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7 de abril de 2017

Demissões na MMC: Nota Oficial do SIMECAT

O Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT), lamentavelmente, informa que ontem (6) 60 trabalhadores dos setores administrativo e de engenharia foram desligados da montadora Mitsubishi. Alegando queda na produção e nas vendas, a empresa afirmou ainda que a previsão é de que as demissões totalizem 350 até o final do mês de maio.

A decisão unilateral da empresa comprova, mais uma vez, a falta de respeito para com os trabalhadores e o Sindicato, que é o representante legal dos metalúrgicos. No último dia 31 de março, encerrou a estabilidade de emprego que foi conquistada em greve no mês de dezembro do ano passado e, em ofício encaminhado ao SIMECAT no dia 28 de março, a empresa diz que ‘até o momento inexiste a situação de demissões em massa’. Ora, e 60 trabalhadores dispensados não significa demissão em massa!? Não dá para confiar na palavra da empresa!

O SIMECAT acredita que outras alternativas podem ser construídas a fim de evitar a redução dos postos de trabalho. Para isso, basta que a empresa se comprometa a dialogar com o Sindicato e os trabalhadores. De fato, o País enfrenta uma recessão econômica e o setor automotivo tem sido um dos mais prejudicados, porém, não se deve enfrentar a crise colocando centenas de trabalhadores e trabalhadoras na rua, provocando ainda mais desemprego e gerando impacto extremamente negativo no município, no qual a empresa deve ter responsabilidade social. Na Caoa Hyundai, em Anápolis, por exemplo, foi adotada redução de jornada e salário, mas, em contrapartida, o trabalhador tem estabilidade de emprego.

O SIMECAT insiste em manter o diálogo e sugerir medidas paliativas e considera que os desligamentos devem ser feitos somente quando se esgotarem todas as possibilidades. Na manhã de hoje, os metalúrgicos paralisaram as atividades por duas horas em protesto contra o anúncio das demissões. Sob a ameaça de manter a linha de produção parada, os representantes da montadora marcaram uma mesa de negociação com o Sindicato ainda pela manhã, contudo, não houve avanço algum. Diante do impasse, uma mediação da Justiça do Trabalho foi solicitada pelo Sindicato. A audiência será nesta sexta, às 16 horas, no prédio da Justiça do Trabalho.




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28 de outubro de 2015

“Loteria da morte” na Mitsubishi de Catalão: com aval de sindicato, montadora demite um funcionário por dia e instala clima de pânico na cidade

Essa eu vi no Goiás 24 Horas:


Com aval do Simecat – o poderoso sindicato que congrega os metalúrgicos de Catalão –, a MMC Motors, que fabrica veículos com a marca da Mitsubishi na cidade, promove diariamente a chamada “loteria da morte” e passou a demitir um trabalhador a cada 24 horas – além dos 700 que já colocou na rua desde o início do ano, sendo 520 somente neste mês de outubro.

A revelação é do Correio Braziliense, que publicou matéria de duas páginas sobre a crise da MMC Motors, a montadora instalada em Catalão que enfrenta uma das maiores quedas de vendas dentre todas as empresas do setor automotivo, no Brasil.

Ainda restam pouco mais de 2.500 funcionários na Mitsubishi catalana. Entre elas, reina um clima de revolta e terror, no aguardo do nome que será “premiado” com a demissão, diariamente.

“O ronco dos motores está engasgando. Sem crescimento econômico, a indústria colocou o pé no freio nos investimentos e provocou demissões em massa, principalmente no segmento automotivo. Outrora responsável por proporcionar melhores oportunidades de emprego no Centro-Oeste, a MMC Motors destrói aos poucos as esperanças de milhares de famílias”, ressalta a reportagem do Correio Braziliense.

O jornal acrescenta que “a montadora, instalada desde 1997 em Catalão, mandou para a rua neste ano 700 funcionários, sendo 520 no início de outubro. Em junho, a empresa empregava cerca de 3 mil trabalhadores, segundo números divulgados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (Simecat). O cenário, no entanto, tende a se agravar. Em acordo firmado com os representantes sindicais, a companhia pode dispensar um trabalhador por dia durante os próximos seis meses — totalizando mais 180 desligamentos”.

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23 de novembro de 2013