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Pensamentos aleatórios

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22 de março de 2017

Verdades do Dito e Feito (2)

Outra verdade que o Dito e Feito destacou essa semana, ainda sobre o encontro de Marconi e Adib, foi a ausência do Chefe de Gestão do Gabinete da Governadoria, Jardel Sebba, ex-prefeito de Catalão, cumpadre do governador e que desde a posse no cargo se apresenta como "articulador político do governo":


A notinha do Dito e Feito, embora gentil, apenas confirma aquilo que todos os catalanos já sabem: Jardel NÃO é articulador político do governo Marconi!!!

A ausência de Jardel em um evento tão importante e de grande repercussão confirma isso, assim como a agenda do Governador de reuniões com prefeitos nas quais Jardel, midiático como é, não sai em NENHUMA foto, ao contrário do Secretário Estadual de Governo, Tayrone di Martino, e do deputado Francisco Oliveira, líder do Governo na Assembleia Legislativa, e do Secretário de Articulação Política, Sérgio Cardoso, que são presença constante nas articulações palacianas e reuniões com prefeitos e deputados.

Achar sua pasta mais importante do que realmente é e acreditar nisso não é um problema, até faz bem pra autoestima, mas querer que os outros acreditem nisso já é demais.

Mas para quem acreditava que era um bom prefeito e que sua gestão o qualificava para reeleição e tomou uma sova de mais de 23 mil votos de frente, achar que é a última coca-cola no deserto é café pequeno.

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17 de junho de 2016

18 de setembro de 2015

PSDB em festa: em pesquisa encomendada pelo PMDB Adib está empatando com Jardel... pena que é mentira

Saiu ontem, no jornal Dito e Feito:


Para os tucanos é uma notícia a se comemorar mesmo, afinal há pouco mais de um ano para as eleições municipais o prefeito Jardel Sebba, sem dúvida o mais rejeitado e desgastado dos últimos anos, estaria empatado com o seu principal adversário, e isso apontado em uma pesquisa encomendada pelo próprio PMDB, ou seja, um claro sinal de recuperação apontado por uma fonte que nada teria a ganhar em maquiar os dados em favor da gestão - AVANTE JARDEL!

Pena que a informação seja falsa.

O Dito e Feito aponta que a suposta pesquisa teria sido feita por um professor universitário de Catalão muito ligado ao deputado Adib Elias, mas não menciona o nome do professor. A referência, mais do que clara, é ao professor Edir de Paiva Bueno, do curso de Geografia da UFG, diretor da EBP Consultoria Política e Econômica, instituto que sempre fez as pesquisas de intenção de voto para o PMDB catalano e que, até a eleição municipal de 2012, nunca errou um resultado em Catalão.

Acontece que desde 2012 a EPB não foi mais contratada pelo PMDB local. 

Mas houve sim a tentativa de contratação dos serviços da EPB para saber a avaliação da gestão Jardel: pela Prefeitura. A pesquisa seria feita logo após o aniversário da cidade, depois dos desfiles das ambulâncias, das inaugurações previstas e do show de Israel e Rodolfo, ou seja, em um ambiente altamente propício a produzir um resultado positivo na avaliação do prefeito. Mas a gestão optou por não fazer tal pesquisa com a EPB, preferindo o Instituto Fortiori, o mesmo que em pesquisa de intenção de votos para deputado estadual deu que Gustavo Sebba teria 25 mil votos somente em Catalão (não custa lembrar que foram pouco mais de 9 mil), sabe-se lá por qual motivo.

Agora vem essa divulgação pelo Dito e Feito de resultados de uma pesquisa fantasiosa que, se existiu mesmo, não foi feita pela EPB do professor Edir, numa clara intenção de ludibriar a população de Catalão que, acredita quem divulga tal coisa, é influenciada por pesquisa de opinião em detrimento do que enxerga.

Uma palavra define esse expediente: PATÉTICO! 

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21 de agosto de 2015

Dr. Abadio foi vitima de "fogo amigo"?


Muito tem se especulado sobre os possíveis motivos da demissão do Dr. Abadio da Secretaria Municipal de Saúde, sendo o motivo mais apontado, em especial nas redes sociais e em uma matéria do Portal Catalão, a matéria publicada pelo jornal Dito e Feito, no dia 19/08 (um dia antes da inauguração da UBS no Evelina Nour). 

A matéria, apontada por aqueles que gostam de analisar a política catalana como "fogo amigo" - expressão utilizada militarmente quando algum ataque ou bombardeio atinge as próprias tropas ou as tropas aliadas - foi a justificativa dada pelo próprio Dr. Abadio para explicar seu abandono da pasta, o que de toda forma, segundo ele, ocorreria no final do ano. 

Não se pode negar que a matéria, veiculada por um veículo de comunicação aliado à gestão municipal, possa ter provocado um desgaste na relação entre o (agora) ex-secretário e o prefeito, mas desde dezembro Dr. Abadio suportou calado o fardo de ser apontado como parte da situação calamitosa pela qual passa a Saúde catalana e agora, após sua demissão, vai assumir a pecha de ser o principal culpado pelas mazelas, isentando o prefeito de qualquer responsabilidade como diz a manchete do Dito e Feito?

Para quem não leu, publico na íntegra o texto:
 
A Culpa não é do Jardel

Boa parte da população de Catalão tem reclamado do sistema de saúde de Catalão. E com justa razão. Nos postos de saúde, no Centro de Pediatria e até no Materno Infantil falta materiais básicos. E isso é inadmissível, pois, a prefeitura tem repassado para a secretaria de Saúde mais que os 15% exigidos por lei. Eu disse mais que 15% da arrecadação do município. Portanto, não é falta de dinheiro.

Então qual a explicação para a situação caótica da saúde do município? A explicação, que muita gente não sabe, é que está faltando eficiência na gestão da secretaria de Saúde, comandada hoje por Dr. Abadio. Estranhamente, quando foi convidado por Jardel para assumir o cargo, Abadio fez uma exigência: que sua equipe fosse formada por ele mesmo. Jardel aceitou e disse que só cobraria resultado dessa equipe.

Mais estranho ainda, é que os principais cargos da secretaria de Saúde são ocupados por adversários políticos de Jardel. Pior: eles não entendem nada de saúde pública. Então, está aí a explicação para a profunda deficiência do setor da saúde de Catalão. Por ser o responsável por toda administração pública de Catalão, Jardel poderia demitir o secretário, que não está correspondendo às expectativas, mas talvez pela amizade e a elevada consideração que tem por Dr. Abadio, Jardel fica numa situação incômoda. Nesse caso, melhor seria se Abadio admitisse que não está dando conta do recado e pedisse pra sair. Seria a melhor solução.

Foi fogo amigo? Sem dúvida, mas qualquer ataque, mesmo o "acidental", é ordenado por um comandante e, às vezes, mesmo o fogo amigo não é tão acidental assim, conforme definição do dicionário:

Ataque feito por amigos, colegas ou aliados. Expressão utilizada em guerras quando algum ataque ou bombardeio atinge as próprias tropas ou as tropas aliadas, normalmente por erro de cálculo ou de interpretação. Diz-se, também, de atitudes de traição.


Antônio Paulino, responsável pelo Dito e Feito, não morre de amores por Jardel, mas é aliado de Marconi e precisa fazer o jogo do PSDB em Catalão, o que significa defender o indefensável e mandar os recados (para a oposição e para os aliados) que Jardel não pode enviar diretamente (nem por meio de seus mais próximos asseclas) justamente para evitar maiores desgastes. Daí o motivo do Dito e Feito ter a "exclusividade" de noticiar a rejeição do Secretário de Saúde e lhe dar o tiro de misericórdia sugerindo que a melhor solução seria que Abadio pedisse demissão, assumindo sua incompetência e isentando o prefeito.

Ao atingido Dr. Abadio restam duas opções: resignar-se e deixar queimar o resto de sua reputação como gestor (como fez o Adenilson Lima) assumindo a pecha de incompetente, ou atacar de volta e mostrar à população de Catalão que a manchete do Dito e Feito para ficar correta tem que suprimir o "não" do título.

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17 de junho de 2015

A aposta de Jardel


Muitos especulam o porquê de o prefeito Jardel ser tão cabeça dura.

Alguns dizem que ele simplesmente não se importa com a opinião pública, que só o que ele quer é agradar o Marconi, não fazendo diferença se o povo irá ou não ficar contra ele.

Outros dizem que ele age assim porque vai se aposentar da vida pública e que realmente acredita que está fazendo algo de bom para a cidade.

A maioria diz que ele simplesmente queria apenas vencer a eleição (e em cima do Adib), que ser prefeito era só a consequência, que de verdade ele gosta mesmo é de Goiânia e do Rio de Janeiro e quer mais é que o povo de Catalão se lasque.

Acho que essa última faz mais sentido.

No entanto, Jardel não é sozinho no mundo, tem um grupo político que não pode deixar na mão, afinal a reeleição e vida política de seu filho dependem disso. Nesse sentido um quadro publicado no jornal Dito e Feito, desta terça-feira, 16 de junho, dá algumas dicas sobre o que poderia estar passando pela cabeça do prefeito quando ele toma suas "medidas impopulares":


Antônio Paulino, responsável pelo Dito e Feito, não morre de amores por Jardel, mas é aliado de Marconi e precisa fazer o jogo do PSDB, e localmente é defender o indefensável. Ele não acredita de verdade na recuperação da gestão Jardel, mas precisa falar isso, da mesma forma como o Jornal Opção e o Diário da Manhã. Essa tática visa dar à população uma falsa imagem de aprovação da gestão, por meio de repetição de informações favoráveis em diversos veículos de comunicação, de forma que o povo engula o engodo. Na maioria dos casos dá certo (Marconi e Aécio, em Minas, são dois dos melhores exemplos de funcionalidade desta tática), mas aparentemente em Catalão o desgaste é tão grande que em um ano apenas que falta para o início da campanha política de 2016 não dá para recuperar. A população enxerga isso, Jardel não.

Jardel realmente acredita no que sai nos jornais. Mesmo sabendo que são matérias combinadas, que não refletem de verdade o que a população sente, ele toma como verdades absolutas e as reproduz, até mesmo brigando com que fala o contrário (Fabiana Pulcineli, de O Popular, que o diga). No caso específico da notinha do Dito e Feito Jardel não acredita na parte que fala da recuperação de sua gestão, nem ele é tão otimista (ou bobo), mas ele acredita piamente na memória curta do povo, sendo esta sua grande aposta para 2016: o povo vai se esquecer de três anos de gestão ruim e lembrar apenas das inaugurações e obras em andamento desenvolvidas nos primeiros seis meses do ano. Uma aposta arriscada, diga-se, mas que é possível de bancar se houver muito dinheiro envolvido, e é aí que a venda da SAE entra, daí enfrentar tamanho desgaste para consegui-la.

Mas se há algo que a eleição do ano passado ensinou é que o povo pode até ter memória curta, mas quando o desgaste é demais nem todo o dinheiro do mundo consegue revertê-lo e insistir em estratégias kamikazes apenas para provar que consegue pode ser fatal para qualquer futuro político, mesmo daqueles que não se importam com sua biografia ou a de seus herdeiros.

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