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Pensamentos aleatórios

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31 de agosto de 2016

Consumado o impeachment a pergunta que devemos nos fazer é: que tipo de país queremos?

Por Leonardo Sakamoto

Consumada a deposição do governo Dilma Rousseff, resta uma única coisa a ser feita para que nosso sistema político não se torne uma piada completa entre o resto do mundo livre: eleições diretas para a Presidência da República.

Sob qualquer ponto de vista que considere um mínimo de ética no trato com a coisa pública, Michel Temer não tem condições para exercer o mandato.

Sendo ele companheiro de chapa e tendo dado anuência aos mesmos malabarismos fiscais pelos quais Dilma foi condenada, deveria, portanto, ter o mesmo destino que a ex-mandatária. Isso sem contar as acusações que pesam contra ele e seu gabinete na Lava Jato, colocando em suspeita seu real apoio à continuidade da operação e a investigação a integrantes de outros campos políticos.

Mas, principalmente, as tungadas propostas pelo governo Michel Temer nos direitos trabalhistas previdenciários, além da criação de um teto limitando gastos públicos são alterações tão profundas no Estado brasileiro que deveriam, para serem efetivadas, passarem pelo voto popular.

Se a população brasileira aceitar um programa de governo que transforme a CLT em confete, implante uma idade mínima de 65 a 70 anos para a Previdência Social e bloqueie novos investimentos nas áreas de educação e saúde, amém, que assim, seja.

Mas o que o PMDB, agora mandando formalmente no governo federal, vai começar a fazer é algo muito além de estelionatos eleitorais praticados por FHC, Lula e Dilma. O que ele propõe é uma mudança profunda na natureza do Estado brasileiro e o quanto dele será destinado a atender a população que mais dele precisa.

As medidas podem alegrar grupos econômicos, seus representantes, porta-vozes e patos amarelos, mas certamente não o povão - que não foi para a rua nem a favor, nem contra o impeachment, segundo pesquisas realizadas pelo instituto Datafolha, e segue bestializado assistindo a tudo pela TV.

A verdade é que apenas um governo que não foi escolhido após um debate eleitoral profundo e que não teve coragem de defender esses pontos publicamente seria capaz de produzir o impensável.

O Brasil é resistência. Não aquela cantada em prosas e versos, da resistência dos ricos e poderosos, que com seus grandes nomes deixaram grandes feitos que podem ser lidos em grandes livros ou vistos na TV. Mas a resistência solitária e silenciosa de milhões de anônimos que não possuem cidadania plena, mas tocam a vida mesmo assim.

Essa resistência será posta à prova a partir de agora.

Que tipo de país vocês querem?

E o quanto estão dispostos a lutar por ele?
 
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23 de maio de 2016

Certificado para quem apoiou o Impeachment achando que não era golpe


Marque aquele seu amigo que falava que não era golpe!!!

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Impeachment foi plano para assegurar impunidade, mostra gravação com Jucá

Reprodução “Folha de S. Paulo'', 23.05.2016

O que parecia óbvio para muita gente agora ganha confirmação de viva voz: o impeachment da presidente constitucional Dilma Rousseff foi articulado por próceres do PMDB para assegurar a impunidade de investigados e suspeitos na Operação Lava Jato.

O repórter Rubens Valente obteve gravação de conversa de março entre o atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Ambos peemedebistas.

“Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria'', disse Jucá, em sentença que entra para a história da política e da politicagem nacionais.

Machado disputa com o correligionário para ver quem é mais claro: “É um acordo, botar o Michel [Temer], num grande acordo nacional''.

Jucá: “Com o Supremo, com tudo''.

Machado: “Com tudo, aí parava tudo''.

Jucá: “É. Delimitava onde está, pronto''.

A conversa tratava de investigações sobre corrupção no âmbito da Lava Jato.

Cada um interpretará como quiser.

É preciso ser craque em malabarismo retórico para ignorar lição mais evidente: a conspiração que derrubou Dilma, em abril na Câmara, e em maio no Senado, prestou-se a manter impunes aqueles que historicamente aprontam sem ser punidos.

Ecoa a voz do ministro de Temer: “Com o Supremo, com tudo''.

Não é só Romero Jucá quem tem de ser demitido.

Michel Temer deveria ser o primeiro.

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18 de maio de 2016

Um show de votação

A votação do Impeachment ocorrida na Câmara dos Deputados na visão do Zorra Total:


O difícil é saber se é uma paródia ou uma retratação fiel do que ocorreu, porque o nível dos discursos é o mesmo...

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11 de maio de 2016

Ponte para o Futuro ou Viaduto para o Passado?

Por Leonardo Sakamoto. 
 
 
Dilma fez um governo ruim que decepcionou quem a elegeu. Apesar disso, há muita gente boa trabalhando na administração federal para implantar e manter políticas públicas visando à efetivação dos direitos fundamentais – da mesma forma que também havia no governo Lula ou FHC.

Muitos não acreditam nisso e acham que tudo se resume a uma luta do bem contra o mal, em parte por culpa de um debate público enviesado, empobrecido e emburrecedor, que simplifica o que é complexo até perder todas as nuances. Rejeita-se toda explicação que não couber em dez segundos ou 140 caracteres porque é longa demais.

Bons profissionais, que colocam o bem comum acima dos interesses partidários, paroquiais ou individuais, passaram as últimas semanas analisando como garantir que certas políticas sociais, culturais, ambientais, trabalhistas não deixem de existir com a transição repentina, que será ratificada pelo Senado Federal nesta quarta. Não estou falando de programas mais visíveis, como o Bolsa Família, mas de centenas de ações que começaram com petistas ou tucanos e que ajudaram a tirar direitos pensados na Constituição Federal de 1988 do papel.

Conversei em Brasília com muita gente que está com profundas olheiras por articular e planejar no intuito de garantir a continuidade do que funciona bem.

Nessa hora, percebemos o quanto algumas de nossas conquistas históricas são frágeis, podendo ser derrubadas com mudanças na direção do vento – neste caso, o provável fim do ciclo “social-democrata''/''trabalhista'' (está entre aspas de propósito porque PSDB e PT deram novos significados a esses termos…), que se iniciou em 1994 e termina nesta quarta (11). Frágeis pela própria incompetência dos governos até aqui, que acreditaram que alguns avanços estariam consolidados.

Andando pelo corredores do Congresso Nacional, ouvimos listas e listas de leis que serão aprovadas nos próximos meses para “flexibilizar'' alguns desses direitos em nome do crescimento econômico rápido ou da garantia de vantagens para grupos que apoiaram a mudança política. A “Ponte para o Futuro'', do PMDB, pode ser, na verdade, um viaduto para o passado. Em outros casos, será mais fácil ainda, com a execução de programas minguando até permanecerem no mínimo patamar possível para que o governo não seja acusado de interrompê-los.

Em última instância, contudo, a diferença será garantida não nos gabinetes, mas nas ruas. Pois é o povo que vai dizer se uma lei ou um programa social deixará ou não de ser executado. Se não aceitar que determinado direito vire pó – como o direito de não ser escravizado em fazendas e canteiros de obras ou o direito de receber uma aposentadoria de, pelo menos, um salário mínimo por tantos anos trabalhados – terá que se mobilizar. E deixar claro que não aceita retrocessos.

Como mostram os instituto de pesquisa, como o Datafolha, a população mais pobre não foi às ruas nem a favor, nem contra o impeachment. Muito menos a maioria dos jovens que coalharam as ruas em junho de 2013. Estão em compasso de espera por não se verem representados pelo que esta aí. A dúvida é se, a depender de como soprar o vento agora, eles explodirão a fim de dizer “não'' para quem tentar suprimir os poucos direitos que têm.

De qualquer forma, inauguramos agora um momento delicado. Pelo macarthismo à brasileira que se espreguiça no horizonte, a luta por direitos voltará a ser caso de polícia. Ou, pior, de terrorismo.
 
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Senador Ostentação, aliado de Jardel, vai falar na sessão de Impeachment. O que ele tem a dizer?

Ao se inscrever para falar na sessão desta quarta-feira sobre o impeachment da presidente Dilma, o senador goiano Wilder Morais, do PP, surpreendeu.

Wilder Morais integra a bancada dos “mudos” no Senado Federal: é presença rara na tribuna e nunca faz intervenções no plenário. Em 2014, fez apenas um discurso. Em 2015, mais um. Reagiu em 2016 e, até agora, já ocupou a tribuna por 6 vezes.

O goiano também costuma ser citado pela imprensa nacional como membro da bancada dos “sem voto” no Senado: suplentes que assumiram a vaga em decorrência do afastamento ou licença dos titulares. Wilder Morais ganhou a cadeira em função da cassação do mandato de Demóstenes Torres. Wilder também é lembrado como o "Senador Ostentação" por chegar de helicóptero em reuniões políticas, namorar modelos que desfilam semi nuas e se vestir de PM em festas a fantasia.

Dos 3 senadores goianos que falarão na sessão do impeachment – Ronaldo Caiado, do DEM, e Lúcia Vânia, do PSB, também estão inscritos – é Wilder Morais que atrai as atenções.

O que será que ele tem, finalmente, a dizer? Será que vai falar sobre o apoio que seu partido dará a Jardel na eleição para prefeito deste ano? O mesmo Jardel que se vangloria de ser importante no processo de criação da UFCat, um ato que só dependeu da boa vontade da Presidente Dilma, mas cujo senador apoiador é favorável ao impedimento de seu mandato?
 

A Dilma deve ser muito agradecida ao Senador ostentação e a seus aliados mesmo...
 
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9 de maio de 2016

Reviravolta no Impeachment: os melhores Twittes












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Suspensão do Impeachment é vingança de Cunha?

 
Da Folha de São Paulo, há minutos:
O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), assinou decisão nesta segunda-feira (9) para anular a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso.

Ainda não há detalhes completos da decisão, que será publicada na edição do Diário da Câmara desta terça (10).

A Folha apurou, porém, que o motivo seria a interpretação de que a votação ultrapassou os limites da denúncia oferecida contra Dilma por crime de responsabilidade –tratando da questão da Lava Jato e não só das supostas irregularidades orçamentárias.

Maranhão é aliado do governador Flávio Dino (PC do B-MA), um dos principais correligionários de Dilma.


Isso é o que a Folha diz. Mas alguém, maquiavélico, pode dizer que Maranhão, aliado incondicional de Eduardo Cunha e autor de várias decisões que retardaram seu julgamento pela Comissão de Ética pode ter sido deixado de bóia salva-vidas pelo ardiloso ex-presidente da Câmara, justamente para o caso de o “amigo” Temer ter resolvido deixa-lo afundar sozinho.

Como a decisão só sai no Diário da Câmara amanhã, parece que pode ter “melado” a festinha na quarta-feira.
 
 
Acompanhemos...
 
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26 de abril de 2016

Quem propõe eleições gerais como saída da crise política brasileira é desinformado ou está contando lorota

Segundo opinião do advogado especialista em Direito Eleitoral, Dyogo Crosara, publicada na edição de ontem do jornal O Popular, não é possível antecipar o fim dos mandatos e convocar eleições gerais, simplesmente porque esse mecanismo não está previsto na Constituição Federal. 

Para que isso ocorresse seria necessário convocar uma assembleia constituinte para a elaboração de uma nova constituição. Como a antecipação das eleições não está prevista em nosso ordenamento jurídico, se ocorresse seria um golpe, mesmo que a convocação de eleições se desse por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), pois atingiria uma das cláusulas pétreas da Carta Magna: o regime democrático, que prevê mandato de quatro anos para presidente da República.

Ou seja, quem propõe a realização de eleições gerais como solução para a crise política brasileira pode se enquadrar em duas categorias: ou é desinformado e está falando o que não sabe ou então é demagogo e está contando lorotas para enganar a população, pois legalmente essa possibilidade não existe.


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25 de abril de 2016

A contraditória entrevista de Jardel ao Diário da Manhã


Acabei de ler a entrevista concedida pelo prefeito Jardel Sebba ao jornal Diário da Manhã, publicada na edição de ontem, e recomendo que leiam, pois é um show de contradições e ódio como poucas visto em manifestações anteriores do prefeito.

O principal ponto da entrevista é a crítica veemente que Jardel faz ao apoio do PSDB a um possível Governo Temer, taxando o Impeachment de golpe e o vice-presidente de oportunista, indo na contramão do PSDB nacional e de seu compadre Marconi, que já declarou apoio a Temer e, oportunisticamente, já está se reunindo com o provável "núcleo duro" do próximo Governo, como noticiado pelo Jornal Opção:


Quanto às declaração do prefeito sobre o processo do Impeachment tenho que concordar com ele, pois também considero o que está acontecendo no Congresso Nacional um golpe, no entanto estranho ele criticar o Impeachment somente agora, pois há poucos dias  publicou em seu perfil no Facebook que "a democracia brasileira saiu fortalecida" com a aprovação do Impeachment:


Que mudança, hein?!

Também não entendo quando ele critica o "oportunismo" de Temer, afinal o seu compadre Marconi é o maior oportunista de todos os tempos quando o assunto é se aproveitar do Governo Federal, e Jardel nunca criticou a posição "duas-caras" do compadre que, se fosse coerente, orientaria sua bancada a votar contra o impedimento da Presidente, já que o Governo Dilma o carregou nas costas durante os últimos quatro anos. Mas paciência, para Jardel pau que bate em Chico não serve para bater em Francisco.


Outra coisa que chamou a atenção na entrevista foi o ódio com o qual ele critica o PMDB goiano, que segundo ele produziu escândalos de corrupção que envergonharam e quebraram Goiás, com o especial destaque para Catalão, que de acordo com Jardel produziu "dois históricos escândalos de supostos desvios de recursos públicos para bolsos privados": a Operação Ouro Negro (desvio de 11 milhões de reais em obras de pavimentação) e o caso das Pastinhas do IPASC (que teria causado prejuízo também de 11 milhões de reais ao Instituto de Previdência dos Servidores de Catalão). Estranhamente nem Jardel nem o repórter que conduziu a entrevista mencionaram o fato que nenhuma das duas "operações" deu em nada, ninguém foi indiciado nem condenado a devolver nenhum centavo dos supostos desvios cometidos. Situação totalmente diferente do próprio Jardel, que nos últimos anos teve bens bloqueados pela Justiça na valor de R$ 6.225.957,03 (quase 7 milhões de reais) por duas operações do Ministério Público que apuram desvio de recursos por meio da contratação de funcionários fantasmas (Padre Fantasma e Operação Poltergeist), isso sem mencionar o pedido de bloqueio de R$ 3.738.767,19 pela contratação de mais 32 funcionários fantasmas na época em que Jardel foi presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, o que vai totalizar quase 10 milhões de reais em bens bloqueados, conforme consulta ao site do Ministério Público:


E isso só da época em que ele foi presidente da Assembleia!!!

Outra consulta ao site do MP, agora sobre a gestão Jardel na Prefeitura de Catalão, produziu muito mais resultados (confira aqui), que vão desde recomendações ignoradas pelo prefeito (como no caso da contratação do Instituto Qualicon para realizar os concursos da SAE e da Prefeitura), passando por ações para anulação da cobrança de taxas ilegais (as da SAE), de improbidade pela contratação de assessoria jurídica sem o devido processo licitatório (também para a SAE), de ressarcimento de valores gastos para contratar shows para inaugurar postos de saúde que até hoje não funcionam por falta de materiais básicos (UBS Pontal Norte e Evelina Nour) e de outras irregularidades na gestão, o que comprova a incompetência e irresponsabilidade no uso do dinheiro público, algo impensável para um político experiente e tão bem articulado quanto Jardel. Esse último ponto inclusive é lembrado na entrevista, destacando que Jardel é um "tucano de alta plumagem" já tendo sido Presidente da Assembleia e Governador interino, amigo de Aécio Neves (e isso é vantagem?) e de Marconi Perillo, embora fatos dos últimos anos contradigam essa afirmação.

Desde o início da gestão Jardel na Prefeitura de Catalão Marconi parece ter se esquecido dessa amizade, afinal nenhuma das vantagens que os catalanos teriam com a famosa "parceria" com o Governo de Goiás foi vista até agora: o CREDEQ não saiu do papel, a duplicação da rodovia até Goiânia também não, o Colégio Militar muito menos, sem mencionar o funcionamento do aeroporto, a reforma do Ginásio Internacional, a não ampliação da área do DIMIC e a não instalação de NENHUMA empresa em Catalão nos últimos três anos (diferente de outras cidades que não tem prefeito compadre do governador e receberam várias grandes empresas). Daí deduz-se que a plumagem tucana de Jardel já não é mais a mesma, afinal se fosse Marconi não lhe daria o puxão de orelha que deu por sua declaração contrária ao Impeachment:
 

No final da entrevista são citados alguns números sobre Catalão (153º lugar no IDEB, 5º maior PIB de Goiás, 12º lugar - em quê? - entre os 246 municípios goianos) dando a entender que foi a gestão Jardel que levou a cidade a atingir esses índices, no entanto não cita que Catalão ocupa o 1º lugar no ranking do desemprego dos município do interior de Goiás (dados do CAGED do Ministério do Trabalho), ocupa o vergonhoso 120º lugar em transparência entre os 246 municípios goianos (ranking do Ministério Público Federal) e nem que a gestão Jardel contraiu empréstimos e dívidas milionárias que deverão ser pagos pelos próximos dois prefeitos (CELG, PMAT, Caixa Econômica, dívidas protestadas em Cartório e outras), sem mencionar a malha asfáltica deteriorada e a incompetência em trocar lâmpadas, coisas que não são condizentes para um eficiente gestor público.

Jardel também cita como solução para a crise e o impasse político no Brasil a realização de eleições gerais em outubro deste ano, certo de que o atual sistema político é bom, ruim são os que estão em seus mandatos (ele incluído), a proposta mais equivocada, pois foi justamente o atual sistema, através do financiamento empresarial de campanhas e voto proporcional que levou a crise instalada, ou seja, de nada adiantariam novas eleições sem uma ampla e profunda reforma política, que diminuísse a disparidade das campanhas (acabando com a dependência de financiamento), estabelecesse o voto distrital (de modo que nenhuma região ficasse sem representação), acabasse com os partidos de aluguel e estabelecesse a possibilidade de a população avaliar, pelo voto direto, os seus governantes. Aí sim, a gente poderia começar do zero e realizar novas eleições para todos os cargos, de vereador, prefeito, deputados, senadores, governadores e presidente. Sem isso propor eleições diretas não passa de demagogia barata.

A verdade é que a birra de Jardel com Temer nada tem a ver com o golpe ou com o desrespeito a democracia. Tem a ver sim é com o medo do impacto que uma presidência do PMDB terá nas eleições municipais deste ano, principalmente em Catalão, onde Temer já veio pedir voto na eleição passada, para o adversário. Daí a indignação de Jardel, que o levou até a ir contra a posição de seu mentor. Mas é uma bobagem e exagero de Jardel, pois mesmo que Michel Temer assuma a Presidência e venha pedir voto para seu principal adversário não é isso que vai acabar com suas chance de reeleição, isso Jardel fez sozinho sendo o pior prefeito que Catalão já teve, e esse fato nenhuma oportunista mudança de opinião vai conseguir tirar da cabeça dos eleitores.
 
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Fogo amigo: Marconi critica opinião de Jardel sobre impeachment


A base aliada do governador Marconi Perillo (PSDB) já não tem a mesma sintonia. Os discursos, que eram ensaiados, agora têm tomado caminhos antagônicos. Neste fim de semana, por exemplo, o prefeito de Catalão, Jardel Sebba (PSDB), denominou o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) como “golpe” e teve a resposta de bate-pronto do governador goiano.

“O que está acontecendo é um verdadeiro golpe de uma oligarquia corrupta contra Dilma. O PSDB não pode compactuar com isso e compor o governo de Michel Temer (PMDB)”, disse Jardel em entrevista ao Diário da Manhã - mesmo ciente da articulação de Perillo nos bastidores para conquistar um espacinho no novo cenário do Governo Federal.

Marconi foi rápido e mandou a resposta dos Estados Unidos: “Falar em golpe é ignorar os avanços conquistados e a vontade popular. O atual momento político é fruto de uma democracia consolidada e instituições fortes.”

Fonte: Goiás Real. 

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19 de abril de 2016

Nada como um dia após o outro (especial votação do Impeachment)...


O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB), foi preso preventivamente pela Polícia Federal em Brasília na manhã de segunda-feira. Ele é marido da deputada Raquel Muniz (PSD), que votou a favor do impeachment, e estava na capital justamente para acompanhar o processo contra a presidente Dilma Rousseff, segundo informações do jornal O Globo.

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de fraudes em licitação na área da saúde. A ação foi batizada de “Operação Mascara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde”. Ocorreram ainda outras prisões em Montes Claros.

Ao proferir seu voto na sessão de domingo, a deputada fez questão de exaltar a gestão do marido:

– Meu voto é em homenagem às vítimas da BR-251. É para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão. Meu voto é por Tiago, David, Gabriel, Mateus, minha neta Julia, minha mae Elza. É pelo norte de Minas, é por Montes Claros, é por Minas Gerais, é pelo Brasil. Sim, sim, sim.

Ela já tinha antecipado sua posição na discussão do processo de impeachment na sexta-feira e a gestão do marido foi vendida por ela como exemplo no combate à corrupção.

– A corrupção que assola o nosso País é a ferrugem que impede o desenvolvimento. Não podemos mais permitir essa situação. Em Montes Claros, minha cidade natal, o Prefeito Ruy Muniz, senhoras e senhores, criou a Secretaria de Prevenção à Corrupção. E, lá, temos lutado para dar mais qualidade de vida aos montes-clarenses, para garantir dignidade à nossa gente – disse Raquel Muniz, na sexta-feira.

É...

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