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Pensamentos aleatórios

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28 de abril de 2017

Diário de Goiás: após Lava Jato, nome do PMDB goiano para disputar o governo é Adib Elias

Essa saiu no Goiás 24 Horas:


A coluna Radar, do bem informado jornalista Marcos Cipriano, no Diário do Estado, revela nesta sexta-feira que, após a Operação Lava Jato colocar o deputado federal Daniel Vilela “na defensiva”, é Adib Elias, prefeito de Catalão, o nome do PMDB para disputar o governo do Estado em 2018.

Daniel Vilela foi citado por delatores da Odebrecht como destinatário de R$ 1 milhão em propinas, que teriam como contrapartida o atendimento de interesses da empreiteira na prefeitura de Aparecida, comandada, na época, pelo seu pai Maguito Vilela. O deputado está sendo investigado pela Procuradoria Geral da República, em Brasília.

Segundo apurou Marcos Cipriano, a tendência pelo nome de Adib Elias em 2018 se justificaria por que ele é visto como um político com grande experiência administrativa, forte apelo eleitoral depois de sua vitória esmagadora em Catalão e habilidade para unificar o PMDB.

Lembrando que o Goiás 24 Horas é o site mais marconista da internet e que a menção ao nome de Adib Elias como nome ao Governo de Goiás deve ter feito muito chefe de gabinete ficar com raiva...

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13 de julho de 2016

É lamentável, mas política é sim um treatro


Certos movimentos na política aparentemente não tem sentido, mas na realidade fazem parte do enorme teatro que essa atividade requer.

Vejam, por exemplo, o caso da "Frente Alternativa", suposta coalizão de partidos para proporcionar uma opção diferenciada de voto aos cidadãos catalanos sem laços com nenhum dos dois grupos políticos hegemônicos (PMDB e PSDB).

Mesmo pouca gente levando fé que essa coalizão iria para frente reuniões foram feitas, manifestos publicados, programas de governo escritos e pesquisas encomendadas... tudo para passar ao eleitor a imagem de que a coisa seria séria e que não haveria recuo.

Pois bem, esta semana já houve o primeiro: o PC do B abandonou a aliança e anunciará hoje apoio a candidatura do PMDB a Prefeitura. Mesmo movimento deve fazer em breve o PT, deixando sozinha na "Frente" a REDE, que sem opção será "forçada" a aderir a campanha do PSDB, "pois é o melhor para Catalão". 

Coincidentemente é na gestão municipal do PSDB que algumas pessoas vinculadas a REDE continuavam ocupando cargos de confiança mesmo após o lançamento da "Frente", mas, na cabeça de quem inventou essa estratégia, lançar uma terceira via era a melhor forma de fortalecer o grupo junto ao prefeito, que agora reconheceria a importância deles e lhes daria um lugar de destaque na nova aliança (não estranhemos se da REDE sair o vice do Jardel, afinal é um grupo que está "voltando" à base). Mas essa ceninha com a "Frente" é apenas um dos atos nesse grande teatro da política catalana, existem vários outros e protagonizados por outros atores e partidos. 

E para quê isso? Para valorizar o passe de alguns pretensos candidatos ou siglas e dar ao eleitor a impressão de fortalecimento de uma determinada candidatura ou projeto, de forma que quem não acompanha a política (e tem muita gente assim) veja esses movimentos e engula a história vendida por eles (olha só o Iris Rezende desistindo, de novo, de uma candidatura só para voltar aclamado porque "o povo pediu").

É um expediente patético, mas que não vai acabar tão cedo, pois de fatos vivem os políticos e quando esses não existem é preciso criá-los, daí nascem os factoides transformando em entretenimento a disputa política, para divertir o eleitor incauto que passa a torcer por um candidato como torce por um personagem de novela, afinal há toda uma envolvente trama escrita e o final é ele quem escreverá (ou, ao menos, é o que ele acha).

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