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Pensamentos aleatórios

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22 de janeiro de 2016

Novidades no processo de transformação do campus da UFG Catalão em universidade federal autônoma

Com informações do site oficial da UFG:
Ministro da Educação reafirma a criação de duas novas universidades federais em Goiás

Em reunião realizada ontem (21/01), em Brasília, o Ministro da Educação (MEC), Aloísio Mercadante, reafirmou ao reitor da UFG, Orlando Amaral, e ao secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Edward Madureira, a decisão do MEC e da Presidência da República de encaminhar ao Congresso Nacional os projetos de lei criando duas novas universidades no Estado de Goiás: a Universidade Federal de Catalão e a Universidade Federal de Jataí. 
As minutas de projetos, nos quais constam o quantitativo de funções gratificadas e de cargos de servidores técnico-administrativos, estão em fase final de análise no MEC e, posteriormente, serão encaminhadas ao Ministério do Planejamento e à Casa Civil. A expectativa é de que os projetos sejam encaminhados ao Congresso e analisados até o final de 2016. 

Sobre a importância de mais duas universidades federais em Goiás, o ministro ressaltou que: “Quanto mais próximo você está do local, melhor é para cuidar da universidade. E para o ganho na ciência, na tecnologia, na formação profissional, na pesquisa, o desenvolvimento regional. Porque isso traz impulso na parceria com as empresas, na atração de investimentos, na formação de recursos humanos. Então acho que é um projeto que vai ajudar muito no desenvolvimento do estado de Goiás”. 

O Ministro considera fundamental o envolvimento de todas forças políticas, especialmente dos parlamentares do Estado de Goiás, para que a tramitação e aprovação dos projetos aconteça da forma mais ágil possível no Congresso Nacional. Aloísio Mercadante colocou-se à disposição da UFG para dialogar com representantes da bancada de parlamentares de Goiás e auxiliar no que for necessário para a efetivação da criação destas duas universidades.

Por isso mesmo não custa lembrar como os parlamentares goianos, especialmente os da base aliada ao governador de Goiás, e o próprio, se comportam em relação ao Governo Federal: quando estão ganhando algo do qual podem se vangloriar são todo sorrisos, mas basta o interlocutor do governo federal virar as costas que a verdadeira face dos tucanos goianos se revela:




Se depender da lealdade e coerência dos tucanos para efetivar a criação das duas novas universidades federais em Goiás com certeza vamos esperar mais sessenta anos.

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16 de dezembro de 2015

Trairagem de Marconi pode acabar com o processo de transformação da UFG Catalão em universidade federal autônoma

Nada como uma mudança de conjuntura para um tucano mostrar sua verdadeira face.


Em reunião com os tucanos chefes do PSDB nacional, FHC e Aécio Neves, mais cinco governadores da legenda, Marconi Perillo, o governador tucano mais aproveitador do governo federal que existe, fechou apoio ao processo de impeachment instalado na Câmara dos Deputados.

Uma enorme prova de falta de lealdade (típica dos tucanos, diga-se), pois quando é preciso fazer graça com o chapéu alheio, como no caso da emancipação dos campus universitários de Catalão e Jataí, aí o digníssimo governador é só elogios, sorrisos e afagos com a presidente, mas quando surge uma oportunidade de enfiar a faca o faz sem a menor dó ou piedade.

Com essa traição do Marconi a emancipação dos campus da UFG em Catalão e Jataí sofreu um enorme revés, podem contar.

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13 de novembro de 2015

Ex-Reitor da UFG menciona dois políticos importantes para a transformação dos câmpus da UFG de Catalão e Jataí em universidades federais autônomas: nem Jardel nem Marconi são um deles


Para aqueles que ficam acreditando na conversa de qualquer um sobre a "paternidade" da transformação dos câmpus da UFG em Catalão e Jataí em universidades federais autônomas, recomendo a leitura do artigo do professor Edward Madureira Brasil, ex-reitor da UFG, publicado no jornal O Popular na edição de ontem (12 de novembro) em que ressalta que foram as medidas tomadas ao longo dos anos pela administração central da UFG (como a destinação de orçamento aos câmpus, proporcional ao número de cursos e de estudantes e a reformulação de seu estatuto com vistas a contemplar uma estrutura administrativa mais ágil e descentralizada dos campus avançados), somadas à mobilização das comunidades locais (e não a articulações políticas individuais) que resultaram no amadurecimento natural do processo de independência e separação dos campus do interior.

Edward, no entanto, reconhece o importante mérito de dois políticos nesses processos e, adivinhem, nenhum deles é Jardel Sebba ou Marconi Perillo. Confira:

Universidades em Catalão e Jataí
Recentemente foi anunciada a criação de mais duas universidades federais em Goiás. Devemos, sem dúvida, celebrar essa conquista que impulsionará o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e educacional do Estado. Vários Estados brasileiros têm mais de uma universidade federal, destaque para Minas Gerais com 11 instituições.
Nos anos 80, o reitor José Cruciano e sua sucessora Maria Cassimiro, com forte apoio dos prefeitos de Catalão e de Jataí, Haley Margon e Mauro Bento, respectivamente, e da sociedade local, instalaram unidades da UFG nesses dois municípios. As trajetórias dessas unidades foram marcadas por momentos de incertezas, pois sua sobrevivência dependia das prefeituras e do governo estadual, que mesmo comprometidos com a iniciativa, esbarravam ora em questões legais, ora em dificuldades econômicas, com reflexos diretos no cotidiano dessas unidades. Desde a implantação, foi primordial a atuação de professores, técnicos-administrativos, estudantes e munícipes das duas localidades, que lutaram incansavelmente pela manutenção e sonhavam com a emancipação dos câmpus.
Em 2005, os sete cursos de graduação existentes em cada cidade, contavam com 100 professores, dos quais apenas 30 pertenciam ao quadro federal e uma infraestrutura muito aquém da ideal. Programas do governo federal permitiram que, a partir de 2006, uma grande expansão fosse implementada. Investimentos de cerca de R$ 60 milhões em infraestrutura, recursos de custeio da ordem de R$ 80 milhões e a contratação de mais de 600 professores e quase 200 servidores técnico-administrativos, alteraram de forma significativa a configuração da UFG nos municípios. Atualmente, Catalão e Jataí contam com cerca de 25 cursos de graduação e 7 cursos de mestrado cada um, e infraestrutura de laboratórios de ensino e de pesquisa, salas de aula, gabinetes de professores, dentre outras instalações.
Medidas tomadas pela administração da UFG, como a destinação de orçamento aos câmpus, proporcional ao número de cursos e de estudantes e a reformulação de seu estatuto com vistas a contemplar uma estrutura administrativa mais ágil e descentralizada nessas regionais, somadas à mobilização das comunidades locais resultaram no amadurecimento natural do processo de separação. Agora as regionais de Catalão e Jataí, podem comemorar sua transformação em universidades federais, o que lhes permitirá consolidar sua inserção local, regional, nacional e internacional.
A trajetória de crescimento com qualidade, experimentada pela UFG nos últimos tempos, teve como pilares questões simples, porém essenciais, que podem orientar o trabalho de implantação das duas novas universidades. É essencial manter e ampliar as parcerias que historicamente asseguraram a sobrevivência e o crescimento destes câmpus, reforçando o trabalho das reitorias com prefeituras, governos estadual e federal. Não se pode perder de vista, também, que a existência de instituições de ensino públicas só faz sentido se estas estiverem atentas aos principais desafios de nossa época, ouvindo e dialogando com diferentes sujeitos e sempre se pautando pelos anseios da sociedade. Outros valores basilares da universidade são a pluralidade de ideias e a liberdade de pensamento e de expressão, o que pode ser traduzido em muitos aspectos da atuação da universidade, especialmente no seu caráter suprapartidário, laico, independente e de respeito e responsabilidade com todos os segmentos da sociedade.

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11 de novembro de 2015

Universidade Federal de Catalão (UFCat): afinal, quem é o pai dessa criança?


Desde o anúncio, na semana passada, da transformação do Campus da UFG Catalão em universidade federal autônoma, um debate domina o meio político da cidade: afinal, quem é o "pai", o "dono", o "maior responsável" dessa importantíssima conquista para Catalão e toda a região sudeste de Goiás? 

Vários atores da vida política local reclamam para si a paternidade desse feito, a despeito de qualquer relação mais (ou menos) harmoniosa com a universidade em tempos passados. Alguns pleitos de paternidade são repercutidos pela mídia da capital, em analises rasas que consideram apenas o cenário político atual, repetindo a informação equivocada que está sendo criada do zero uma nova universidade, ignorando que há 32 anos a UFG é a maior responsável pela formação superior na região sudeste de Goiás (claro que tal entendimento é proposital e serve a interesses específicos, não compensando gastar nosso português com quem repete esse mantra ridículo, por isso não mencionarei mais tal bazófia aqui).

A verdade é que é muito difícil, haja vista os variados argumentos, apontar quem é o maior responsável no meio político por esse feito, mas justamente por ser membro efetivo da comunidade acadêmica de Catalão, tendo me formado e pós-graduado pela UFG e há anos acompanhar de perto o debate interno sobre a necessidade de aumento da autonomia administrativa e financeira do Campus Catalão, é que resolvi compartilhar com os leitores do blog minhas dúvidas sobre os méritos de paternidade da Universidade Federal de Catalão (UFCat), de acordo com as contribuições de cada ator envolvido nesse processo. Assim, o pai da UFCat é:

Haley Margon: enquanto prefeito, há 32 anos atrás, Haley fez um convênio com a UFG para trazer cursos superiores para formação de professores, fazendo a Prefeitura arcar com pagamento de salários e estrutura física para as aulas. Mesmo depois de terminar seu mandato manteve relação próxima com a universidade, até mesmo doando terrenos de seu patrimônio particular para ampliação do campus (a área 2 do Campus Catalão, futura sede do curso de Medicina,  foi construída em um desses terrenos), sendo homenageado pela UFG com o título de Mérito Universitário pelos importantes serviços prestados a Universidade. Sem o pioneirismo de Haley não existiria campus da UFG em Catalão e sequer o sonho de uma universidade autônoma;

José Henrique Stacciarini: de todos os professores da UFG Catalão, José Henrique, do curso de Geografia, sem dúvida foi a voz mais contundente a defender a emancipação do campus e sua transformação em universidade autônoma. Sempre se manifestando nesse sentido através de artigos de opinião, trabalhos acadêmicos ou mesmos faixas afixadas na entrada do campus, José Henrique nunca mudou seu discurso, nem mesmo quando os ventos políticos eram desfavoráveis e um recuo estratégico seria salutar. Por isso o reconhecimento de toda a comunidade acadêmica;

Adib Elias: por manter o convênio da Prefeitura com a UFG, arcando com o pagamento integral dos salários dos professores após o Governo de Goiás romper com sua parte e deixar de repassar o valor equivalente a metade da folha de pagamento dos docentes conveniados (posteriormente convertido na Biblioteca e Auditório do Campus), isso em uma época em que eram pouquíssimos os professores do quadro federal efetivos em Catalão e a dependência da Prefeitura era gigantesca;

Manoel Chaves: depois de ser Diretor por dois mandatos se tornou Vice-Reitor da UFG e colocou os campus do interior em evidência, chamando a atenção para a capacidade administrativa, de articulação política e de produção acadêmica não só do Campus Catalão, mas também de Jataí;

Eu: sim, eu mesmo, este blogueiro que vos escreve, sou também um dos pais da Universidade Federal de Catalão (UFCat), pois participei, em 2010, de uma comissão coordenada pelo professor Claudio Maia, do curso de História, que elaborou o primeiro projeto sistemático para a transformação do Campus Catalão em uma universidade federal autônoma. Também fizeram parte desta comissão os professores Élida Alves (Matemática), Idelvone Mendes (Geografia), Luiz Carlos do Carmo (História), Marcelo Stoppa (Matemática Industrial), Maria Rita de Cássia Santos (Química), Rodrigo Delalibera (Engenharia Civil), Vagner Rosalem (Administração), Zenon (Biologia), a técnica Ana Paula Neiva e o estudante Sérgio Idalino, que levaram o projeto da Universidade Federal do Cerrado (UFCerr) às mãos do presidente Luis Inácio Lula da Silva, que prontamente o encaminhou à avaliação do Ministro da Educação, Fernando Haddad, que achava mais vantagem investir no sistema multicampus do que na criação de novas universidades, o que levou o projeto a não ter a devida atenção. Nessa empreitada também merecem destaque o deputado federal Rubens Otoni e o prefeito Velomar Rios, sendo a articulação política de ambos fundamental para a chegada do projeto às mãos do Presidente (o que oficializou, pela primeira vez, o desejo de independência do Campus Catalão);

Edward Madureira: a articulação política de Edward, que durante seus dois mandatos de Reitor, foi responsável por emendas orçamentárias, obras, pessoal docente e técnico, que permitiram o enorme crescimento da UFG durante o Reuni (Programa de Reestruturação das Universidades Federais), fazendo o Campus Catalão triplicar de tamanho e oferta de cursos. É também de Edward o maior mérito pela vinda do curso de Medicina, que mesmo sem ainda ter começado, alçou o campus em outro patamar de importância;

Orlando Amaral: o atual Reitor da UFG merece o mérito por não ter criado empecilhos à separação dos campus de Catalão e Jataí, afinal vai entregar uma UFG menor do que recebeu e nem mesmo assim usou de sua influência e prestígio para atrapalhar o processo;

Gustavo Sebba: mesmo sem nunca ter pisado no Campus Catalão, o deputado estadual pleiteia a paternidade do UFCat por ser aliado do Governo de Goiás e ter feito uma emenda orçamentária no valor de 3 milhões de reais em verbas estaduais para ajudar na consolidação do curso de Medicina (que se foram realmente aplicados, como no caso da construção do Auditório e da Biblioteca, e não ficarem só na conversa, como os 3 milhões da reforma do Ginásio Internacional) serão importantes no início das atividades do curso, principalmente levando em conta o atual cenário de cortes orçamentários do Governo Federal;

Jardel Sebba: está no lugar certo, na hora certa. Mesmo fazendo uma gestão fracassada, sem dinheiro para trocar lâmpadas ou pagar fornecedores em dia, ninguém pode negar que o prefeito de Catalão assinou todos os protocolos necessários para a vinda do curso de Medicina e para a renovação do convênio entre Prefeitura e UFG. Mesmos que tais atos fossem feitos até mesmo pelo Bozó, se ele fosse o prefeito, é Jardel quem está na cadeira e irá colher parte dos méritos das duas melhores notícias dos últimos 30 anos para Catalão e região;

Marconi Perillo: o Governador de Goiás mais uma vez mostra que é mestre em fazer graça com o chapéu alheio, atribuindo a criação de duas universidades federais à sua capacidade de articulação política, mesmo deixando a Universidade Estadual de Goiás (essa sim, de sua competência) acabar à míngua. Aparece agora, graças a tendenciosa grande mídia da capital, como o principal responsável pelo atendimento dos pleitos históricos de emancipação dos Campus Catalão e Jataí. Inegavelmente tem seu mérito, pois foi permitido a ele dar em primeira mão a notícia (sabe-se lá em troca do quê), mas no caso de Catalão sua maior contribuição foi construir a Biblioteca e o Anfiteatro (obras inegavelmente importantes, diga-se), mas parando de repassar a parte que cabia ao Estado no pagamento do salário dos professores conveniados. Uma aposta irresponsável, que Marconi ganhou no final, mas arriscou provocar o fim do Campus Catalão, caso a Prefeitura não conseguisse manter sozinha o convênio, e sem Campus não haveria sequer possibilidade de nova universidade...

Enfim, apresentados os pretensos pais, e as justificativas de cada um para receber os méritos da paternidade, eu fico em dúvida em quem tem mais razão no seu pleito, de quem seria o mais digno de, acima de todo o esforço coletivo ao longo dos tempos, merecer todos os louvores e glórias de escrever o seu nome na certidão de nascimento de tão importante acontecimento na história de Catalão e região. Mas de uma coisa eu tenho convicção: se não dá para saber quem é o pai da UFCat, com certeza sabemos quem é a mãe, e esta, sem estardalhaço e sem fazer graça com o chapéu de ninguém além do dela estará em Catalão no próximo dia 19 para anunciar oficialmente a boa nova à população da região sudeste de Goiás, e que seja muito bem vinda, Presidenta Dilma Roussef, Mãe da Universidade Federal de Catalão.

E o pai?! O pai não interessa, na atual conjuntura o poder está na maternidade e o pai, quando presta, só serve para pagar pensão.

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