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Pensamentos aleatórios

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10 de dezembro de 2015

Vergonha: Catalão ocupa o 120º lugar em tranparência no ranking do MPF, perdendo para Cumari, Ipameri, Davinópolis, Ouvidor e outros municípios menores


A Prefeitura de Catalão, sob o comando do Cesar da PC ex-deputado que mais sente saudades da Assembleia, Jardel Sebba, continua batendo recordes negativos quando o assunto é a transparência das informações devidas aos cidadãos e à sociedade.

Há poucos dias, a Escala Brasil Transparente, elaborada pela Controladoria Geral da União, talvez em função da ineficiência do Portal da Transparência Municipal, sequer incluiu Catalão no levantamento.

Agora, o Ministério Público Federal também passou um pente fino nas Prefeituras do país, a fim de elaborar um ranking dos municípios no que se refere a transparência de informações, e Catalão voltou a se destacar negativamente.

Segundo o MPF, Catalão ganha nota 4,40, numa escala de zero a 10, e ficou com o 120º entre os 246 municípios goianos no ranking da transparência estadual, atrás de Pires do Rio (4º lugar), Ipameri (48º), Ouvidor (73º), Davinópolis (99º) e Cumari (108º).

A mensagem não poderia ser mais clara: com certeza tem muito, mas muito mesmo, município menor e com menos recursos em Goiás que cumpre melhor a obrigação de dar divulgação às contas municipais do que a turma que está gerindo a rica Prefeitura de Catalão.


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27 de dezembro de 2012

E a novela do CRAC continua!



Está sendo o assunto mais falado desde a eleição municipal e tudo indica que vai ser O assunto do ano que vem: a situação do CRAC, o Leão do Sul, orgulho da cidade de Catalão, o melhor time do interior de Goiás, que pode disputar duas competições nacionais em 2013... mas pelo andar das notícias até o momento parece a emoção não vai passar da expectativa.

E as notícias que saíram hoje no Jornal Anhanguera, no Portal Catalão, no Blog do Mamede e no Blog da Verdade confirmam isso: o presidente do CRAC, Roberto Tiú (cujo mandato vai até 2014) vai renunciar, o time vai ter nova diretoria para o ano que vem e somente após a posse é que o time será montado e os preparativos para o Campeonato Goiano (que começa dia 20 de janeiro), Copa do Brasil e Série C do Brasileiro começarão de verdade.

A nova diretoria, segundo fontes não oficiais, será ligado ao grupo do prefeito eleito Jardel Sebba, com destaque para o presidente de honra, que será o vice-prefeito Rodrigão, e para o diretor de futebol, Sidney Fonseca. O ideal é que a atual diretoria se mantivesse e aprendesse a trabalhar com o novo prefeito e sua equipe, ou então que mostrassem competência e conseguissem outros patrocínios e conseguissem se manter independentes da Prefeitura, mas como nada em Catalão é simples e as paixões políticas falam mais alto que o profissionalismo a diretoria vai mudar, no entanto, só pelos dois nomes acima é possível dizer que existe sim a possibilidade de o Leão se salvar.

Rodrigão é um torcedor símbolo do Leão, ganhou fama estadual em 2004 indo em todos os jogos vestido como roceiro, em alusão à provocação da imprensa goianiense, que não acreditava no CRAC. Já Sidney foi o responsável por montar o time campeão naquele ano, portanto entende do assunto e é bem provável que já tenha até um time montado no papel, só faltando o OK de Jardel para as contratações. Ou seja, não vão faltar paixão pelo time e profissionalismo. O tempo perdido não poderá ser recuperado, é claro, mas se não vai dar para brigar pelo título do Goianão ao menos o campeonato não será de todo perdido (friso que é opinião de quem não joga bola e entende pouquíssimo de futebol).

De toda forma não deixa de ser frustrante ver como o CRAC continua a ser usado como ferramenta política. E a derrota do PMDB institucionalizou essa situação, pois só após a certeza da posse de Jardel é que a diretoria do CRAC se movimentou, mesmo que seja para, covardemente, se retirar ao invés de peitar a situação e mostrar que é possível sim montar um time competente sem o dinheiro público. Acho que essa é mais uma das estratégias equivocadas adotadas pelo pessoal vinculado ao PMDB: pensam que estão deixando uma bomba no colo do próximo prefeito, mas podem estar dando de presente a galinha dos ovos de ouro. O melhor seria mostrar competência e montar um time sem o dinheiro do município, só com patrocinadores privados, com sorte até daria para chegar às finais do Goianão e se manter por mais tempo disputando os campeonatos nacionais. O time seria então um reduto da oposição e uma amostra do que a população de Catalão perdeu não votando no seu candidato. Mas é mais fácil dar de bandeja o "problema" para o adversário do que tentar trabalhar na captação de recursos privados e tornar o time um clube de futebol profissional, sério e independente. Essa situação é um mal da política, mas ninguém parece ter disposição para mudar e dessa forma vai continuar por um bom tempo, servindo à estratégia política do pão e do circo. Ave Cesar!




Roberto Tiú: pediu para sair! - Rodrigão: novo presidente de honra - Sidney: montou o time campeão de 2004
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13 de dezembro de 2012

Velomar e a transição de governo em Catalão


A transição de governo é algo recente na história da administração pública brasileira, normatizado em Lei somente em 2002, justamente quando houve a transição de governo entre FHC e Lula. Até então o usual era não existir esse momento de transição e o governo que entrava pegava "no escuro" a máquina pública, advindo daí enormes prejuízos para a gestão que se iniciava (quem não se lembra de como Adib recebeu a Prefeitura da gestão de Maria Ângela?). Hoje esse expediente não pode ser mais admitido, pois os prejuízos da ausência de informação são muito sentidos pela população, que fica sem os serviços públicos oferecidos pela Prefeitura e só serve de justificativa para o grupo que estiver entrando ao demorar para mostrar sua cara "Ora, primeiro é preciso conhecer a máquina para só depois dar a ela a cara do governo, paciência! A culpa é de quem saiu e não apagou a luz".

Ou seja, transição de governo regulamentada e normatizada é algo novo e será a primeira vez em 12 anos que Catalão vai vivenciar a mudança do grupo político a frente da gestão municipal, portanto o problema não é a má vontade em fazer a transição, é simplesmente não saber como fazer, o PMDB não estava preparado para perder a eleição, por isso tanta demora para iniciar logo o processo, mas essa novela também, aparentemente, está próxima do fim.

A diplomação dos eleitos em Catalão está marcada para o dia 17 de dezembro, próxima segunda-feira. Segundo declarações do prefeito Velomar à imprensa catalana é só esse expediente que falta para dar início ao processo de transição de governo. Sua justificativa para não ter começado ainda era que enquanto não se tivesse certeza jurídica de quem seria o prefeito eleito não haveria como pensar em transição, afinal corria-se o risco de iniciar um trabalho e este ter que parar no meio por conta de uma mudança no resultado da eleição. 

É uma justificativa coerente, até certo ponto, mas de toda forma os prejuízos com a demora serão enormes, pois transição de governo não é apenas passar as chaves da Prefeitura para quem está entrando, é um trabalho complexo que envolve levantamento de dados financeiros, de pessoal, convênios, obras e projetos em andamento, repasse de recursos, arrecadação, entre tantos outros. Ou seja, mesmo que o processo de transição se inicie no dia seguinte à diplomação é bem provável que não dê tempo de ser feito com eficiência.

O processo está completamente atrasado e é bem provável que nem aconteça, mas seria uma ótima oportunidade para Velomar melhorar sua imagem e terminar o mandato como um gestor transparente e republicano, que respeitou o resultado das urnas e foi diferente de todos os prefeitos que o antecederam, ao passar o governo para o adversário político de forma responsável, transparente e sem causar prejuízos para a população, da mesma forma que FHC fez ao passar o governo para Lula, há mais de dez anos atrás.

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