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Pensamentos aleatórios

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30 de março de 2017

Cláudio Lima JÁ É vereador

Novo resultado da eleição 2016 para vereador em Catalão, atualizado às 19:30h de ontem, 29 de março, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE):


O nome de Cláudio Lima já consta como vereador eleito em 2016 no resultado oficial das eleições 2016 em Catalão, algo que pode ser surpresa para alguns, mas quem acompanha o blog já sabia disso desde outubro do ano passado e de fevereiro deste ano, com os mesmos números apontados hoje pela Justiça Eleitoral.

Cláudio deve ser diplomado hoje pelo Juiz Eleitoral da 8ª Zona, Marcus Vinicius Ayres Barreto, tão logo o diploma de Paulo Arruda, o vereador que sai, seja cassado.

Na sequência o presidente da Câmara de Vereadores de Catalão, Deusmar Barbosa, lhe dará a posse no cargo, o que pode ocorrer em sessão ou expediente interno da Casa.

A expectativa é de uma grande festa já na próxima sessão da Câmara, ao menos por parte da base aliada ao prefeito Adib Elias, que ganha mais um membro, já para o bloco de oposição o tempo é de choro, haja vista a debandada geral e o abatimento de mais um companheiro.

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20 de fevereiro de 2017

Cláudio Lima: vereador ou suplente?

Desde terça-feira, quando o TSE julgou o processo do Cláudio Lima dando-lhe provimento e validando sua votação na eleição passada, muita especulação surgiu na cidade acerca da possibilidade do radialista assumir imediatamente uma cadeira no Legislativo catalano ou ficar na primeira suplência da coligação que o elegeu (PMDB / SD / PEN / PTB).

Já escrevi sobre isso aqui no blog, inclusive coloquei o post novamente em destaque esta semana, mas para dirimir dúvidas reproduzirei o atual resultado da eleição, sem os votos do Cláudio Lima, explicando como se deu a composição da Câmara, e o novo resultado, com a somatória dos votos do Cláudio e como fica o cenário na Câmara de Catalão após esse resultado.

Resultado Atual


A composição acima foi atingida da seguinte forma: dividiu-se o total de votos válidos para vereador (54.313) pelo número total de cadeiras disponíveis (17), o que gerou o Quociente Eleitoral (QE) desta eleição (quantidade de votos necessária para a coligação fazer uma vaga de vereador) de 3.194 votos. Na sequência dividiu-se o total de votos recebidos por cada coligação pelo QE, o que resultou no total de cadeiras ocupadas diretamente pela coligação, chamado de Quociente Partidário (QP), ficando da seguinte forma:


Nessa etapa foram preenchidas 13 cadeiras (o valor depois da vírgula é ignorado), portanto faltando 4 cadeiras para preencher. Essas vagas ociosas foram preenchidas de acordo com a MÉDIA feita por cada coligação (daí o termo "eleito por média"), que é feito dividindo-se o total de votos obtidos pela coligação pelo número de cadeiras ocupadas na primeira etapa mais um. Na eleição passada ficou assim:


A média mais alta foi da coligação encabeçada pelo PROS, daí foi ocupada pelo Jair Humberto; a segunda média mais alta foi feita pela coligação do PMDB e foi ocupada pelo Vanderval Florisbelo; em seguida veio a coligação do PSB, assumindo o Léo da Filó; a quarta média mais alta foi a da coligação do PR, assumindo a última vaga ociosa o Paulo Arruda e encerrando a composição da Câmara nesta eleição.

E o que muda somando os votos do Cláudio Lima?

Com o resultado positivo no julgamento no TSE os 1303 votos obtidos pelo Cláudio Lima serão somados ao número total de votos válidos para vereador (subindo para 55.616), aumentando o QE para 3.271. Não muda quase nada para as demais coligações, mas a coligação do PMDB sobe de 15.616 para 16.919 votos, que divididos pelo QE totalizam 5 vagas, e as demais coligações continuam preenchendo 9 vagas:


Ou seja, com os votos do Cláudio a vaga ocupada por Vanderval, que foi por média, passa a ser por QP e ficam apenas 3 vagas ociosas. Refazendo os cálculos para definir as médias obtém-se o seguinte resultado:


A média do coligação do PROS continua sendo a mais alta, daí segue ocupada pelo Jair Humberto; a média do PMDB cai, mas continua sendo a segunda mais alta, daí será ocupada pelo Cláudio Lima. As demais médias também não mudam: segue a da coligação do PSB e do PR, mas só existe mais uma vaga para preencher e que será ocupada pelo Léo da Filó. Nessa situação o vereador Paulo Arruda perde a vaga que lhe foi atribuída por média e a composição da Câmara Municipal de Catalão ficará da seguinte forma:


Estes cálculos foram feitos de acordo com o disposto nos artigos 148 e 149, da Resolução TSE 23.456, de 15 de dezembro de 2015 - que dispõe sobre os atos preparatórios para as eleições de 2016 - disponível no site do TSE, e com base nos resultados da eleição para vereador em Catalão, que também podem ser acessadas no site do TSE, no link Resultados, para quem quiser conferir.

Ou seja, como eu disse lá em outubro de 2016, tão logo o TSE notifique o TRE de Goiás e este por sua vez comunique o Cartório Eleitoral de Catalão, Cláudio Lima deverá assumir a cadeira de vereador na Câmara Municipal, direto, sem passar pela suplência.

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14 de outubro de 2016

Quem sairá se o Cláudio Lima entrar?

A pergunta que não quer calar: Se os votos de Cláudio Lima forem validados pela Justiça Eleitoral e ele assumir a vaga de vereador, quem sai?

Existe controvérsia até mesmo se Cláudio pode ocupar a vaga ou simplesmente se tornar o primeiro suplente do PMDB, não modificando em nada a composição da Câmara, mas na realidade é muito simples saber o que de fato pode ocorrer, basta fazer os cálculos adequados.

Acontece que a composição da Câmara de Vereadores (e do Legislativo em cada esfera de forma geral) é feito em duas etapas: primeiro contam-se os votos válidos e divide-se o total pelo número de cadeiras, saindo desse conta o quociente eleitoral, que é a quantidade de votos que cada coligação deve obter para fazer uma vaga de vereador. Depois disso divide-se o total de votos que cada coligação recebeu pelo quociente, saindo dessa conta o total de vagas que cada coligação fez. As vagas conseguidas nessa etapa são denominadas "vagas por quociente". Definidas as vagas por quociente vem a segunda etapa do preenchimento das vagas: a ocupação por média.

A tabela abaixo exemplifica: 


Nesse exemplo são cinco chapas hipotéticas (A, B, C, D, E) disputando a eleição de 17 vagas de vereadores e um quociente eleitoral fictício de 3000 votos. Na primeira etapa, de acordo com a quantidade de votos recebidas por cada coligação, foram preenchidas 15 vagas, ficando duas ociosas. Aí vem a segunda etapa: a ocupação dessas duas vagas de acordo com a média dos votos das coligações.

A média é atribuída dividindo-se o total de votos de cada coligação pelo número de cadeiras obtidas na primeira etapa, mais 1. A coligação com média mais alta ocupa a primeira cadeira ociosa e assim por diante até preencherem todas as vagas.


No exemplo que usei a coligação A faria mais uma vaga, pois obteria a média mais alta, seguida pela coligação B, as demais não ocupariam mais nenhuma vaga, pois todas já estariam preenchidas.

E assim também será no resultado da eleição em Catalão. Hoje a chapa PMDB/SD fez quatro cadeiras por quociente e mais uma por média. A coligação PSDB/REDE/PSB fez duas pelo quociente e uma por média, mesma situação da coligação PSD/PP/PR. Caso os votos de Cláudio Lima sejam validados a chapa do PMDB passa a ter cinco cadeiras por quociente e uma por média, totalizando seis. A chapa do PSDB manteria as mesmas três já conquistadas, pois teria a segunda maior média, já a chapa do PSD perderia a vaga por média que fez, pois já estariam todas preenchidas, e quem sairia seria o Paulo Arruda, o menos votado entre os eleitos dessa chapa.

Para os que duvidam do interesse do PMDB em validar os votos do Cláudio Lima pensem se haveria incentivo maior do que ganhar mais uma vaga e ainda por cima tirando da oposição. 

Aguardemos os próximos capítulos.

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27 de setembro de 2016

O que é que vai dar a eleição para vereador?

Segundo a última rodada da pesquisa Serpes, divulgada no dia 10 de setembro, grande parte do eleitorado catalano aprova a atual legislatura da Câmara Municipal e tende a reeleger a maioria dos edis. Essa situação não é nenhuma novidade, haja vista que historicamente 70% dos vereadores que disputam a eleição são reeleitos, quando isso não ocorre é muito mais por uma coligação mal feita do que pelo desgaste sofrido no mandato.

Por isso mesmo chamou-me a atenção a composição das chapas proporcionais da coligação de Jardel Sebba, em que os atuais 10 vereadores que lhe dão sustentação foram todos para a reeleição, mas em duas chapas extremamente difíceis e pouco competitivas, haja vista a pequena quantidade de candidatos em cada uma, o que deve prejudicar atingirem o quociente eleitoral. Para um bom entendedor existe algo claro: dos atuais 10 vereadores que apoiam Jardel apenas 6 conseguirão ser reeleitos, o que já garante uma boa taxa de renovação na Câmara, mesmo não sendo a intenção do eleitorado.

E ainda existem mais cinco chapas disputando a eleição: PSOL, com 3 candidatos; DEM e PRP, com 32 candidatos; PROS, PV, PDT e PC do B, com 34 candidatos; PSDC, PPL, PTC e PSC, com 30 candidatos; e PMDB, PTB e SD (Solidariedade), com 32 candidatos.

De imediato a chapa do PSOL é a mais improvável de conseguir uma vaga na Câmara, pois possui apenas três candidatos e cada um teria que obter mais de 1000 votos para juntos atingirem o quociente e fazer um vereador, algo bastante difícil considerando as últimas eleições municipais, em que os candidatos a vereador fora das duas grandes coligações não atingiram a votação de seu candidato a prefeito.

O mais provável é que as chapas de Adib, justamente por ter mais candidatos, façam a maioria dos vereadores. Nesse caso a chapa DEM e PRP poderia fazer duas vagas, pois tem um puxador de votos, que é o vereador Paulinho (partindo do pressuposto de que a maioria dos edis terá boa votação e tende a ser reeleita) e mais quatro nomes bem cotados: Cris Hot Hot, Marciel "Tudo Caipira", Maciel Batalha e Marcão da Coruja. A chapa possui mais 28 nomes, o que facilita atingirem o quociente (mais ou menos 3200 votos), portanto fazer duas vagas não é uma tarefa muito difícil.

A chapa PROS, PV, PDT e PC do B também caminha com tranquilidade para fazer dois nomes, pois possui Jair Humberto, que já foi vereador, e Silvinha, que obtiveram mais de 900 votos cada um nas últimas eleições disputadas. Além desses dois nomes existem os blogueiros Badiinho e Luis Cláudio (Blog da Verdade) que, embora disputem sua primeira eleição, são jovens e ampla presença nas redes sociais com muitos seguidores. Essa chapa também traz o PC do B, que sempre obtém boa votação nas eleições municipais, com destaque para Baloia e Patrícia. Além desses candidatos a chapa possui ainda mais 29  nomes que precisariam ter, individualmente, algo em torno de 50 votos para atingir o quociente. Nada improvável de ocorrer.

PSDC, PPL, PTC e PSC tem 30 candidatos e os que se destacam são Lazinho, que já foi vereador por dois mandatos, e Cleuber Vaz, que na última eleição teve mais de 500 votos.

Já a chapa PMDB e SD poderia se considerar a menina feia da coligação, afinal possui seis vereadores, que para serem reeleitos precisariam atingir 19 mil votos (na última eleição obtiveram 17 mil), ou seja, alguém inevitavelmente ficaria de fora, mas essa chapa possui dois nomes muito importantes e que podem desequilibrar: Cláudio Lima e Rodrigão. Especula-se que ambos possam ser os dois grandes puxadores de votos desta eleição, o que pode levar a coligação a atingir um grande quociente e fazer mais algumas vagas, especialmente no quociente partidário e na "sobra".

Como funciona isso? Acompanhe o infográfico abaixo:


Daí a importância desses dois para essa chapa. Caso cumpram a expectativa de ser os dois puxadores de voto desta eleição, Cláudio Lima e Rodrigão podem desequilibrar a disputa e ser o fiel da balança na definição de qual chapa fará a maioria dos vereadores. E a expectativa deve ser real sim, pois Cláudio vem sendo atacado desde que se ventilou que seria candidato, culminando na sua agressão, e Rodrigão começou a sofrer os mesmos ataques difamatórios que sofreu na eleição para deputado, ou seja, se não representassem uma ameaça para quê seriam atacados?

De toda forma é fato que o voto para vereador não é um voto racional, se fosse o Paulinho teria a maior votação de todas, pois foi o único vereador eleito com o atual prefeito que rompeu com ele por não aceitar cabresto e honrar os seus verdadeiros patrões (o povo), mas é claro que alguns irão sair, mais ou menos quatro, a própria montagem das coligações se encarregará disso, a questão é: quem sairá?

Dia 2 de outubro saberemos...

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