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Pensamentos aleatórios

3 de agosto de 2016

Lista do TCM não traz o nome de Adib Elias


Hoje muito tucano amanheceu de bico torcido em Catalão...

A lista de gestores públicos municipais com contas julgadas irregulares ou com parecer pela rejeição, divulgada ontem pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e encaminhada à Justiça Eleitoral, não incluiu, entre os citados, o deputado estadual PMDBbista e pré-candidato a prefeito de Catalão, Adib Elias.

Por constar da lista os agentes não estão impedidos de se candidatar, mas abre-se margem para que os seus registros como postulantes possam ser contestados pelos adversários ou pelo Ministério Público Eleitoral.

Adib está em campanha para reconquistar a Prefeitura catalana nas eleições de outubro próximo. Na cidade, o PSDB local, chefiado pelo atual prefeito Jardel Sebba, contava com a inclusão do nome do peemedebista na lista dos agentes públicos “fichas suja” do TCM para impugnar o registro da sua candidatura e tentar viabilizar a reeleição do tucano, tanto que nos últimos dias essa ladainha foi repetida várias vezes em sites apócrifos, perfis no Facebook e programas de rádio ligados aos tucanos.

Infelizmente, para eles, hoje o sonho tucano de disputar uma eleição para prefeito sem o Adib acabou de vez.

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Receita do Mau Prefeito

Confira, na charge abaixo, os principais ingredientes:


Agora, a receita completa: 

21 PASSOS PARA SER UM MAU PREFEITO

1- Propor ideias mirabolantes apenas para ganhar a eleição;
2 - Não valorizar aliados que ajudaram na campanha;
3 - Ficar um ano e meio se defendendo na Justiça Eleitoral (causa stress);
4 - Devido ao efeito colateral do passo 3: desestressar no Rio de Janeiro;
5 - Romper com o vice prefeito;
6 - Contratar secretários de outras cidades, que não conhecem nada da cidade que administra e são ruins de serviço (causa canseira);
7 - Devido ao efeito colateral do passo 6: descansar no Rio de Janeiro;
8 - Atrair alguns vereadores de oposição a preço de ouro (custa tempo e dá canseira);
9 - Devido ao efeito colateral do passo 8: descansar no Rio de Janeiro;
10 - Tentar, em vão, conseguir a rejeição das contas do principal adversário político no TCM (causa stress);
11 - Devido ao efeito colateral do passo 10: desestressar no Rio de Janeiro;
12 - Fazer, mesmo desgastado, a campanha do filho para deputado (causa stress);
13 - Devido ao efeito colateral do passo 12: desestressar no Rio de Janeiro;
14 - Ser cínico e debochado;
15 - Pagar churrasco a vereadores aliados para mantê-los aliados;
16 - Não dar conta de administrar a cidade com 30 milhões de reais por mês, repetindo para si mesmo que é pouco dinheiro (causa stress e canseira);
17 - Devido ao efeito colateral do passo 16: descansar e desestressar no Rio de Janeiro;
18 - Dar mais atenção à internet que ao povo;
19 - Chegar ao último ano do mandato sendo rejeitado por 60% da população (causa MUITO stress e canseira);
20 - Devido ao efeito colateral do último passo: descansar, desestressar e mandar tudo a merda no Rio de Janeiro (tuitar uma foto de cueca para comprovar);
21 - Entrar para história como o pior prefeito que a cidade já teve.

FIM DA RECEITA

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O Deus dos candidatos morreu*

Antes da reforma eleitoral, que tirou o dinheiro dos empresários das campanhas políticas, qualquer candidato rezava para um Deus, no caso, o marqueteiro: o ser capaz de mudar a opinião pública por meio de seus milagres.

Temendo desobedecê-lo, o candidato, com medo de ser punido nas urnas, seguia à risca todas as instruções dessa divindade quase onipotente, por mais absurdas que fossem.

Assim nasceram grandes vitórias e fracassos. Maluf, por exemplo, disse um dia: “se Pitta não for um bom prefeito, nunca mais votem em mim”. Com isso, provou que arrependimento não mata.


Campanha política no Brasil era sinônimo de dinheiro

A verdade é que campanhas são verdadeiros calvários para qualquer ser humano normal. A pressão por desempenhar um bom papel, sem erros, e obter os votos necessários é muito grande. Todos têm uma opinião para dar, uma receita mágica para o sucesso, principalmente as pessoas mais próximas ao candidato. Os marqueteiros tinham que, além de fazer o trabalho deles, não deixar que outros atrapalhassem.

O fato é que as campanhas brasileiras assemelhavam-se às grandes produções cinematográficas: programas de televisão em alta definição, com os melhores profissionais e equipamentos; planos de governo desenvolvidos pelos economistas mais renomados do país; artistas e influenciadores envolvidos em eventos e na campanha.

Para pagar uma conta desse tamanho, só com a ajuda de empresários, pois o fundo partidário, apesar de polpudo, não consegue cobrir as despesas de comunicação, mobilização e de ordem política.

Boa parte do dinheiro que financiava o Deus acabou. Inclusive, operações da polícia federal acabaram colocando alguns deuses no banco dos réus. É provável que marqueteiros de renome nem venham mais a se envolver com campanhas, agora que a fonte secou.

Como se a tragédia fosse pouca, a barata voa. Isto é, além do fim do financiamento corporativo, o período eleitoral ficou menor e o tempo da propaganda televisiva foi reduzido para meros 35 dias.

Em contrapartida, há o fim de uma limitação importante: a da exposição da pretensão de candidatura. Desde 2015, qualquer político pode se pronunciar como possível candidato a qualquer tempo. Portanto, se eu quisesse lançar minha candidatura à presidência em 2030, poderia divulgá-la hoje.

Reforma política: tudo o que os candidatos sabiam não vale mais

Na prática, o que a reforma eleitoral fez foi reduzir a importância das superproduções dos marqueteiros e aumentar a importância do trabalho contínuo. Os canais digitais dos candidatos são a nova televisão. Todo dia é dia de campanha.

Candidato que esperar o período eleitoral para fazer campanha está morto caso encontre um adversário que se preparou.

Em suma, tudo o que políticos aprenderam sobre comunicação eleitoral terá que ser revisto. A televisão tinha a repetição da mensagem enlatada em um visual de esperança como fórmula mágica do sucesso.

A forma de se comunicar deve mudar. A comunicação deve deixar de ser em massa para ser segmentada, algo que ainda não é bem compreendido. Por exemplo, não dá para falar de educação ou de segurança pública com jovens, profissionais e idosos da mesma forma, o que sempre foi prático na televisão.

O posicionamento midiático também precisa evoluir. No Brasil, fora exceções, candidatos sempre fugiram de questões polêmicas. Era fácil evitar falar de liberação do aborto, da descriminalização das drogas e de qualquer outra pauta que entrava em conflitos com segmentos.

Muitos políticos ainda pensam que quanto menor a exposição do que pensa, mais fácil será seu caminho eleitoral. Essa máxima era verdadeira quando a televisão concentrava o esforço de campanha. Nela, por pouco tempo, era possível fugir de assuntos e questionamentos.

Na web essa conduta não funciona. Internet não é televisão. Na televisão os espectadores não conseguem interagir com o conteúdo e nem escolher o que querem ver. Na internet as pessoas querem saber como o político pensa, quem ele realmente é e o que pretende. Menos frases motivacionais e mais trabalho.

O digital é cruel com o político que se mostra incapaz de tomar um posicionamento. A campanha de Marina Silva para a presidência em 2014 virou suco assim. Memes e vídeos mostrando a incoerência de seu discurso desconstruíram a candidata.

Fora isso, a web tem o poder de reviver defuntos. Aconteceu com Ciro durante a campanha política de Dilma em 2010.

Dois dias após ele assumir a coordenação da campanha petista, foi publicado um vídeo em que ele afirmava, dentre outras coisas, que Serra era melhor candidato que Dilma, que o PMDB era um agrupamento de bandidos e que o IBOPE vendia pesquisas. No dia seguinte, deixou o cargo.


Lula também foi lembrado por uma declaração sua em vídeo, dizendo ser contra o assistencialismo do governo Fernando Henrique, afirmando que projetos como o Bolsa Família eram para “calar a boca do povo com comida”.


Em outro vídeo, Bolsonaro, muito antes de imaginar-se candidato à presidência, afirma que fecharia o congresso no dia seguinte de uma possível eleição para Presidente. Isso quebra qualquer chance de captar votos de pessoas que não são doentes por ele, inviabilizando sua eleição majoritária.


Sim, caros candidatos, seu Deus morreu. Aceitem, abandonem velhos vícios e sigam em frente.

 *Por Marcelo Vitorino
Consultor e palestrante de comunicação, marketing digital e gestão de crise na internet. É professor na ESPM-São Paulo, dos cursos “Marketing Político Eleitoral: a vez do digital” e “Estratégias Digitais para Resultados” e no MBA do IESB -Brasília, na disciplina Marketing Político em Ambientes Digitais.

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2 de agosto de 2016

Picolé de Chuchu

Picolé de chuchu é uma expressão usada para se referir a algo ou alguém sem graça e/ou sem sabor.

Exemplos do uso da expressão em algumas frases:
"Tentei gostar dele, mas o achei um verdadeiro picolé de chuchu."
"Ele não tem rejeição e nem aceitação, é um verdadeiro picolé de chuchu."
"Não é à toa que ele tem apelido de picolé de chuchu, porque é uma coisa insossa, sem graça, sem sal..."
Para quem nunca viu, segue uma imagem hipotética para exemplificar:


Realmente parece ser bem sem graça...

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E quando o Ministério Público liga?

O prefeito Jardel deve ter calafrios toda vez que alguém fala em Ministério Público.
 
Nos últimos anos, graças a ações do MP, ele teve bens bloqueados pela Justiça na valor de R$ 6.225.957,03 (quase 7 milhões de reais) por duas operações que apuram desvio de recursos por meio da contratação de funcionários fantasmas (Padre Fantasma e Operação Poltergeist), isso sem mencionar o pedido de bloqueio de R$ 3.738.767,19 pela contratação de mais 32 funcionários fantasmas na época em que Jardel foi presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, o que vai totalizar quase 10 milhões de reais em bens bloqueados.
 
Portanto, não seria de estranhar que ele tivesse a reação abaixo ao ouvir o nome de algum promotor público de Goiás:
 

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