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Pensamentos aleatórios

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22 de maio de 2017

STJ autoriza e Marconi será investigado


O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), virou réu em decisão do ministro Humberto Martins, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça. Após o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) votar o fim da necessidade do aval da Assembleia Legislativa de Goiás, isso tende a se tornar regra.
 
Marconi Perillo foi denunciado pelo Ministério Público Federal pela prática de dois crimes de corrupção passiva.   Também se tornaram réus Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira; o presidente do Conselho de Administração da construtora Delta, Fernando Cavendish; e o ex-diretor regional da Delta Cláudio Abreu. Eles são acusados de participar do esquema e foram denunciados por corrupção ativa.

Martins é relator da ação penal ajuizada no STJ. O tribunal é competente para processar e julgar governadores por terem foro por prerrogativa de função. "Marconi tinha papel central no esquema criminoso que tinha como objetivo ampliar as participações da Delta no Estado", destaca Martins.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os valores dos contratos com a Delta no estado pularam de R$ 5 milhões para R$ 75 após a posse do governador, em 2011. Em troca, Marconi teria se beneficiado com o pagamento de R$ 90 mil referentes a dívida de campanha do jornalista Luis Carlos Bordoni. O dinheiro foi pago por empresas laranjas. 
 
A denúncia aponta que, nos meses de abril e maio de 2011, um assessor do tucano entrou em contato com Bordoni por duas vezes para perguntar em qual conta deveria ser pago os serviços do jornalista prestado na campanha de Marconi em 2010. 
 
Após esses contatos, relata o documento, depósitos foram feitos pelas empresas fantasmas Alberto & Pantoja e Adécio & Rafael, que teriam sido constituídas por Cavendish, Cláudio Abreu e Cachoeira apenas para o pagamento de propina a agentes públicos a partir de dinheiro da Delta.
 
O MPF argumenta que, após os pagamentos, Marconi determinou aditivos com a Delta em aluguéis de carros para a Segurança Pública. O número de veículos foi aumentado sob conhecimento de Marconi.
 
Segundo o procurador, se Marconi tivesse comprado as 1981 viaturas alugadas após os aditivos, gastaria R$ 39,2 milhões. Foram pagos à Delta pelo aluguel R$ 75,3 milhões.
 
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13 de julho de 2016

Se Cachoeira é comparsa do PMDB por que a Polícia Federal tem registro é de uma reunião de Jardel com o ex-diretor da empresa em Goiás?

Essa é uma informação antiga, que data de 2013 e já foi veiculada pela mídia goiana na época, mas como os nomes Cachoeira, Cláudio Abreu e Delta voltaram ao noticiário convém relembrar o fato para que não caia no esquecimento, especialmente levando em conta a publicação de vídeos apócrifos e mal editados tentando vincular a imagem do deputado Adib Elias, principal candidato de oposição ao atual prefeito e que lidera as pesquisas, ao esquema criminoso do Cachoeira. 

Portanto, segue reprodução do texto veiculado na coluna Fio Direto, do Diário da Manhã, em que o jornalista Helton Lenine reproduziu a informação da Polícia Federal:

Vinho e bacalhau por testemunhas

O prefeito de Catalão, Jardel Sebba (PSDB), sempre vinculou a empresa Delta Construção e seu ex-diretor em Goiás, Cláudio Abreu, ao PMDB e seu candidato Adib Elias. Cláudio, que também é de Catalão, sempre rejeitou essa afirmação com veemência.

Pois a Polícia Federal tem em mãos o registro de uma reunião acontecida em meados de 2011 no apartamento de Jardel para tratar de  auxílio financeiro para a campanha de Jardel em 2012. Os presentes a reunião foram Cláudio Abreu, Jardel e seu filho, os três irmãos Bittencourt (da cúpula de comunicação do Estado: José Luiz Filho, João Bosco e Paulo) e o ex-presidente do Detran, Edvaldo Cardoso.

O valor da ajuda e a frequência do repasse ficaram devidamente acertados na reunião. Um último presente ao encontro, que teve ao final um bacalhau acompanhado de uma selecionada remessa de vinho tinto, confirmou o encontro à Polícia Federal.

Esse indivíduo acrescentou aos policiais a maneira polida cavalheiresca com que Jardel, seu filho e os irmãos Bittercourt trataram o diretor da Delta e seus acompanhantes.

Será que a Delta e seu ex-diretor tiveram relações republicanas com todos os políticos com quem a empresa contribuiu ou esse é um privilégio apenas de Jardel?


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