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Pensamentos aleatórios

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4 de outubro de 2013

A Rede nadou, nadou e morreu na praia


Por seis votos a um, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (3) não conceder registro ao partido Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, por falta de assinaturas de apoio necessárias para a criação da legenda. Com isso, o partido não poderá participar das eleições de 2014.

Segundo o TSE, Marina comprovou apoio de 442 mil eleitores em assinaturas validadas pelos cartórios eleitorais, mas a lei exige 492 mil, o equivalente a 0,5% dos votos dados para os deputados federais nas últimas eleições.

Após o julgamento, ainda no plenário do TSE, Marina Silva se dirigiu aos apoiadores da Rede: "Ainda somos um partido. Não temos registro, mas temos o mais importante: temos ética. Vamos ficar mais fortes."

Apesar de já ser esperada, a posição da maioria do Tribunal Superior Eleitoral contra a criação da Rede foi discretamente comemorada por integrantes da cúpula do PT e do Palácio do Planalto. Na avaliação petista, o ideal para a presidente Dilma em 2014 seria uma disputa com poucas candidaturas para polarizar a eleição com o candidato tucano Aécio Neves.

É verdade que Marina ainda pode se filiar a um outro partido se quiser ser candidata ano que vem, mas a insistência dela em negar um plano B deve inviabilizar essa possibilidade. Até mesmo integrantes da Rede reconhecem que Marina radicalizou no discurso de recusar a filiação em partidos tradicionais. E que, agora, ela teria dificuldade para construir um novo discurso neste sentido.

Para o PT, esse cenário pode ajudar numa definição da sucessão presidencial ainda no primeiro turno. Mas apesar da avaliação petista, integrantes do PSB que apoiaram a criação frustrada do partido de Marina Silva querem ser os herdeiros deste eleitorado. A estratégia é que o governador Eduardo Campos (PSB-PE) consiga atrair parte dos eleitores jovens e de esquerda que estavam no projeto de Marina. O tucano Aécio Neves também tentará fazer o mesmo. O que pode complicar os planos do PT.

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30 de abril de 2013

E a novela acabou...


Finalmente! A novela mais longa que a cidade de Catalão já acompanhou teve seu derradeiro capítulo. Por unanimidade o planário do TSE acatou parecer do ministro Marco Aurélio Mello e concedeu validade ao registro de candidatura de Jardel e posterior validação dos votos recebidos na eleição de 2012, assim Jardel se confirmou como prefeito de Catalão. Agora é aguentar os foguetes estourando até amanhã de manhã e mais uma carreata tucana pelas ruas da cidade (a terceira), mas enfim, os Jardelistas merecem. Trabalharam durante doze anos para vencer as eleiçoes municipais; aprenderam com as derrotas; se mantiveram fiéis ao seu líder; souberam aproveitar as fragilidades do adversário e tiveram uma vitória tripla (nas urnas, na justiça e no grito entalado na garganta), agora é colher os frutos de tanta dedicação. 

Embora esses frutos não sejam tão doces, pois na realidade se traduzem em muito trabalho pela frente, algo que grande parte dos apoiadores de Jardel vai ter que aprender na marra, já que trabalhar na prefeitura de Catalão é completamente diferente de ser assessor parlamentar da Assembleia Legislativa ou ocupar cargo de confiança no Governo do Estado. Na prefeitura a população está sempre perto e as cobranças são diárias; o chefe deixa de ser só o deputado e passa a ser o prefeito, os secretários, os vereadores e toda a população do município. E o salário não é aquela maravilha que todo mundo falava, na realidade é bem menor do que o da Assembleia, além de ter de cumprir a jornada de trabalho. Mas companheiro é pra isso mesmo, pra usufruir do bom e do melhor e também para carregar o piano quando for preciso.
Mas agora que esse capítulo funesto da política catalana teve fim (eleições judicializadas) é hora de olhar para frente e torcer para outra novela finalmente começar: a novela "Jardel Sebba - Prefeito de Catalão". Os 120 dias de prazo acabaram e o balanço da gestão ainda está negativo: nenhuma das principais promessas de campanha saiu do papel; as discórdias entre a equipe de Governo ficam mais evidentes cada dia; a população começa a cobrar o voto de confiança dado; os secretários importados sentem o aumento da rejeição por não serem da cidade e o preço dos pactos começa a pesar.  

Bom também para o PMDB acordar, se recuperar do baque da derrota e assumir seu lugar como liderança aglutinadora da oposição, para começar um projeto diferente para Catalão, que vá além do poder pelo poder e que possa sair desse ciclo de campanhas milionárias e descarada compra de voto.

Verdadeiramente desejo sucesso a Jardel e sua equipe. O povo quis lhe dar a oportunidade que tanto pediu, então espero que ele aproveite e realmente faça o melhor governo da vida dos catalanos e prove para os críticos (eu, entre eles) que sua gestão não servirá apenas de palanque para Marconi. Mas eu tenho comigo que o grande desafio de Jardel não será nem conciliar as diversas correntes e interesses daqueles que o apoiaram, mas sim se acostumar com a proximidade do povo. Sim, porque ser deputado, ficar na capital do estado, lidar com autoridades e representantes de classe é completamente diferente de ser prefeito e ter o povo perto no dia-a-dia pedindo, cobrando, exigindo, xingando... um hábito comum de qualquer cidade do interior, que alguns dizem não poder fazer mais parte da cultura catalana (uma cidade que cresce e aparece a todo dia), mas que, entre outros hábitos, insiste em  manter este forte, e tentar mudar essa cultura poderá levar muito mais tempo que o necessário para se eleger prefeito.


Charge do dia

Catalanos preocupados debatem o julgamento no TSE...
 



O dia em que Catalão parou para assistir o último capítulo


Ele chegou! O dia mais aguardado de todos os tempos na história recente de Catalão. Mais do que o retorno de Cristo; mais até do que o Apocalipse Maia; mais ainda do que o dia da entrega da coroa; muito mais do que o aniversário da cidade; e deixa longe a expectativa pelo dia do fim do prazo de 120 dias que o Jardel pediu (embora tenha coincidido); o dia em que a cidade de Catalão vivenciará uma experiência de física quântica, vista apenas nas maiores obras de ficção científica, de ter duas realidades possíveis no mesmo tempo e espaço. Em uma dessas realidades temos um prefeito eleito e empossado e na outra, que poderá começar logo após às 19:00h, não temos mais prefeito e uma nova eleição será feita. Daqui para frente, o dia 30 de abril ficará conhecido como "O dia em que Catalão parou".

Ou não.

Hoje é o dia em que entra na pauta de julgamento do plenário do TSE o recurso para indeferimento do registro de candidatura do prefeito Jardel Sebba. Partidários de Jardel, embora demonstrem tranquilidade estão com uma pulga atrás da orelha, por medo de um retrocesso no Tribunal, já a turma PMDBista comprou até os foguetes para soltar logo mais à noite, tamanha é a certeza de que a justiça será feita. As duas forças, por mais que neguem, ficarão paralisadas no dia de hoje, aguardando a tão esperada decisão, que afetará profundamente os destinos dos dois grupos, mas a verdade é que para o restante da cidade esse julgamento significa muito pouco. O comércio está funcionando normalmente hoje, e também estará depois de amanhã; o mesmo vale para as indústrias instaladas no município; assim como a agricultura; a universidade federal; o CESUC; as escolas estaduais (exceto aquela que funciona em um galpão alugado no Castelo Branco); as cheches e os profissionais liberais, enfim, tudo funciona em Catalão independente de quem é ou deixa de ser o prefeito, portanto, a importância do dia 30 de abril de 2013 se restringe a dois grupinhos que se preocupam com uma única coisa: a manutenção do poder.

Digo isso porque até hoje (e já são 120 dias) a gestão Jardel Sebba não mostrou sua cara. Falou muito em renovação, em parceria, mas o que se viu até hoje foram as mesmas velhas práticas e caras conhecidas (exceto os secretários importados): descaso com a periferia e investimento no Centro da cidade; investimento no CRAC (para tirar a atenção); descaso com o transporte público; e transformação da cidade em palanque para o Marconi Perillo. A prometida renovação ficou no discurso. Do outro lado o PMDB ainda não se refez da derrota. Não consegue articular a oposição (embora tenha conseguido a presidência da Câmara); não procurou (ou não quer) entender os motivos pelos quais a população quis mudar e desde outubro aposta nesse julgamento para voltar ao poder, sem se incomodar com o desgaste de governar uma cidade cuja maioria da população preferiu outro partido. Normal isso, afinal quem liga para a opinião pública mesmo?

Particularmente não acredito no retrocesso no TSE e acho que Jardel continua prefeito, simplesmente porque ninguém investe a quantia que ele investiu para depender do julgamento de sete pessoas. O homem é um dos mais influentes de Goiás, ex-presidente da Assembleia e Governador Interino por duas vezes, tem uma ótima assessoria jurídica e com certeza tem informação privilegiada, daí o motivo do seu sossego. O duro é continuar prefeito sem poder mandar, já que para ser eleito fez pactos de dar inveja ao diabo e agora os parceiros cobram a fatura, traduzida em total autonomia na pasta que ocupam. Desse jeito é muito sem graça ser prefeito, pois recebe todo o desgaste e não pode fazer nada para mudar a situação, mas ao menos garante o palanque para o padrinho no ano que vem, já que esse é o principal motivo para ser prefeito de Catalão.

E se ocorrer uma reviravolta e os votos de Jardel foram anulados? Quem assume é Adib ou Deusmar? Haverá nova eleição? Caso haja, o candidato do PMDB estaria preparado para superar os motivos que os fizeram perder a eleição ou vai apostar apenas no desgaste desses 120 dias de Jardel? E no caso do PSDB, quem seria o candidato: Rodrigão ou Ana Sebba? Questões que ficarão na cabeça dos catalanos até logo mais à noite. Quem tiver curiosidade de acompanhar haverá transmissão ao vivo do julgamento pela internet (os links estão por aí na blogosfera catalana) e um telão montado no Luizão do Radiador, sintonizado na TV Justiça (canal 117), para o derradeiro capítulo da eleição 2012 em Catalão.