMS 0016547-14.2009.4.01.3500/GO, Rel. Desembargador Federal Souza Prudente, Quinta Turma, e-DJF1 p.67). A decisão da 6.ª Turma foi unânime.
Compartilhe:
Assinar:
Postagens (Atom)








