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Pensamentos aleatórios

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13 de janeiro de 2017

A risada de Fabiana Pulcineli no Twitter

Reproduzo abaixo uma rápida conversa no Twitter que tive ontem com a Fabiana Pulcineli, jornalista política do jornal O Popular, após ela compartilhar informação de quem seria o próximo Secretário de Segurança de Goiás compartilhada por Jarbas Rodrigues Júnior, também jornalista de O Popular e titular da coluna Giro:


Ela achou um absurdo, mas se considerarmos o grau de importância que Marconi dá para essa pasta, colocando nomes sem experiência na área para coordená-la e com orçamento menor a cada dia, não seria nada estranho isso acontecer até 2018...

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4 de junho de 2016

Fabiana Pulcineli mostra para Marconi que ele não entende de Jornalismo

A jornalista Fabiana Pulcineli utilizou seu perfil no Facebook para lembrar o posicionamento do governador Marconi Perillo (PSDB) no período que ela divulgou o benefício que seria concedido para primeira-dama Valéria Perillo:


Desta vez, o governador não respondeu. Em todo caso ficou claro para o tucano – que adora interferir nos veículos de comunicação – quem é que entende de Jornalismo em Goiás.  
 
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26 de novembro de 2015

Marconi diz ser contra estabilidade do servidor público

Essa eu vi no blog da Fabiana Pulcineli:
 

O governador Marconi Perillo (PSDB) defendeu hoje o regime celetista para a contratação de servidores públicos, confirmando as críticas à estabilidade do funcionalismo feitas em evento do grupo Lide, em Salvador (BA), na semana passada. De acordo com o jornal A Tarde, Marconi chamou a estabilidade de "a coisa mais imbecil e mais burra que existe".

Em bate-papo na internet com o tema Educação na tarde de hoje, o governador respondeu a pergunta enviada pelo blog e confirmou também que transformou escolas da rede estadual em colégios militares em retaliação a professores que participaram de manifestação em evento em que ele estava presente. "Eu disse e repito: não podemos ter baderneiros nas escolas. Escolas que não conseguem lidar com baderneiros precisam de um modelo diferente, de um conceito diferente. Para essas pessoas, a melhor coisa é a escola militar. Há que se ter disciplina, hierarquia e respeito", disse no bate-papo.

Ainda de acordo com A Tarde, ele afirmou aos empresários que tem coragem enfrentar os "baderneiros". "Fui num evento e tinha um grupo de professores radicais da extrema esquerda me xingando. Eu disse: tenho um remedinho pra vocês. Colégio Militar e Organização Social. Identifiquei as oito escolas desses professores. Preparei um projeto de lei e em seguida militarizei essas oito escolas. O Brasil está precisando de 'nego' que tenha coragem de enfrentar"", relatou a reportagem. Marconi fazia referência a grupo de professores que protestou em evento em junho, no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Sobre o questionamento a respeito da estabilidade do funcionalismo, Marconi comparou o setor público com a iniciativa privada e defendeu cumprimento de metas. "À exceção das carreiras de Estado, (a estabilidade) não existe na iniciativa privada e não deveria existir daqui pra frente no serviço público. Cada vez mais, temos de trabalhar a questão do mérito e da qualidade do serviço. Na minha opinião, o regime de contrato deve ser o celetista, alinhavado à questão de metas", afirmou, para completar: "O servidor tem de comparecer ao trabalho e entregar um bom trabalho. Na iniciativa privada, se uma meta não é cumprida, o servidor é dispensado. Por que seria diferente no setor público? Temos de ter respeito ao dinheiro público".

O bate-papo foi feito em São Paulo, com a participação de Ricardo Paes de Barros, um dos formuladores dos programas de combate a pobreza no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Em dezembro de 2013, um dos principais auxiliares de Marconi, o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, também criticou a estabilidade do servidor em entrevista na TBC. À época, entidades que representam o funcionalismo divulgaram notas condenando as declarações.
 
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7 de agosto de 2015

O deboche em Goiás não tem fim: Estatais em liquidação há 16 anos gastam R$ 36 mil mensais com jetons


Olha a seriedade do Governo de Goiás: gasta 36 mil reais por mês para bancar reuniões de empresas estatais liquidadas. É a gestão do Super-Secretário Thiago Peixoto, aquele mesmo que vem à Catalão pedir voto para deputado federal, mas nunca assume o mandato por preferir ficar em Goiânia fazendo sala para o Jardel quando ele visita a capital (toda semana). Confira a matéria do blog da Fabiana Pulcineli:

Em processo de liquidação há pelo menos 16 anos, cinco empresas do governo estadual pagam R$ 36 mil em jetons por mês a conselheiros fiscais que participam de uma reunião a cada 30 dias. No caso específico de uma das empresas, a obrigação é de um encontro por bimestre. Nos meses de abril e maio, os valores para cada conselheiro aumentou de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil fixos. Assim, no primeiro semestre deste ano, os gastos somaram cerca de R$ 200 mil.

A Promotoria de Liquidação (Proliquidação), orgão subordinada à Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) e responsável pela extinção das empresas, não tem uma previsão de quando serão finalizados todos os processos. O presidente Jailton Naves disse ao blog que, de oito empresas, três foram liquidadas (Crisa, Cerne e Goiastur), duas devem ser encerradas ainda este ano (Metago e Transurb) e uma (Emater) possivelmente em 2016. As outras duas (Casego e Prodago) demandarão mais tempo.

O secretário de Gestão e Planejamento (Segplan), Thiago Peixoto, que integra a equipe do governo responsável por cortes na estrutura e ajuste fiscal, afirma que o aumento dos jetons ocorreu sob a condição de corte de outros gastos das empresas. "Eles tiveram uma redução significativa de custos e propuseram este aumento. Tivemos esse cuidado para autorizar. O presidente (da Proliquidação) alegou que era importante aumentar, mas dentro de um contexto de um corte muito maior", afirma. Jailton afirmou que os custos das empresas com manutenção baixaram mais de R$ 250 mil mensais.

Na lista dos conselheiros, estão a chefe de Gabinete Particular do governador Marconi Perillo (PSDB), Gloria Miranda Coelho, e os superintendentes do Cerimonial, Airan Pucci, e de Relações Públicas, Maria Emília Miotto Godoy (veja abaixo).

Sobre a composição do quadro, Thiago afirmou que a maioria foi mantida do ano passado para cá e que as indicações são feitas pela Proliquidação.

Segundo Jailton Naves, os integrantes dos conselhos têm de ter experiência na atividade e qualificação. "Não podem ser leigos", diz. Perguntando se todos os nomes têm conhecimento técnico, ele garantiu que sim.

O processo de liquidação de empresas começou com a Casego em 1995. O processo da Goiastur teve início dois anos depois. Mas foi em 1999, no primeiro mandato de Marconi Perillo que as liquidações foram intensificadas, com a inclusão de mais oito empresas. Duas delas saíram do processo de exclusão (GoiasIndustrial e GoiasParcerias)

Além das cinco estatais em liquidação, o governo paga jetons para integrantes de conselhos do Detran, Agetop, Juceg, da Cultura e Educação, da Secretaria de Administração Penitenciária e de Representantes de Contribuintes na Sefaz.

Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Goiás (Casego)
Airan Pucci Superintendente do Cerimonial do Estado
Liliane Morais Batista de Sá Superintendente da Escola de Governo da Segplan
Maria Emilia Miotto Godoy Superintendente de Relações Públicas do Estado
Valmir Pedro Tereza Chefe de Núcleo da Segplan

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Goiás (Emater)

Gloria Edwiges Miranda Coelho Chefe de Gabinete Particular do governador
Mario Simonsen Alves Faquim Chefe de Núcleo da Segplan
Romulo Barbosa da Silva Não tem cargo no governo

Empresa de Transporte Urbano do Estado de Goiás (Transurb)
Alexandre Veiga Caixeta Superintendente Central de Planejamento da Segplan
Danubio Cardoso Remy Assistente de Gestão Administrativa (efetivo) da Segplan
Otavio Alexandre da Silva Superintendente executivo da Segplan

Empresa Estadual de Processamento de Dados (Prodago)
Antonio Alencar Filho Analista de Gestão Administrativa (efetivo/comissionado) da Secretaria de Governo
Fabio Resende Martins Analista de Gestão Administrativa (efetivo/comissionado) da Goiasprev
Luiz Augusto de Sousa Analista de Controle Externo (cedido pelo TCE) da Segplan
Marcu Antonio de Souza Bellini Não tem cargo no governo
Mario Simonsen Alves Faquim Chefe de Núcleo da Segplan

Metais de Goiás S/A (Metago)
Lianda Patricia Barros da Trindade Bailao Professora e assessora especial (efetivo/comissionado) da Segplan
Mario Simonsen Alves Faquim Chefe de Núcleo da Segplan
Wiliamar Ferreira da Silva Assessora da Presidência para Assuntos Institucionais da Metrobus

E é nesse tipo de gestor que Jardel se espelha para administrar nossa cidade... depois ainda vai ter gente que não entende como ele pode ser tão ruim prefeito?!

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1 de março de 2015

E as abdominais do Daniel do Floresta?!

Até a Fabiana Pulcineli, de O Popular, achou estranho:


Vereador de Catalão faz abdominais durante reunião na Câmara

Um vídeo divulgado na internet mostra o vereador de Catalão (na Região Sudeste de Goiás) Daniel do Floresta (PMDB) fazendo abdominais sobre uma mesa em sala de reuniões da Câmara, na última terça-feira. Com os pés apoiados na parede, o peemedebista faz exercícios, deitado na mesa, enquanto outros vereadores discutem sobre assunto que não é possível identificar.

A reunião foi solicitada pelo ex-presidente da Câmara junto com todos os colegas, inclusive o atual presidente, antes do início da sessão. Daniel alega que discordava da conversa e decidiu "deixar eles lá brigando e fazer exercícios".

O vereador afirmou que "o assunto era particular do ex-presidente" e não quis revelar do que tratavam. "Eu não tinha nada a ver com aquilo (com o assunto da reunião), tava lá de boa, à toa, vi a mesa ali e brinquei que ia fazer exercício para descontrair um pouquinho, enquanto eles discutiam", conta. "Eu brinco muito. Sou brincalhão mesmo. Sou um cara que não tem maldade. E não estava em plenário. Era só uma sala reservada", afirma, completando que a maioria dos vereadores repudiou a atitude de quem filmou - que ele afirma ser um dos colegas.

Daniel atribui a divulgação do vídeo a denúncias que fez de pagamentos a vereadores em troca de apoio em votações. Segundo ele, as denúncias, com provas, estão no Ministério Público. Ele prestou depoimento recentemente no processo. "Tenho prova de tudo e eles estão desesperados. Aí estão todos contra mim", diz.

O peemedebista foi eleito pela oposição, aliou-se ao prefeito Jardel Sebba (PSDB), mas acabou rompendo com o tucano alegando que "existem problemas em todas as áreas da cidade" e que os compromissos não foram cumpridos.

Questionado se não estava danificando patrimônio público, ele disse que não sujou as paredes: "Quando a gente vai pra Câmara, vai com roupa de ver Deus. É tudo limpinho. A não ser que alguém ainda vá lá pra fazer montagem de uma sujeira e falar que foi eu".

É... cada povo tem os representantes que merece.

Para quem ainda não viu, segue o vídeo:



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26 de janeiro de 2015

O "precinho" do apoio de Júnior Friboi no segundo turno das eleições em Goiás

Para quem acha que disputar eleição é coisa simples, que basta força de vontade e disposição para submeter seu nome às urnas, compartilho abaixo a matéria de Fabiana Pulcineli, publicada no jornal O Popular no sábado, 24 de janeiro, para ilustrar o quanto o jogo eleitoral é pesado:


Lei teve validade de uma semana

Iniciativa permitiu ao JBS reduzir dívida de R$ 1,3 bilhão com o Estado para R$ 320 milhões
Fabiana Pulcineli 24 de janeiro de 2015 (sábado)


Com três dias de tramitação na Assembleia Legislativa, a Lei 18.709/2014, aprovada em dezembro e que teve validade de apenas uma semana, abriu caminho para que o grupo JBS negociasse as dívidas com o Estado de Goiás, reduzindo o valor de cerca de R$ 1,3 bilhão para R$ 320 milhões. As novas regras permitiram isenção de todos os juros, multas e correção monetária (veja quadro) para as empresas que quitassem 40% das dívidas totais à vista, com possibilidade de parcelamento do restante em cinco anos.

Em maio do ano passado, O POPULAR revelou que a JBS, maior empresa de processamento de carne bovina do mundo, era acusada de dever R$ 1,3 bilhão de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao Estado. Nos nove anos anteriores, a empresa recebeu 49 autos de infração pela suposta sonegação do imposto. O valor total da cobrança correspondia, na ocasião, a 18% das pendências fiscais que contribuintes na ativa tinham em Goiás.

Depois da publicação da reportagem, o governo estadual anunciou a inscrição na dívida ativa de cinco processos que já haviam sido julgados de forma definitiva no Conselho Administrativo Tributário (CAT), da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).

Ontem, o jornal Diário da Manhã mostrou que a JBS aderiu ao programa, com pagamento à vista de R$ 170 milhões (53% da dívida recalculada com as facilidades da lei) e parcelamento de R$ 150 milhões em 60 meses. Os juros do parcelamento são de 0,2%.

O projeto de lei com ampliação dos benefícios do Programa de Incentivo à Regularização Fiscal de Empresas no Estado de Goiás (Regulariza) – instituído em maio do ano passado –, foi encaminhado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) no dia 15 de dezembro, com protocolo na Assembleia Legislativa no dia seguinte. A mensagem do governo solicitava tramitação especial da matéria.

O líder do Governo na Casa, deputado Fábio Sousa (PSDB), solicitou suspensão dos interstícios regimentais exigidos para o processo legislativo, o que permitiu a tramitação mais rápida do projeto. Na mesma data, ficou pronto o relatório, favorável à aprovação, do deputado Talles Barreto (PTB) na Comissão Mista, que acatou o parecer.

Em 17 de dezembro, a matéria foi aprovada em primeira votação no plenário. No dia seguinte, houve aprovação em segunda votação. O autógrafo de lei foi encaminhado no dia 19 ao governador. A publicação ocorreu em suplemento do Diário Oficial do Estado do dia 22 de dezembro.

Com validade apenas até o dia 29 de dezembro, as novas regras não teriam contado com grande adesão e são chamadas nos bastidores entre empresários de “lei JBS”. No dia 24 de dezembro, houve ponto facultativo no Estado e dia 25 feriado de Natal.

Na justificativa do projeto, o governador informou que a expectativa era de arrecadação de R$ 180 milhões em dezembro com as novas regras. “Esse valor contribuirá de forma decisiva para que o Estado cumpra a meta de arrecadação de receita própria pactuada no Programa de Reestruturação e de Ajuste Fiscal, firmado com a Secretaria do Tesouro Nacional”, justificou.

Talles Barreto também diz que o relatório favorável teve como objetivo contribuir com o Estado para o fechamento das contas de 2014. Segundo ele, o então secretário da Fazenda, José Taveira, argumentou que as negociações com as empresas eram importantes para aumentar a arrecadação. “Nunca ouvi dizer que era para favorecer a JBS. Era uma oportunidade dada a todas as empresas. E as novas regras foram extremamente divulgadas no meio empresarial, mesmo com o curto tempo para adesão”, afirmou o deputado.

A Sefaz afirma que a lei foi positiva para o Estado. Já a assessoria de imprensa da JBS informou que a empresa não vai comentar o caso.

Nos bastidores, houve a informação de que a JBS conseguiu na Justiça suspender a tramitação de processos de cobrança de dívida e teria cogitado o recuo no acordo com o Estado. A Sefaz informou que isso é impossível porque, a partir do termo de acordo, a empresa faz uma “confissão irretratável do débito”. A secretaria afirmou ainda que não tem conhecimento de decisões na Justiça. 

Com uma lei, aprovada em regime de urgência urgentíssima, com validade de uma única semana, que teve adesão de apenas um grupo empresarial, o Governo de Goiás "arrecadou" 320 milhões de reais e o Grupo Friboi economizou 1 bilhão... para quem essa a lei serviu mesmo? Para o combalido tesouro público estadual ou para a empresa privada? 

E o que é que os contribuintes goianos tem a ver com os conchavos políticos de Júnior Friboi, que deixou de ser candidato por causa das dívidas e apoiou Marconi no segundo turno e agora vê as dívidas da JBS serem reduzidas a menos de um terço do valor original?



A reportagem denuncia que houve um acordo prévio, antes da elaboração do tal decreto, olhando a forma como foi conduzido o Projeto de Lei, não resta dúvidas que foi um jogo combinado, entre o governador e Junior do Friboi, com a complacência dos deputados que aprovaram a matéria, como objetivo de recompensar, COM DINHEIRO DO POVO, o Junior do Friboi pelo apoio do mesmo a candidatura de Marconi nas eleições passadas.

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2 de julho de 2014

Governo transfere recursos da Segurança para a Sefaz pagar dívidas

Diretamente do blog da Fabiana Pulcineli:

Para pagar encargos da dívida, o governo estadual transferiu R$ 130 milhões previstos no orçamento da Segurança Pública para a Secretaria da Fazenda (Sefaz). O decreto orçamentário número 333, assinado pelo governador Marconi Perillo (PSDB), foi publicado no Diário Oficial do Estado do dia 25. 
De acordo com a Sefaz, o Estado terá de começar a pagar os encargos do empréstimo obtido na Caixa Econômica Federal, em 2011, para a Celg, cujo prazo de carência venceu em fevereiro deste ano. O Estado terá de pagar em 2014 um total de R$ 420 milhões referentes ao financiamento. Os demais empréstimos da atual gestão continuam em prazo de carência.
Ainda de acordo com a Sefaz, serão necessários mais créditos suplementares este ano. Pela programação, a pasta deve pagar R$ 2,4 bilhões em encargos e principal, com média mensal aproximada de R$ 204 milhões ao longo do ano. 
A Sefaz afirma que a pasta apenas solicita o crédito suplementar e quem define a origem do dinheiro é a Superintendência de Orçamento da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan). 
Já a assessoria da Secretaria de Segurança Pública disse apenas que os recursos referem-se à folha de pagamento da Polícia Militar e que haverá reposição. Não explicou, no entanto, como e quando será. A transferência de recursos ocorre em um momento de crise no setor no Estado, em especial pelo elevado número de homicídios em Goiânia e Região Metropolitana. O governo, que anunciou que este seria o "ano da segurança", tem repetido que tem feito sua parte no combate à violência.

É... faz sua parte mesmo, faz a propaganda e afixa as placas que, todo mundo sabe, amedronta demais os bandidos.


Também, o que é que poderia se esperar de um Governo que coloca um palhaço no outdoor para apresentar a seriedade da Segurança em Goiás?

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15 de maio de 2014

Governador se irrita com protestos e chama empreiteiro de "vagabundo"

Do blog da Fabiana Pulcineli:


Em visita a Buriti Alegre (Região Sul) na sexta-feira para inauguração simbólica da reconstrução da GO-309, o governador Marconi Perillo (PSDB) se irritou com protesto de estudantes, reclamou de falta de educação dos manifestantes e chamou de "vagabundo" o empreiteiro responsável pela obra de reforma da escola estadual no município, segue o vídeo:


Durante o discurso, os estudantes, que carregavam faixas reclamando da situação da escola (Colégio Padre Nestor Maranhão Arzola), viraram de costas. O governador deu bronca: "Escuta, vocês têm que ouvir. Uma coisa que a gente aprende na vida é ser educado. Vocês têm o direito de se manifestar, de ser educados ou não, mas ouçam, por favor."
 
Marconi disse que reformou 1.050 escolas no Estado neste mandato, com repasse de recursos aos diretores. "Infelizmente, tenho problema com menos de dez escolas. Lamentavelmente uma é aqui. Toda regra tem exceção. Essa obra foi licitada no governo que me antecedeu. O vagabundo do empreiteiro abandonou a obra, não fez a obra. E aí eu não posso pegar o dinheiro e jogar na escola de uma vez. A gente tem de fazer o distrato, a recisão contratual. Tem de fazer outra licitação. Isso demora. É uma obra de R$ 1 milhão", afirmou, para completar: "Mas não adianta, tem o protesto. Quando faz, todo mundo fica satisfeito. E eu vou fazer, se Deus quiser".
 
O governador encerrou logo o discurso, que durou apenas quatro minutos: "Eu lamento, prefeito, é que a gente vem a uma cidade para inaugurar uma obra de R$ 10 milhões (rodovia), para trazer mais de R$ 20 milhões de autorizações de obras, e por conta de uma coisa que não é da responsabilidade da gente, a gente seja mal compreendido. Eu não vou nem falar mais nada. Eu quero apenas declarar reinaugurada essa rodovia".
 
O discurso do governador foi gravado em vídeo, divulgado no Facebook, no perfil de Dione Henrique, morador de Buriti e ex-aluno do colégio.
 
Os apelos pela reforma veem desde 2007. De acordo com informações de professores, a reforma da escola foi iniciada, mas acabou deixando a situação pior do que estava antes. Eles alegam que a unidade tem mofo, poeira, salas fechadas, quadros caindo e problemas na fiação elétrica.
 
A nova licitação, com orçamento de R$ 1,3 milhão, está marcada para o dia 3 de junho, segundo informações da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop).
 
Em março, o governador também se exaltou em visita a Nerópolis, onde esteve para inaugurar reforma de escolas. Um grupo de oito professores fez manifestação no local, com camisetas em que se lia "Marconi nunca mais". O tucano reagiu em discurso: "Vocês não vão ganhar no grito. Aqui tem um governador que peita esse tipo de coisa. Vocês são oito contra uma população inteira, só vocês não querem enxergar. Respeitem o povo". O discurso também foi gravado em vídeo.
 
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2 de abril de 2013

Filme Repetido¹



Na campanha eleitoral de 2010, ao participar de encontro com o setor produtivo, o então senador Marconi Perillo (PSDB) defendia uma gestão “absolutamente técnica” para a Celg, em meio ao gravíssimo problema financeiro da companhia.

Em 2011, depois de assumir o mandato e fechar o acordo com a Eletrobras, o governador voltou a defender sua proposta de administração técnica, ao propor contratação de headhunter para apontar profissionais “ilibados” para a direção da companhia. “Vamos afastar definitivamente qualquer ingerência política na nova Celg”, afirmou, defendendo a medida como forma de evitar novas dificuldades financeiras na empresa.

A declaração foi em dezembro de 2011, na solenidade em que o então diretor técnico da companhia, Humberto Eustáquio, assumiu interinamente a presidência. Dois meses depois, o comando da companhia passou para o engenheiro Leonardo Lins de Albuquerque, indicado pela Eletrobras.

Na semana passada, outra estatal goiana, a Saneago passou a ser comandada pelo ex-prefeito de Itumbiara José Gomes da Rocha (PP), em meio à polêmica por conta de uma condenação que o tornaria ficha suja. Fora o fato de, caso seja confirmado que José Gomes não tem a certidão negativa na Justiça, sua nomeação estar atropelando um decreto que o próprio governador criou – de acatar as regras da Lei da Ficha Limpa para a composição do quadro de auxiliares, também promessa de campanha –, fica a pergunta: O que leva Marconi a pensar diferente em relação à Celg e à Saneago, duas estatais de peso, responsáveis pela prestação de serviços na grande maioria dos 246 municípios goianos?

Se entre os principais problemas da crise da Celg, com rombo de R$ 7 bilhões em 2011, estiveram a má gestão e outras consequências da ingerência política – apontadas inclusive por uma CPI na Assembleia em 2010 –, por que não tomar cuidado para que o problema não se repita na Saneago? Por que não aprender com os erros?

Se o governador levantou a bandeira da gestão técnica como forma de evitar novas dificuldades e garantir o saneamento da empresa de energia, por que pensa diferente sobre a Saneago, uma empresa que conta com previsão de investimentos bilionários para os próximos anos, especialmente com recursos federais previstos no Programa de Aceleração do Crescimento?

A nomeação de José Gomes, que há pelo menos cinco anos exerce influência na Saneago, indica a dependência política do governador em relação aos acordos eleitorais tanto da campanha de 2010 como para fortalecer sua candidatura em 2014.

Além de nomear o ex-prefeito, também na semana passada o governador escolheu Nicomedes Borges, ex-presidente da Saneago indicado por José Gomes, para o cargo de desembargador, em lista tríplice, mostrando a força política do grupo de Itumbiara. Duas nomeações que foram confirmadas, mesmo gerando polêmicas – Nicomedes é alvo de ação por improbidade administrativa –, prova de que o tucano está focado em seu projeto eleitoral.

É preciso refletir sobre as consequências dos compromissos políticos assumidos pelo governo, que chamam a atenção até mesmo de aliados, e sobre o limite para ofertas de cargos na administração.

No final do ano passado, a Saneago solicitou autorização do Conselho de Administração para contratar R$ 6,5 milhões em empréstimos para suprir necessidades de caixa (frequentes déficits de capital de giro). Também no final do ano, assinou contrato de R$ 250 milhões com o banco Credit Suisse – aquele mesmo que apareceu no início deste governo como possível salvador da Celg – para investimentos em infraestrutura.

Enquanto isso, a empresa fecha contratos para shows de cantores sertanejos em inaugurações no interior e na capital, lança licitação para aluguel de aeronaves e elevou em quatro vezes os gastos com propaganda em 2012 em relação ao ano anterior. Foram registradas despesas de R$ 7,43 milhões no ano passado com publicidade, de acordo com informações da estatal.

A eficiência na gestão pública, especialmente em empresas que prestam serviço à população, será cada vez mais cobrada. A onda de transparência, que é inevitável, e os dados cada vez mais abertos possibilitarão maior vigilância de órgãos públicos. E Goiás certamente não vai aceitar apagões na área de saneamento como já é realidade hoje na Celg.
 
¹Fabiana Pulcineli - Publicado originalmente ontem (01/04) na coluna Cena Política, do Jornal O Popular.