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31 de outubro de 2016
12 de agosto de 2015
Reitor da UFG convoca Assembleia Universitária para debatar a crise orçamentária na instituição
O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Orlando Afonso do
Amaral, convocou de forma extraordinária, em plena greve de servidores e
professores, reunião da Assembleia Universitária para tratar de um dos
problemas atuais mais graves da instituição: cortes de recursos e a
dimensão da greve e seu comprometimento no semestre letivo.
É uma ótima oportunidade para que a comunidade conheça de fato a situação pela qual passa atualmente a UFG após o corte de 10 milhões de reais no orçamento de custeio da instituição feito pelo Governo Federal.
Um ponto que merece destaque nesta convocação é que a chamada visa discutir a atual situação da Universidade em vista duas greves em andamento (servidores docentes e administrativos), o que dá a entender que se as greves perdurarem o semestre poderá ser suspenso, o que não é verídico.
Caso o semestre letivo seja suspenso não será pela greve dos professores ou dos técnicos, mas sim pela falta de recursos que possibilitem dar continuidade às atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pela instituição, como já é público e notório desde o final do semestre passado, com a dificuldade de pagamento de fornecedores e empresas terceirizadas.
Atribuir aos trabalhadores em greve, professores e técnicos, a responsabilidade por suspender o semestre letivo é uma leviandade sem tamanho. Tais categorias vêm tocando suas atividades apesar de todas as adversidades e condições precárias de trabalho (técnicos de laboratório têm que comprar seus próprios EPIs, pois a instituição não fornece). O que a comunidade precisa saber de fato é o tamanho do rombo na UFG, como surgiu e se é possível superá-lo. E não são duas greves que reivindicam melhorias que vão atrapalhar o andamento das atividades, isso já está ocorrendo, o que precisamos é unir forças para superar esse quadro, não procurar culpados.
Em tempo: o Reitor estará em Catalão no dia 13/08, quinta-feira, para presidir a reunião do Conselho Gestor da Regional Catalão e sem dúvida falará sobre a atual situação da Universidade. É uma oportunidade para a comunidade catalana conhecer de perto o funcionamento de um dos órgãos mais importantes da instituição e questionar o Reitor sobre o término deste semestre letivo e o futuro da UFG em Catalão, em especial o como ficará a instalação do curso de Medicina em vista desta nova realidade orçamentária. A reunião será ás 14h, no auditório Paulo de Bastos Perillo e a entrada é aberta a toda a comunidade.
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7 de agosto de 2015
UFG pode cancelar o segundo semestre por falta de recursos
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| Professor Orlando Afonso do Amaral, Reitor da UFG |
Saiu hoje em O Popular:
UFG solicita 35 milhões para adequar contas
O arrocho econômico proposto pelo governo federal tem impactado diretamente nos custos da Universidade Federal de Goiás (UFG). E as finanças já não têm fechado no fim do mês. Contas básicas como energia, água e telefonia têm pesado no custeio da instituição, que amarga um corte de orçamento na ordem de R$ 36 milhões.
A UFG foi obrigada a reduzir as despesas de manutenção, de investimentos em obras e aquisição de equipamentos. A situação se agravou em 2014 quando, segundo a diretoria da instituição, parte do orçamento previsto não foi liberado e as contas do ano anterior tiveram de ser pagas neste ano.
Além disso, a diretoria decidiu enxugar os contratos com empresas terceirizadas em segurança, limpeza e limitou os gastos com passagens aéreas. Eventos também foram cancelados, como o Espaço das Profissões. E os cursos de graduação foram afetados. “O impacto desses cortes é grande e nos obrigou a adotar medidas de contenção de despesas para minimizar os efeitos da crise”, explicou por meio de nota o reitor da UFG, Orlando Afonso Valle do Amaral.
As reduções, no entanto, não foram suficientes. O reitor alertou para o fato de que se a situação se estender, a universidade não terá de onde realocar fundos. Por isso, a instituição solicitou um aporte financeiro ao governo federal de R$ 35 milhões. “Alertamos que, na falta desses recursos, o funcionamento da universidade estará seriamente comprometido e não teremos condições de honrar nossos compromissos até o fim do ano”, afirmou.
No entanto, o reitor não deixou claro na nota se, caso o recurso não vier, a universidade conseguirá concluir o semestre que teve início com uma greve de professores.Receio de não pagamento de serviços básicos
Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior de Goiás (Sint-Ifesgo), João Pires, o cenário em que se encontra a UFG, em meio à crise financeira e greves, é preocupante. “Tudo isso gera uma instabilidade muito grande. Receamos que a UFG não tenha condições de pagar nem mesmo os serviços básicos como luz, água e telefone a partir de setembro”, relutou.
De acordo com ele a reposição de materiais também está sendo afetada. “Uma série de itens começaram a desaparecer, como lâmpadas e materiais de higiene”, relatou.Temor de suspensão de aula
Os professores da UFG temem o pior dos cenários: o cancelamento do semestre. Nesse caso as aulas só retornariam no próximo ano, o que bagunçaria o calendário acadêmico da instituição.
O diretor presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), Flávio Alves da Silva, destaca que casos como esse já aconteceram em Minas Gerais. “As contas da UFG de 2014 estão sendo pagas nesse ano. Até junho não faltou recurso, o problema é agora para frente.”
A situação é mesmo grave, mas a culpa não é só do corte de recursos feita pelo Governo Federal. Há um enorme problema na gestão interna das universidades, o que não é exclusividade da UFG, diga-se, no entanto existem aqueles que se negam a enxergar isso e continuam tocando suas atividades como se nada estivesse acontecendo.
Existem duas greve em andamento na UFG e ambas reivindicam melhores condições de trabalho, mas enquanto os colegas se negarem a aderir não haverá perspectiva de melhora coletiva e o resultado desse individualismo será cobrado de todos com o cancelamento do semestre acadêmico, o que provocará suspensão do pagamento de bolsas, demissão de trabalhadores terceirizados e cancelamento de contratos, aí será tarde para chorar o leite derramado.
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