Powered By Blogger

Pensamentos aleatórios

Mostrando postagens com marcador TAC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TAC. Mostrar todas as postagens

19 de outubro de 2013

Loteamentos prejudicam Ribeirão Pirapitinga


A Prefeitura de Catalão deverá elaborar projetos no sentido de reverter impactos da ocupação e implantação de loteamentos e condomínios na região da cabeceira e nascentes do Ribeirão Pirapitinga. É o que determina o Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o prefeito Jardel Sebba, o promotor de Justiça Roni Alvacir Vargas e o procurador-geral do município, Geordano Paraguassu Pereira.

De acordo com o promotor, nos últimos 10 anos, vários empreendimentos imobiliários, com quase 2 mil lotes comercializados, tiveram aprovação liberada para se instalarem na região, que é uma área de escoamento pluvial superficial, com grande importância na prevenção a eventuais inundações, transbordamentos e rompimentos de barragens e represas próximas a cidade.

Desta forma, o município deverá recuperar, no prazo de 36 meses, 13 nascentes de sua propriedade e duas veredas, conforme levantamento técnico feito pela própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com cercamento das áreas, revegetação, realização de acero, combate a pragas e fiscalização permanente e sistemática do local.

Deverá ainda exigir, como condicionantes no licenciamento de novos empreendimentos na área, a apresentação de estudo de drenagem pluvial, implantação de obras que assegurem a drenagem e melhor permeabilidade do solo, cercamento de recuperação das áreas de preservação permanente, além da proibição de comercialização de lotes nesses terrenos.

O acordo fixa que a administração municipal deverá exigir, no prazo de 6 meses, como exigências técnicas complementares na licença ambiental expedida nos empreendimentos já instalados, o cercamento das APPs, a recuperação das áreas em 24 meses, a sua identificação e a proibição de comercialização.

Por fim, a prefeitura terá de fiscalizar as obras e construções licenciadas para assegurar durante a sua execução o integral cumprimento da exigência do percentual mínimo de permeabilização de cada terreno, bem como remeter ao MP, nos meses de janeiro e julho de cada ano, relatório detalhado sobre a situação das áreas.

Tudo muito bom, resta saber se será cumprido ou se vai acontecer como os demais loteamentos em Catalão, que burlaram as exigências da prefeitura e comercializaram lotes sem infraestrutura mínima e com asfalto precário nas ruas. 

Na realidade o Plano Diretor do Município já contempla uma série de exigências ambientais para iniciar qualquer empreendimento imobiliário em Catalão, mas a falta de fiscalização (ou o desvio desta) continuam colaborando com situações de impacto ambiental e não é um Termo de Ajustamento de Conduta que vai dar conta disso se não houver compromisso das partes em cumpri-lo.

Gostou? Compartilhe: