Candidatos políticos são como pilotos de Fórmula 1, só que ao invés de macacões estampados de patrocínios eles usam terno. É doação voando pra todos os lados. Direita ou esquerda, homem ou mulher, nada disso importa. O que importa é seu número na pesquisa e intenção de votos. Afinal de contas, todos adoramos um vencedor. E não há nada melhor que a gratidão daquele que apoiamos e ajudamos a chegar lá, como mostra, de forma genial, o Porta dos Fundos:
Eleitor precisava de tira-teima para assistir ao debate
O debate da noite de ontem na Band, o primeiro do segundo turno, deveria ser apresentado com uma espécie de tira-teima em tempo real para o eleitor. Foram tantas as declarações do tipo “o candidato falta com a verdade” ou “é mentira da candidata”, que ficou difícil para o eleitor depurar o que era fato em meio ao mar de acusações.
A candidata do PT, Dilma Rousseff, pontuou ao imprimir sua agenda e trazer o candidato do PSDB, Aécio Neves, para a sua pauta, o que foi ruim para o tucano. Estratégia parecida já foi usada pelos petistas em outras ocasiões e se mostraram nefastas para o candidato da oposição, vide a eleição de 2006 e a discussão sobre privatizações.
O PT fez a lição de casa e levou informações novas para tentar desestabilizar Aécio, entre as quais a acusação de que ele cometeu nepotismo durante sua gestão em Minas. Também explorou a administração do tucano no Estado, o que fez com que Aécio passasse parte do tempo rebatendo as acusações da petista. Dilma, como de costume, muitas vezes foi confusa e não conseguiu expor com clareza perguntas ou argumentos. Ainda assim conseguiu demonstrar tranquilidade.
Aécio explorou as denúncias de corrupção, principalmente da Petrobras. O foco principal, porém, foi a tentativa de trazer o embate para a discussão econômica, mostrando dados ruins do governo Dilma. Mas ficou na defensiva quando confrontado com a gestão FHC e com os indicadores de Arminio Fraga enquanto presidente do Banco Central.
No geral, o tucano mostrou mais do mesmo, sem trazer nenhuma informação nova ao debate que desestabilizasse a candidata. Só que desta vez exagerou um pouco na ironia, passando ao eleitor uma certa arrogância que pode ser perigosa – de novo, o debate de 2006 entre Geraldo Alckmin e Lula mostrou que o público tende a ficar solidário com quem “apanha”.
O embate entre os dois candidatos foi bom. Ajudou a expor um pouco os estilos e pôs mais lenha na fogueira numa eleição excessivamente polarizada. Num confronto tão direto, não tem como o candidato não ficar à mercê dele mesmo, por mais bem treinado que esteja. Por outro lado, de nada serviu para o eleitor entender o que seria o governo de cada um na Presidência. Com tantas trocas de acusações, ficou difícil saber quem “está faltando com a verdade”.
A fantástica narrativa de José Padilha que mostrou de forma ficcional como as milícias tomaram o lugar os traficantes no comando do crime no Rio de Janeiro agradou a muita gente, principalmente na parte em que o Capitão Nascimento (Wagner Moura) enche de porrada um político corrupto que para se manter no poder não queria nem saber das consequências de se aliar aos milicianos e de usar a Secretaria de Segurança Pública para angariar votos.
Outra cena exemplar desse filme é aquela em que a equipe da Secretaria desativa as escutas no Morro do Turano após o sucesso da operação para tomada do morro (posteriormente entregue ao controle das milícias), pois a intenção era agradar a opinião pública uma vez que a eleição para governo estava próxima, então não havia justificativa para manter as escutas, nem mesmo a morte do Capitão Mathias.
Hoje em Goiás estamos vendo a ficção se tornar realidade.
A onze dias da eleição para governo a Secretaria de Segurança Pública, com toda a pompa e circunstância, numa cacetada só, anunciou a elucidação de crimes bárbaros que vinham abalando Goiás desde o ano passado: a morte de moradores de rua e o assassinato de mulheres, ambos em Goiânia.
Pode até ser verdade, que o mesmo assassino de mulheres seja quem vinha matando os moradores de rua e também que ele confessou todos os crimes, mas o que chama a atenção nesse caso é que a elucidação dos crimes se deu no mesmo dia em que Iris Rezende anunciaria em seu programa eleitoral suas propostas para a Segurança Pública, tema que vinha sendo bastante explorado até então, com grande desgaste para o governador Marconi, haja vista ser a área mais crítica de seu governo.
E aí quando lembramos do "Tropa de Elite 2" ficamos desconfiados: será que essa "resolução mágica" não seria apenas um artifício para ganhar votos, tal qual fizeram os fictícios governador e secretário de segurança no filme? Mas se for assim, o que o sujeito, réu confesso dos crimes, ganharia com isso?
Uma pequena teoria da conspiração para explicar:
- O sujeito surge do nada e confessa os crimes que vinham abalando os goianos;
- Ele vai preso e ficará em cela especial, para não ser agredido pelos outros presos, é claro;
- Obrigatoriamente ficará lá mais ou menos um mês (tempo que a polícia vai levar para checar suas declarações e álibis);
- Nesse ínterim a Secretaria de Segurança Pública apresenta o sujeito para a sociedade. O Secretário reitera a determinação do governador para a apuração dos crimes, agradece a confiança e os investimentos dele, a população fica aliviada, a eleição passa e o governador é reeleito;
- O sujeito é solto, pois não encontram provas de suas alegações, ao final ele é processado por falsa declaração de crime e, quando muito, prestará serviços sociais como pena (tempos depois é empregado por uma empreiteira ou vem trabalhar na Prefeitura de Catalão e ninguém mais lembrará dele);
- O governador reeleito tem mais quatro anos para encontrar o real criminoso, ou então, como no filme, ignorar que o verdadeiro culpado está à solta e curtir seu mandato até a próxima eleição.
Quem viver verá. Ou não, basta votar no outro candidato e acabar com esse filme agora, pois filme repetido é muito sem graça.
Em nível nacional o tucano Aécio acredita na fábula que o Bolsa Família é apenas a unificação de três programas sociais do governo Fernando Henrique Cardoso (Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Auxílio Gás), mesmo os referidos programas atingindo apenas cinco milhões de pessoas, quando o Bolsa Família atinge mais de cinquenta milhões.
O que Aécio não menciona é que até o início deste ano o Bolsa Família era chamado por ele de "bolsa esmola" e de "bolsa vagabundo". Paciência.
Já em nível estadual o tucano Marconi Perillo propaga aos eleitores um estado fabuloso, verdadeiro canteiro de obras públicas, sem criminalidade e com recursos sobrando (até Papai Noel que morar em Goiás), mas estranhamente não gosta quando alguém conta a sua fábula para os outros, pois requereu ao TRE a retirada do vídeo do "Reizinho Mandão" que vem sendo veiculado na propaganda eleitoral de Iris Rezende.
O vídeo é a verdadeira pérola do marketing político de 2014 em Goiás (ouso até dizer que rivaliza com o Nerso da Capetinga em 1998), pois mostra de forma bem humorada como o mandatário mor de Goiás (um reizinho, com têmporas brancas) construiu seu castelo (governo) baseado em tijolos de mentira, pressão e propaganda enganosa, confira:
Em tempo: o pedido de Marconi foi negado, pois, segundo o juiz que analisou a questão "aquele que se expõe em maior grau ao conjunto da população terá
necessariamente de conviver com os julgamentos populares que contenham
distorções, gracejos e ironias, expressões típicas do mundo moderno e democrático, e precisa aprender a adaptar-se à crítica dura, mordaz,
ríspida e impiedosa, em razão do interesse social e constitucional da
liberdade de expressão".
Mas será que o Reizinho Mandão vai aceitar essa decisão?
A Polícia Civil concluiu na sexta feira (10/10) o inquérito que investigava a morte do jovem João Antônio Donati, de 18 anos. A vítima, que era homossexual assumido, foi morta no há exatamente um mês, após, segundo as investigações, manter relação sexual com um lavrador de 20 anos em Inhumas. O suspeito está preso na cadeia na cidade. A policia também divulgou um vídeo de uma câmera de segurança que registrou os dois homens indo até o terreno baldio onde aconteceu o crime.
Nas imagens, é possível perceber o momento em que a vitima e o suspeito caminham pela rua até o terreno, que fica atrás de um ginásio de esportes. Segundo os peritos, embora a qualidade dos vídeos não seja seja das melhores, é possível perceber movimentos que indicam o ato sexual. Durante cerca de 1h15, os dois permanecessem no terreno.
Essa eu vi no Diário da Manhã (com informações do G1):
Não é à toa que dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem. Em algumas oportunidades se pode ver não apenas o carinho do próprio animal para com o dono, mas, as demonstrações do próprio homem com o animal. Bem, pelo menos é isso que vemos em um vídeo publicado no último sábado (4) do vigilante Marcos Pimenta, de 29 anos, em que o cão com o qual trabalhou durante 4 anos estava doente e precisou ser sacrificado.
Apesar da doença do animal e da triste decisão, Marcos decidiu gravar um vídeo com os últimos momentos do companheiro, de nome Othello de Sandonana, um cão da raça pastor alemão.
O vídeo dos últimos momentos de Othello é emocionate e já teve mais de 188 mil visualizações. Marcos contou ao G1 que decidiu gravar o vídeo, pois queria ter uma última lembrança do amigo, publicando a filmagem no Facebook e marcando várias pessoas, as quais tiveram convivência com o cão.
O que Marcos não esperava é que o vídeo dos últimos momentos com o seu companheiro de trabalho e amigo, tomasse a proporção que tomou, principalmente com pessoas de diferentes partes do país deixando alguma mensagem para ele.
Segue abaixo o vídeo e, desta vez, qualquer lágrima derramada nada tem a ver com cisco no olho...
Pra quem não viu, segue a reportagem da TV Globo sobre o desfecho judicial do caso Fran Santos:
“A pena é ridícula comparada ao dano causado. Minha vida ainda está uma bagunça e ele vai prestar serviços comunitários. Nada vai pagar o que ele trouxe à minha vida, são meses perdidos, sem trabalhar, sem estudar. Não é justo. Não foi feito justiça.” Foi com esse sentimento de impunidade que a jovem de 20 anos, conhecida pelo caso Fran, deixou o 3° Juizado Criminal Especial de Goiânia, no Bairro Parque Atheneu, na tarde ontem, por volta das 15h20, após ouvir a pena imputada ao principal acusado de divulgar seus vídeos íntimos na internet. Cinco meses, seis horas por semana, prestando serviços comunitários foi a pena concedida ao jovem Sérgio Henrique, 23 anos, acusado de ter divulgado vídeos de sexo, entre ele e a vítima, por meio do WhatsApp, tornando-se viral em outras redes sociais. Desde o início do processo, a advogada da Fran, Darlene Liberato, ofereceu queixa na Justiça contra o rapaz por injúria e difamação. Caso fosse condenado pelos dois crimes, Sérgio poderia cumprir pena máxima de um ano e seis meses de prisão. “Em razão da pena ser pequena foi proposto pelo Ministério Público para que ele (Sérgio Henrique) prestasse serviços para comunidade e ele aceitou. Então, criminalmente o processo terminou e muito embora não tenha havido uma condenação como deveria, pelo menos por ter um princípio, o rapaz cumprirá a determinação. Por menor que tenha sido, a justiça foi feita. No Brasil, infelizmente, já foi uma pena boa”, declara a advogada da vítima. O curioso da audiência foi que o acusado, escoltado por amigos, deixou o veículo em que estava no estacionamento privativo do 3° Juizado Criminal Especial de Goiânia. O caso Fran se encerrou após um ano do crime cibernético. Sérgio Henrique saiu da audiência sem se pronunciar sobre o caso. O seu advogado também não quis conceder entrevista.