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Pensamentos aleatórios

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14 de julho de 2017

Após vitória, Edward tira férias da política


O professor da UFG, Edward Madureira, foi uma das melhores candidaturas na política em 2014. Disputando mandato de deputado federal pelo PT ele somou 58.466 votos, dos quais 32.123 em Goiânia e 2.837 em Catalão, sendo o quarto candidato mais votado no município naquele pleito. Edward ficou na primeira suplência, mas demonstrou que é possível ser bem votado, mesmo sem apoio de grandes grupos financeiros – como é regra na maioria das campanhas de deputados federais. “Tivemos uma grande votação e a maioria destes votos foi resultado de nossa passagem pela universidade”, aponta.

Após as eleições, Edward Madureira foi sondado para ser secretário de Educação no município de Goiânia, pelo ex-prefeito Paulo Garcia (PT), e teria tido convite também para ocupar a mesma função no governo do Estado. Em entrevista à Rádio 730, no programa Primeira Hora da Notícia, Madureira confirma as sondagens, mas garante que optou pelo projeto de retornar à reitoria da Universidade Federal de Goiás (UFG), cargo que havia ocupado antes no período de 2006 a 2013.

Eleito para um novo mandato para o quinquênio 2017/2022 com 5.762 votos, equivalente a 60% dos votos válidos, Edward garante que irá cumprir todo este período, descartando a possibilidade de ser candidato novamente a deputado federal nas eleições do ano que vem, ou uma candidatura à Prefeitura de Goiânia em 2020. Mas após cumprir o seu período, a partir de 2022, o projeto político não está descartado.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores, ele avisa que irá se desligar da legenda. Seu entendimento é que o cargo de reitor de uma universidade pública é incompatível com a militância partidária. “É um tema que trato com muita tranquilidade. Entendo que o reitor precisa ter um diálogo suprapartidário, como eu tive com a bancada federal de Goiás nos oito anos que estive na reitoria. Apesar de não haver nenhum óbice de não me sentiria confortável no cargo de reitor estando filiado a qualquer partido político”, explica. Segundo Madureira, a desfiliação vai ocorrer, no tempo certo, “sem apressar nada a gente vai fazer esta desvinculação, e entendo que este diálogo tem que ser com todos. A universidade tem pessoas de todas as matizes políticas e a gente tem que defender este patrimônio”, reitera.

Crítico à política de cortes do governo federal nas verbas para Educação e Saúde, Madureira frisa que pretende ter um relacionamento institucional com o presidente Michel Temer, mas avisa que não abre mão de se posicionar sobre aquilo que entende ser ruim para o sistema federal de ensino. “Vamos fazer uma frente com os reitores de universidades e dos institutos federais, pois entendemos que a única saída deste país é o investimento maciço em Educação”, acredita.

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28 de junho de 2017

Técnico-administrativo da UFG Catalão apresentará trabalho na Universidade de Coimbra, em Portugal

 
O técnico-administrativo Wender Rodrigues Siqueira, doutorando em Administração na Universidade de Brasília (UnB) e servidor concursado da Regional Catalão (RC) da Universidade Federal de Goiás (UFG) no cargo de administrador, teve recentemente um trabalho que trata da transparência pública no Brasil aprovado para apresentação em setembro, na Universidade de Coimbra, em Portugal. O estudo traz uma revisão da literatura sobre a transparência pública no Brasil, de 1990 a 2017, com o propósito de identificar as formas de transparência, os efeitos atribuídos a essa prática e se os resultados foram alcançados.

De acordo com Wender, os resultados mostram um crescente interesse pelo assunto, com predominância da pesquisa empírica em entidades municipais e executivas, focadas na transparência orçamentária e na avaliação de sites eletrônicos, porém com poucas pesquisas sobre os efeitos da transparência pública. Na avaliação do administrador, embora a transparência pública integre a agenda de pesquisa brasileira sobre o tema, é necessário aprimorar seus métodos e abordar outras formas de transparência e apresentar os efeitos da transparência pública.

A Conferência Européia, Mediterrânea e do Oriente Médio sobre Sistemas de Informação (EMCIS), é um evento de pesquisa anual com perspectiva regional e global e abrange questões técnicas, organizacionais e sociais na aplicação da Tecnologia da Informação. Neste ano o evento será realizado em Portugal, entre os dias 07 e 08 de setembro, organizado pela Universidade de Coimbra e Universidade de Lisboa.
 
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24 de outubro de 2016

A PEC 241 e o futuro das Universidades Federais


O Conselho Universitário (CONSUNI) da Universidade Federal de Goiás (UFG) analisou em profundidade a proposta de Emenda à Constituição de número 241, a PEC-241, que institui um Novo Regime Fiscal para o país e concluiu que as consequências de sua implementação serão desastrosas tanto para a educação quanto para a saúde, a seguridade social, bem como todos os programas sociais que são desenvolvidos no âmbito do Governo Federal. Porque a PEC 241 estabelece o congelamento dos recursos financeiros previstos no orçamento da União por vinte anos, uma vez que, a partir do ano de 2017 até 2036, o orçamento de cada ano será definido como o do ano anterior corrigido pela inflação do período.

A premissa básica apresentada para justificar a proposta da PEC, ou seja, a de que houve grande elevação no volume de recursos financeiros aplicados em educação, saúde, previdência e assistência social não se sustenta, uma vez que as despesas primárias do governo se estabilizaram, desde 2005, em valores em torno de 22% do PIB. Uma análise rigorosa do orçamento da União não poderia, de outra parte, deixar de mencionar o grande volume de recursos envolvidos em renúncias de receitas (desonerações fiscais, falta de combate a sonegação e baixa tributação sobre riquezas) e aqueles destinados ao pagamento de juros, encargos e amortização das dívidas interna e externa. No texto desta PEC não há nenhuma regra que limite os recursos envolvidos nestas operações.

Simulações realizadas pela Reitoria da UFG (clique aqui e confira o estudo) mostraram que se as regras estabelecidas pela PEC estivessem em vigor no período de 1999 a 2015 (apenas 16 anos), a diminuição dos recursos destinados ao conjunto das universidades federais, a preços de janeiro de 2016, alcançaria o montante de R$ 196,8 bilhões.

Pelas regras estabelecidas na PEC, as Universidades Federais brasileiras, entre elas a UFG, estarão sujeitas a limitações orçamentárias que colocarão em risco o pleno desenvolvimento de suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação. Mais grave, tornará inviável a ampliação de vagas oferecidas em seus cursos, tornando impossível o cumprimento de uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) que estipulou atingir, até o ano de 2024, 33% dos jovens brasileiros com idade de 18 a 24 anos matriculados na educação superior. Alcançar esta meta equivaleria a quase que dobrar o número de alunos hoje matriculados na educação superior uma vez que, em 2015, esse percentual era de apenas 17,1%. Não permitir que essa meta se concretize equivale a alijar do ambiente universitário uma significativa parcela de jovens que poderiam se qualificar como profissionais e como cidadãos, aptos a contribuir para o desenvolvimento do país. Pode-se concluir também que as demais metas do PNE estarão comprometidas, o que o inviabilizará como um todo, trazendo sérias consequências também para a Educação Básica.

O CONSUNI compreende que o País precisa reorganizar a sua economia, contudo não concorda que este processo implique em uma maior exclusão social, uma maior concentração de renda, que já é demasiadamente elevada na sociedade brasileira, e que restrinja o acesso e permanência de estudantes às Universidades Públicas. O que está em pauta é o Futuro da Nação, que depende fundamentalmente da educação pública e gratuita que conseguirmos oferecer aos nossos estudantes.

Por isso, o CONSUNI se manifesta contrariamente à aprovação da PEC 241 e conclama toda a sociedade a se mobilizar contra a retirada de direitos sociais previstos na Constituição.

Nota do Consuni

Simulações sobre a PEC-241
 
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12 de agosto de 2016

Novos cortes no orçamento podem inviabilizar funcionamento da UFG


Convivendo com cortes já há alguns meses, desde que a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) anunciou um contingenciamento de R$ 2,4 bilhões no orçamento de 2016, a Universidade Federal de Goiás (UFG) vive um cenário de preocupação. Em processo de discussão sobre verbas com o Ministério da Educação (MEC), a gestão da universidade foi surpreendida com o anúncio de que a situação pode piorar em 2017.

Em entrevista ao Jornal Opção, o reitor em exercício, Manoel Chaves, afirmou que a prioridade na instituição é conseguir reverter a decisão do governo interino. Os cortes, que podem chegar a 45%, contrariam a expectativa das instituições de ensino superior, que há pouco tentavam conseguir um incremento de 2,5% no orçamento para corrigir a inflação e, ainda, conseguir manter a expansão do sistema.

No caso da UFG, o reajuste negativo é de menos de 20%. No entanto, o valor, segundo ele, já dificultaria o funcionamento da universidade. “Para o secretário de Educação Superior (Paulo Barone), esse número ainda não é definitivo, restou uma abertura de negociação junto ao MEC, até para entender quais foram os critérios utilizados para estabelecer esses cortes”, explica. “O horizonte era de que a educação não teria cortes em nenhum dos seus níveis, na verdade”, lamenta ele.

“A gente já está sofrendo, desde o ano passado, com obras paralisadas ou com ritmo diminuído, sem empenhar novas obras, entre outros. Agora, mais cortes dificultariam o pagamento de despesas de custeio, o que é complicado porque temos gastos básicos, com energia, água, com nossos funcionários terceirizados”, destaca Manoel. No Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC, a previsão do governo federal é de que os cortes de custeio possam chegar a 15%.

Sem dinheiro nem ao menos para arcar com as despesas correntes, a UFG muito dificilmente conseguirá atingir as metas do Plano Nacional da Educação (PNE). “O cumprimento de pontos do PNE está sob forte ameaça. A Universidade teria que dobrar de tamanho até 2024. Hoje, a gente tem 17% de alunos entre 18 e 24 anos no ensino superior, não vamos conseguir crescer assim”, diz.

“Estamos em fase de expansão, crescendo na capital, no interior”, destaca, “Implantando cursos novos, como o de medicina, em Catalão, finalizando a estrutura de outros, em processo de entrada de estudantes”. O vice-reitor prevê: “Manter esse crescimento vai ser impossível”.

Ele afirma ainda que o próprio ensino já sente o peso da redução de verbas. “As bolsas de iniciação científica já tiveram cortes, assim como os programas de pós-graduação, tanto o mestrado quanto o doutorado”, pontua. “Vamos esperar o ajuste junto ao MEC, ter clareza da mudança no ponto de vista das contas da universidade, mas vemos de forma muito preocupante”, conclui Manoel.

Estudantes de baixa renda prejudicados

De acordo com Manoel, além de as obras e programas da universidade já enfrentarem dificuldades e cortes, o que mais preocupa é que novos reajustes podem prejudicar até mesmo os incentivos e a ajuda de custo a estudantes de baixa renda. É o que deve acontecer se os cortes no Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), que aparecem na previsão do MEC, forem mantidos.

“Embora o governo tenha sustentado que não haveria corte no Pnae, esse reajuste aparece no sistema e nos preocupa também, porque teríamos que suspender bolsas e ajuda a estudantes de baixa renda”, ressalta. “Hoje a gente tem um contingente grande de estudantes beneficiados de uma forma ou de outra”, lembra, ao destacar o tamanho do impacto que a medida teria.

Além da ajuda de custo, os programas voltados para ações afirmativas, como os criados para atender a população indígena, os jovens que vivem em assentamentos, e os professores da zona rural, por exemplo, podem ser prejudicados. Para Manoel, a disposição do governo de mexer em áreas sensíveis do ponto de vista social deve é motivo de preocupação. “Estas medidas significam cortes em todas as esferas da educação e também podem ser seguidas, por exemplo, de cortes na saúde”, alerta.
 
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5 de agosto de 2016

Curso de Enfermagem da UFG Catalão pede socorro


Desde hoje, 05 de agosto, estudantes e professores do curso de Enfermagem da UFG Catalão usam as redes sociais para protestar contra as precárias condições de funcionamento do curso:




A manifestação já conta com o apoio de estudantes de outros cursos, conforme Nota do Diretório Acadêmico dos Estudantes (DACC) e também de professores:



A hashtag criada para o protesto  - #cadêmeusprofessoresJabur? - chamando a responsabilidade dos problemas para a Direção do Câmpus, representada pelo professor Thiago Jabur, está sendo bastante compartilhada na rede, embora as soluções não dependam exclusivamente dele ou de mobilização da Regional.


Um fato inegável é que o curso de Enfermagem da UFG Catalão vem enfrentando enormes desafios para sua manutenção desde o início, em 2009, e a ausência de professores é o menor deles, embora seja o mais visível. E os problemas só aumentaram com o anúncio da vinda do curso de Medicina, menina dos olhos de qualquer universidade, mas que acabou por escantear de vez as discussões para resolver os problemas pelos quais passa o curso que, infelizmente, não parece possuir o mesmo grau de interesse demonstrado pelas autoridades públicas com força para ajudar.

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15 de janeiro de 2014

E o SISU?

O SISU (Sistema Único de Seleção Unificada), porta de acesso para o Ensino Superior público, gratuito e de qualidade ofereceu 171 mil vagas em 2013:


O "probleminha" é que 2,4 milhões se inscreveram para essas vagas!

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