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Pensamentos aleatórios

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11 de agosto de 2016

Estudantes de Enfermagem ocupam o prédio da Direção da UFG Catalão em protesto por melhores condições de funcionamento do curso e mais professores efetivos



Desde a manhã de hoje, 11 de agosto, estudantes do curso de Enfermagem da UFG/Regional Catalão ocupam o prédio da Direção do Câmpus em protesto por contratação de professores efetivos e melhores condições de funcionamento do curso.

Eles denunciam que desde 2009 vêm solicitando à equipe gestora da UFG medidas que resolvam os problemas de precarização das condições de funcionamento e a falta de professores no curso (que hoje possui 12 docentes no quadro e necessitaria de mais 17 vagas, conforme levantamento da própria UFG).

A situação se agravou ao longo dos anos e hoje um grande número de estudantes corre o risco de não integralizar corretamente a graduação, principalmente no que diz respeito ao Estágio Curricular Obrigatório.

É inadmissível que uma situação tão grave continue a ocorrer em uma Instituição Federal de Ensino Superior, ainda mais em um campus que pretende se tornar Universidade autônoma.

O curso tem desenvolvido suas atividades ao longo dos anos de forma precária, contando com professores voluntários (que não recebem nenhum remuneração) e substitutos (que possuem vinculo temporário), com um terço do orçamento necessário para as demandas específicas de um curso da área de Saúde. Um curso não consegue sobreviver apenas com o apoio de docentes voluntários, principalmente um curso de tamanha importância e contribuição social como o curso de Enfermagem. É preciso contratar docentes efetivos já!! 

Manifesto aqui minha solidariedade ao movimento dos estudantes e chamo também toda a sociedade a apoiar e participar dessa importante resistência pela qualidade da educação superior em nossa cidade, especialmente neste momento de emancipação e chegada de um curso de Medicina, que poderá enfrentar os mesmos problemas da Enfermagem se eles não forem solucionados antes da separação da UFG.

Pautas dos estudantes de Enfermagem

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2 de junho de 2016

Uma vitória da Comunidade Universitária de Catalão


Após pouco mais de uma semana, terminou hoje a ocupação do prédio da Direção da UFG Catalão por estudantes que, desde o dia 23 de maio, usavam desse expediente para protestar contra o cancelamento da concessão de cerca de 47 bolsas de assistência à moradia concedidas por um edital que foi suspenso por recomendação da Procuradoria Jurídica da Universidade (o edital não previa resultados preliminares) o que colocou os estudantes em situação complicada, pois muitos dependem dessa pequena ajuda para se manter na cidade e dar continuidade em seus estudos e se viram sem alternativa, pois a decisão da Reitoria era para que esperassem o trâmite completo do edital, cujo resultado final só sairia em julho, algo impensável para qualquer estudante que se deslocou para longe de casa e veio ocupar uma vaga por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).

A reação inédita dos estudantes provocou uma reflexão na comunidade acadêmica da UFG Catalão, que passou a debater a qualidade da assistência estudantil e as condições oferecidas para garantir a permanência dos estudantes na universidade, feita exclusivamente por meio de bolsas assistenciais, frutos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) criado em conjunto com a expansão de vagas do sistema federal de Ensino Superior. As alternativas oferecidas pela Reitoria, e encaminhadas ao movimento pela Direção, não contemplavam as demandas dos estudantes, o que fez o assunto chegar ao Conselho Gestor do Câmpus Catalão, instância máxima local, que após três reuniões e muito debate tomou a corajosa decisão de alterar o plano diretor do câmpus 2 e destinar ali um espaço para a construção da Casa do Estudante Universitário de Catalão. Além disso foi definida também a prioridade na tramitação de todos os processos administrativos, legais e políticos para viabilizar a construção da Casa, inclusive suspendendo a licitação do Centro de Convivência, outra demanda antiga da comunidade acadêmica, mas que nesse momento ficou em segundo plano, pois optou-se pela construção com o maior alcance social.

Tal resultado não foi uma derrota da Direção nem da Reitoria, já que a decisão saiu do Conselho Gestor, que representa todos os segmentos da comunidade acadêmica, e por ampla maioria de votos, o que prova o reconhecimento da demanda. É uma vitória dos estudantes, mas também uma vitória da comunidade acadêmica local, pois poucas vezes se viu uma mobilização tão grande em torno de um assunto interno, que não era consensual e teve vários enfrentamentos, é claro, mas terminou com a melhor solução possível e com a consolidação de mais um grande passo ao processo de criação das condições para a autonomia administrativa e transformação do câmpus da UFG na UFCAT autônoma.

Essa batalha acabou, mas ainda há muitas outras para serem travadas: o edital não contempla a atual forma de entrada dos estudantes e precisa ser alterado, possibilitando os resultados preliminares questionados pela Procuradoria; o valor da bolsa ainda é pequeno e não contempla a realidade imobiliária catalana; creche-escola para os filhos dos estudantes (de professores e técnicos também); mais atividades culturais e de lazer; RU mais barato para todos, com café da manhã e funcionamento nos finais de semana; mais monitorias e programas de nivelamento e acompanhamento discente; o Centro de Convivência, urbanização, acessibilidade e muitas outras questões que o movimento de ocupação dos estudantes ensinou a todos os doutores que são possíveis de ser conseguidas, desde que a submissão ao que está posto deixe de ser regra e passe a ser a exceção nesse ambiente que já foi o mais questionador da sociedade, mas que há tempos está acomodado e inerte.

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