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Pensamentos aleatórios

12 de janeiro de 2017

Catalão em destaque (negativo) no Bom Dia Brasil

Olha mais um efeito do "legado" jardelista...

Para quem não viu, segue a reportagem do Bom Dia Brasil sobre o não pagamento dos aprendizes do CCPA:


Alguns esclarecimentos sobre a matéria: os cheques dos aprendizes do CCPA foram bloqueados por estarem na mesma relação de cheques emitidos para pagamento de fornecedores da Prefeitura feito no último dia útil do ano (29/12) e no dia 30/12, em que não houve movimento bancário. Não era possível bloquear apenas os dos fornecedores, alguns com valores enormes, de centenas de milhares de reais (a maioria de apaniguados do ex-prefeito). À medida que os aprendizes procuraram a Prefeitura e seus cadastros eram checados e refeitos (pois os arquivos da Ação Social sumiram) os pagamentos foram sendo liberados.

Foi uma medida dura, mas necessária para garantir o pagamento do mês de dezembro dos servidores efetivos do município, haja vista que não haveria dinheiro suficiente na conta da Prefeitura para quitar a folha caso todos os cheques fossem descontados no primeiro dia útil do ano.

Um detalhe interessante que a ex-primeira dama esqueceu é que os cheques para os fornecedores foram emitidos, em sua maioria, no dia 30/12, uma sexta-feira em que não houve expediente bancário e o prefeito já estava no litoral paulista se preparando para curtir o Réveillon na Praia da Baleia, ou seja, os cheques foram deixados assinados em branco para fazer esses pagamentos.

A pergunta é: se não foi o Jardel quem pagou os fornecedores então quem foi?

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11 de janeiro de 2017

O país da barbárie

Por Mino Carta


O massacre amazônico espanta o mundo. Os jornais europeus e norte-americanos dedicam manchetes aos terrificantes eventos do remoto Brasil, cada vez mais remoto. Não percebem que a barbárie tem sua origem, definida e detectável. Comovem-se com a chance de multiplicar as tiragens e as audiências.


O golpe de 2016, que leva ao poder um governo ilegítimo e celebra a falência das instituições, não logrou despertar o mesmo interesse da mídia internacional. É o momento das cabeças cortadas, e não são aquelas de Luís XVI e Maria Antonieta.

Não esperemos, ao menos por ora, por maiores atenções por parte de quem é incapaz de se dar conta da singularidade brasileira, de um país, de resto, onde há muito tempo a criminalidade mata mais do que a guerra civil na Síria. Mas não seria a nossa, também e a seu modo, uma guerra civil? E quem haveria de importar-se, se os próprios brasileiros não se importam?

A barbárie começa pela traição cometida pelos donos do poder em relação às dádivas com que a natureza nos premiou como nenhum outro país. E não é barbárie a indiferença de ricos e remediados diante da miséria que os rodeia? E não o são as condições deploráveis da saúde e da educação públicas? Ou, para chegar ao detalhe, não é barbárie o sofrimento de metade da população privada até hoje de saneamento básico?

A barbárie está no singular, maligno golpe de 2016 e nos resultados, no desastre institucional, no comportamento de uma mídia entregue à propaganda em lugar do jornalismo. E bárbaro é o caos em que os golpistas nos mergulharam, a névoa cada vez mais densa a nos cercar. É tanta barbárie que, na qualidade de campeões mundiais da criminalidade, em pleno caos certamente elevaremos nossos índices terrificantes.

E não são bárbaros os juros de 14% para fazer do Brasil o paraíso da usura enquanto a indústria implode? E não é bárbara a rendição ao mais torpe neoliberalismo? E que dizer da ignorância geral e irrestrita, do ódio de classe, da impossibilidade de diálogo, do racismo negado embora evidente?


Nossa bárbara unicidade, nossa inexorável medievalidade são próprias do país onde, a rigor, a dicotomia direita-esquerda nunca teve sentido. A verdadeira é outra, casa-grande e senzala.

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Faltando água?! O ex-prefeito explica porquê:


A rejeição de 73% da população e a surra eleitoral não fizeram bem pra cabeça do funcionário do Marconi...

Hoje tem muita água, mas mesmo quando falta a população não perde a paciência, pois sabe que o prefeito vai resolver.

Já antes, quando faltava água, a população se revoltava, porque a cidade não tinha prefeito.


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9 de janeiro de 2017

Situação dos presídios sob controle...


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MasturbaNÃO!!!


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Vilmar Carneiro é empossado prefeito de Nova Aurora, perde o cargo e no mesmo dia reassume o mandato

Por Cleber Borges Rabelo, no Facebook: 
 
Vilmar Carajá, prefeito de Nova Aurora

Entre o dia 1º e 6 de janeiro, a política de Nova Aurora passou por diversos reveses. O prefeito Vilmar Dias Carneiro, o Vilmar Carajá (PT) e seu vice, João Pimenta de Pádua Júnior, o Júnior Marreco, também do PT, assim como o presidente da Câmara, Rildo Marques Pires (PMDB) foram diplomados, empossados e destituídos dos respectivos cargos através de liminar concedida pelo Juiz João Corrêa de Azevedo Neto. Como era previsto, revendo os fatos e a decisão, no mesmo dia o juiz de Ipameri revogou a própria liminar e reconduziu as autoridades aos seus cargos.

Por intriga e impedimento da oposição, a solenidade de posse ocorreu na manhã do dia 1º não no plenário, mas na porta da Câmara Municipal. Como nem todos os vereadores estavam presente o rito voltou a ser realizado, dessa vez no período da tarde (16h) e no salão de eventos da prefeitura conhecido como Piso Vermelho.

Após a execução do Hino Nacional e do cumprimento de rituais de praxe, como o juramento, assinatura do termo de posse, entrega de certificados e declarações de bens, o prefeito Vilmar Carneiro, o vice João Pimenta e cinco dos nove vereadores (Alcil Pires dos Santos, o ‘Neneco’, Filo Mariano Neto, Rildo Marques Pires, Lázaro Rosa Pires, o ‘Lazin’ e Odilon Ferreira Borges, o ‘Pezão’ – todos do PMDB – ) foram declarados empossados pelo vereador Alcil, que naquele momento presidia a sessão solene.

Alcil também nominou e declarou empossados os quatro vereadores que não se fizeram presente aquele ato: Elias Paulo Neto, o ‘Elias Pinico’ do PSDB, Genilson Amorim Pires, o ‘Genilson do Dek’, também do PSDB, Jerry Faleiros dos Santos, do PROS, e José Augusto Carvalho, o ‘Geleia’ do PSD.

No primeiro mandato, Vilmar Carneiro se elegeu num clima de emoção causado pela morte do primo Jerônimo Carneiro, que era o candidato natural pelo partido deles dois, o PT, mas que decidiu se suicidar poucos dias antes do pleito. Vilmar se elegeu, mas teve que trabalhar muito para mostrar a que veio e até se cacifar para pleitear um segundo mandato.

Na eleição passada, a coligação "Amor, Respeito e Trabalho com Atitude” de Vilmar Carneiro saiu vencedora com 1244 votos (67,1%), uma vitória considerável sobre o adversário Fausto Ferreira, do PSD, que conseguiu apenas 610. A diferença foi de 634 votos. Para muitos analistas políticos da região este resultado teria acirrado os ânimos políticos no município.
 
Fausto Ferreira, candidato derrotado no pleito 2016

Surpreendentemente, no dia 6 de janeiro, Vilmar Carneiro recebe em seu gabinete uma notificação comunicando o afastamento dele, do vice e do presidente da Câmara sob pena de pagamento diário de multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão judicial, para cada um deles.

Com essa liminar, a administração de Nova Aurora passou para as mãos do vereador Pinico e para o vereador Jerry a presidência da Câmara. “Pinico como prefeito. Que b* hein?!”, exclamou um correligionário do prefeito deposto que não quis se identificar.
 
Elias Paulo Neto, o "Pinico", vereador, assumiu a Prefeitura de Nova Aurora interinamente

Segundo se especula, a ação teria sido movida pelos quatro vereadores ausentes à solenidade de posse realizada na prefeitura. Eles teriam alegado que, de acordo com o Regimento Interno, o ato deveria ter sido realizado às 10h na Câmara, e sob a presidência de Pinico, para eles, de fato o vereador mais velho desta legislatura.

Com esses argumentos, os vereadores oposicionistas conseguiram anular o ato de posse, mas por pouquíssimas horas. Ao tomar conhecimento de que uma sessão solene teria sido realizada à tarde na prefeitura e não na Câmara como previa o Regimento Interno daquela Casa, o juiz que havia concedido a liminar a favor deles disse que não tinha tomado conhecimento deste fato e que, a partir daí, decidiu revogar a própria liminar.
 
Decisão do Juiz suspendendo a liminar

O magistrado considerou que, se houve uma posse que não cumpriu o rito legal, houve uma posse legal, daí a confirmação do prefeito, do vice-prefeito e dos vereadores em seus respectivos cargos. A queda de Vilmar Carajá e de Júnior Marreco teria sido articulada pelos vereadores Pinico e Jerry Faleiros.

Jerry Faleiros, um dos articuladores do golpe

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