Na realidade são "Charges do dia", tema: Hugo Chavez.
Pensamentos aleatórios
6 de março de 2013
5 de março de 2013
Catalão inundada
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E a chuva de sexta, hein?! Nunca antes na história
de Catalão uma precipitação foi tão comentada, registrada, filmada e
compartilhada como essa de agora. E com razão, é claro, pois choveu na
sexta-feira o equivalente a todo o mês de fevereiro (101,55mm, segundo dados da
Estação Meteorológica de Catalão). Não tinha como não ser o assunto do fim de
semana e o tema principal, daqui até o final do ano, para os ambientalistas
baterem na expansão urbana desenfreada de nossa cidade, da necessidade de um
plano de desenvolvimento sustentável e da importância dos parques municipais. Todo
o debate que vier agora será, sem dúvida, muito importante, no entanto é
preciso esclarecer por que a chuva de sexta alagou completamente o centro da
cidade, justamente para tentar responder a questão mais importante: é possível
evitar que ocorra de novo?
Antes é preciso lembrar que essa inundação, embora de proporções maiores do que qualquer outra antes registrada, não é a primeira. Abaixo tem um vídeo de 2011 onde ficou registrado o nível das águas do ribeirão Pirapitinga, próximo ao Terminal de Coletivos, quase transbordando. Uma inundação acontece quando o leito natural de um rio ou córrego recebe uma quantidade de água, proveniente da chuva, maior do que sua capacidade de comportá-la e aí ele transborda. Isso é um processo natural e todo rio necessita de uma área chamada de “área de inundação” para onde a água escoará. E esse é um dos grandes problemas do centro de Catalão, em especial da Avenida Raulina: essa área de inundação não foi respeitada. O ribeirão Pirapitinga foi canalizado, afinado e coberto em grande parte de seu percurso, aí quando ocorre uma precipitação maior do que a média, como foi sexta-feira, o alagamento é a consequência natural.
Outra questão importante diz respeito ao processo de urbanização de Catalão. Embora o atual Plano Diretor tenha previsto medidas para diminuir o impacto ambiental da abertura de novos loteamentos resguardando a reserva verde em cada uma das novas áreas, pouco foi previsto em termos de pensar o impacto das chuvas. A maioria dos novos loteamentos foi aprovada cobrando-se (apenas) asfalto, meio-fio, rede elétrica e de água. É claro que é um avanço, principalmente se lembrarmos que os loteamentos eram abertos sem qualquer infraestrutura e as pessoas ficavam anos esperando o Poder público ter condições de agir, mas essas exigências visam garantir mais a valorização dos terrenos e livrar a Prefeitura de responsabilidades futuras do que a preocupação ambiental. E se analisarmos friamente, o processo de expansão urbana de Catalão ocorreu quase sem nenhum planejamento, pois na aprovação dos novos loteamentos não foram pensados a declividade das ruas (para onde a água da chuva vai escorrer) e a construção de galerias pluviais (meio utilizado para captar e transportar a água da chuva). Se esses dois procedimentos fossem utilizados, é certo que enchentes e alagamentos não apareceriam nos noticiários e nem causariam tantos problemas sociais e econômicos.
E o relevo da planta urbana canaliza ainda mais os problemas, pois a chuva que cai no alto do Ipanema, São João, Nossa Senhora de Fátima, Mãe de Deus, Vila Liberdade e demais bairros mais altos escorre toda, e em velocidade, para o centro da cidade, pois o asfalto não permite a absorção e não existem galerias pluviais suficientes no caminho (se existir alguma que ainda funcione), aí ocorrem as cenas que vimos. Tudo isso resultado de anos (mais de 50, para não jogar a culpa nos últimos 12) de expansão urbana sem o adequado cuidado ambiental.
E a chuva que caiu sexta não é uma coisa totalmente inédita. Embora a repercussão tenha sido grande (mais por causa da internet do que pelos estragos em si) o fato é que quando a pavimentação era de bloquete poderia chover o mesmo tanto que o impacto seria menos sentido. Todos os calçamentos do tipo (paralelepípedo e bloquete) são considerados mais ecologicamente corretos justamente por permitirem a infiltração da água da chuva, o que diminui os riscos de enchentes. É claro que não é só isso. Antigamente tínhamos bueiros e bocas-de-lobo em toda a Avenida José Marcelino, fechadas justamente porque constantemente entupiam com o excesso de lixo, até não serem mais construídas, assim como as galerias pluviais. Aí já é uma questão de Educação e preocupação com o meio ambiente, coisa para ser construída em muitos anos e não de uma hora pra outra.
Enchentes, sejam frequentes ou esporádicas, são um sério problema para a sociedade, pois, além dos enormes prejuízos econômicos, colocam em risco a vida das pessoas, que podem contrair doenças, como a leptospirose, por exemplo. No entanto, aparentemente poucas pessoas ligadas ao Poder Público Municipal se preocuparam com o tema nos últimos anos e tudo indica que vai continuar assim, já que até agora o silêncio foi a resposta aos questionamentos da população, tanto que no dia seguinte, em Santo Antônio do Rio Verde, o assunto sequer foi mencionado durante o “Recupera Santo Antônio”.
Não existe fórmula mágica para evitar os alagamentos, mas em Catalão é preciso encarar o principal desafio: encontrar alternativas para evitar a impermeabilização do solo. É certo que há anos a cidade fez a opção pelo asfalto, mas é preciso rever isso, sem receio de pensar em retrocesso. Não dá para modificar o relevo, não dá para controlar a precipitação da chuva e a expensão urbana vai continuar ocorrendo, mas é possível aumentar as áreas verdes, melhorar a coleta de lixo e investir em conscientização ambiental, assim como inserir no Plano Diretor mais preocupação ecológica para a expansão da cidade, do contrário só nos resta torcer por uma PARCERIA com São Pedro, para a chuva cair fininha daqui pra frente.
4 de março de 2013
3 de março de 2013
2 de março de 2013
Imagens da chuva de ontem
Algumas imagens da forte chuva que caiu ontem à tarde:
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| Avenida Nicolau Safatle - próximo ao cruzamento com a José Marcelino |
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| Rua João Rabelo de Mesquita |
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| Rua Egirineu Teixeira -próximo a Caixa Econômica Federal |
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| Avenida Raulina - próximo ao Terminal de Coletivos (o Pirapitinga transbordou) |
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| Avenida Nicolau Safatle |
1 de março de 2013
A lista do "Minha Casa, Minha Vida" e a incompetência dos Jardelistas
Sem dúvida alguma o assunto da semana foi a divulgação pelo Blog da Verdade e pela Rádio Cultura de uma listagem dos supostos contemplados pelo programa "Minha Casa, Minha Vida" feita pela gestão passada e até hoje não encaminhada à Caixa Econômica Federal pelos atuais responsáveis pela pasta da Habitação em nosso município. O encaminhamento da lista foi atribuído ao ex-prefeito Velomar, que teria procurado esses meios de comunicação para tornar pública a listagem, atitude supostamente necessária já que se corria o risco da nova gestão da prefeitura não encaminhar a lista pronta e fazer novos cadastros, apenas para elaborar nova lista e nela contemplar seus partidários. O que se seguiu foi um show de informações desencontradas e de ataques pessoais, repercutindo nas sessões da Câmara de Vereadores, nas rádios, no Facebook e na sociedade em geral, mas sem responder à questão principal: PARA QUEM VÃO SER DESTINADOS OS 644 APARTAMENTOS?
Essa é a pergunta que interessa à sociedade e em especial às pessoas que enfrentaram filas enormes, sol, chuva e a burocracia para fazerem seus cadastros. O barulho é geral e a indignação é enorme, pois quem está com o nome listado ali tem sim motivos para ficar na expectativa e se frustar quando a Prefeitura fala que a lista carece de credibilidade. Ora, então onde está a lista correta e porque ela não foi divulgada até hoje? Será que também está entre as ações que vão ocorrer só após os 120 dias de prazo? Ou será que a omissão é mesmo uma estratégia para beneficiar os aliados? Dúvidas enormes, que o silêncio da Caixa Econômica não ajuda a responder.
E o pior dessa situação é que os jardelistas só querem atacar e se esforçam apenas em justificar porque a lista apresentada por Velomar careceria de credibilidade. Perdem tempo apontando faltas de carimbos, grafias de palavras, ausência de assinaturas... só que nada disso é determinante para estabelecer a lista como falsa, nem mesmo o Ofício da Caixa, que cobra do atual prefeito algo que foi cobrado do anterior em outubro de 2012 e cujo prazo de entrega era janeiro de 2013, portanto, de responsabilidade dos atuais mandatários que, como vem sendo feito, colocam a culpa de tudo o que não dão conta de fazer na falta de transição (interessante como a falta de transição não prejudicou a contratação de empresas para limpeza urbana, para o funcionamento do Restaurante Popular, para o "Recupera Catalão" e para locar os ônibus que levam os estudantes para Uberlândia). E a incompetência dos jardelistas é tão grande que não percebem que esse movimento para desacreditar a lista com base em falta de carimbos e assinaturas só gera desgaste e mais debate e não percebem que têm em mãos o principal para desqualificar a listagem: os nomes dos supostos beneficiados.
Basta uma rápida olhada em cada uma das listas para ver: tem dona de empresa de turismo, ônibus, microônibus e carros para transporte escolar; dono de ponto de moto-taxi; dono de caminhões e máquinas pesadas; proprietários de imóveis; servidores públicos federais... ou seja, gente com renda e patrimônio incompatível com os 1.600 reais de renda máxima exigida para a inscrição no referido programa. E isso são só alguns exemplos, tem muito mais, mas os jardelistas não viram nada disso (talvez por não conhecerem os nomes, já que a maioria é de fora).
Ora, se existem pessoas relacionadas que não se enquadram nos critérios do Programa a lista tem problemas, portanto, verdadeira ou não, tem que ser revista para garantir que a moradia vá para quem precisa de verdade, do contrário teremos mais um escândalo semelhante à distribuição das casas do Evelina Nour II (inclusive com suspeição sobre a Caixa Econômica Federal), que hoje ainda tem quase metade das residências fechadas ou com placas de aluguel.
Essa é a pergunta que interessa à sociedade e em especial às pessoas que enfrentaram filas enormes, sol, chuva e a burocracia para fazerem seus cadastros. O barulho é geral e a indignação é enorme, pois quem está com o nome listado ali tem sim motivos para ficar na expectativa e se frustar quando a Prefeitura fala que a lista carece de credibilidade. Ora, então onde está a lista correta e porque ela não foi divulgada até hoje? Será que também está entre as ações que vão ocorrer só após os 120 dias de prazo? Ou será que a omissão é mesmo uma estratégia para beneficiar os aliados? Dúvidas enormes, que o silêncio da Caixa Econômica não ajuda a responder.
E o pior dessa situação é que os jardelistas só querem atacar e se esforçam apenas em justificar porque a lista apresentada por Velomar careceria de credibilidade. Perdem tempo apontando faltas de carimbos, grafias de palavras, ausência de assinaturas... só que nada disso é determinante para estabelecer a lista como falsa, nem mesmo o Ofício da Caixa, que cobra do atual prefeito algo que foi cobrado do anterior em outubro de 2012 e cujo prazo de entrega era janeiro de 2013, portanto, de responsabilidade dos atuais mandatários que, como vem sendo feito, colocam a culpa de tudo o que não dão conta de fazer na falta de transição (interessante como a falta de transição não prejudicou a contratação de empresas para limpeza urbana, para o funcionamento do Restaurante Popular, para o "Recupera Catalão" e para locar os ônibus que levam os estudantes para Uberlândia). E a incompetência dos jardelistas é tão grande que não percebem que esse movimento para desacreditar a lista com base em falta de carimbos e assinaturas só gera desgaste e mais debate e não percebem que têm em mãos o principal para desqualificar a listagem: os nomes dos supostos beneficiados.
Basta uma rápida olhada em cada uma das listas para ver: tem dona de empresa de turismo, ônibus, microônibus e carros para transporte escolar; dono de ponto de moto-taxi; dono de caminhões e máquinas pesadas; proprietários de imóveis; servidores públicos federais... ou seja, gente com renda e patrimônio incompatível com os 1.600 reais de renda máxima exigida para a inscrição no referido programa. E isso são só alguns exemplos, tem muito mais, mas os jardelistas não viram nada disso (talvez por não conhecerem os nomes, já que a maioria é de fora).
Ora, se existem pessoas relacionadas que não se enquadram nos critérios do Programa a lista tem problemas, portanto, verdadeira ou não, tem que ser revista para garantir que a moradia vá para quem precisa de verdade, do contrário teremos mais um escândalo semelhante à distribuição das casas do Evelina Nour II (inclusive com suspeição sobre a Caixa Econômica Federal), que hoje ainda tem quase metade das residências fechadas ou com placas de aluguel.
São cinco condomínios verticais, localizados nos bairros Maria Amélia (208 moradias), Ipanema (64 moradias), Copacabana (176 moradias), Parque Imperial (84 moradias) e Jardim Europa (112 moradias), num total de 644 unidades, que foram conseguidos na gestão Velomar, mas que serão inaugurados e entregues pelo prefeito Jardel, e isso é normal, não é preciso ficar desconstruindo as gestões anteriores nem sabotando o sucessor. Os ocupantes das cadeiras mudam, mas a vida segue e a população continua a mesma, com as mesmas dificuldades e esperanças e que precisa ver que existe seriedade nos programas habitacionais e que é possível sim que a moradia chegue em quem precisa dela para morar e não para o aliado político que quer só mais uma fonte de renda.
Charge do dia
Mais uma parceria da Prefeitura de Catalão...
Prefeitura de Catalão e TIM: Tudo Azul, Tudo a Ver, Você sem Sinal...
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