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Pensamentos aleatórios

3 de agosto de 2014

Motörhead: God was never on your Side

Os ateus piram:


Segue a letra traduzida:
 
God was never on your Side - Deus nunca esteve a seu lado

Quando as estrelas caem sobre mim
E o sol recusa-se a brilhar
Então as algemas podem ser desfeitas
E toda a velha palavra, cessar de rimar
Se os céus virarem pedra
Isso não importará não mesmo
Pois não há paraiso no céu
O inferno não espera por nossa ruína

Deixe a voz da razão brilhar
Deixe os devotos esvanecerem duma vez
A face de deus está escondida, toda invisível
Você não consegue perguntar a ele o que isso tudo significa
Ele nunca esteve a seu lado
Deus nunca esteve a seu lado
Abandone o certo ou errado, decida por si mesmo
Deus nunca esteve a seu lado

Veja os dez mil ministérios
Veja os cães sagrados justos
Eles clamam o dom de curar
Mas tudo que eles fazem é roubar
Abusar de sua fé, trapacear e saquear
Se deus é sábio, por que estaria ele calado
Quando esses falsos profetas
Se dizem amigos dele
Por que ele está quieto, seria ele cego?
Ele nunca verá nada no final

Deixe a espada da razão brilhar
Fiquemos livres de orações e relicários
A face de deus é escondida, tornada longínqua
Ele nunca teve uma palavra a dizer
Ele nunca esteve a seu lado
Deus nunca esteve a seu lado
Abandone o certo ou errado, decida por si mesmo
Deus nunca esteve a seu lado
(não, não, não)

Ele nunca esteve a seu lado
Deus nunca esteve a seu lado
Nunca, nunca, nunca, nunca
Nunca a seu lado
Deus nunca esteve a seu lado
Nunca a seu lado


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Jornalistas “engajados” colaboram para fazer do debate político um Fla-Flu

Texto muito interessante de Elder Dias, do Jornal Opção, sobre engajamento político de jornalistas, que vale muito para blogueiros e radialistas de Catalão.

 


“Quando abro o jornal, sintonizo a rádio ou ligo a TV, quero que o jornalista me relate o que aconteceu de fato. Nada mais que isso. A partir do que eu ler, ouvir ou ver, formo minha própria opinião.” A frase vem de um amigo, professor, em uma conversa sobre a função da imprensa. Ele critica a batida expressão “formador de opinião”, muitas vezes atribuída a quem trabalha na imprensa.

Não dá para negar que jornalistas tenham acesso a um volume maior de informações que a média das pessoas sobre determinado assunto e, portanto, boa capacidade potencial de análise, o que não quer dizer que se torne uma fonte incontestável — por exemplo, para falar da minicrise diplomática entre Brasil e Israel será sempre melhor um PhD formado no Instituto Rio Branco que tenha uma comunicabilidade eficiente na mídia do que o melhor dos jornalistas. No melhor dos cenários, um jornalista é o que se convencionou chamar de especialista no genérico.

A expressão vale para a discussão de teorias políticas. Nesse sentido, um “debate” entre três colunistas de grandes veículos de comunicação da mídia nacional chamou a atenção na semana passada: Guilherme Boulos, professor, filósofo, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e colunista da “Folha de S. Paulo” contra Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino, jornalistas e colunistas de “Veja”. Um embate claramente carregado de ideologias, mas de argumentos com a profundidade de um pires.

A baixa qualidade do “debate” foi captada pelo jornalista Rodrigo Hirose, que, em seu perfil no Facebook, comentou: “Guilherme Boulos (MTST e Folha) e Reinaldo Azevedo (dispensa apresentações) protagonizam em dois dos maiores veículos de comunicação um debate de altíssimo nível. Um diz que o outro baba e delira. Outro diz que um é ‘vigarista’ e ‘mau caráter’. Talvez essa seja mais uma pista pra entendermos os motivos da chamada ‘mídia tradicional’ ter cada vez menos leitores/telespectadores
/ouvintes.”

É bom ressaltar que Reinaldo, assim como Constantino — que entrou depois no debate acrescentando o adjetivo “pulha”, para qualificar Boulos — talvez sejam reconhecidos mais por causa da repercussão de seus blogs do que exatamente pelo que sai no papel do jornal. Em um dado momento, passaram a ter fãs. Ter fã é o mais grave dos alertas para qualquer jornalista. Mais sério do que isso, formou-se uma legião de seguidores em torno de suas figuras, o que é um sinal claro de que não restou lauda sobre lauda de jornalismo no que exprimem.

Como eles, há vários outros jornalistas nas redes sociais que também se orgulham de ter um lado. Ter lado é algo que nada tem de ilícito ou condenável. Orgulhar-se disso, entretanto, já deixa sob ressalvas tal profissional. E observar o que fazem na prática comprova que, mais do que “ter lado” e se “orgulhar”, muitos se mostram torcedores fanáticos daquilo que apoiam. Acreditaram, de fato, que devem ser, mais e mais, “formadores de opinião”.

E, assim como Reinaldo e Constantino cooperam para transformar a discussão política em Fla-Flus pelo time da direita, a esquerda também tem seus “artilheiros” nas redes sociais, como Paulo Henrique Amorim e Palmério Dória. Também eles “têm lado”. O que não se sabe — ou melhor, se sabe — é até que ponto isso converge para o bem do que se chama de jornalismo.

É preciso ressaltar que todo veículo tem, mais do que o direito, o dever de mostrar qual é sua linha editorial. Assim, nenhum leitor vai ver um editorial de “Veja” apoiando a estatização nem corre o risco de ver “Carta Capital” destacando os benefícios de incentivar o agronegócio. Mas fazer jornalismo posicionado é bem diferente de “torcer” por meio das informações de que dispõe.
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31 de julho de 2014

A confissão de Aécio prova duas coisas: o estrago eleitoral e sua covardia moral

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço.
 

Finalmente, hoje, em artigo na Folha de S.Paulo, Aécio Neves admite que o Aeroporto de Cláudio, junto a sua fazenda, serviu para sua comodidade pessoal, em atividades rigorosamente privadas.

E que a obra (que entre contratos e desapropriação custou, em dinheiro de hoje, mais de R$ 20 milhões) que consumiu farto dinheiro público, por não homologada e sem controle público já há quatro anos, só teve mesmo a serventia de dar-lhe este privilégio.

Mais importante que a semi-confissão do candidato tucano é o que o levou a ela, 11 dias depois de revelado o escândalo pela própria Folha.

Depois de várias gaguejadas e diversos “de novo este assunto?” irritados, Aécio tomou essa iniciativa, sem sombra de dúvida, porque as pesquisas internas do tucanato revelaram o estrago que isso fez em sua campanha.

Não foi um ato de honestidade, de quem quer e pode sustentar as atitudes que tomou.

Fosse assim, não teria se evadido de dizer, antes, o que diz agora.

O fez por três fatores, todos sem qualquer dignidade.

O primeiro é que sabe que existem provas deste uso. Não se descarte, até, que tenha sofrido ameaças de que elas seriam reveladas.

O segundo é que só tomou esta atitude depois que as pesquisas eleitorais internas do PSDB mostraram que o estrago não apenas era grande como está se agravando à medida em que o conhecimento da situação se amplia.

O terceiro, mais grave e por isso capaz de continuar ceifando o seu prestígio e o respeito pessoal que possa ter, é o que se provou um homem moralmente covarde.

Precisou ser exposto diariamente às suas contradições e omissões – ou, pior ainda, ser ameaçado por alguém que tinha provas do uso do aeroporto – para confessar que fez, por diversas vezes, uso particular da pista que a ninguém mais servia.

Depois disso, quem acredita na já implausível afirmação de que a obra milionária se justificava pelo “grande pólo industrial” que é aquele município de menos de 30 mil habitantes? Ou que o negócio entre o Estado e o tio, que tinha os bens bloqueados, não foi bom pela família, até porque parte do depósito já foi levantado pela tia, num processo tumultuado de separação e com, inclusive, uma ação de interdição por um dos filhos?

Aécio abaixou o bico.

Diante da mentira que pregou, durante 11 dias, a todo o país e à imprensa, desqualificou-se moralmente para dizer qualquer coisa.

A confissão tardia e cínica não lhe perdoa, exatamente porque é tardia e cínica.

Ficou do tamanho que é: um herdeiro de oligarquias, que controla e uso o poder que o sobrenome foi lhe trazendo e que trata o exercício do poder com a mesma irresponsabilidade que lhe valeu a fama de playboy mimado.

Resta saber o que não fazer com ele: se é melhor deixar que o fracasso recaia sobre sua inconsistência moral ou se tentarão uma muito improvável nova via para disputar as eleições.

O aeroporto de Cláudio foi sua bolinha de papel.

E essa, sim, capaz de provocar um estrago imenso.

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Uma breve história da música


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27 de julho de 2014

Diferenças diplomáticas entre Brasil e Israel



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Divulgado o trailer de Os Vingadores 2: A Era de Ultron


Os nerds piram!!!

Os Vingadores 2 - A Era de Ultron, teve seu primeiro trailer exibido durante a San Diego Comic-Con.

A prévia começa com os heróis reunidos em uma festa na Torre dos Vingadores (a antiga Torre Stark) tentando levantar o Mjolnir, o martelo de Thor. Ninguém consegue tirar ele do lugar, apenas Steve Rogers, o Capitão América, faz o objeto se mover um pouco. "Nenhum de vocês é merecedor dele", diz o filho de Odin.

De repente Ultron, o vilão do filme, entra no local e declara guerra aos Vingadores. "Só existe um caminho para a paz. A exitinção [da raça humana]", diz o robô ainda em sua forma primitiva. A partir daí, o clipe mostra uma montagem de cenas de ação com muitas lutas e explosões em diversos cenários diferentes. Um dos trechos mostra Bruce Banner em uma floresta e em seguida a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) diz "nada dura para sempre".

O corte mostra o Homem de Ferro vestido com a Hulkbuster, armadura especial para enfrentar o Hulk. Os dois começam a lutar e o gigante joga Tony Stark em um carro. Ultron então aparece em sua última forma, com ar ameaçador. O trailer termina com Homem de Ferro olhando desolado para os corpos dos Vingadores no chão e o escudo do Capitão América partido ao meio. 

Os Vingadores 2 - A Era de Ultron chega aos cinemas em maio de 2015.

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25 de julho de 2014

Uma semana de tragédias na aviação...


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O que está em jogo na Faixa de Gaza

Por Marco Aurélio Garcia

Esta nota estará seguramente desatualizada quando for publicada. Mais de setecentos palestinos - grande parte dos quais mulheres, crianças e anciãos - foram mortos nos bombardeios das Forças Armadas israelenses na Faixa de Gaza desde que, há duas semanas, iniciou-se uma nova etapa deste absurdo conflito que se arrasta há décadas. A invasão do território palestino provocou também mais de 30 mortos entre os soldados de Israel.

O governo brasileiro reagiu em dois momentos à crise. Na sua nota de 17 de julho “condena o lançamento de foguetes e morteiros de Gaza contra Israel” e, ao mesmo tempo, deplora “o uso desproporcional da força” por parte de Israel.

Em comunicado de 23 de julho e tendo em vista a intensificação do massacre de civis, o Itamaraty considerou “inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina” e, uma vez mais, condenou o “uso desproporcional da força” na Faixa de Gaza. Na esteira dessa percepção, o Brasil votou a favor da resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU (somente os Estados Unidos estiveram contra) que condena as “graves e sistemáticas violações dos Direitos Humanos e Direitos Fundamentais oriundas das operações militares israelenses contra o território Palestino ocupado” e convocou seu embaixador em Tel Aviv para consultas.

A chancelaria de Israel afirmou que o Brasil “está escolhendo ser parte do problema em vez de integrar a solução” e, ao mesmo tempo, qualificou nosso país como “anão” ou “politicamente irrelevante”.

É evidente que o governo brasileiro não busca a “relevância” que a chancelaria israelense tem ganhado nos últimos anos. Menos ainda a “relevância” militar que está sendo exibida vis-à-vis populações indefesas.

Não é muito difícil entender, igualmente, que está cada dia mais complicado ser “parte da solução” neste trágico contencioso. Foi o que rapidamente entenderam o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, depois de suas passagens por Tel Aviv, quando tentaram sem êxito pôr o fim às hostilidades.

Como temos posições claras sobre a situação do Oriente Médio – reconhecimento do direito de Israel e Palestina a viverem em paz e segurança – temos sido igualmente claros na condenação de toda ação terrorista, parta ela de grupos fundamentalistas ou de organizações estatais.

Estive, mais de uma vez, em Israel e na Palestina. Observei a implantação de colônias israelenses em Jerusalém Oriental, condenadas mundialmente, até por aliados incondicionais do governo de Tel Aviv. Vi a situação de virtual apartheid em que vivem grandes contingentes de palestinos. Constatei também que são muitos os israelenses que almejam uma paz duradoura fundada na existência de dois Estados viáveis, soberanos e seguros.

É amplamente conhecida a posição que o Brasil teve no momento da fundação do Estado de Israel. Não pode haver nenhuma dúvida sobre a perenidade desse compromisso.

Temos reiterado que a irresolução da crise palestina alimenta a instabilidade no Oriente Médio e leva água ao moinho do fundamentalismo, ameaçando a paz mundial. Não se trata, assim, de um conflito regional, mas de uma crise de alcance global.

É preocupante que os acontecimentos atuais na Palestina sirvam de estímulo para intoleráveis manifestações antissemitas, como têm ocorrido em algumas partes, felizmente não aqui no Brasil.

A criação do Estado de Israel, nos anos quarenta, após a tragédia do Holocausto, foi uma ação afirmativa da comunidade internacional para reparar minimamente o horror provocado pelo nazi-fascismo contra judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e socialdemocratas. Mas o fantasma do ressurgimento ou da persistência do antissemitismo não pode ser um álibi que justifique o massacre atual na Faixa de Gaza.

O Brasil e o mundo têm uma dívida enorme para com as comunidades judaicas que iluminaram as artes, a ciência e a política e fazem parte da construção da Nação brasileira. Foi esse sentimento que Lula expressou em seu discurso, anos atrás, na Knesset, quando evocou, por exemplo, o papel de um Carlos e de um Moacir Scliar ou de uma Clarice Lispector para a cultura brasileira. A lista é interminável e a ela se juntam lutadores sociais como Jacob Gorender, Salomão Malina, Chael Charles Schraier, Iara Iavelberg, Ana Rosa Kucinski e tantos outros.



Nunca os esqueceremos.


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