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Pensamentos aleatórios

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22 de agosto de 2017

Mensagem "messiânica" pode levar a eleição presidencial de 2018

Por Leonardo Sakamoto

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirma que uma "mensagem reformista" deve ganhar as eleições de 2018. Se ele estiver falando de reformas, como a da Previdência, está tentando vender fantasia. Quem defender algo assim vai levar ovada na rua durante a campanha e só ganha para síndico de prédio de condomínio rico. Pois propostas que tiram direitos como essa já se provaram tão impopulares quanto seu chefe, Michel Temer. Não é à toa que o governo luta tanto para aprova-la antes de iniciada a campanha do ano que vem. Depois disso, torna-se radioativa.

Não acredito que o discurso de mudança seja o carro chefe das eleições de 2018. O que está se desenhando é uma eleição em que os candidatos venderão que estão em uma santa missão contra alguma coisa. Não promoverão o debate público, mas conflagrarão uma multidão de seguidores. Vamos pegar os quatro competidores que, independentemente dos índices, estão nos holofotes.

Luís Inácio Lula da Silva sabe como ninguém encaixar a própria história de vida no arco narrativo da trajetória do herói - saiu do nada, viveu o mundo, desceu ao inferno e renasceu como líder com a missão de "salvar" o Brasil. Mas como muitos heróis míticos, um de seus maiores erros foi não ter deixado surgir uma liderança natural dentro do Partido dos Trabalhadores que pudesse substitui-lo, tendo sempre apontado sucessores que nem sempre deram certo. Mal que é da própria esquerda latino-americana, diga-se de passagem. Dessa forma, reescreve a bíblia, fazendo com que Moisés, apesar dos seus erros, tenha que conduzir ele próprio o povo à Terra Prometida enquanto Josué serve apenas de figuração para segurar o cajado quando o chefe não pode o não quer carregá-lo.

Geraldo Alckmin considera-se como uma espécie de escolhido. Acredita que estava nos lugares certos e nas horas certas por intervenção divina. Foi assim que ele, um quadro quase inexpressivo do PSDB, tornou-se vice e, então, governador com a morte de Mário Covas. Uma liderança tucana afirmou ao blog que o "lado ruim" das chuvas que vieram acabar com a última grande crise de falta de água em São Paulo foi de que elas trouxeram não apenas alívio para a iminente hecatombe (causada pela incompetência do governo estadual), mas a certeza a Alckmin de que ele era mesmo ungido pelo divino. Como ele seria o homem que Deus (Jeová, consultado, nega) decidiu para a tarefa de levar o Brasil adiante, seria apenas questão de tempo chegar lá.

João Doria não é religioso como Lula ou Alckmin. Senta-se ao lado de pastores televisivos por pragmatismo - que interessa aos dois lados, claro. Mas como bem comentou uma pessoa do alto escalão de sua administração, ele é melhor em fazer campanha do que em governar. E como seu provável programa à Presidência - entregar o público ao privado - não agrada parte do povo, ele ergueu a bandeira do antipetismo como sua missão de vida, vestindo-se de gari, de pintor, de candidato à Presidência e até nas poucas vezes que tem se vestido de prefeito. Ou seja, sua missão é se construir como a nêmesis de Lula, por isso que ele ama odiar o petista. E será em nome dessa missão que irá declarar o adeus ao seu partido para concorrer com o apoio de Temer, caso lhe neguem legenda.

Jair Bolsonaro promete devolver o país ao passado, quando os militares estavam no poder, em nome da "ordem" e "honestidade". Ele, que foi considerado um insubordinado pelo Exército, só não diz que rios de dinheiro fluíram via corrupção naquela época e que a ordem era garantida através da tortura e morte de dissidentes e pelo assassinato de trabalhadores descontentes. Ele, que ironicamente tem Messias como primeiro sobrenome, se vende como tal, vendendo-se como a pessoa com a missão de "salvar o Brasil" do desvirtuamento e da insegurança. Promove, para isso, um casamento do atraso, entre o militarismo e o fundamentalismo religioso. E com um discurso carismático e raso, tem afirmado as minorias não mais vão ameaçar, com suas reivindicações de igualdade, os "homens e mulheres de bem". Deixando claro que o Brasil precisa, na verdade, ser salvo dele.

Diante disso só consigo transcrever um trecho de "Os Sertões", de Euclides da Cunha, que narra a guerra de Canudos, arraial criado pelo principal líder messiânico tupiniquim, Antônio Conselheiro:

"Ademais, não havia temer-se o juízo tremendo do futuro. A História não iria até ali. Afeiçoara-se a ver a fisionomia temerosa dos povos na ruinaria majestosa das cidades vastas, na imponência soberana dos coliseus ciclópicos, nas gloriosas chacinas das batalhas clássicas e na selvatiqueza épica das grandes invasões. Nada tinha que ver naquele matadouro. O sertão é o homízio. Quem lhe rompe as trilhas, ao divisar à beira da estrada a cruz sobre a cova do assassinado, não indaga do crime. Tira o chapéu, e passa. E lá não chegaria, certo, a correção dos poderes constituídos. O atentado era público".

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30 de março de 2017

Mensagem do ex-vereador Paulo Arruda

Reproduzo abaixo a mensagem que o Paulo Arruda, agora ex-vereador, publicou em seu perfil no Facebook ontem à noite, na qual reconhece e acata a decisão da Justiça que validou os votos do Cláudio Lima e acabou por retirá-lo da cadeira que até então ocupava na Câmara de Vereadores de Catalão:

Antes de qualquer coisa, meus agradecimentos. Quero agradecer aos que foram às urnas para votar no número 22.222 para vereador de Catalão e vibrou com nossa diplomação e posse.
A eleição é soberana e a justiça tomou uma nova decisão, considerou elegível Cláudio Lima. O que não me impede de lutar, continuarei sendo um soldado dessa cidade.
Durante o período que estive na Câmara Municipal, fiz uma oposição séria e coerente, e continuarei trabalhando para o meu povo, mesmo não sendo legislador. Espero sinceramente que meu trabalho, pelo menos sensibilize a atual administração para a situação que vive o nosso povo.
Quero agradecer aos abraços apertados e a todas as manifestações de carinho que recebi nesses últimos dias em quem divulgavam o resultado do processo.

Não posso deixar de agradecer à minha família, que compartilhou comigo as alegrias e tristezas da campanha e desse processo, e foi amiga, companheira e solidária. Vocês são meu esteio. Por fim, agradeço a Deus por ter me permitido viver esses momentos e chegar até aqui podendo afirmar, sem ser contestado, a honradez de uma vida pública sem máculas.

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4 de março de 2016

O recado de Adib Elias aos catalanos

Mensagem de lançamento da pré-candidatura do deputado Adib Elias a Prefeitura de Catalão: 



"Podemos resgatar a autoestima de Catalão"

Esse sim, é um lema que os catalanos precisam mesmo adotar!!!

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2 de fevereiro de 2016

Mensagem de Jardel debocha dos demitidos da MMC

A mensagem abaixo, publicada no Facebook, foi lida na integra no Programa do Jardel veiculado pela Rádio Sucesso no último sábado (os trechos sublinhados em vermelho são destaques meus):


É uma bela mensagem ao povo catalano, não é? Uma mensagem forte, endereçada a uma população preocupada com o impacto da extinção de mais de mil postos de trabalho. Uma mensagem de fé em dias melhores e em uma recuperação econômica que virá. Uma mensagem de liderança, que demonstra que o que é possível ser feito está sendo feito. Enfim, uma mensagem para dar segurança e esperança aos catalanos... ou, ao menos, foi essa a intenção. Pena que confrontada com os fatos a mensagem do Programa de Jardel se torna uma enorme peça de deboche.

Por quê?! Porque Catalão é a cidade do interior de Goiás que lidera o ranking do desemprego em 2015 (dados do CAGED do Ministério do Trabalho), principalmente por causa da crise na MMC, é verdade, no entanto nenhuma nova empresa se instalou na cidade desde 2013, justamente o ano do início da Parceria com o Governo de Goiás, que seria tão benéfica para Catalão e até hoje não rendeu nem um sebazol derrancado, ao contrário de outras cidades que não tem um prefeito compadre do governador e mesmo assim receberam investimentos, indústrias e empregos.

Cadê a parceria? Cadê a vantagem de ser amigo do governador? Quando é que a relação afetuosa atraiu novas empresas, investimentos e empregos para nossa cidade?

O DIMIC continua com a mesma área de 20 anos atrás; o aeroporto, mesmo inaugurado e reinaugurado várias vezes, não possui uma única rota de voo comercial; as rodovias estaduais estão em estado de calamidade e a prometida duplicação até Goiânia já foi há muito esquecida; as estradas rurais necessitam que os próprios produtores se unam e reformem as vias para ter condições de escoar sua produção; a rede de energia da CELG continua capenga, impedindo o pleno funcionamento das industrias no horário de pico. 

A mensagem diz que não é possível intervir nos mercados internacionais, e é verdade, mas seria possível usar do prestígio e amizade para atrair empresas que foram para Pires do Rio, Ipameri, Luziânia, Jataí, Aparecida de Goiânia, Palmeiras de Goiás, Itumbiara, Anápolis e outras cidades. Empresas que juntas investirão mais de 1,4 bilhão de reais e vão gerar 13 mil empregos... e nada para Catalão.


A mensagem diz também que os demitidos estão sendo reintegrados ao mercado de trabalho, o que não é verdade. Desde agosto a crise na MMC é noticiada na imprensa goiana e as demissões vinham sendo pressentidas pela sociedade catalana, mas nem assim houve por parte da Prefeitura qualquer esforço para atração de empresas ou criação de programas de requalificação profissional e empreendedorismo, nem mesmo após o começo  das demissões, deixando os trabalhadores lidarem sozinhos com o problema. 

Para fechar com chave de ouro o prefeito diz que foi convidado a testemunhar em favor da MMC e da importância da empresa como geradora de empregos e riqueza para a região sudeste, mas não é isso que está sendo julgado na ação penal da Operação Zelotes e sim a formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção ativa supostamente praticadas pelos diretores da empresa que indicaram Jardel como testemunha de defesa (Eduardo Souza Ramos, Paulo Afonso Ferraz e Roberto Rittscher). Ou seja, nenhum deles está preocupado com o emprego dos catalanos (ou não teriam sonegado 266 milhões de reais em impostos) mas sim com escapar da prisão e das pesadas multas por sonegação fiscal que é o verdadeiro motivo da crise na MMC, pois é conhecida a intolerância dos japoneses com corrupção e os Mitsubishi certamente não estão gostando do envolvimento de sua marca em um escândalo nacional.

Mas do jeito como pensa o prefeito, pode ser que ele ache normal que os diretores da MMC soneguem, formem quadrilha e lavem dinheiro desde que mantenham a fábrica aberta e os empregos garantidos, pois "Justiça sim, mas com emprego" (acho que o correto deveria ser "emprego sim, mas obedecendo a lei"), mas o que esperar de alguém que acha normal, legal e moral um padre ficar 20 anos recebendo sem trabalhar na Assembleia Legislativa de Goiás?

Acho que a maioria da população não concorda com isso.

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19 de janeiro de 2016

Enquanto isso, em Catalão...

O dono de um lote, através de uma singela e interessante placa, demonstra o quanto o catalano pode ser criativo ao mandar recado para quem joga lixo em locais impróprios:


Esse lote fica na Rua Moisés Santana, próximo a Coaço, sentido clube do povo.

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27 de janeiro de 2014

Retornando...

Depois de passar uma semana em Campinas/SP, participando de um curso de formação, retomo hoje as publicações no blog.

E em tempos de chuvas torrenciais e inócua execução de operação tapa-buracos (já que chuva abre tudo de novo) compartilho um tuíte do professor Lisandro Nogueira, que recentemente assumiu a direção da Cinemateca Brasileira, instituição federal responsável pela preservação da produção audiovisual do país e que vinha passando por grave crise:


Quem dera todos os ocupantes de cargos executivos fossem como Lisandro, que não se preocupa em apontar culpados pelo asfalto sonrizal pela crise da Cinemateca, mas sim em trabalhar para tapar os buracos recuperar a instituição e fazer uma boa gestão.

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