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Pensamentos aleatórios

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28 de abril de 2016

Prefeitura de Catalão investe no comércio... das outras cidades!!!

Uma das coisas que mais aflige a população catalana atualmente é preocupação com o emprego, situação bastante agravada com a diminuição da produção da MMC, a consequente demissão de mais de 1000 trabalhadores da empresa e a notícia da venda da planta da Anglo American localizada no município, o que gera ainda mais incerteza com a manutenção dos postos de trabalho que movimentam a economia local.

O cenário de crise é global, não cabendo atribuir culpa exclusiva aos agentes públicos locais pela recessão atual. No entanto, caberia ao poder público municipal elaborar mecanismos e políticas, se não de proteção aos empregos gerados pela indústria, para criação de alternativas à população de modo a diminuir a dependência a apenas alguns nichos econômicos. Isso se daria com a atração de novas empresas (função da Secretaria de Indústria e Comércio), de capacitação de trabalhadores e criação de programas alternativos de geração de renda (função da Secretaria de Trabalho e Renda), por meio de incentivos econômicos a micro e pequenas empresas, através da diminuição de impostos para quem garantisse o emprego dos funcionários (Secretaria de Finanças) e, por último, mas não menos importante, investindo no comércio local licitando, comprando e pagando de empresas e fornecedores locais, de modo que o dinheiro da Prefeitura circulasse na cidade, gerando e mantendo empregos daqui. Esse último mecanismo foi usado com frequência nas gestões anteriores, especialmente na gestão Velomar que investia cerca de 6 milhões de reais por mês no comércio local (e pagando em dia, diga-se), mas infelizmente foi abandonado nessa gestão, que além de ter Secretarias que não cumprem sua função optou por comprar e contratar com empresas de outras cidades, levando para fora o dinheiro gerado em Catalão, o que provocou a crise no comércio local, pois o dinheiro não circula mais na economia catalana.

Para provar a argumentação seguem alguns Extratos de Licitação recentes publicados pela Comissão de Licitação da Prefeitura, que atestam a sacanagem (não existe outra palavra que defina tão bem essa situação) que a gestão Jardel faz com o comércio local. Confira:

 19/04/2016 - Contrato de aluguel: 198 mil reais de Catalão... para UBERLÂNDIA.

19/04/2016 - Aquisição de mesas e cadeiras: 65 mil reais de Catalão... para GUAPIAÇU/SP.

 


25/04/2016 - Manutenção e solda de veículos: 237 mil reais de Catalão... para GOIÂNIA.




27/04/2016 - Aquisição de óleo, graxa e filtros para veículos: 394 mil reais de Catalão... para UBERLÂNDIA, GOIÂNIA e PINDORAMA/SP.

É claro que se não existirem empresas locais capazes de prestar os serviços solicitados não há problemas algum em a Prefeitura buscar fora, o que deve ser o caso desses processos acima, pois é difícil achar em Catalão quem tenha prédio para alugar, fábrica de móveis, oficina para manutenção e solda de veículos e empresa que vende óleo, graxa e filtros para veículos.

E depois ainda tem a pachorra de tirar foto com o presidente da MMC e dizer que está protegendo o emprego dos catalanos...

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12 de novembro de 2015

Jardel: um prefeito que "respeita" as instituições

Reunião com o Sindlojas, que não representa os comerciantes de Catalão, para decidir sobre o feriado do dia 20/11

Dia 20 de novembro será feriado em Catalão, para celebrar o Dia da Consciência Negra.

A despeito da polêmica se o feriado é bom para o trabalhador e ruim para o comércio, ainda mais em tempos de crise e pós Festa do Rosário, acredito que a proposta foi infeliz, pois Catalão não precisa de um dia específico para celebrar a Consciência Negra, pois fazemos isso o ano inteiro, seja na Universidade, através dos vários grupos de estudos e pesquisas, ou mesmo na sociedade, que passa a ano todo mobilizada em organizar a Festa do Rosário, que é uma celebração religiosa, mas também uma alegoria representando a luta dos negros para se livrar da escravidão. A medida foi populista e infeliz, coisa de quem desconhece a história da cultura negra em Catalão ou tem apenas um neurônio na cabeça.

Mas esse post não é sobre o feriado, é sobre respeito, ou a falta dele.

Desde que a proposta foi apresentada na Câmara Municipal de Catalão o debate sobre a pertinência desse feriado surgiu, com protestos vindo especialmente da Associação Comercial e de Dirigentes Lojistas de Catalão (ACIC-CDL), preocupados com a recuperação de suas vendas e com custos adicionais que um feriado tra àqueles que resolverem abrir suas portas. Pois bem, em vista dos protestos dos comerciantes, qual foi então a medida adotada pelo prefeito Jardel para decidir se sancionaria ou não esse novo feriado municipal? Errou quem apostou que ele se reuniu com  ACIC-CDL para se posicionar.

Jardel se reuniu em seu gabinete com o Sindlojas, sindicato composto por meia dúzia de empresários inconformados com a derrota na eleição para a nova diretoria da ACIC-CDL, e decidiu sancionar o feriado, passando por cima da representação oficial dos comerciantes na cidade.

Para quem se espantou com isso, não custa lembrar que Jardel apoiou a chapa derrotada e apoia agora esse grupo golpista, que perderam no voto e querem representar o comércio no tapetão, patético!!!

Mas também não é a primeira vez que Jardel faz esse tipo de coisa. Quando assumiu o mandato, em 2013, ele fez questão de ordenar a dissolução da Diretoria do CRAC e a uma nova composição da mesma com pessoas ligadas à gestão municipal (o resultado está aí: o Genervino da Fonseca penhorado para pagar dívidas trabalhistas). E mais recentemente Jardel também quis passar por cima da comunidade acadêmica catalana ao exigir sugerir para o Cerimonial da Presidência da República que o anúncio oficial da transformação do Campus da UFG Catalão em universidade autônoma ocorresse no Labibe Faiad e não no Auditório do Campus (o equivalente ao Onofrinho a ir em Goiandira para inaugurar uma obra da Prefeitura de Ouvidor), não tem lógica alguma nesse pleito.

Tamanha falta de respeito pelas instituições não condiz com o discurso de respeito ao contraditório frequentemente reproduzido pelo prefeito sendo um comportamento típico de menino mimado, aqueles que quando são os donos da bola e o time perde vão embora e levam o brinquedo. E isso é muito ruim para a cidade.

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