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Pensamentos aleatórios

4 de janeiro de 2013

Impressões sobre os primeiros dias da gestão de Jardel


Ano novo, vida nova! E para os catalanos mais ainda, pois estamos de Prefeito novo e equipe de governo toda nova, após 12 anos do mesmo grupo comandando a administração municipal. Agora realmente acabou a campanha política e as promessas de renovação e novas formas de lidar com o dinheiro público começam se tornar realidade e os primeiros passos são importantíssimos para analisar se o caminho será corretamente trilhado, portanto vamos às impressões sobre os três primeiros dias da gestão de Jardel Sebba à frente da Prefeitura de Catalão:

A posse: festa popular, não poderia ser diferente. Após duas derrotas (a segunda muito mais doída que a primeira) a posse de Jardel como prefeito de Catalão tinha que ser festiva e festejada sim. Queima de fogos sobre o morrinho do São João na vidada do ano (me fez sonhar com uma festa de réveillon popular em Catalão), presença do Governador, assinatura de convênios e desfile em carro aberto, tudo o que Jardel poderia ter direito para comemorar esse importante momento em sua vida e para lavar a alma das derrotas anteriores.

Presidência da Câmara: Jardel não se envolveu diretamente na disputa, deixou tudo por conta de Silvano e do articulador Souza Filho, o resultado: presidência com o PMDB. É começar a gestão com o pé esquerdo, porque uma coisa que político gosta mais que dinheiro é bajulação e Jardel não desceu do pedestal para bajular ninguém, deixou por conta do Silvano e do Souza, que fizeram suas propostas (autorizadas por Jardel, sem dúvida), mas se não sair da boca do prefeito o cara não se compromete, é bobagem. Jardel se manteve firme (ou arrogante?) e perdeu a presidência da casa. A verdade é que não muda em nada a relação do prefeito com os vereadores (esses vão aprovar qualquer coisa daqui pra frente, mas cada vez será uma nova negociação), mas o valor simbólico de ter o PMDB comandando o legislativo é enorme.

Secretariado: erros e acertos. O maior erro de Jardel nesse ponto, em minha opinião, não foi nomear pessoas de fora de Catalão, como muita gente está criticando, mas nomear pessoas que não participaram de sua campanha em detrimento de gente que colocou a cara. Trazer gente de fora que tenha experiência na administração pública e na área em que vai atuar é muito melhor que nomear um catalano que não tenha experiência na área só por que é da cidade (Cesar na SAE? Tem experiência na área? Cadê um competente engenheiro de carreira da SANEAGO?), mas também tinha que dar preferência para quem esteve sempre junto na campanha, colocou a cara e pediu voto, tem muita gente magoada porque foi preterida por gente de fora, mas mais ainda por ser trocada por pessoas que não se envolveram diretamente na campanha. Os acertos são o Secretário de Meio-Ambiente, professor Marcelo Mendonça, que tem atuação na área, conhecimento, competência e se envolveu diretamente na campanha desde o começo, não é como uns e outros que pularam no barco na ultima hora. Além de Marcelo, Jardel acertou em trazer de Uberlândia o médico Adenilson Lima, que foi o responsável pela implantação da rede UAI na cidade (ideia posteriormente copiada para as UPAs da Dilma) e do Hospital Municipal de Uberlândia (referência na América Latina), portanto o cara é competente e entende da coisa, se lhe for dado autonomia tem tudo para fazer um ótimo trabalho na Saúde em nossa cidade. O outro acerto de Jardel foi trazer de Goiânia o Marcos Araken, profissional em comunicação pública, área carente em nossa cidade e uma das principais fragilidades do governo Velomar. É claro que Marcos não conhece a cidade e nem os profissionais em comunicação que aqui trabalham, mas tem o know-how necessário para tocar a pasta. A questão geral do Secretariado é não ser xenofóbico se os caras forem bons, aplaudir as pessoas certas nos lugares certos e não deixar de criticar os erros quando aparecerem (Souza Filho seria melhor aproveitado no Planejamento, por ser articulador político, e Rodrigão no Trabalho e Renda, porque esta pasta se relaciona mais com os trabalhadores), mas também é preciso reconhecer que a campanha tem um preço pelos apoios e estes são pagos com cargos na administração, que na maioria dos casos são ocupados por critérios políticos e não técnicos.

Factoides: foguetório, posse festiva, assinaturas de convênios no primeiros dia, posse do vice-prefeito com o antigo uniforme da montadora de veículos, visita ao túmulo dos pais, abertura do Restaurante Popular (garantindo o pão), montagem do time do CRAC em um dia (garantindo o circo),  exposição das sucatas deixadas pela gestão anterior em uma das principais avenidas da cidade... é, de factoides a gestão Jardel começou bem. Factóides, para quem não sabe, são fatos divulgados com sensacionalismo ou estardalhaço, que podem ser verdadeiros ou não. O propósito de um factoide é gerar deliberadamente um impacto diante da opinião pública, de forma a manipulá-la. Tudo o que está acontecendo nesses primeiros dias vem sendo divulgado e explorado ao máximo, seja através da imprensa tradicional ou por meio das redes socias, coisa de profissional (olha o dedo do Araken aí) e está funcionando, principalmente porque Velomar, o principal atacado, não se defende e deixa a defesa do legado PMDBista com Deusmar Barbosa, que só sabe se defender atacando. A estratégia de Jardel está dando certo por enquanto, mas logo as denúncias tem que passar para as ações e é aí que mora o perigo, porque uma coisa é responsabilizar e atacar a gestão anterior (um ser abstrato), outra bem diferente é expor o indivíduo que levou motores, televisores, computadores, combustível e tudo mais que está faltando, porque é colocar gente pobre na cadeia, atitude extremamente impopular para qualquer governante.

Minha opinião: Acredito que Jardel poderá sim fazer uma boa gestão, mas é preciso sair do campo dos factoides para o das ações práticas. A assinatura de convênios com o Governo do Estado foi importante e simbólica, mas quem investe maciçamente nos municípios é o Governo Federal (que em Uberlândia anunciou convênios no primeiro dia do novo prefeito) e Jardel não trouxe nenhum deputado federal para anunciar investimentos em Catalão. É necessário também aparar as arestas com sua base na Câmara, ainda fiel, mas magoada por ser deixada sozinha nas negociações para a presidência. Outro ponto fundamental é a relação com o CRAC, que é preciso ser profissionalizado e despolitizado, mas com as presenças de Rodrigão e Gustavo Sebba na gestão do time é provável que não ocorra tão cedo. Torço para o sucesso da gestão, até porque se for ruim a cidade inteira sofrerá e não só quem votou em Jardel. Ainda é cedo para dizer que a gestão será fracassada, falta nomear os ocupantes de muitas pastas importantes (SMT, Licitações, IPASC...) e muitos servidores comissionados, grandes responsáveis pelo sucesso ou fracasso de uma gestão (Velomar que o diga), temas para o próximo post.

29 de dezembro de 2012

A hora da verdade!

A Hora da Verdade se aproxima, ou seria a Hora do Espanto?

Parece até título de filme de terror, mas não é não (poderá vir a ser). É que está se aproximando o dia 1º de janeiro, data da posse do prefeito, dos novos vereadores e também da eleição para a presidência da Câmara de vereadores de Catalão, onde dois candidatos contam como certos que serão o presidente: pela ala governista, Silvano Mecânico, do lado oposicionista, Deusmar Barbosa.

A vantagem está com Deusmar, que tem do seu lado 9 dos 17 vereadores, mas Silvano também é forte, pois o seu maior cabo eleitoral é o prefeito Jardel (e tem como carta todas as benesses que um aliado do prefeito poderia oferecer). 

Seja quem for o eleito ficará um gosto amargo de traição na boca, maior se for do lado de Deusmar, é claro, mas não é de espantar que ocorra. Silvano não ser o presidente seria o resultado normal, mas poderia se evitar o constrangimento de montar uma chapa para a disputa sabendo-se que os votos estão definidos.

De toda forma, seja qual for o resultado, a questão não termina aqui. A atuação da Câmara em cada votação vai ser muito mais decisiva (e valer muito mais) do que o voto para a presidência, resta saber se os vereadores do lado do PMDB, se se mantiverem fieis agora, ainda terão peito para ser oposição ao prefeito ou se vão se dizer arrependidos e se comprometerem com a eleição de um presidente governista daqui a dois anos.

Em tempo: impressiona o quanto a política de Catalão não muda. Há vinte anos são os mesmos atores: PMDB contra PFL, depois PMDB contra PSDB, Adib contra Jardel... tanto Silvano quanto Deusmar já disputaram a presidência e foram presidentes, e ambos se desgastaram na função. O primeiro teve balancetes reprovados pelo TCM por causa de gastos excessivos em papel higiênico (50 mil reais) e o segundo já foi presidente por três vezes e está na mira do Ministério Público, por conta de irregularidades na contratação de mão-de-obra, e mesmo assim não surge um nome novo para se oferecer para o embate. Pelo jeito o "troca e renova" da eleição é só para o Executivo mesmo, já que os vereadores se mantêm e os novos entram no jogo rapidinho e garantem a submissão do Legislativo.

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Retrospectiva 2012


Retrospectiva dos fatos mais marcantes ocorridos em nossa cidade (na humilde opinião deste blogueiro) no ano que vai findando.

Janeiro
  • Um acidente ocorrido no dia 10 de janeiro deixa a população de Catalão perplexa e horrorizada. A violência do impacto foi tanta que arrastou cerca de dez veículos e culminou em vários feridos e na trágica morte da jovem Lara Paschoal, que voltava do trabalho em seu horário de almoço.
  • Asfalto ruim e chuva em excesso fazem das ruas de Catalão uma verdadeira pista de Rally, para revolta da população e alegria dos piadistas, que até escolheram mascote para a Prefeitura.
  • Início do Goianão, mas a preocupação não é se o CRAC conseguiu ou não montar um bom time, é saber se foi mesmo o Jardel que distribuiu as camisetas no jogo com o Vila Nova.
Fevereiro
  • Greve dos professores da rede estadual de ensino se arrasta, sem perspectiva de conversa com o Governo. Duraria 50 e acabaria de forma melancólica sem um acordo assinado, só promessas.
  • A lei da Ficha Limpa é aprovada e valerá para as eleições de 2012. Em Catalão a repercussão é enorme e de uma hora para outra surgem especialistas em Direito Eleitoral em cada esquina da cidade. O assunto dominaria a eleição, de uma forma que ninguém imaginaria...
  • Propaganda da Prefeitura dizia que 100% da arrecadação era investida em asfalto... revolta total da população que continuava sofrendo com os buracos.
Março
  • Demóstenes Torres é desmascarado. O paladino da ética na realidade era lobista do bicheiro Carlinhos Cachoeira, mais tarde seria cassado, único a ser punido pelas relações com o Cachoeira até hoje.
  • A Delta é exposta como braço empreiteiro do esquema do Cachoeira. Cláudio Abreu (um catalano) é um dos homens fortes da empresa. Os contratos da Delta são suspensos em todo o estado de Goiás, exceto em Catalão, onde aparentemente não existia nenhuma irregularidade. O contrato seria suspenso posteriormente, com consequências ruins para o município.
  • Começa a novela "Avenida Brasil". Todo mundo falaria dessa novela até o final do ano e em Catalão não foi diferente, principalmente no Facebook. 
Abril
  • Camponeses protestam na avenida 20 de agosto, em frente ao banco Itaú, em solidariedade ao casal João e Elvira, que tiveram sua terra leiloada por dívidas com o banco. O protesto acabaria em confronto com a polícia e a questão se arrastaria por quase um mês (com mais manifestações, acampamentos e greve de fome) até a revisão do processo pelo Judiciário e consequente anulação do leilão.
  • Crime passional choca a cidade, tamanha a frieza do assassino.
  • O CRAC termina o Campeonato Goiano em quarto lugar, conquista vaga para disputar a série D do Brasileiro, mas sofre uma vexaminosa goleada de 8 a 0 do Atlético Goianiense em sua última partida.
Maio
  • Greve nas Universidades Federais. Em Catalão a UFG paralisa suas atividades e cerca de 3500 estudantes ficam sem aulas. A greve duraria quase 100 dias e terminaria sem um acordo digno com o Governo Federal.
  • Incerteza da participação do CRAC na série D revolta os torcedores.
  • Polícia Militar entra no Campus Catalão para reprimir protesto de estudantes. Primeira vez em quase 30 anos de existência da UFG em Catalão que tal fato acontece.
Junho
  • CPI do Cachoeira. Expectativa de implicação do governador Marconi Perillo, mas nada acontece. 
  • Começa o período eleitoral com as convenções e alianças: Adib, Jardel, Giovani e Álvaro da Aducat se dizem candidatos.
Julho
  • Coleta de lixo é interrompida e o lixo se acumula durante uma semana. População se revolta.
  • Início da campanha eleitoral e a maior de todas as surpresas: Jardel tem indeferido o seu pedido de registro de candidatura justamente por problemas com a Ficha Limpa. Adib passa e Álvaro não consegue o apoio do diretório estadual do PT e sai da disputa. Giovani segue solitário. Será a eleição mais judicializada da história de Catalão.
  • Mãe e filha são assassinadas no bairro Castelo Branco em crime passional. 
  • Blog do Mamede (o mais acessado da cidade) é retirado do ar pelo Juiz Eleitoral.
Agosto
  • Campanha eleitoral prossegue, polarizada entre Adib e Jardel. Enormes gastos de um lado e aparente tranquilidade do outro.
  • Surge o Blog da Maldade. Apócrifo, agressivo e politicamente incorreto vira sensação na cidade, com cerca de 150 mil acessos em menos de um mês de existência. Seria sabotado e retirado do ar posteriormente.
  • Duplo homicídio na Vila União. Mãe e padrasto vítimas do filho que desferiu golpes de faca.
Setembro
  • A falta de agressividade na campanha de Adib cobra seu preço: Jardel passa a frente na pesquisa Serpes e o que era improvável iria se confirmar no dia 07 de outubro.
  • Blog da Verdade se torna o mais acessado de Catalão.
  • O CRAC conquista a vaga para a série C do Brasileiro e vai disputar a final com o Sampaio Correia.
Outubro
  • Resultado histórico: vitória de Jardel Sebba em cima de seu principal rival político, acabando com 12 anos de hegemonia do PMDB na cidade. Somente em novembro os catalanos conheceriam o resultado oficial. 
  • Homicídio duplo choca a cidade. Já somam mais de 22 mortes no ano. O bairro Castelo Branco é o local onde acontece a maioria desse tipo de ocorrência.
  • Inicio das operações do melhor blog de Catalão (o mais humilde também). 
  • O CRAC perde a decisão contra o Sampaio Correia e fica com o vice da série D.
  • Homem tem 82% do corpo queimado no bairro Castelo Branco. 
Novembro
  • Velomar começa a demitir servidores comissionados e a cortar gastos na Prefeitura, população reclama.
  • Duplo homícidio, agora no bairro Santo Antônio.
  • Incerteza em quem será o prefeito de Catalão prejudica o CRAC, que depende do patrocínio da Prefeitura.
Dezembro
  • Assaltantes explodem caixa eletrônico do banco Itaú, no terminal da Copebrás. Primeira ocorrência desse tipo na cidade.
  • Jardel Sebba é diplomado prefeito eleito de Catalão.
  • Roberto Tiú renuncia a presidência do CRAC e uma nova diretoria, identificada com o grupo político do PSDB, vai assumir o clube.

Olhar para o passado nos permite relembrar fatos e entender como chegamos no momento presente. O fato mais marcante deste ano sem dúvida foi vitória de Jardel sobre Adib, algo inimaginável até pouco tempo atrás, mas analisando os fatos não chega a ser surpreendente, pois o desgaste da Prefeitura este ano foi mais intenso que nos anos anteriores (buracos, coleta de lixo, IPTU, CRAC) o que repercutiu nas urnas.

Outro aspecto que merece destaque é a violência. 2012 entra para a história recente de Catalão como um dos mais violentos: cerca de 26 mortes, além de inúmeras ocorrências de tentativas de homício, assaltos a mão armada, furtos, roubos e tráfico de drogas. Merece um post exclusivo com a análise dessa questão.

2012 também foi a ano da Nina, da Carminha e do Tufão. O ano do kuduro e do iô iô iô. Do Mensalão e da Operação Ouro Negro. O ano do Cachoeira e da Andressa e também de todos nós, protagonistas de nossa história. Foi um ano de luta e de renovação, de projetos realizados e adiados, de vitórias, derrotas e superações. E que venha 2013, com novos desafio, planos, alegrias e tristezas, é a beleza da vida se renovando!





28 de dezembro de 2012

Será que agora o aeroporto decola?


E não é que Catalão tem aeroporto?! Tem sim. Recentemente sua pista foi ampliada e a estrutura homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), ou seja, já poderia ter voos regulares, só que ainda não tem. 

Para que as empresas aéreas possam operar falta concluir o terminal de embarque. Uma companhia aérea (Passaredo) já demonstrou interesse em operar voos diários entre Catalão-Goiânia e São Paulo-Catalão e outras com certeza também vão querer operar aqui, já que a localização geográfica de nossa cidade é privilegiada e somos a 5ª economia em Goiás. Ainda não tem terminal, mas existe uma reforma em andamento para adequação do mesmo às exigências da ANAC, que começou há três anos. Ainda não acabou, e a previsão de término era maio de 2012, mas tá "pertinho pertinho" de acabar, só falta recomeçar.

O atraso nas obras do aeroporto de Catalão é mais uma dessas coisas importantíssimas de nossa cidade que passam despercebidas pela maioria da população, mas para quem acredita que voos regulares operando de e para Catalão não é luxo e sim uma necessidade de uma cidade polo e em desenvolvimento existe uma esperança: o Programa de Incentivo a Aviação Regional, anunciado no ultimo dia 20 de dezembro pela Presidente Dilma Roussef, que visa desenvolver a aviação civil reestruturando os pequenos aeroportos e aeródromos particulares.

Para receber os recursos é preciso ter projeto e resta-nos torcer para que o Governo do Estado tenha projeto para o aeroporto e não somente reformas paliativas para amenizar os problemas. Além do terminal é preciso ter salas de espera próprias para o embarque e o desembarque de passageiros, banheiros, veículos para buscar passageiros na pista, uma sessão de combate a incêndios, equipamentos para a torre de controle, rádio de comunicação com as aeronaves e outras melhorias. Caso nada disso seja projeto, Catalão vai perder uma oportunidade única para modernizar o seu aeroporto e trazer empresas para operar aqui e nosso aeroporto continuará a ser conhecido como aquele "pertim pertim" de Uberlândia.


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27 de dezembro de 2012

E a novela do CRAC continua!



Está sendo o assunto mais falado desde a eleição municipal e tudo indica que vai ser O assunto do ano que vem: a situação do CRAC, o Leão do Sul, orgulho da cidade de Catalão, o melhor time do interior de Goiás, que pode disputar duas competições nacionais em 2013... mas pelo andar das notícias até o momento parece a emoção não vai passar da expectativa.

E as notícias que saíram hoje no Jornal Anhanguera, no Portal Catalão, no Blog do Mamede e no Blog da Verdade confirmam isso: o presidente do CRAC, Roberto Tiú (cujo mandato vai até 2014) vai renunciar, o time vai ter nova diretoria para o ano que vem e somente após a posse é que o time será montado e os preparativos para o Campeonato Goiano (que começa dia 20 de janeiro), Copa do Brasil e Série C do Brasileiro começarão de verdade.

A nova diretoria, segundo fontes não oficiais, será ligado ao grupo do prefeito eleito Jardel Sebba, com destaque para o presidente de honra, que será o vice-prefeito Rodrigão, e para o diretor de futebol, Sidney Fonseca. O ideal é que a atual diretoria se mantivesse e aprendesse a trabalhar com o novo prefeito e sua equipe, ou então que mostrassem competência e conseguissem outros patrocínios e conseguissem se manter independentes da Prefeitura, mas como nada em Catalão é simples e as paixões políticas falam mais alto que o profissionalismo a diretoria vai mudar, no entanto, só pelos dois nomes acima é possível dizer que existe sim a possibilidade de o Leão se salvar.

Rodrigão é um torcedor símbolo do Leão, ganhou fama estadual em 2004 indo em todos os jogos vestido como roceiro, em alusão à provocação da imprensa goianiense, que não acreditava no CRAC. Já Sidney foi o responsável por montar o time campeão naquele ano, portanto entende do assunto e é bem provável que já tenha até um time montado no papel, só faltando o OK de Jardel para as contratações. Ou seja, não vão faltar paixão pelo time e profissionalismo. O tempo perdido não poderá ser recuperado, é claro, mas se não vai dar para brigar pelo título do Goianão ao menos o campeonato não será de todo perdido (friso que é opinião de quem não joga bola e entende pouquíssimo de futebol).

De toda forma não deixa de ser frustrante ver como o CRAC continua a ser usado como ferramenta política. E a derrota do PMDB institucionalizou essa situação, pois só após a certeza da posse de Jardel é que a diretoria do CRAC se movimentou, mesmo que seja para, covardemente, se retirar ao invés de peitar a situação e mostrar que é possível sim montar um time competente sem o dinheiro público. Acho que essa é mais uma das estratégias equivocadas adotadas pelo pessoal vinculado ao PMDB: pensam que estão deixando uma bomba no colo do próximo prefeito, mas podem estar dando de presente a galinha dos ovos de ouro. O melhor seria mostrar competência e montar um time sem o dinheiro do município, só com patrocinadores privados, com sorte até daria para chegar às finais do Goianão e se manter por mais tempo disputando os campeonatos nacionais. O time seria então um reduto da oposição e uma amostra do que a população de Catalão perdeu não votando no seu candidato. Mas é mais fácil dar de bandeja o "problema" para o adversário do que tentar trabalhar na captação de recursos privados e tornar o time um clube de futebol profissional, sério e independente. Essa situação é um mal da política, mas ninguém parece ter disposição para mudar e dessa forma vai continuar por um bom tempo, servindo à estratégia política do pão e do circo. Ave Cesar!




Roberto Tiú: pediu para sair! - Rodrigão: novo presidente de honra - Sidney: montou o time campeão de 2004
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23 de dezembro de 2012

O fim do mundo (Marco) Maia




Mais um texto ótimo da colunista Ruth de Aquino, disponível no site da revista Época (http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/ruth-de-aquino/), que compartilho abaixo:

O fim do mundo Maia

Ruth de Aquino - Revista Época - 21/12/2012

Ruth de Aquino
Se você estiver lendo esta página, é um sinal de que o mundo não acabou no dia 21 de dezembro. Mas a profecia (Marco) Maia do Juízo Final foi levada a sério pelo Congresso. Nossos representantes da Câmara e do Senado decidiram antecipar o fim dos tempos... de trabalho. Entraram em greve branca e bateram o pezinho, recusando-se a votar qualquer coisa, até mesmo o Orçamento de 2013. Reconheceram que existe um juízo final – do Supremo e da Constituição. Já é um bom presságio.

Não resistiu a uma noite e um dia aquela pantomima toda – de arcas gigantes para a resistência ao STF e calhamaços de 463 páginas com questões essenciais, proteladas e esquecidas ao longo de 12 anos. Alguém deve ter avisado aos congressistas que ainda não é fevereiro, mês de Carnaval e desfiles alegóricos. Tiraram as máscaras. É dezembro, é Natal.

Hora de parar tudo porque faz muito calor, e a preguiça remunerada dos deputados e senadores é mais sagrada que os royalties do petróleo ou os coleguinhas condenados no mensalão. Hora de aproveitar o 14º e 15º salários pagos por nós e usufruir todas as ajudas extras que tornam o Congresso brasileiro um dos mais caros do mundo.

Eu queria decretar recesso de colunas políticas. Sério. Queria aliviar a pressão e apostar na tolerância. Queria escrever uma carta ao Papai Noel, com pedido de educação para todos, pois isso sim é urgente. É inaceitável que quase metade dos adultos brasileiros, de 25 anos ou mais, não tenha concluído o ensino fundamental, como acaba de revelar o IBGE. Educação é o primeiro passo para a cidadania plena e o voto consciente. 
Queria também desejar a você, leitor, e a sua família 3.060 votos de paz e felicidade – mas os 3.060 vetos atravessaram minhas boas intenções. O ridículo da situação me obriga a pedir ao Papai Noel no ano que vem um Congresso mais ativo e menos guloso. Um Legislativo que não se desmoralize publicamente.

Os números traduzem a irresponsabilidade infantil do Senado. A gráfica imprimiu 416.700 páginas para compor cédulas que acabaram todas no lixo. Gráfica e marcenaria trabalharam em regime de plantão para construir cenário e o enredo da escola de samba que parou no meio da avenida. As dez urnas estavam enfileiradas, como testemunhas toscas da loucura parlamentar. E nós, como sempre, pagamos toda a encenação.
Pedimos então ao Papai Noel que o Congresso não rasgue contratos estabelecidos – porque fica feio. Que não se apresse a votar apenas para inchar os gastos públicos, abrir vagas sem concurso, aumentar seus próprios salários e reduzir para três dias semanais o expediente em Brasília. Que entenda que quem cassa os direitos políticos de congressistas não é o Supremo Tribunal Federal, mas a conduta equivocada e criminosa de cada deputado ou senador. Uma sociedade que se bateu pela Ficha Limpa rejeita condenados como seus representantes.

Torço para que esteja certa a autora do livro 2012, las profecias del fin del mundo, a jornalista mexicana Laura Castellanos. Ela entrevistou antropólogos e historiadores. O apocalipse em 21 de dezembro não foi, segundo ela, previsto pelos maias. A visão do fim do mundo com a chancela de uma civilização antiga acabou se tornando muito popular. Uma peça de marketing com um benefício concreto: rever valores. Segundo o livro de Castellanos, as profecias maias não se concentram em catástrofes. Elas preveem “o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa”.

Queria acreditar. Talvez, no íntimo, acredite. Nada como olhar a perspectiva do fim como um recomeço. Tenho lido artigos de colegas que, com a chegada da velhice, se tornaram arautos do apocalipse. O pessimismo e a desesperança incomodam. Tenho medo de que os jovens se contaminem. Alguns desistem de ter filhos, porque sonhavam com um mundo melhor. Mas a violência, os massacres, a ignorância, a fome, as guerras, os genocídios – tudo isso sempre existiu. Não é invenção de agora.

Também me irrita a mania de alguns velhos – jornalistas ou não – de achar que o mundo acabará quando eles morrerem. É muito egocentrismo. É fácil achar que o baile é ruim só porque somos barrados nele, por extinção de prazo de validade. Se hoje chegamos aos 90 anos, temos não só o direito, mas a obrigação de sonhar. Pelos filhos, netos e bisnetos.

Como os parlamentares também têm família, sugiro um retiro espiritual ou moral para expurgar os pecados e pensar nas lições do ano que termina. Em 2013, já temos uma notícia boa e uma notícia ruim. José Sarney sai de cena. Renan Calheiros entra em cena. O Senado troca seis por meia dúzia.

Reclame, mas não seja chato. Melhor ser um indignado otimista do que um resignado deprimido. Já escrevi isso aqui antes. Vale repetir antes que o mundo acabe. 


22 de dezembro de 2012

O dia depois do mundo não acabar



O mundo não acabou, a vida continua, as dívidas também, as alegrias, as tristezas, as amizades, os projetos... enfim, seguimos nosso caminho em direção ao futuro. E seguindo a linha do post anterior, nada melhor do que iniciar o dia depois de o mundo não acabar com humor. Segue uma seleção de dez charges sobre o tema: