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Pensamentos aleatórios

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14 de maio de 2015

Paralisação nas obras da UPA


Com informações da Rádio TOP FM:
OBRA DA UPA DA AVENIDA DR. LAMARTINE É PARALISADA
 
Na tarde dessa quinta-feira (14/05) os funcionários que trabalham na obra da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Avenida Dr. Lamartine paralisaram suas atividades por falta de pagamento dos seus salários que estava previsto na última sexta-feira (08/05).

Nossa reportagem esteve na obra e, encontrou os operários revoltados e indignados com a falta de compromisso da Prefeitura de Catalão em fazer o repasse da verba a empreiteira responsável pela obra. Pra conhecimento, esta é a segunda vez que a paralisação ocorre em função do não pagamento dos funcionários. No momento, a Polícia Militar foi acionada para manter a ordem no protesto.

A obra que foi anunciada em fevereiro de 2013, com início das obras em agosto do mesmo ano, prevista para inaugurar em abril deste ano e jogada para agosto agora já agendada para dezembro.
Calma gente, pois segundo o prefeito não há motivo para paralisação e certamente todos os operários que trabalham na obra da UPA são viúvas...

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13 de setembro de 2013

Ah, que saudade da Delta...


Podia ser o que for: empresa fantasma, braço empresarial de organização criminosa, reduto de corruptos, organizadora de licitações fraudulentas, etc... mas uma coisa ninguém pode negar: o serviço prestado pela Delta em Catalão era bom!

O lixo era recolhido nos horários certos; as ruas eram varridas antes de pedestres e veículos começarem a transitar; os funcionários eram bem tratados e recebiam em dia; a coleta seletiva de lixo e a operação do aterro sanitário eram referências nacionais; o pagamento dos fornecedores jamais foi atrasado e a população era satisfeita com o serviço prestado.

Aí veio a CPI do Cachoeira e acabou-se tudo. Catalão ficou sem coleta de lixo por uma semana, a sujeira ficou espalhada pelas ruas e entrou uma nova firma (Newcon) que não deu conta do serviço e era ruim para os funcionários. Foi embora sem deixar saudades, mas deixou fornecedores sem receber e avaliação negativa da população.

Depois disso veio o Governo da Parceria e outra firma assumiu o importante serviço de limpeza urbana. Suspeitas de fazer parte do mesmo grupo do Cachoeira indignaram aqueles contrários ao entranhamento da corrupção na máquina pública, mas animaram os antigos funcionários, que sonhavam com a volta da boa relação de trabalho que tinham com a Delta, e também a população, que se preocupa mais em ter suas ruas limpas e bem cuidadas do que com corrupção generalizada, aparentemente sem solução em nosso país.

Mas eis a surpresa: a Corpus não dá conta do recado. E não por falta de estrutura ou incompetência administrativa, mas sim por tratar com desdém seus funcionários e não ser cobrada pela prefeitura por isso. Em menos de oito meses prestando serviço para o município de Catalão é a sexta vez que a limpeza urbana é interrompida por causa de protestos por mais respeito profissional. 

O resultado é o acúmulo do lixo nas ruas da cidade. Os vira-latas fazem a festa e as donas de casa xingam muito. O Governo da Parceria finge que não é com ele e o vice-prefeito sindicalista se omite e deixa a tarefa de defender os trabalhadores para os companheiros do Sindicato da Construção Civil de Catalão, que heroicamente assume uma causa que não tem legalidade para lutar, já que os trabalhadores da Corpus, e todos os que lidam com limpeza urbana no estado de Goiás, estão presos a representação do Seacons (Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana e Terceirização de Mão-de-Obra do Estado de Goiás), que só existe para garantir os mega salários da Comurg (de Goiânia).

Assim, sofrem esses funcionários, sofre a população e sofre a popularidade do Rodrigão, que a cada dia vê ruir o sonho (ainda altamente possível) de ser deputado, já que para evitar a fadiga com o chefe omite-se de fazer pelos funcionários da Corpus aquilo que o consagrou no Simecat e o fez chegar a presidente da Força Sindical em Goiás: a defesa do trabalhador.



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12 de setembro de 2013

Trabalhador sem direito, cidade sem coleta de lixo


A charge acima foi atualizada hoje (11/09), no contexto da greve dos funcionários da Corpus (empresa responsável pela limpeza urbana e coleta de lixo em Catalão), que pararam suas atividades por não mais suportarem o assédio moral dos patrões e as condições de trabalho oferecidas pela empresa.

Chips nos uniformes, jornadas exaustivas, horários complicados, metas diárias inatingíveis, baixos salários e completa e total falta de empatia dos patrões, que só querem saber da produção ao menor custo possível, são apenas algumas das agruras sofridas por estes funcionários, e não é de hoje.

Já é a sexta vez em apenas oito meses que os funcionários da Corpus têm que se manifestar para ter seus direitos trabalhistas respeitados, algo muito preocupante, já que nesse caso quem vem arcando com o prejuízo das paralisações é a população de Catalão, que a cada mês fica apreensiva pelo dia em que os sacos de lixo vão se acumular nos canteiros e a sujeira ficará espalhada pelas ruas, já virou rotina. E o pior é que aparentemente não existe nenhuma previsão de mudança ou melhora, já que não há ninguém que sequer olhe pelas reivindicações desses funcionários. 

O sindicato que legalmente os representa (Seacons, com sede em Goiânia) só se preocupa em garantir o emprego de seus diretores, a maioria funcionários da Comurg (empresa municipal que cuida da limpeza urbana de Goiânia), recentemente denunciados pelo O Popular por receberem supersalários (alguns acima de 50 mil reais) e ter regalias inacreditáveis garantidas em convenção coletiva de trabalho apenas para os trabalhadores da Comurg, embora esse sindicato "represente" todos os trabalhadores do setor de prestação de serviço e limpeza urbana em Goiás, algo impressionante de não ter sido até hoje questionado pela Justiça do Trabalho ou mesmo pelo Ministério Público... coisas do interior do Brasil mesmo (em pleno século 21).

Mas o que mais impressiona na situação dos funcionários da Corpus não é o descaso dos patrões, esses só querem saber de lucro e estão se lixando para a saúde e bem-estar de quem trabalha, mas sim o completo silêncio da prefeitura, que desde as primeiras reclamações não se manifestou uma única vez, deixando os trabalhadores (e os cidadãos de Catalão) reféns do que a direção da Corpus quiser fazer para resolver (ou não) o impasse. E tal silêncio não poderia continuar ocorrendo, pois mesmo que a Corpus seja uma empresa privada, e a relação dela com seus funcionários seja algo particular, a prefeitura é responsável solidariamente por esta relação de trabalho, pois a Corpus presta um serviço essencial ao município de Catalão, uma concessão pública, daí não ser possível entender essa omissão, ainda mais tendo como vice-prefeito um sindicalista conhecido em todo o estado de Goiás por sua ferocidade na defesa dos trabalhadores que representa.

Aí fica a pergunta que não quer calar: porque é que Rodrigão, o sindicalista presente em todos os movimentos, que luta e defende os trabalhadores onde quer que estejam, pré-candidato a deputado, presidente da Força Sindical em Goiás, o nome em ascensão no cenário político no sudeste goiano, o cara que organiza os trabalhadores e briga por eles não briga pelos funcionários da Corpus com a mesma garra com que defende os funcionários da MMC ou com a qual pede votos? 

Seriam os funcionários da Corpus menos trabalhadores do que os da MMC? O voto deles não tem o mesmo peso que o dos servidores da Seinfra (que todo mês ganham um churrasco e uma pinga)? O presidente da Força Sindical não tem prestígio para questionar essa representação sindical? Porque o vice-prefeito sindicalista não defende os trabalhadores terceirizados que prestam serviço para o município? Porque ele não os representa, porque ele não quer ou porque não deixam?

Enquanto essas questões não são respondidas o lixo se acumula nos canteiros, a sujeira se espalha pelas ruas, o prefeito finge que não é com ele e a população paga o pato... coisas do interior do Brasil mesmo e que em Catalão já virou rotina.

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30 de julho de 2013

Médicos paralisados (Nota Oficial)



MOBILIZAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DA MEDICINA E DA SAÚDE

CARTA AOS BRASILEIROS

Nós, médicos de todo o Brasil, estamos engajados num grande movimento para assegurar que a melhor assistência chegue aos moradores do interior e das periferias dos grandes centros. Somos solidários às queixas da população, mas sabemos que não são apenas médicos que resolverão os problemas do atendimento.

É preciso também investir pesado e ter uma gestão eficiente, moderna e transparente. Esse esforço até já poderia ter começado se as propostas da categoria médica tivessem sido ouvidas e acolhidas quando foram apresentadas, há tempos.

Somente assim, o Brasil terá postos de saúde e hospitais com padrão FIFA. Todos com boas instalações, leitos, remédios e exames para oferecer a quem procura. Colocar um médico no interior não resolverá o problema do atendimento, pois a única coisa que ele poderá fazer em casos graves será colocar o paciente numa ambulância e mandar para outra cidade.

Ao invés de investir em saúde, o Governo diz que a solução é importar médicos do estrangeiro. Ninguém é contra a vinda desses profissionais, mas antes deles atenderem você, seus filhos, sua família, eles precisam mostrar que são competentes passando em exames sérios. No mundo inteiro é assim. Por que no Brasil tem que ser diferente?

Quem se formou em outro país também tem que provar que sabe falar português: que entende o que o paciente diz, que tem condições de dar orientações sobre como seguir o tratamento e de escrever uma receita que não precise de tradução. Se um morador de uma capital tem direito a isso, a mesma regra tem que valer para quem vive numa área distante.

Desse jeito vão ser criadas duas classes de brasileiros: de primeira e de segunda categoria, o que é inconstitucional, imoral e injusto. Para que impedir que isso ocorra é preciso dizer NÃO às propostas improvisadas, eleitoreiras e antiéticas. É isso que os médicos estão fazendo.

O que se quer é simples: que a Constituição seja respeitada, que a lei seja cumprida, que a igualdade dos cidadãos seja respeitada, que as soluções sejam buscadas sem agredir aos direitos de todos e levando em conta a opinião dos diferentes setores da sociedade.

Por isso, nós, médicos, pedimos desculpas se nos próximos dias você e sua família tiverem dificuldade em marcar uma consulta ou fazer um exame. Em nenhum momento, queremos prejudicar você, cidadão. No entanto, paralisações vão acontecer em Goiás, nos dias 30 e 31, para chamar a atenção das autoridades.

Não entenda nisso uma ação corporativista, de quem está só preocupado com seus interesses, como dizem alguns. Longe disso: nosso maior interesse é fazer com que você possa ter o SUS que tanto sonha: universal, integral, gratuito e com serviços iguais para todos.

Nos dê o seu apoio nessa luta, porque ela é sua também!

COMITÊ DAS ENTIDADES MÉDICAS DO ESTADO DE GOIÁS
Associação Médica de Goiás (AMG)
Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (CREMEGO)
Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO)

11 de julho de 2013