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Pensamentos aleatórios

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12 de novembro de 2014

Cliente desiste de nova aplicação no bumbum após saber de morte em GO

Diretamente do G1:

Comerciante diz que pagou R$ 5 mil por aumento de bumbum com falsa biomédica (Foto: Sílvio Túlio/G1)
Uma comerciante de 46 anos, que afirma ter feito uma aplicação para aumentar o bumbum com a falsa biomédica Raquel Policena Rosa, 27, disse que desistiu de fazer uma nova etapa do procedimento após saber da morte da ajudante de leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, de 39 anos, no último dia 25. "Desisti do retoque depois que vi na TV [a notícia da morte]. Depois até tentei falar com ela [Raquel], mas não consegui", disse a vítima, que não quis se identificar, ao G1.

A mulher conta que realizou a aplicação no último dia 18 de agosto, em um hotel no Setor Central, em Goiânia. O local é diferente de onde Raquel teria feito o procedimento em Maria José, no Setor Oeste. 

A comerciante procurou o 17º Distrito Policial na terça-feira (11), mas não chegou a prestar depoimento, pois a delegada Myrian Vidal, responsável pelas investigações, não estava na delegacia.

Segundo a cliente, que afirma ter pago R$ 5 mil pelo procedimento, Raquel fez a aplicação com a ajuda de outra mulher. "Essa mulher se apresentou como uma médica, que morava no Rio de Janeiro e vinha em Goiânia uma vez por mês para fazer a aplicação. Ela disse que lá cobrava R$ 9 mil, mas aqui, como tinha muitas clientes, o preço era R$ 5 mil", revela a vítima.

Procurada, a delegada informou que tentará identificar quem seria a mulher que aplicou o produto junto com Raquel naquele dia, como relatou a cliente ao G1. A comerciante deve formalizar o depoimento à polícia nos próximos dias.
 
Filas

Assim como boa parte das mulheres que fizeram o procedimento com Raquel, a comerciante afirma que a conheceu por meio das redes sociais. Ela diz que resolveu fazer a aplicação por "não estar satisfeita com o corpo" e revela que chegou a enfrentar fila para ser atendida. "Tinha muita mulher lá, mais de 20. E chegavam outras a toda hora", lembra.

A cliente afirma que foi vítima de um "golpe" aplicado por Raquel. Segundo ela, a falsa biomédica trocou o lugar da aplicação momento antes dela ocorrer. "Inicialmente, ela falou que ia ser em uma clínica no Setor Marista, mas, quando estava indo para o local, ela me ligou e disse que tinha passado para o hotel porque o horário da clínica tinha expirado. Por isso não desconfiei de nada", revela.

A clínica no Setor Marista também é investigada pela polícia, já que Raquel teria feito algumas aplicações no local. A polícia pretende ouvir cinco testemunhas, incluindo funcionários do estabelecimento, nesta quarta-feira (12).

Outra clínica, localizada no Parque das Laranjeiras, foi interditada no último dia 28 de outubro por falta de alvará sanitário e multada em R$ 2 mil.

Praticante de artes marciais, a mulher disse que está arrependida e que, após a aplicação, sente as pernas mais fracas. Ela também reclama de dores de cabeça constantes e diárias, que não tinha antes do procedimento.

Preocupada, ela afirmou que suspeita que o produto não fosse hidrogel, mas sim silicone industrial. "Hoje, eu não acredito que era hidrogel. O que ela aplicou estava em um vidro maior, de cor marrom. O hidrogel é um gel transparente, que só vende em pequenas porções. Soube disso depois que eu fui pesquisar sobre o assunto", salienta.
 
Outra paciente

Em bate-papo, Raquel diz que não lembrava de
cliente: 'São tantas' (Foto: Arquivo pessoal)
Outra cliente de Raquel, uma empresária de 30 anos, que pediu para não ser identificada, também foi até a delegacia na tarde de terça-feira. Ela explicou que, após o procedimento, realizado no dia 18 de agosto, também sente dores de cabeças todos os dias.

"Além disso, o produto vazou. Aí, por indicação da Raquel, fiz o curativo com esparadrapo e cola instantânea", diz a mulher, que pagou R$ 2,5 mil a vista pelo procedimento, além de 10 prestações de R$ 121,74.

Ela salienta que fez a aplicação contra a vontade do namorado e que está arrependida. "Ele não me apoiou, disse que eu estava louca e que estava satisfeito com o meu corpo. Mas mulher sempre quer mais", lamenta.

Uma conversa entre as duas em uma rede social confirma que Raquel atendia várias clientes por dia. A empresária fala com a falsa biomédica, que responde: "Não me lembro. Você marcou comigo? É que são tantas pessoas que acabo me esquecendo".

Vítimas

Até agora, a Polícia Civil identificou 14 mulheres que fizeram a aplicação para aumentar o bumbum com Raquel, contando com a ajudante de leilão Maria José Brandão, que morreu. Segundo a delegada Myrian Vidal, todas relataram problemas de saúde após as aplicações nas nádegas. "Já ouvimos seis delas. As demais devem ser ouvidas nos próximos dias. Mas já temos informações de que todas passaram mal após o procedimento", disse  ao G1.

As investigações ainda tentam descobrir se o produto usado foi hidrogel, como disse Raquel em depoimento, ou silicone industrial. “Algumas das vítimas já tiveram substâncias colhidas, que são analisadas. Mas pelo que já apuramos até agora existe a forte suspeita sobre o silicone industrial. Estamos no aguardo dos laudos”, disse.

Na segunda-feira (10), o namorado de Raquel, o professor de idiomas Fábio Justiniano Ribeiro, de 33 anos, prestou depoimento e negou ter realizado as aplicações com a companheira. Ele disse que que viu a falsa biomédica comprando o produto no meio da rua, em Mogi Guaçu (SP), onde também fez um curso de bioplastia.

Quando foi ouvida pela polícia, no dia 3 de novembro, Raquel já havia descartado a participação do namorado nos procedimentos. No entanto, a polícia não acredita na versão de Fábio. Segundo a delegada, ele deve responder por exercício ilegal da profissão e, caso fique comprovado que Maria José morreu em decorrência da aplicação do produto, por homicídio. "Com o resultado do exame cadavérico, poderemos informar se no caso dele [Fábio], o crime será doloso ou culposo", pontua.
 
Fotos

Uma das clientes, de 35 anos, fez imagens do momento em que o procedimento ocorreu, em um hotel de Goiânia. A mulher, que é estudante de biomedicina e trabalha em uma clínica médica, diz que não desconfiou da postura de Raquel. “Quase morri e ainda estou assim, correndo risco de embolia, pois [o material] está correndo na minha corrente sanguínea. Estou tomando antibiótico, não durmo. Vocês não têm noção da minha tortura”, disse.

Fotos mostram cliente durante aplicações atribuídas à falsa biomédica (Foto: Arquivo pessoal)

Ela afirma que fez as sessões nos últimos dias 12 e 24 de outubro e que, logo após a segunda aplicação, se sentiu mal. Ela buscou ajuda médica e ficou quatro dias internada. Atualmente, ainda continua a fazer tratamento e diz que não consegue ver como está seu bumbum. “Eu nem olho. Fazem o curativo e eu não quero ver. Só vou olhar depois de cicatrizado, com tudo arrumado”, diz.   

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10 de novembro de 2014

Caso da Biomédica charlatã: Raquel pode ter aplicado silicone industrial ao invés de hidrogel


Para quem não viu, segue reportagem de hoje, 10 de novembro, do Bom Dia Goiás, sobre o andamento do caso de Raquel Policena Rosa, a biomédica charlatã de Catalão, agora suspeita de aplicar silicone industrial ao invés de hidrogel:


A cliente diz que fez as sessões nos últimos dias 12 e 24 de outubro e que, logo após a segunda aplicação, se sentiu mal. Ela buscou ajuda médica e ficou quatro dias internada. Atualmente, ainda continua a fazer tratamento para tentar reverter o quadro e eliminar riscos de ter embolia e trombose. “Está infeccionado, estou drenando, tomando antibiótico e remédio para dor. Eu não estou vivendo”, lamentou.

Segundo a delegada Myrian Vidal, titular do 17º Distrito Policial de Goiânia e responsável pelo caso, além da vítima fatal, outras sete mulheres já prestaram depoimento e confirmaram que fizeram o procedimento com a suspeita. Outras quatro já foram identificadas e devem prestar depoimento nesta semana. Myrian diz que o relato das vítimas reforça a suspeita de que Raquel possa ter usado silicone industrial nas aplicações, diferente do que disse em depoimento, no último dia 3. “Identificamos já várias vítimas da Raquel e dentre elas algumas que já passaram por atendimento médico, ou seja, já foi drenada alguma substância do glúteo delas. Algumas têm nos informado que existe a possibilidade daquilo ser silicone industrial”, disse.

O advogado que defende Raquel, Ricardo Naves, diz que a polícia precisa fazer uma análise profunda sobre o produto usado, principalmente para saber se ela tinha noção de riscos. "Se ela utilizou um produto que é nocivo, e talvez letal, é preciso saber se ela tinha consciência disso. E mais: se ela adquiriu esse produto sabendo disso", afirmou.

Para a vítima de 35 anos, o uso de silicone industrial é a hipótese mais provável. “No momento eu achava que era hidrogel, mas hoje, com as consequências que estou tendo, acredito que seja silicone industrial mesmo”, diz. Estudante de biomedicina, a mulher conta que não desconfiou de Raquel. “Eu foquei pelo lado de mulher, não dá área de saúde. O lado de você querer perfeição barato, entendeu? Porque da área de saúde eu nunca indicaria, tanto é que na primeira eu já achei estranho fazer no hotel, achei o cúmulo do absurdo”, relatou.

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5 de novembro de 2014

Caso da falsa biomédica: Como NÃO investigar uma denúncia!


Mais novidades sobre o caso Raquel Policena Rosa, filha de pastor e biomédica charlatã. 

Foi noticiado ontem, no Jornal Anhanguera - 1ª Edição, e reproduzido hoje na imprensa local e na blogosfera catalana, que a Vigilância Sanitária de Catalão recebeu, há três meses atrás, denúncia sobre a atuação irregular de Raquel junto a salões de beleza e clínicas de estética da cidade oferecendo o tal "aumento de glúteos" por meio de aplicação de hidrogel, mesmo procedimento que pode ter causado a morte de Maria José Brandão. Segue abaixo reprodução da denúncia:


Ao final do e-mail a denunciante frisa "denúncia está feita para prevenir sérios problemas no futuro, caso não tomem providências... apresento as mídias sociais e locais a denúncia feita devidamente registrada junto ao órgão".

Três meses se passaram, uma mulher morre, o assunto repercute nacionalmente e somente aí os catalanos tomam conhecimento de como o poder público agiu para "investigar" essa grave denúncia, nas palavras da própria Vigilância Sanitária:
Ao tomar ciência do caso, a equipe da Vigilância Sanitária de Catalão, entrou com ferrenha investigação contra a golpista.  O diretor da Vigilância Epidemiológica, Diego Rodrigues, informou que após o recebimento da informação, uma fiscal do órgão entrou em contato com Raquel para o agendamento do procedimento, que foi aceito pela falsa biomédica. Entretanto, desconfiando da ação, Raquel desmarcou a consulta e remarcou para a capital do estado. “A denúncia chegou via e-mail e uma fiscal entrou em contato com ela para agendar o procedimento. Mas ela disse que era preciso juntar pessoas. Aí marcou uma vez em Catalão, mas por desconfiar bastante, acabou desmarcando. Mais tarde, agendou para Goiânia”, relata Diego. Tendo o procedimento transferido para Goiânia, o coordenador de Vigilância Epidemiológica de Catalão entrou em contato com os responsáveis pelo órgão na capital, para que assumissem o caso e acompanhassem a ação de Raquel. “A partir daí, enviamos as informações para a Vigilância Sanitária da capital, com endereço, mas não houve êxito em encontrá-la”, explicou Diego Rodrigues.
Pois é...

A pessoa faz uma denúncia de conduta criminosa (aplicação de substância de origem duvidosa) sendo realizado em ambientes não adequados (salões de beleza), sem o acompanhamento ou supervisão de pessoal capacitado (médicos ou cirurgiões plásticos), por pessoa sem capacitação profissional para realizar tal procedimento... e aí o que a Vigilância Sanitária faz? Arma uma arapuca para pegar a pessoa denunciada!!!

Sério mesmo, não sei se é descaso, se é deboche, ou se é incompetência mesmo, mas num caso desses o correto não seria INTIMAR a pessoa denunciada a apresentar suas credenciais profissionais para realizar o tal procedimento, bem como a origem dos produtos utilizados?! Também não deveriam ser CONVOCADOS a prestar esclarecimento os estabelecimentos comerciais elencados na denúncia, até mesmo para alertá-los?! E em caso de as medidas necessárias para apuração dos fatos fugirem das atribuições da Vigilância não seria o caso de acionar a Polícia repassando a denúncia pra frente?! Mas não... nossa audaciosa Vigilância Sanitária prefere montar elaboradas armadilhas, mesmo sob o risco de falhar (como falhou) e a pessoa denunciada continuar atuando e colocando em risco a vida dos outros.

E o duro é que a arapuca não funcionou simplesmente por não conseguirem localizar a denunciada. Uma pena que não procuraram na Secretaria Municipal de Saúde, onde Raquel prestava serviço até cerca de dois meses atrás. Talvez, quem sabe, se ao invés de montar uma arapuca a Vigilância Sanitária de Catalão tivesse simplesmente INTIMADO a falsa biomédica, a história de Maria José Brandão poderia ser outra.

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4 de novembro de 2014

Raquel Policena, a falsa biomédica, em reportagem do Jornal Nacional


Raquel Policena Rosa, a falsa biomédica, responsável pela aplicação de hidrogel em Maria José Brandão, que morreu poucas horas depois, prestou depoimento ontem à Polícia Civil, em Goiânia, e disse não ter qualquer responsabilidade sobre a morte da auxiliar de leilões, haja vista que fez um "curso" de bioplastia com duração de 60 horas (?) e que seguiu todos os passos indicados para a realização do procedimento.

Uma pena que ela esqueceu que apenas MÉDICOS podem realizar procedimentos invasivos; que ela NÃO TEM diploma de biomédica; que um curso de 60 horas NÃO A ISENTA da responsabilidade pela morte de Maria José; e que exercer uma profissão da qual não tem formação caracteriza CHARLATANISMO.

Mas a delegada que investiga o caso lembrou de tudo isso e vai mudar a linha da investigação para homicídio doloso, quando existe a intenção de matar, haja vista a omissão de socorro e as orientações equivocadas de Raquel às reclamações de dor feitas por Maria José. Confira na reportagem de ontem do  Jornal Nacional:


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1 de novembro de 2014

A morte na mão da biomédica charlatã


Para quem ainda não viu, seguem duas reportagens (Jornal Nacional e Jornal da Record) sobre  a morte de Maria José Brandão, vítima de embolia pulmonar por aplicação de gel para aumento dos glúteos, feito por uma charlatã que se apresentou como biomédica:

- Reportagem do Jornal Nacional


- Reportagem da TV Record


Raquel Policena Rosa, que teria aplicado o hidrogel na ajudante de leilões Maria José Medrado de Souza Brandão, não tinha registro de biomédica. A informação é da delegada Myrian Vidal, do 17º Distrito Policial de Goiânia, que investiga se um procedimento estético teria causado a morte de Maria José, no último dia 25. “Ela não é biomédica, não tem registro em nenhum dos conselhos de medicina do País”, afirma a delegada.

Na manhã de ontem, agentes da Polícia Civil conseguiram localizar o paradeiro de Raquel Rosa, apontada como a biomédica que realizou a aplicação do hidrogel na ajudante de leilões. A delegada esclarece que até o momento só falou com o advogado da denunciada, e que o depoimento de Raquel está marcado para segunda-feira (03/11).

A delegada Myrian afirma que, se ficar constatado por meio de laudos periciais que a morte de Maria José foi provocada pela injeção do hidrogel, Raquel Rosa responderá por homicídio culposo. “Provavelmente ela deve responder também por exercer uma profissão para a qual não tem registro”, disse a delegada, apontando que a denunciada também pode responder por exercício irregular da profissão.

Importante lembrar que mesmo se fosse realmente uma biomédica, Raquel não poderia ter feito esse procedimento, pois é considerado invasivo e, por isso, restrito a médicos.

Não é a primeira vez que vemos notícias desse tipo e, infelizmente, não será a última. O que as mulheres e homens preocupados com a estética devem fazer é procurar estabelecimentos sérios, com médicos especializados na área, que orientem e se responsabilizem pelos profissionais de estética que realizam os procedimentos, evitando as pechinchas que aparecerem, principalmente na internet, para não cair na conversa de charlatões, como o casal Raquel e Fábio, cuja irresponsabilidade e ânsia pelo lucro acabou por ceifar a vida de uma vaidosa mãe de família.

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