Pensamentos aleatórios
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15 de maio de 2017
1 de setembro de 2016
Anúncio de investimentos privados atraídos para oito cidades de Goiás faz um ano... e para Catalão?
Em setembro de 2015, auge das demissões na MMC, Marconi anunciou que nove empresas que se instalariam em Goiás, investindo 625 milhões de reais e gerando cerca de 1200 empregos diretos e outros 4000 indiretos, sendo beneficiadas as cidades de Palmeiras de Goiás, Ipameri, Rialma e Itumbiara.
Em dezembro de 2015, outro anúncio, dessa vez os contemplados são os municípios de Jataí, Luziânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, com a possibilidade de geração de 4000 empregos, entre diretos e indiretos, e o investimento nas economias locais de 325 milhões de reais.
Em julho de 2016 foi a vez de Hidrolândia receber a boa nova do investimento de 120 milhões de reais de uma empresa de móveis com sede em Gramado/RS, com possibilidade de geração de 400 empregos diretos e mais de 1200 indiretos.
Fazendo um ano do primeiro anúncio, cabe uma pergunta: Quando nossa cidade vai finalmente receber os benefícios da parceria com o Governo de Goiás? Quando é que a amizade de Jardel com Marconi vai render alguma coisa além de shows sertanejos e asfalto de qualidade duvidosa? Afinal, qual a vantagem de Catalão ter um prefeito que sequer tem prestígio com o aliado para trazer uma única empresa para sua cidade?
3 de maio de 2016
A impressionante velocidade de reação da gestão Jardel
Eu realmente fico impressionado com a velocidade com a qual a gestão Jardel reage para atender os anseios da população de Catalão.
Meu último espanto se deu com a realização do "Feirão do Trabalho", uma iniciativa da produtiva Secretaria de Trabalho e Renda que levou apenas três anos e quatro meses para idealizar o evento (haja vista que a é primeira edição), mas que vem em boa hora, diga-se, devido ao fechamento de mais de 1400 postos de trabalho na MMC, principal empregador de Catalão, que começou a demitir em junho de 2015 e a Prefeitura levou apenas 10 meses para reagir e organizar uma feira de empregos - um tempo recorde para essa gestão.
O saldo do Feirão foi muito positivo: muitas pessoas compareceram à sede do Poupa-Prazo e formaram uma enorme fila com suas Carteiras de Trabalho na mão, conheceram os diversos cursos técnicos oferecidos pelas várias escolas de formação que atuam na cidade, cortaram cabelo de graça, fizeram exame de glicemia, foram fotografados para suas imagens irem para o twitter do prefeito e voltaram para casa sem emprego, porém felizes, pois sabem que a gestão Jardel age rápido para defender o trabalhador catalano.
Por essas e outras eu digo: AVANTE JARDEL!!!
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6 de abril de 2016
2 de fevereiro de 2016
Mensagem de Jardel debocha dos demitidos da MMC
A mensagem abaixo, publicada no Facebook, foi lida na integra no Programa do Jardel veiculado pela Rádio Sucesso no último sábado (os trechos sublinhados em vermelho são destaques meus):
É uma bela mensagem ao povo catalano, não é? Uma mensagem forte, endereçada a uma população preocupada com o impacto da extinção de mais de mil postos de trabalho. Uma mensagem de fé em dias melhores e em uma recuperação econômica que virá. Uma mensagem de liderança, que demonstra que o que é possível ser feito está sendo feito. Enfim, uma mensagem para dar segurança e esperança aos catalanos... ou, ao menos, foi essa a intenção. Pena que confrontada com os fatos a mensagem do Programa de Jardel se torna uma enorme peça de deboche.
Por quê?! Porque Catalão é a cidade do interior de Goiás que lidera o ranking do desemprego em 2015 (dados do CAGED do Ministério do Trabalho), principalmente por causa da crise na MMC, é verdade, no entanto nenhuma nova empresa se instalou na cidade desde 2013, justamente o ano do início da Parceria com o Governo de Goiás, que seria tão benéfica para Catalão e até hoje não rendeu nem um sebazol derrancado, ao contrário de outras cidades que não tem um prefeito compadre do governador e mesmo assim receberam investimentos, indústrias e empregos.
Cadê a parceria? Cadê a vantagem de ser amigo do governador? Quando é que a relação afetuosa atraiu novas empresas, investimentos e empregos para nossa cidade?
O DIMIC continua com a mesma área de 20 anos atrás; o aeroporto, mesmo inaugurado e reinaugurado várias vezes, não possui uma única rota de voo comercial; as rodovias estaduais estão em estado de calamidade e a prometida duplicação até Goiânia já foi há muito esquecida; as estradas rurais necessitam que os próprios produtores se unam e reformem as vias para ter condições de escoar sua produção; a rede de energia da CELG continua capenga, impedindo o pleno funcionamento das industrias no horário de pico.
A mensagem diz que não é possível intervir nos mercados internacionais, e é verdade, mas seria possível usar do prestígio e amizade para atrair empresas que foram para Pires do Rio, Ipameri, Luziânia, Jataí, Aparecida de Goiânia, Palmeiras de Goiás, Itumbiara, Anápolis e outras cidades. Empresas que juntas investirão mais de 1,4 bilhão de reais e vão gerar 13 mil empregos... e nada para Catalão.
A mensagem diz também que os demitidos estão sendo reintegrados ao mercado de trabalho, o que não é verdade. Desde agosto a crise na MMC é noticiada na imprensa goiana e as demissões vinham sendo pressentidas pela sociedade catalana, mas nem assim houve por parte da Prefeitura qualquer esforço para atração de empresas ou criação de programas de requalificação profissional e empreendedorismo, nem mesmo após o começo das demissões, deixando os trabalhadores lidarem sozinhos com o problema.
Para fechar com chave de ouro o prefeito diz que foi convidado a testemunhar em favor da MMC e da importância da empresa como geradora de empregos e riqueza para a região sudeste, mas não é isso que está sendo julgado na ação penal da Operação Zelotes e sim a formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção ativa supostamente praticadas pelos diretores da empresa que indicaram Jardel como testemunha de defesa (Eduardo Souza Ramos, Paulo Afonso Ferraz e Roberto Rittscher). Ou seja, nenhum deles está preocupado com o emprego dos catalanos (ou não teriam sonegado 266 milhões de reais em impostos) mas sim com escapar da prisão e das pesadas multas por sonegação fiscal que é o verdadeiro motivo da crise na MMC, pois é conhecida a intolerância dos japoneses com corrupção e os Mitsubishi certamente não estão gostando do envolvimento de sua marca em um escândalo nacional.
Mas do jeito como pensa o prefeito, pode ser que ele ache normal que os diretores da MMC soneguem, formem quadrilha e lavem dinheiro desde que mantenham a fábrica aberta e os empregos garantidos, pois "Justiça sim, mas com emprego" (acho que o correto deveria ser "emprego sim, mas obedecendo a lei"), mas o que esperar de alguém que acha normal, legal e moral um padre ficar 20 anos recebendo sem trabalhar na Assembleia Legislativa de Goiás?
Acho que a maioria da população não concorda com isso.
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