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25 de abril de 2017
31 de março de 2017
Será que chegou a vez dele? Marconi Perillo em destaque no Jornal Nacional... pelo crime de corrupção ativa!!!
Para quem não viu ontem:
A denúncia frisa que Marconi Perillo tinha ciência de que o valor dispendido com o contrato de locação, nos moldes como posto, era desvantajoso para a administração pública e ilegal, porquanto violava o princípio da economicidade derivado do art. 37 da Constituição Federal.
Durante a investigação, o vice-PGR verificou que a Delta criou centros de custo vinculados a escritórios regionais da empreiteira em todo o território nacional, com sócios figurativos conhecidos como laranjas. "Estas pessoas jurídicas não possuíam empregados, nem produziam bens ou prestavam serviços. Os acusados pretendiam utilizá-las quase que unicamente para a dissimulação do pagamento de propina a agentes públicos", diz a denúncia.
A denúncia junta extratos bancários e interceptações telefônicas dos envolvidos, entre outros elementos de prova.
Íntegra da denúncia
O vice-procurador-geral da República, José Bonifácio, denunciou ao
Superior Tribunal de Justiça, nesta quinta-feira, 30 de março, o
governador de Goiás, Marconi Perillo, pelo crime de corrupção passiva, e
mais três pessoas pelo crime de corrupção ativa. Marconi Perillo é
acusado de receber vantagens indevidas para beneficiar a Delta
Construções em contratos do estado. O presidente da empreiteira,
Fernando Cavendish, e o diretor regional Cláudio Dias Abreu, juntamente
com o operador conhecido como Carlinhos Cachoeira, foram denunciados
pelo pagamento da propina.
Segundo a denúncia, entre os anos de 2011 e 2012, os executivos da Delta e Carlinhos Cachoeira prometeram o pagamento de vantagens indevidas ao governador de Goiás para obter o incremento dos contratos mantidos pela empreiteira com vários órgãos do estado. A denúncia demonstra que a Delta, por meio de empresas fantasmas, pagou duas parcelas de R$ 45 mil a Marconi Perillo, relativas a sua dívida de campanha eleitoral de 2010. Com isso, o governador garantiu a assinatura de dois termos aditivos a um contrato do estado com a empresa, bem como o fluxo de desembolsos a título de custeio.
Os aditivos foram usados para ampliar o número de carros da Delta locados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e fizeram o contrato pular de R$ 66.170.580,00 para R$ 75.302.955,00. Mais tarde, a aditivação foi superior aos 25% permitidos pela Lei de Licitações.
Segundo a denúncia, entre os anos de 2011 e 2012, os executivos da Delta e Carlinhos Cachoeira prometeram o pagamento de vantagens indevidas ao governador de Goiás para obter o incremento dos contratos mantidos pela empreiteira com vários órgãos do estado. A denúncia demonstra que a Delta, por meio de empresas fantasmas, pagou duas parcelas de R$ 45 mil a Marconi Perillo, relativas a sua dívida de campanha eleitoral de 2010. Com isso, o governador garantiu a assinatura de dois termos aditivos a um contrato do estado com a empresa, bem como o fluxo de desembolsos a título de custeio.
Os aditivos foram usados para ampliar o número de carros da Delta locados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e fizeram o contrato pular de R$ 66.170.580,00 para R$ 75.302.955,00. Mais tarde, a aditivação foi superior aos 25% permitidos pela Lei de Licitações.
A denúncia frisa que Marconi Perillo tinha ciência de que o valor dispendido com o contrato de locação, nos moldes como posto, era desvantajoso para a administração pública e ilegal, porquanto violava o princípio da economicidade derivado do art. 37 da Constituição Federal.
Durante a investigação, o vice-PGR verificou que a Delta criou centros de custo vinculados a escritórios regionais da empreiteira em todo o território nacional, com sócios figurativos conhecidos como laranjas. "Estas pessoas jurídicas não possuíam empregados, nem produziam bens ou prestavam serviços. Os acusados pretendiam utilizá-las quase que unicamente para a dissimulação do pagamento de propina a agentes públicos", diz a denúncia.
A denúncia junta extratos bancários e interceptações telefônicas dos envolvidos, entre outros elementos de prova.
Íntegra da denúncia
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4 de julho de 2016
Com temor, Carlos Cachoeira considerou fazer delação
Com temor de voltar à prisão, onde ficou por nove meses em 2012 na Operação Monte Carlo, Carlos Cachoeira comentava com frequência com pessoas próximas a preocupação em acompanhar de perto os processos e investigações e evitar dissabores como com a operação de quinta-feira. Nos bastidores, há informação de que ele paga um alto valor mensal para advogados em Brasília enquanto estiver solto.
Há pouco mais de um mês, falou para um amigo que, se fosse preso novamente, ameaçaria uma delação. “Ele queria ao menos espalhar que falaria para ver o circo pegar fogo. Mas é isso ou a anulação das provas para que ele tenha a redução de pena”, conta.
O receio maior era em relação à condenação já existente, pela Justiça Federal de Goiás, a 39 anos e 8 meses de prisão. A fase de recurso já dura dois anos. "Ele sabe que não segura isso eternamente. E está mais fragilizado e sob pressão por conta do nascimento da filha (há menos de 15 dias)", diz o amigo. Com condenação em segunda instância, pode haver prisão segundo decisão do Supremo em fevereiro.
Embora aparentemente não tenha sido alertado sobre a Operação Saqueador, que o levou à prisão no Rio na semana passada, Cachoeira já se preparava para a possibilidade de ser preso com a definição de uma equipe para levar à frente os negócios do escritório em sua ausência.
Há pouco mais de um mês, falou para um amigo que, se fosse preso novamente, ameaçaria uma delação. “Ele queria ao menos espalhar que falaria para ver o circo pegar fogo. Mas é isso ou a anulação das provas para que ele tenha a redução de pena”, conta.
O receio maior era em relação à condenação já existente, pela Justiça Federal de Goiás, a 39 anos e 8 meses de prisão. A fase de recurso já dura dois anos. "Ele sabe que não segura isso eternamente. E está mais fragilizado e sob pressão por conta do nascimento da filha (há menos de 15 dias)", diz o amigo. Com condenação em segunda instância, pode haver prisão segundo decisão do Supremo em fevereiro.
Embora aparentemente não tenha sido alertado sobre a Operação Saqueador, que o levou à prisão no Rio na semana passada, Cachoeira já se preparava para a possibilidade de ser preso com a definição de uma equipe para levar à frente os negócios do escritório em sua ausência.
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Mesmo com baixas no círculo que ficou conhecido na época da Operação Monte Carlo, Carlinhos Cachoeira ainda circula entre políticos e empresários de Goiás
Em reportagem assinada pela jornalista Fabiana Pulcineli, o jornal O Popular revela que o contraventor Carlinhos Cachoeira continua circulando entre políticos do alto escalão do Governo de Goiás, apesar de baixas como o ex-senador Demóstenes Torres, cassado em 2012.
Além de atuar em várias frentes de negócios, como loteamentos, representação comercial e importação de produtos na área farmacêutica, Cachoeira ajudou a eleger pelo menos dois deputados que fazem parte da base do governador Marconi Perillo (PSDB), na Assembleia Legislativa, Santana Gomes (PSL) e Eliane Pinheiro (PMN). Eliane foi chefe de gabinete do governador e Marconi foi forçado a demiti-la após flagrantes em gravações telefônicas.
Integrante até o mês passado do alto escalão deste atual mandato do governador Marconi Perillo, Carlos Alberto Leréia (PSDB) chegou a ter o mandato de deputado federal suspenso por 90 dias pelo plenário da Câmara dos Deputados, devido a suas estreitas relações com o bicheiro. Segundo escutas telefônicas obtidas pela Polícia Federal, Leréia chegou a receber a senha do cartão de crédito de Cachoeira.
Após vários pitis públicos cobrando um cargo no primeiro escalão, Leréia foi nomeado, no ano passado, presidente da Agência Brasil Central, e só saiu no mês passado para concorrer à prefeitura de Minaçu.
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30 de junho de 2016
E se Cachoeira fizer delação premiada?
A Operação Saqueador, que prendeu Carlos Cachoeira nesta quinta-feira, descobriu que teriam sido desvios R$ 370 milhões entre 2007 e 2012 de obras públicas contratadas pela Delta e que o grosso do desvio ocorreu em anos eleitorais.
Diante disse, quem recebeu da Delta doações para sua campanha neste período deve estar agora em pânico. Vale lembrar que em 2012, a prisão de Cachoeira tornou pública uma série de fatos, provocando um dos maiores escândalos na política goiana.
Aí impossível não pensar: e se Cachoeira fizer delação premiada?
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13 de setembro de 2013
Ah, que saudade da Delta...
Podia ser o que for: empresa fantasma, braço empresarial de organização criminosa, reduto de corruptos, organizadora de licitações fraudulentas, etc... mas uma coisa ninguém pode negar: o serviço prestado pela Delta em Catalão era bom!
O lixo era recolhido nos horários certos; as ruas eram varridas antes de pedestres e veículos começarem a transitar; os funcionários eram bem tratados e recebiam em dia; a coleta seletiva de lixo e a operação do aterro sanitário eram referências nacionais; o pagamento dos fornecedores jamais foi atrasado e a população era satisfeita com o serviço prestado.
Aí veio a CPI do Cachoeira e acabou-se tudo. Catalão ficou sem coleta de lixo por uma semana, a sujeira ficou espalhada pelas ruas e entrou uma nova firma (Newcon) que não deu conta do serviço e era ruim para os funcionários. Foi embora sem deixar saudades, mas deixou fornecedores sem receber e avaliação negativa da população.
Depois disso veio o Governo da Parceria e outra firma assumiu o importante serviço de limpeza urbana. Suspeitas de fazer parte do mesmo grupo do Cachoeira indignaram aqueles contrários ao entranhamento da corrupção na máquina pública, mas animaram os antigos funcionários, que sonhavam com a volta da boa relação de trabalho que tinham com a Delta, e também a população, que se preocupa mais em ter suas ruas limpas e bem cuidadas do que com corrupção generalizada, aparentemente sem solução em nosso país.
Mas eis a surpresa: a Corpus não dá conta do recado. E não por falta de estrutura ou incompetência administrativa, mas sim por tratar com desdém seus funcionários e não ser cobrada pela prefeitura por isso. Em menos de oito meses prestando serviço para o município de Catalão é a sexta vez que a limpeza urbana é interrompida por causa de protestos por mais respeito profissional.
O resultado é o acúmulo do lixo nas ruas da cidade. Os vira-latas fazem a festa e as donas de casa xingam muito. O Governo da Parceria finge que não é com ele e o vice-prefeito sindicalista se omite e deixa a tarefa de defender os trabalhadores para os companheiros do Sindicato da Construção Civil de Catalão, que heroicamente assume uma causa que não tem legalidade para lutar, já que os trabalhadores da Corpus, e todos os que lidam com limpeza urbana no estado de Goiás, estão presos a representação do Seacons (Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana e Terceirização de Mão-de-Obra do Estado de Goiás), que só existe para garantir os mega salários da Comurg (de Goiânia).
Assim, sofrem esses funcionários, sofre a população e sofre a popularidade do Rodrigão, que a cada dia vê ruir o sonho (ainda altamente possível) de ser deputado, já que para evitar a fadiga com o chefe omite-se de fazer pelos funcionários da Corpus aquilo que o consagrou no Simecat e o fez chegar a presidente da Força Sindical em Goiás: a defesa do trabalhador.
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17 de junho de 2013
Governo de Goiás não deixa crítica sem resposta (a não ser que seja do Cachoeira)
Experimente escrever uma carta para o jornal O Popular criticando com veemência algum ponto negativo do Governo do Estado (a reforma do aeroporto de Catalão, parada há três anos, por exemplo); ou o excessivo gasto em publicidade, com propagandas elaboradas e usando atrizes globais; ou mesmo o descaso com a UEG, criada e inflada no primeiro Governo Marconi (1998-2002) e que desde então se encontra sucateada e abandonada; ou então experimente enviar um texto de opinião para o Diário da Manhã com as mesmas críticas, ou mesmo publicar sua opinião contrária em alguma rede social ou em um site bastante acessado. O resultado não demorará e virá em forma de intimação judicial, convocando a uma retratação, exigindo o pagamento de pesada indenização e o impedimento de fazer novas críticas. Esse é o modelo de ação adotado pelo Governo do Estado quando surge alguma opinião que desagrade ao Governador Marconi Perillo.
E já sentiram o peso de sua reação o jornalista Luiz Carlos Bordoni, a jornalista de O Popular, Fabiana Pulcinelli, o blogueiro de Catalão, Mamede Leão, e mais de uma dezena de jornalistas e cidadãos comuns, processados com todo o peso do estado simplesmente por expor sua opinião sobre o Governo que, é bem provável, contou com o voto deles para estar no poder. Portanto, toda e qualquer opinião contrária ao Governo de Goiás deve ser emitida com o maior cuidado e escolhendo-se muito bem as palavras, pois o contraditório não é mais permitido, a não ser, é claro, que quem critique (ou ameace) seja o senhor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que em bom e claro português fez pesadas críticas ao Governo, num dos principais veículos de comunicação do estado, que repercutiu na imprensa do país inteiro, mas que estranhamente, ao contrário de blogueiros, jornalistas e cidadão comuns, não teve nenhuma reação do Palácio das Esmeraldas.
A própria Fabiana Pulcinelli levantou a questão em sua coluna no O Popular de hoje.
É evidente que o Governo do Estado faz de tudo para fugir de qualquer resquício da crise política provocada ano passado pelo caso Delta/Cachoeira (até mesmo pela fiasquenta CPI) e vem tentando criar uma agenda positiva para superar os desgastes, mas ficar acuado como na semana passada diante das ameaças do contraventor Carlos Cachoeira em vez de afastar provoca efeito contrário: aproxima ainda mais o “fantasma” que atingiu a gestão no ano passado.
O natural em qualquer governo seria uma reação, um contra-ataque à ofensiva de alguém que foi condenado a 39 anos de prisão por formação de quadrilha e corrupção ativa, ficou preso oito meses por conta da Operação Monte Carlo e ainda tem outros processos nas costas. No caso do governo goiano, o silêncio fala ainda mais alto já que historicamente não deixa passar nada batido.
A opção por se calar levanta dúvidas sobre os receios do governo e, mais ainda, sobre o comportamento dos governistas nos bastidores – se e como agiram para acalmar os ânimos. O acuamento alimenta especulações. E o governo, que investe tanto na área de comunicação, sabe bem disso. E não se manifestou.
“O tempo socorrerá apenas quem dele fizer uso com extrema rapidez para reparar a agressão proferida. Depois de entrar na arena para digladiar não permitirei recuo de quem quer que seja e só sairei dela vitorioso ou morto”, disse Cachoeira, em artigo publicado na terça-feira (11/06) no jornal Diário da Manhã, manifestando insatisfação pelo tratamento dispensado à mulher, Andressa Mendonça, após festa beneficente no Palácio das Esmeraldas.
Cachoeira exige reparação, ameaça, fala em bandidos, caixa de Pandora e sangrias dentro do governo, e diz que não conhecem o peso de sua mão. “Se quiserem saber onde estão os maiores problemas e as principais sangrias dentro desse governo é só encarar a briga que estou pronto para o embate. Em bom brasileirês falo com a cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu sustento o desafio. Escolham as armas. A verdade, que liberta e quebra paradigmas, mostrará ao povo goiano os erros cometidos ao longo dos anos e dará o norte da reparação e do caminho certo.”
Por textos ou palavras muito menos agressivas e constrangedoras, o governo moveu processos e ordenou respostas imediatas de aliados.
Questionado no ar, na rádio CBN, o presidente da AGETOP, Jayme Rincón, disse que o Governo está em “momento especial”, de colher resultados, e que não quer entrar em polêmicas. “Não devemos entrar em nenhum tipo de polêmica nem responder provocações. Isso não leva a absolutamente nada. Temos de trabalhar. É a determinação do Marconi e a filosofia de toda a equipe.” Pode até ser verdade, mas seria mais convincente se o Governo agisse assim também em todos os casos. E evitar polêmicas não combina em nada com o episódio recente em que o governador chamou o ex-presidente Lula de canalha em evento do PSDB.
Ontem, Carlos Cachoeira disse ao jornal O Popular que foi proibido de falar mais sobre isso pelos advogados e que considera o “assunto encerrado”, ainda que oficialmente não tenha havido reparações. Já não se esperava mesmo que falasse, até porque Cachoeira já fez outras ameaças anteriormente – contra o PT, inclusive –, sem de fato falar nada. Faz parte do jogo dele. Mas os efeitos do artigo mostram um governo na defensiva, acuado, preocupado e fragilizado. Quase refém.
Será por medo dos milhões de Cachoeira, ou do que está em sua cabeça?
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E já sentiram o peso de sua reação o jornalista Luiz Carlos Bordoni, a jornalista de O Popular, Fabiana Pulcinelli, o blogueiro de Catalão, Mamede Leão, e mais de uma dezena de jornalistas e cidadãos comuns, processados com todo o peso do estado simplesmente por expor sua opinião sobre o Governo que, é bem provável, contou com o voto deles para estar no poder. Portanto, toda e qualquer opinião contrária ao Governo de Goiás deve ser emitida com o maior cuidado e escolhendo-se muito bem as palavras, pois o contraditório não é mais permitido, a não ser, é claro, que quem critique (ou ameace) seja o senhor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que em bom e claro português fez pesadas críticas ao Governo, num dos principais veículos de comunicação do estado, que repercutiu na imprensa do país inteiro, mas que estranhamente, ao contrário de blogueiros, jornalistas e cidadão comuns, não teve nenhuma reação do Palácio das Esmeraldas.
A própria Fabiana Pulcinelli levantou a questão em sua coluna no O Popular de hoje.
É evidente que o Governo do Estado faz de tudo para fugir de qualquer resquício da crise política provocada ano passado pelo caso Delta/Cachoeira (até mesmo pela fiasquenta CPI) e vem tentando criar uma agenda positiva para superar os desgastes, mas ficar acuado como na semana passada diante das ameaças do contraventor Carlos Cachoeira em vez de afastar provoca efeito contrário: aproxima ainda mais o “fantasma” que atingiu a gestão no ano passado.
O natural em qualquer governo seria uma reação, um contra-ataque à ofensiva de alguém que foi condenado a 39 anos de prisão por formação de quadrilha e corrupção ativa, ficou preso oito meses por conta da Operação Monte Carlo e ainda tem outros processos nas costas. No caso do governo goiano, o silêncio fala ainda mais alto já que historicamente não deixa passar nada batido.
A opção por se calar levanta dúvidas sobre os receios do governo e, mais ainda, sobre o comportamento dos governistas nos bastidores – se e como agiram para acalmar os ânimos. O acuamento alimenta especulações. E o governo, que investe tanto na área de comunicação, sabe bem disso. E não se manifestou.
“O tempo socorrerá apenas quem dele fizer uso com extrema rapidez para reparar a agressão proferida. Depois de entrar na arena para digladiar não permitirei recuo de quem quer que seja e só sairei dela vitorioso ou morto”, disse Cachoeira, em artigo publicado na terça-feira (11/06) no jornal Diário da Manhã, manifestando insatisfação pelo tratamento dispensado à mulher, Andressa Mendonça, após festa beneficente no Palácio das Esmeraldas.
Cachoeira exige reparação, ameaça, fala em bandidos, caixa de Pandora e sangrias dentro do governo, e diz que não conhecem o peso de sua mão. “Se quiserem saber onde estão os maiores problemas e as principais sangrias dentro desse governo é só encarar a briga que estou pronto para o embate. Em bom brasileirês falo com a cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu sustento o desafio. Escolham as armas. A verdade, que liberta e quebra paradigmas, mostrará ao povo goiano os erros cometidos ao longo dos anos e dará o norte da reparação e do caminho certo.”
Por textos ou palavras muito menos agressivas e constrangedoras, o governo moveu processos e ordenou respostas imediatas de aliados.
Questionado no ar, na rádio CBN, o presidente da AGETOP, Jayme Rincón, disse que o Governo está em “momento especial”, de colher resultados, e que não quer entrar em polêmicas. “Não devemos entrar em nenhum tipo de polêmica nem responder provocações. Isso não leva a absolutamente nada. Temos de trabalhar. É a determinação do Marconi e a filosofia de toda a equipe.” Pode até ser verdade, mas seria mais convincente se o Governo agisse assim também em todos os casos. E evitar polêmicas não combina em nada com o episódio recente em que o governador chamou o ex-presidente Lula de canalha em evento do PSDB.
Ontem, Carlos Cachoeira disse ao jornal O Popular que foi proibido de falar mais sobre isso pelos advogados e que considera o “assunto encerrado”, ainda que oficialmente não tenha havido reparações. Já não se esperava mesmo que falasse, até porque Cachoeira já fez outras ameaças anteriormente – contra o PT, inclusive –, sem de fato falar nada. Faz parte do jogo dele. Mas os efeitos do artigo mostram um governo na defensiva, acuado, preocupado e fragilizado. Quase refém.
Será por medo dos milhões de Cachoeira, ou do que está em sua cabeça?
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12 de junho de 2013
Ameaça de Cachoeira repercutindo
O polêmico artigo de Carlinhos Cachoeira (A verdade sem mentira) continua rendendo. Reportagem do G1 (www.g1.globo.com) publicada hoje ressalta a divulgação de fotos da presença de Andressa Mendonça (esposa de cachoeira) no desfile beneficente realizado no Palácio das Esmeraldas, o que foi negado em nota oficial emitida pela assessoria de imprensa do Governo do Estado. Reproduzo abaixo a íntegra da reportagem:
Andressa posta foto em evento que fez Cachoeira atacar o Governo de Goiás
Contraventor criticou omissão da presença da mulher em desfile. Em artigo, diz que está pronto para a briga 'com todas as forças e armas'.
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| Andressa Mendonça antes de festa no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia (Foto: Reprodução/Instagram) |
A empresária Andressa Mendonça, mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, postou em seu perfil no Instagram fotos em desfile beneficente no Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador de Goiás, em Goiânia. A presença dela no evento teria sido negada pela assessoria de imprensa do governo, segundo artigo assinado pelo bicheiro e publicado na terça-feira (11) pelo jornal "Diário da Manhã" e que está causando polêmica nas redes sociais. No texto, o bicheiro faz duras críticas ao governo e diz que vai defender a dignidade da mulher e que está pronto para a briga.
As publicações no Instagram são de sexta-feira (7), dia dos desfiles. Uma amiga a perguntou de onde era o vestido que usava e Andressa respondeu: "DG". Outras mulheres elogiaram o brinco de pedras verdes, que parecem ser esmeraldas. Mas a maior parte dos comentários foi postada na terça-feira, parabenizando-a pelo artigo do marido.
Apesar de começar o texto citando o versículo da Bíblia (João 8:32: "Conhecerei a verdade e a verdade vos libertará"), Cachoeira sobe o tom: "Em bom brasileirês falo com a cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu sustento o desafio", declarou.
Ele diz que vai defender a dignidade de sua mulher com “todas as suas forças e armas” e que espera que o governo repare com “extrema rapidez” a agressão contra a esposa. “Depois de entrar na arena para digladiar não permitirei recuo de quem quer que seja e só sairei dela vitorioso ou morto”, escreveu no artigo.
O empresário argumenta que a "história de bandidos" dentro do governo permanece sem contestações ou ser desmentida. “Estou falando de um governo que permite que um de seus principais expoentes diga ser esse mesmo governo composto por bandidos e não recebe uma reprimenda exemplar, a começar da exoneração sumária”. A assessoria de imprensa do governador informou que ele não rebateria as críticas. Mas na tarde de terça, Marconi Perillo defendeu a transparência da sua gestão durante evento para a assinatura de decretos que regulamentam a Lei Estadual de Acesso à Informação, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, sede do Executivo estadual. “É muito gratificante ter consciência tranquila por encabeçar um governo que não tem nada a esconder, que pode com tranquilidade e confiança encarar todos os seus atos”, disse em discurso o tucano.
Carlinhos Cachoeira disse ao G1 que não vai comentar o artigo.
As publicações no Instagram são de sexta-feira (7), dia dos desfiles. Uma amiga a perguntou de onde era o vestido que usava e Andressa respondeu: "DG". Outras mulheres elogiaram o brinco de pedras verdes, que parecem ser esmeraldas. Mas a maior parte dos comentários foi postada na terça-feira, parabenizando-a pelo artigo do marido.
Apesar de começar o texto citando o versículo da Bíblia (João 8:32: "Conhecerei a verdade e a verdade vos libertará"), Cachoeira sobe o tom: "Em bom brasileirês falo com a cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu sustento o desafio", declarou.
Ele diz que vai defender a dignidade de sua mulher com “todas as suas forças e armas” e que espera que o governo repare com “extrema rapidez” a agressão contra a esposa. “Depois de entrar na arena para digladiar não permitirei recuo de quem quer que seja e só sairei dela vitorioso ou morto”, escreveu no artigo.
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| Imagem do Instagram da presença de Andressa no evento |
Carlinhos Cachoeira disse ao G1 que não vai comentar o artigo.
Para quem não leu o artigo segue o link: A verdade sem mentira
Outras do Cachoeira no G1:
- Após ataques de Cachoeira, Perillo diz que 'não tem nada a esconder'
- Cachoeira sai em defesa da mulher Andressa e ataca o governo de Goiás
- Cachoeira recusa bafômetro e é detido em blitz da Lei Seca
- Andressa posta foto abraçada com Carlinhos Cachoeira em rede social
- Veja fotos do casamento do contraventor Carlinhos Cachoeira
11 de junho de 2013
Cachoeira faz ameaça ao governo de Marconi Perillo
Irritado com informações oficiais sobre a presença de sua mulher
Andressa Mendonça em evento no Palácio das Esmeraldas, na sexta-feira,
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, publicou hoje artigo no
jornal Diário da Manhã em que faz ameaças ao governo estadual.
Intitulado "A verdade sem mentira", o artigo cita o episódio em que o
secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, reclamou de ataques
de "bandidos", em entrevista ao jornal O Popular. "Um governo que não se presta
ao respeito dentro de seus próprios limites não pode se dar ao desplante
de atingir a honra de pessoas de fora de seu alcance. Estou falando de
um governo que permite que um de seus principais expoentes diga ser esse
mesmo governo composto de bandidos e não recebe uma reprimenda
exemplar, a começar da exoneração sumária. Fica o dito pelo não dito e a
história dos bandidos dentro do governo permanece sem contestações ou
desmentidos. Onde será que começa o banditismo? Onde fica o cerne da
bandidagem no governo, em sua origem, em seu centro ou na periferia que
se formou com as adesões de última hora?", afirma um trecho.
O tom de ataque de Cachoeira, que passou oito meses na prisão no ano
passado por conta da Operação Monte Carlos e foi condenado a 39 anos de
prisão por formação de quadrilha e corrupção ativa, veio depois que a
assessoria de imprensa da primeira-dama do Estado, Valéria Perillo, que
organizou o evento, informou que Andressa compareceu a desfile e show
beneficente sem ter sido convidada.
A informação oficial era de que ela havia pagado o ingresso, de 350
reais, mas que provocou constrangimentos ao participar sem ser
convidada. Já Andressa afirmou, pelo Instagram, que foi convidada, sim.
Cachoeira também: "Alto lá. Não nos faltem com o respeito. Andressa não
foi e jamais iria a um lugar em que não fosse convidada. Até porque não
precisamos passar por penetras em lugar algum."
No artigo, Cachoeira cobra reparação por parte do governo. "Estou
pronto para o embate e não medirei esforço nem terei compaixão para
defendê-la e desde já aviso que o céu será meu limite. O tempo socorrerá
apenas quem dele fizer uso com extrema rapidez para reparar a agressão
proferida. Depois de entrar na arena para digladiar não permitirei recuo
de quem quer que seja e só sairei dela vitorioso ou morto", diz
Cachoeira, para completar: "Se quiserem saber onde estão os maiores
problemas e as principais sangrias dentro desse governo é só encarar a
briga que estou pronto para o embate. Em bom brasileirês falo com a
cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu
sustento o desafio. Escolham as armas. A verdade, que liberta e quebra
paradigmas, mostrará ao povo goiano os erros cometidos ao longo dos anos
e dará o norte da reparação e do caminho certo".
Em tempo: será que a assessoria do Governador vai processar o Cachoeira assim como fizeram com o Mamede e o Bordoni?
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20 de dezembro de 2012
O melancólico fim da CPI do Cachoeira
Já escrevi um texto aqui dizendo que o povo goiano ainda vai ter orgulho do Carlinhos Cachoeira (opinião dele, mas sou forçado a concordar) e justifiquei dizendo que a memória curta da população, junto com a ausência de resultados das investigações sobre ele, mais a volta de todos os apoios políticos hoje distantes produziriam um cenário de compaixão e posterior identificação com o sujeito sofrido que vem de baixo e consegue superar as dificuladades e subir na vida. Pois bem, o texto abaixo eu li no blog do Ricardo Noblat (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/), que já é o início do que está por vir aí em matéria de limpar a imagem do Cachoeira, gostei e por isso reproduzo aqui:
Perdas e danos, por Ricardo Noblat
Como podia acabar bem ou mais ou menos uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) criada com o propósito de embaraçar o
julgamento de uma série de crimes?
Foram Lula e José Dirceu que
tiveram a ideia de montar a CPI do Cachoeira ao conferir que seria
impossível adiar o julgamento do processo do mensalão - o pagamento de
propina para que deputados votassem como queria o governo.
Não se
deram ao trabalho sequer de consultar Dilma, que na época viajara ao
exterior. O objetivo principal deles era usar a CPI para dividir com o
julgamento do mensalão o espaço da mídia.
Afinal, o PT não se desgastaria sozinho se a CPI:
*
apurasse as ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o então
senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o governador Marcone Perillo
(PSDB), de Goiás. DEM e PSDB tomariam juntos um banho de lama.
*
constrangesse ministros do Supremo Tribunal Federal (alô, alô, Gilmar
Mendes!) sugerindo que eles faziam negócios com Cachoeira. Lula em
pessoa procurou Gilmar para conversar a respeito. Levou um corretivo.
*
vendesse a tese de que VEJA e Cachoeira atuavam em dobradinha. O
bicheiro armava histórias contra o governo - a revista publicava.
Retribuía publicando também reportagens do interesse dele. Lula detesta a
VEJA.
A CPI herdou do Ministério Público e da Polícia Federal
tudo o que eles haviam descoberto sobre Cachoeira e as atividades de sua
quadrilha na exploração de jogos eletrônicos.
Quer dizer: nem
traballho pesado precisava encarar para justificar seu funcionamento.
Uma vez esgotado o período de sua duração, bastaria remeter de volta ao
Ministério Público o que dele recebera, e da polícia.
O plano de
Lula e de Dirceu começou a dar errado quando a CPI farejou o que não
estava previsto no seu scripit: a sociedade de Cachoeira com Fernando
Cavendish, dono da construtora Delta.
Cavendish é amigo de
políticos poderosos - entre eles Sérgio Cabral, governador do Rio de
Janeiro. E é reconhecido por todos como um generoso financiador de
campanhas eleitorais.
A Delta é responsável pelo maior número de
obras do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal.
Mexeu com a Delta significaria mexer com o governo federal e a maioria
dos governos estaduais.
A CPI do Cachoeira acabou da forma mais vergonhosa possível: nem mesmo relatório final conseguiu aprovar.
o final melancólico da CPI do Cachoeira
O PSDB salvou Perillo. PSDB e PMDB salvaram a Delta. O governo federal observou à distância, satisfeito.
Lula, Dirceu e o PT ficaram a pé.
Na verdade ficaram em pior situação. O fracasso da CPI coincidiu com o sucesso do julgamento do mensalão.
26 de novembro de 2012
Ainda vamos ter orgulho do Cachoeira!
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ex-bicheiro, empresário do setor farmaceutico e lobista profissional de empreiteira, apontado nos últimos meses como o principal líder criminoso do estado de Goiás, corruptor irresistível de servidores e autoridades públicas, entranhado até nas obras e licitações do Governo Federal, um perigo para a democracia... e nós ainda vamos nos orgulhar dele? Ao menos essa é sua opinião, conforme declarações dadas em entevista à TV Record na tarde de sexta-feira (23/11).
"Este é um momento de luto, e não de festa como noticiaram os jornais
locais e nacionais”, disse ele. Magro, abatido e com os cabelos tingidos, Cachoeira recebeu a imprensa
na casa do pai, em Anápolis, cidade na qual também está o túmulo da mãe.
Ele estava acompanhado da mulher, Andressa Mendonça, e de um de seus
filhos. O empresário teve que pedir autorização para se deslocar até a
cidade, já que por determinação da Justiça não poderia sair de Goiânia
sem aviso prévio.
Em tom de desabafo, Cachoeira lembrou dos problemas que enfrentou
durante o período em que esteve detido. "Perdi minha mãe. Perdi um amigo
que era como um irmão para mim. Perdi 13 quilos'', afirmou. O
empresário disse ainda que vai se pronunciar na hora certa e que está à
disposição da Justiça: "Vou colocoar os pingos nos 'is'". Ele também
criticou a atuação do Ministério Público no caso: "É estrelismo. Os
grampos são ilegais. O Ministério Público não vai mais fazer
estrelismo".
Declarações absurdas? Aos fatos: Cachoeira financiou várias campanhas eleitorais em Goiás e pelo país afora. Tinha deputados federais, prefeitos, vereadores e um Senador no seu bolso, todos ajudados por ele em determinados momentos da vida pública, alguns muito mais próximos e íntimos do que outros, mas todos com o objetivo comum de criar as condições para que ele continuasse enriquecendo e financiando suas campanhas, um circulo vicioso que jamais teria fim. Não fosse a atuação da Polícia Federal a população do Brasil nunca saberia o grau de entranhamento e de influência das Organizações Cachoeira nas esferas governamentais, principalmente no Governo de Goiás, onde nomeou, promoveu e mandou por vários anos. E ainda vamos ter orgulho dele? Bom, se o resultado das investigações da PF for tão decepcionante quanto o relatório da CPMI que "investigava" as Organizações Cachoeiras é possível afirmar que, no mínimo, os goianos não vão lembrar negativamente do Cachoeira. Porquê? Porque é fato que a memória da maioria da população para assuntos de política é curta e que imagem negativa nenhuma resiste a uma boa propaganda. Se, aos olhos da Justiça, as provas existentes forem consideradas ilegais (o que não é difícil) e ficar provado que tudo não passou de um factóide político, os goianos assistirão a transformação do excomungado Cachoeira, chefe de organização criminosa, no injustiçado Carlos Augusto Ramos, empresário de sucesso perseguido pelas elites, que superou todas as dificuldades e subiu na vida, abandonou o passado de contravenção e hoje é querido pelos poderosos. A idenficação será geral e a maioria da população vai ficar do seu lado. Quem viver, verá.
É claro que tudo ocorre por uma razão. As brechas na legislação permitem que investigações bem montadas não deem resultado justamente pelas exigências legais para obtenção das provas. E as leis são elaboradas pelos políticos que são eleitos com financiamento de empresários e empreiteiras. Um circulo vicioso que jamais será rompido, nem mesmo com o financiamento público de campanha, porque o que impera é o caixa dois e esse sempre existirá. Daí a importância atual de homens como Cachoeira, que financiam as campanhas eleitorais, levam a culpa quando o esquema estoura e depois se safam pelas brechas na lei, inseridas pelos mesmos políticos que ajudou a eleger.
E viva a democracia!
É claro que tudo ocorre por uma razão. As brechas na legislação permitem que investigações bem montadas não deem resultado justamente pelas exigências legais para obtenção das provas. E as leis são elaboradas pelos políticos que são eleitos com financiamento de empresários e empreiteiras. Um circulo vicioso que jamais será rompido, nem mesmo com o financiamento público de campanha, porque o que impera é o caixa dois e esse sempre existirá. Daí a importância atual de homens como Cachoeira, que financiam as campanhas eleitorais, levam a culpa quando o esquema estoura e depois se safam pelas brechas na lei, inseridas pelos mesmos políticos que ajudou a eleger.
E viva a democracia!
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| Aceita um pedaço, Don Coleone? Esta veio diretinho da CPMI. |
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