Pensamentos aleatórios
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1 de setembro de 2016
25 de agosto de 2016
Operação Decantação: empresa envolvida no esquema de desvio de dinheiro da Saneago fez doação a quatro candidatos do PSDB em 2014, Gustavo Sebba é um deles
A Sanefer Construção e Empreendimento, empresa de propriedade de uma dos presos na Operação Decantação, doou R$ 440 mil para a campanha de Marconi Perillo (PSDB) em 2014, segundo prestação e contas disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Um dos sócios da Sanafer, Carlos Eduardo Pereira da Costa, preso ontem, consta como doador de trâs candidatos tucanos em 2014, ainda de acordo com o site do TSE. O ex-deputado federal Carlos Alberto Lereia, que não se elegeu deputado estadual, recebeu em doação R$ 235 mil, o deputado federal Giuseppe Vecci, recebeu R$ 50 mil, e o deputado estadual Gustavo Sebba, filho do prefeito de Catalão, Jardel Sebba, recebeu R$ 120 mil reais.
A doação de Carlos Eduardo foi a maior contribuição de pessoa física à campanha do deputado Gustavo (seu pai ficou em segundo lugar com R$ 82 mil). O deputado Gustavo argumentou que todas as doações estão documentadas na prestação de contas e foram feitas dentro da legalidade.
Ainda bem que está tudo registrado e prestado contas à Justiça, senão a gente poderia pensar que o dono da Sanefer investiu nas campanhas para ter algum retorno posterior, mas com certeza a contribuição de deu imbuída pelo espírito democrático, sem esperar nenhuma retribuição dos candidatos que apoiou, afinal nenhum deles tem empresa de saneamento que poderia beneficiar a Sanefer com obras posteriormente... né?!
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Marcadores:
Desvios,
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Gustavo Sebba,
Operação Decantação,
Saneago
Local:
Catalão, GO, Brasil
18 de setembro de 2015
STF proíbe doação de empresas para campanhas políticas
Grande notícia: ACABOU o financiamento privado de campanhas. choram DEM, PSDB, Eduardo Cunha e todos os baluartes "anticorrupção" do país.
As campanhas agora serão mais baratas. isso vai melhorar a representatividade da população em geral no congresso. Hoje lá só tem RICO.
As doações empresariais aumentavam a influência do poder econômico. claro que o PSDB e a mídia eram a favor, são capachos do poder econômico.
Espero que o fim do financiamento privado também diminua a influência do marqueteiro. menos marketing, mais VERDADE é o que o Brasil precisa.
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18 de maio de 2015
Um texto para reflexão: Financiamento empresarial e a corrupção
A Câmara Federal vai decidir novas regras para o nosso sistema político.
Essa agenda é a mesma do Chile. Em abril, a presidente Michele
Bachelet, apresentou ao Congresso o fim do financiamento empresarial,
limite de doação para pessoas físicas, redução de gastos de campanha e
reorganização dos partidos. No Chile, assim como no Brasil, essas
propostas emergem em meio a escândalos de corrupção e instabilidade
política.
O financiamento empresarial da política e a corrupção
caminham juntos. Essa é a percepção da sociedade civil, encabeçada por
CNBB, OAB, UNE e a CUT, que lutam pela proibição do financiamento
empresarial de partidos e candidatos.
A promiscuidade entre o setor público e as empresas privadas tem sua
origem nas campanhas eleitorais. O financiamento empresarial, além de
estabelecer laços suspeitos entre financiadores e eleitos, limita o
acesso dos que têm menor poder econômico, aumentando a distância entre
os representantes e a sociedade. Sequestra uma das regras básicas da
democracia – igualdade na disputa eleitoral – e corrói a transparência
dos partidos.
A nossa democracia não pode depender do dinheiro de bancos, empreiteiras
e outras empresas. Não há democracia digna que possa nascer desse
sistema. Os aportes empresariais nas eleições brasileiras representam
mais de 90% do que os partidos arrecadam; em 2014 ultrapassaram R$ 5
bilhões. Uma única empresa doou R$360 milhões! Se os parlamentares não
mudarem radicalmente esse modelo não serão eliminadas as causas da
corrupção que desvia recursos públicos que deviam ser investidos para
melhorar a qualidade da saúde, da educação e da segurança.
A grave crise do sistema político exige posição clara. A reforma
política deve enfrentar o mal pela raiz: proibir o financiamento
empresarial de partidos e candidatos. Soaria estranho à sociedade que os
congressistas não ponham fim a uma regra que favorece suas próprias
eleições. Com campanhas mais baratas e representantes eleitos por
compromissos e ideias e não por dinheiro, teremos uma democracia e uma
República melhores para o Brasil.
Por Miguel Rosseto, no site Carta Maior.
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8 de novembro de 2014
A maior bancada do Congresso Nacional: A bancada do bife!
Como é de conhecimento geral, os deputados federais se juntam em bancadas, formadas por parlamentares de diferentes partidos, mas unidos por objetivos em comum: bancada ruralista, bancada evangélica, bancada dos empresários, bancada sindical, etc. Mas na próxima legislatura (2015-2018) a maior bancada do Congresso será uma nova agremiação, unida não por interesses comuns de seus membros, mas sim por quem financiou suas campanhas.
Os 10 maiores financiadores das campanhas eleitorais ajudaram a eleger 70% da nova Câmara Federal, ou seja, 360 dos 513 deputados federais, segundo revelou hoje reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. As empresas do grupo JBS, da família do empresário José Batista Júnior, que tentou sem sucesso disputar a eleição para governador pelo PMDB, doou R$ 61,2 milhões para 162 eleitos.
Com esse investimento a empresa de frigoríficos elegeu a maior bancada na Câmara, apelidada pelo Estado de S. Paulo de “bancada do bife”. Os bancos também aparecem entre os grandes doadores. O Grupo Bradesco doou R$ 20,3 milhões para 113 deputados de 16 partidos, formando a segunda maior bancada empresarial. Ficou à frente do Itaú, que contribuiu para 84 novos deputados.
Segundo o jornal, como setor, as empreiteiras têm a maior presença entre os top 10 doadores da nova Câmara. Estão entre eles a OAS, Andrade Gutierrez, Odebrecht, UTC Engenharia e Queiroz Galvão.
O juiz Márlon Reis, um dos redatores da Lei da Ficha Limpa e autor do livro Nobre Deputado, repercutiu a reportagem em sua conta no Twitter: “Você acredita que os eleitores definem quem serão os deputados?” E emendou: “Frigorífico JBS ‘elegeu’ a maior bancada da Câmara. Eleitores perderam a eleição”, afirmou.
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17 de outubro de 2014
Político sincero agradece os responsáveis por sua eleição
Candidatos políticos são como pilotos de Fórmula 1, só que ao invés de macacões estampados de patrocínios eles usam terno. É doação voando pra todos os lados. Direita ou esquerda, homem ou mulher, nada disso importa. O que importa é seu número na pesquisa e intenção de votos. Afinal de contas, todos adoramos um vencedor. E não há nada melhor que a gratidão daquele que apoiamos e ajudamos a chegar lá, como mostra, de forma genial, o Porta dos Fundos:
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28 de junho de 2013
A raiz dos problemas do Brasil
Em tempos de manifestação clamando por mudanças sociais, de reformas profundas no estado brasileiro e no entendimento que a raiz dos problemas de nosso país está na política, o texto abaixo, disponível na revista Superinteressante do mês de julho, dá uma iluminada no debate que está acontecendo e dá um norte, um foco, a seguir:
"O grande problema do Brasil hoje é que os políticos não trabalham para nós, como deveria ser. O patrão deles não é o povo: é o sujeito que assina o cheque que banca sua campanha eleitoral. Essa questão está na raiz de praticamente todas as bobagens que os governos municipais, estaduais e federal têm cometido nos últimos anos (usinas gigantescas feitas mais para agradar construtoras que para gerar energia; regras que prejudicam empreendedorismo, saúde pública, meio ambiente, para beneficiar alguém grandão; cidades que só cuidam do setor imobiliário e esquecem das pessoas; saúde, educação, transporte entregues aos tubarões etc.).
Campanhas eleitorais são caríssimas e, quase sempre, quem tem mais dinheiro ganha. Os eleitores vão às urnas escolher se preferem o PT, o PSDB, o PMDB, o DEM, o PSD, o PQP. O que eles não sabem é que, no fundo, essa escolha não tem muita importância, porque quem banca cada um desses partidos são sempre os mesmos: grandes construtoras, incorporadoras, bancos, gigantes do agronegócios, dos alimentos, das bebidas alcoólicas. São eles que pagam as contas das campanhas eleitorais."
Essa é a rede que precisa ser contida. Mais do que punir os corruptos ou ampliar a transparência dos atos públicos, o principal é mudar a forma como as eleições são financiadas, estabelecendo limites de gastos, financiamento exclusivamente público das campanhas e punindo com a perda do mandato a prática do Caixa Dois ou a compra de votos.
Se as campanhas políticas forem iguais, em matéria de estrutura e gastos, o destaque serão as propostas e o comprometimento dos candidatos com o bem público, e aí sim o debate será qualificado e a população vai dar mais atenção ao processo político escolhendo aquelas pessoas realmente comprometidas com a função pública e não com o próprio bolso ou de quem financiou sua campanha.
Tudo que foi conseguido até o momento com as manifestações recentes foi positivo, é claro (links abaixo), mas é apenas um melzinho na chupeta para diminuir a insatisfação e a mobilização do povo. A raiz do problema é muito mais profunda e este é o momento histórico que o brasileiro não pode perder para mudar essa situação, basta não ceder a tentação de generalizar as demandas, a classe política está assustada e a faca e o queijo estão em nossas mãos como nunca estiveram antes.
Notícias recentes dos resultados das manifestações:
Prefeito de SP Cancela licitação para contratar empresas de ônibus.
Aprovação da redução das Tarifas de transporte coletivo.
Prisão de político corrupto.
Fim do 13º e 14º Salário dos Políticos por unanimidade.
Senado aprova projeto que torna corrupção crime hediondo.
Deputados pedem cancelamento de suas férias de julho.
Câmara derruba PEC 37 e propõe 75% dos royalties para a educação.
Aprovação da redução das Tarifas de transporte coletivo.
Prisão de político corrupto.
Fim do 13º e 14º Salário dos Políticos por unanimidade.
Senado aprova projeto que torna corrupção crime hediondo.
Deputados pedem cancelamento de suas férias de julho.
Câmara derruba PEC 37 e propõe 75% dos royalties para a educação.
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