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Pensamentos aleatórios

7 de dezembro de 2015

Especial impeachment 3: Que país você quer para seus filhos? O de Dilma ou o de Eduardo Cunha?

Do blog da Cynara Menezes:


Para tentar desvirtuar o foco das denúncias contra si mesmo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Foi o melhor que poderia ter acontecido: Dilma está sofrendo esta retaliação porque o PT anunciou que vai votar a favor da continuidade do processo de cassação de Cunha, vai ajudar a varrê-lo do Parlamento. O partido atende, assim, às expectativas de seus eleitores e livra a presidenta de uma chantagem. Não se pode fazer acordos com um inimigo do país. Eduardo Cunha representa o que há de mais sórdido na política brasileira hoje.

Esta depuração será muito positiva. Vamos ver quem é que vai ficar ao lado de um político acusado de corrupção contra uma presidente honesta; vamos ver quem é de fato a favor da lisura na política e quem não é. Imaginem: Cunha, acusado de esconder contas na Suíça e de receber milhões de dólares em propina, pretende julgar a honestidade de Dilma, contra quem não pesa nenhuma acusação de corrupção. De que lado os defensores da ética na política irão ficar? Eu já escolhi o meu.

Espero que o Congresso não aceite o impeachment. Mas queria imaginar com vocês o que seria do Brasil se este crápula conseguisse derrubar a presidente, tornando-se o segundo na linha de sucessão depois de Michel Temer (é o terceiro hoje). Ou seja, se acontecesse algo com Temer, ele poderia se tornar presidente da república! Que país teríamos, então?

– Um país dominado pela corrupção, pela sujeira eleitoral, pela barganha, pelos conchavos, pelas chantagens, pelo domínio do poder econômico. Tudo isto é característico de Cunha e de seu grupo político.

– Um país que persegue homossexuais.

– Um país que restringe a liberdade das mulheres e as força a ter filhos inclusive de estupradores.

– Um país que persegue praticantes de outras religiões que não a “oficial”.

– Um país que permite à religião se imiscuir nos assuntos de Estado e na educação das crianças.

– Um país que permite às igrejas confrontar decisões do Supremo Tribunal Federal.

Não parece o Irã? Pois é este o país que Eduardo Cunha quer. Tem projetos dele e do grupo dele tramitando na Câmara com os objetivos citados acima. Que mais este homem, com o poder nas mãos, poderia fazer? Tenho medo de imaginar. Cunha não é só um político acusado de corrupção. Ele é um político extremamente perigoso, que mistura religião com política. Quando isto acontece, já sabemos no que se transforma um país. É preciso pará-lo já. Primeiro é varrê-lo do parlamento; depois se pensa em impeachment.

O impeachment de Dilma não é nada diante do que Eduardo Cunha representa para o futuro do Brasil. Não é este país retrógrado, medieval, atrasado, que eu quero para os meus filhos. E você?

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Especial impeachment 2: Alegações pró-impeachment desprezam a soberania do voto popular

Do blog do Mário Magalhães: 



Retrato feito pelo Datafolha no finzinho de novembro mostrou que 67% dos brasileiros avaliam o segundo governo Dilma Rousseff como ruim ou péssimo. Reconheço-me nessa maioria, assinalando a opção péssimo. Também pela inépcia da gestão, sobretudo pelo abandono do programa de campanha e a adoção da agenda condenada pela candidata. 

E daí?

No que diz respeito ao impeachment da presidente, não são pesquisas, opiniões e humores que decidem. Essa é a regra, estabelecida pela Constituição de 1988. Dilma foi eleita em outubro do ano passado com 54.501.118 sufrágios, vantagem de 3.459.963 sobre Aécio Neves (3,28 pontos percentuais de diferença, mais do que os 2,68 do pleito presidencial argentino de 2015). Como os governantes são consagrados nas urnas, ela tem autoridade para governar por quatro anos.

Sou partidário do sistema de mandatos revogáveis para governantes e legisladores. Se os eleitores estão insatisfeitos com o desempenho de quem escolheram, podem demiti-lo e substituí-lo. Sem esperar quatro ou oito (senadores) anos. Estimula-se a fidelidade ao prometido, e o prometido é devido. Traiu, cai fora.

E daí?

O recall até hoje foi barrado no Brasil. Os políticos preferem ficar livres para romper compromissos. Logo, a presidente não pode ser derrubada no berro. A não ser que violem a Constituição.

Mas ela não rasgou os discursos de palanque? Acho que sim.

E daí?

Sou eu quem vai julgar? A lei determina que o juízo é coletivo, do conjunto dos cidadãos.

Não tenho dúvida de que existe um sem-número de pessoas mais qualificadas para o Planalto do que Dilma, beneficiária de nebulosa indicação do ex-presidente Lula.

E daí?

Presidente se elege no voto, que tem _ou deveria ter_ caráter de pronunciamento soberano.

A economia degringolou, beira a depressão. É possível que o afastamento de Dilma permita um respiro.

E daí?

O governo Sarney nasceu do pecado do Colégio Eleitoral imposto pela ditadura. Centenas de iluminados deliberaram no lugar de milhões. Na catastrófica política econômica de Sarney, a inflação chegaria aos 80%. No mês. A inflação agora está por volta dos 10%. Anuais. Nem por isso o pai da Roseana caiu.

Há quem sustente que Dilma não tem mais condições de governar.

E daí?

Opinião é saudável, mais ainda quando prevalece o direito de expressá-la sem correr o risco de penar no pau-de-arara. A condição de governar foi decretada pelos eleitores no ano passado. Há países em que, minoritário e sem a confiança do parlamento, o governante recebe cartão vermelho. No Brasil, contudo, a maioria deliberou pelo presidencialismo.

A Constituição Cidadã prevê o impeachment, portanto trata-se de expediente legal.

E daí?

A Carta exige crime de responsabilidade para expulsar um presidente. Foi o que aconteceu com Collor. Inexiste prova ou indício de que Dilma seja ladra. Quem tem conta secreta na Suíça é o deputado que deu sinal verde para o impeachment. Com crime de responsabilidade, impeachment é legal. Sem, é golpe.

O Brasil mergulha no caos, alegam, propondo Dilma fora.

E daí?

Mais uma vez, cabe aos brasileiros aptos ao voto declarar o fim (e o início) de governos ou de partidos e coalizações no poder. Quer ver como as coisas são subjetivas? Há uma rapaziada gente boa que odeia o Lula. E quem foi o melhor presidente da história, para a maioria relativa dos brasileiros? Ele mesmo, o Lula, informa o Datafolha. Cada um sabe onde aperta o calo. Onde se resolve a questão? Nas urnas, eletrônicas ou, tamanha a pindaíba, armazenando cédulas de papel.

É curioso que, à direita e à esquerda da presidente, polemistas esgrimam argumentos exclusivamente pragmáticos. Uns dizem que, saindo Dilma, entrará alguém melhor. Outros, alguém pior.

E daí?

As duas barricadas incorrem no mesmo desprezo pela palavra das urnas. Isto é, desdenham a democracia. Discutem virtudes e defeitos de eventuais substitutos de Dilma, ignorando ou menosprezando o fundamental: a decisão é prerrogativa dos eleitores.

O impeachment da presidente da República sufragada em 2014 representaria enorme retrocesso. Aos tempos do século 20 em que se trocava o voto do povo pelo proselitismo das armas

Um arauto célebre do movimento que em 1964 derrubou o presidente constitucional João Goulart chamou, poucos anos mais tarde, o que acontecera pelo devido nome: “golpe vagabundíssimo''.

É golpe o que está em curso, Eduardo Cunha é golpista. O deputado retaliou Dilma pela decisão de petistas de votar pelo andamento de processo na Comissão de Ética da Câmara que, se for mesmo de ética, acelerará a cassação do presidente da Casa.

Retaliação, represália de Cunha… teu nome é vingança.

O Brasil de novo encontra-se, como escreveu o jornalista Janio de Freitas, na “encruzilhada escura''.

Se a escuridão triunfar, atrasaremos em décadas nosso relógio democrático.

Não é Dilma Rousseff que está em jogo. Mas a soberania do voto popular, que constitui um dos pilares da democracia.
 
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Especial impeachment 1: Chage do dia


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27 de novembro de 2015

Black Friday catalana...


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Em um só dia, sócios da MMC Motors, que fabrica carros com a marca da Mitsubishi em Catalão, são indiciados 2 vezes por corrupção ativa

Essa eu vi no Goiás 24 Horas:
 
 
O dono da MMC Motors, que fabrica carros com a marca da Mitsubishi em Catalão, Eduardo Souza Ramos, foi indiciado uma vez e o seu ex-sócio Paulo Arantes Ferraz, duas vezes, em um único dia, pelo crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, dentre outros.

Os dois são acusados de envolvimento com fraudes fiscais milionárias e também de pagar propina em troca de uma Medida Provisória, assinada pelo então presidente Lula, concedendo favores fiscais à montadora.

Os indiciamentos foram feitos, um, pela Polícia Federal, no inquérito sobre a compra da MP, e, outro, pela CPI do CARF, que apurou a negociação de pareceres recursais no Ministério da Fazenda. A MMC Motors teria pago R$ 20 milhões a uma “consultoria”, que subornou conselheiros e reduziu uma dívida fiscal de R$ 266 milhões para apenas R$ 960 mil. O caso é considerado como o mais representativo das fraudes realizadas no âmbito do CARF.

Em outubro, Eduardo Souza Ramos e Paulo Arantes Ferraz foram conduzidos coercitivamente por agentes da Polícia Federal para prestar depoimento, por ordem da Justiça Federal.
 
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26 de novembro de 2015

Marconi diz ser contra estabilidade do servidor público

Essa eu vi no blog da Fabiana Pulcineli:
 

O governador Marconi Perillo (PSDB) defendeu hoje o regime celetista para a contratação de servidores públicos, confirmando as críticas à estabilidade do funcionalismo feitas em evento do grupo Lide, em Salvador (BA), na semana passada. De acordo com o jornal A Tarde, Marconi chamou a estabilidade de "a coisa mais imbecil e mais burra que existe".

Em bate-papo na internet com o tema Educação na tarde de hoje, o governador respondeu a pergunta enviada pelo blog e confirmou também que transformou escolas da rede estadual em colégios militares em retaliação a professores que participaram de manifestação em evento em que ele estava presente. "Eu disse e repito: não podemos ter baderneiros nas escolas. Escolas que não conseguem lidar com baderneiros precisam de um modelo diferente, de um conceito diferente. Para essas pessoas, a melhor coisa é a escola militar. Há que se ter disciplina, hierarquia e respeito", disse no bate-papo.

Ainda de acordo com A Tarde, ele afirmou aos empresários que tem coragem enfrentar os "baderneiros". "Fui num evento e tinha um grupo de professores radicais da extrema esquerda me xingando. Eu disse: tenho um remedinho pra vocês. Colégio Militar e Organização Social. Identifiquei as oito escolas desses professores. Preparei um projeto de lei e em seguida militarizei essas oito escolas. O Brasil está precisando de 'nego' que tenha coragem de enfrentar"", relatou a reportagem. Marconi fazia referência a grupo de professores que protestou em evento em junho, no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Sobre o questionamento a respeito da estabilidade do funcionalismo, Marconi comparou o setor público com a iniciativa privada e defendeu cumprimento de metas. "À exceção das carreiras de Estado, (a estabilidade) não existe na iniciativa privada e não deveria existir daqui pra frente no serviço público. Cada vez mais, temos de trabalhar a questão do mérito e da qualidade do serviço. Na minha opinião, o regime de contrato deve ser o celetista, alinhavado à questão de metas", afirmou, para completar: "O servidor tem de comparecer ao trabalho e entregar um bom trabalho. Na iniciativa privada, se uma meta não é cumprida, o servidor é dispensado. Por que seria diferente no setor público? Temos de ter respeito ao dinheiro público".

O bate-papo foi feito em São Paulo, com a participação de Ricardo Paes de Barros, um dos formuladores dos programas de combate a pobreza no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Em dezembro de 2013, um dos principais auxiliares de Marconi, o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, também criticou a estabilidade do servidor em entrevista na TBC. À época, entidades que representam o funcionalismo divulgaram notas condenando as declarações.
 
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23 de novembro de 2015

Suspeito de matar mototoxista em Catalão é encontrado morto

Com informações de O Popular:


Um homem de 32 anos, suspeito de matar a mototaxista Larissa Pereira Ribeiro, 28 anos, a facadas na manhã de sexta-feira (20), foi encontrado morto, por volta de 9h desta segunda-feira (23), em sua casa no Jardim Bela Vista, em Catalão. De acordo com a Polícia Civil (PC), a suspeita é que Agnel de Souza Caetano tenha cometido suicídio. O corpo foi encontrado pela sobrinha dele.

Larissa trabalhava como mototaxista há um ano, e tinha saído pra atender a primeira chamada do dia. Um cliente ligou no mototáxi dizendo que ia ao bairro Maria Amélia, mas o autor levou a vítima para a zona rural da cidade, onde foi assassinada a facadas. O corpo da vítima foi encontrado em um matagal.

A delegada Alessandra de Castro, responsável pelo caso, chegou a ouvir o suspeito, que negou a autoria do crime. Já testemunhas disseram que Agnel é mesmo o culpado. A polícia investiga se existe ou não ligação do suspeito com a morte da mulher.

O suspeito comete suicídio sem responder a motivação do crime, ou mesmo assumi-lo e daí o caso está encerrado... Conveniente demais, não?!

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O novo garoto propaganda da Prefeitura de Catalão

Para quem ainda não sabe a Prefeitura de Catalão contratou a peso de ouro um novo garoto propaganda: o palhaço/humorista/deputado federal TIRIRICA!

Trata-se de uma debochada arrojada estratégia de marketing, afinal Tiririca é sinônimo de felicidade, bom humor e orgulho de viver, tudo a ver com a atual situação de nossa cidade, que semana passada completou 30 assassinatos em menos de 11 meses e está apreensiva com as demissões em massa na MMC (cerca de 800 desempregados), mas tem luz de LED e ciclovia. 

Mas antes que as críticas comecem preciso dizer que a escolha do palhaço para propagar as obras da prefeitura tem sim tudo a ver, pois o bordão do Tiririca cabe direitinho na gestão Jardel: PIOR DO QUE TÁ NÃO FICA!


Ano que vem muda, sai o Tiririca e entra o Batoré: QUEM NÃO TIVER SATISFEITO DÁ NO PÉ!!!

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E essa lama?


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