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Pensamentos aleatórios

10 de dezembro de 2015

Enquanto isso, nas UBSs de Catalão...

Médico e paciente chegam a um consenso sobre o mal que assola cada um:


Falta remédio, agulha, curativos e até receituário... uma situação caótica!!!

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9 de dezembro de 2015

Dia histórico para Goiás... menos para Catalão. Até quando?

Direto do Goiás 24 Horas:


Pela segunda vez em menos de quatro meses o midiático governador de Goiás anuncia com estardalhaço protocolos de intenções de empresas interessadas em investir e gerar empregos no estado de Goiás.

Foi em setembro que Marconi fez o último anúncio desse tipo. Naquela ocasião eram nove empresas que se instalariam em Goiás, investindo 625 milhões de reais e gerando cerca de 1200 empregos diretos e outros 4000 indiretos, sendo beneficiadas as cidades de Palmeiras de Goiás, Ipameri, Rialma e Itumbiara. 

Agora, em dezembro, outro anúncio. Dessa vez os contemplados são os municípios de Jataí, Luziânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, com a possibilidade de geração de 4000 empregos, entre diretos e indiretos, e o investimento nas economias locais de 325 milhões de reais. Devemos reconhecer que em meio a grave crise econômica que assola o país, tal anúncio é realmente digno de nota.

E justamente pelo cenário de crise, com a demissão de mais de 1000 trabalhadores da MMC e o anúncio de reestruturações no grupo Anglo American, que pode levar ao fechamento de mais postos de trabalho, devemos nos perguntar: Quando será o dia histórico de Catalão? Quando nossa cidade vai finalmente receber os benefícios da parceria com o Governo de Goiás? Quando é que a amizade de Jardel com Marconi vai render alguma coisa além de shows sertanejos e asfalto de qualidade duvidosa? Afinal, qual a vantagem de Catalão ter um prefeito que sequer tem prestígio com o aliado para trazer uma única empresa para sua cidade?

Para refletir: Jataí, Aparecida de Goiânia e Anápolis tem prefeitos adversários do governador (Humberto Machado, PMDB; Maguito Vilela, PMDB; João Gomes, PT; respectivamente) - e estão recebendo esses investimentos... seria um sinal?

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Boechat comenta a carta de Temer à imprensa, quer dizer, à Dilma

O jornalista e âncora do BandNews FM, Ricardo Boechat, criticou na manhã de ontem (terça-feira, 08/12) o vice-presidente da República, Michel Temer, que envio uma carta à presidente Dilma Rousseff na qual expõe seu desconforto com uma desconfiança da líder petista em relação à sua atuação política.

Durante o programa, Boechat criticou a posição tomada pelo vice-presidente e colocou em xeque o caráter do líder do PMDB. "O valor do desabafo do Michel Temer nessa carta é o valor de uma pessoa sem caráter. De um oportunista", declarou.

O âncora, no entanto, refutou que as críticas a Temer amenizassem sua posição crítica ao governo da presidente Dilma. "E não vai aqui nenhum atenuante a quem seja Dilma Rousseff ou ao destino que ela possa merecer. Quem vai decidir esse destino é a população brasileira nas ruas. Temos que esperar os próximos passos. Portanto, Dilma merecerá o destino que venha a ter".

Ao final do vídeo, Boechat ainda fez uma brincadeira com uma suposta ligação que teria feito à presidente como forma de checar sua reação à carta. A resposta da petista veio ao som da música "Ainda ontem chorei de saudade", de João Mineiro e Marciano.

Assista ao vídeo:



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8 de dezembro de 2015

Desejos nada ocultos


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Enquanto isso, na Prefeitura...

O prefeito e o super-secretário municipal traçam estratégias para garantir o pagamento do décimo terceiro dos servidores públicos municipais:


Tá certo, afinal propriedade pública serve pra isso mesmo: tampar o rombo causado pela incompetência dos gestores!!!

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7 de dezembro de 2015

Especial impeachment 4: O jogo da Crise

Por Francisco Mata Machado Tavares*
 
O pedido de impeachment da presidente Dilma foi aceito por Eduardo Cunha. De agora em adiante, a crise política deve alcançar um estágio ainda mais instável do que o já turbulento quadro atual. Um prognóstico sobre o desfecho deste cenário não deve se concentrar apenas no rito específico do processo, mas precisa direcionar o foco sobre os interesses e grupos em conflito.
 
Governo e PT: a força da presidente reside em dois fatores. Primeiramente, o contexto da aceitação do impeachment por um Eduardo Cunha acometido por escândalos e ameaçado de perder o mandato sinaliza para a opinião pública que a tentativa de afastar Dilma é apenas uma retaliação desesperada de um político acusado de corrupção, o que pode aumentar a empatia em relação à presidente.
 
O segundo elemento a favor do governo reside na possibilidade de mobilizar segmentos organizados, como sindicatos e movimentos sociais, de modo a opor-se aos esperados levantes oposicionistas na rua e nas redes sociais. As fraquezas desse setor são muitas, mas quatro merecem destaque: 1) o quadro econômico é crítico, o que provoca maior irritação na população; 2) escândalos da Lava Jato muito perto do Palácio do Planalto; 3) o PMDB, aliado fundamental dos governos petistas desde o segundo mandato de Lula, não terá interesse em lutar por Dilma, ou o fará a um preço muito alto e; 4) Dilma faz um governo neoliberal, despertando um sentimento de revolta e traição entre aqueles que acreditaram em suas promessas nas eleições de 2014.
 
Oposição e PSDB: a força da oposição reside, antes de tudo, na profunda insatisfação popular e na possibilidade de que as ruas voltem a ser tomadas por protestos tão numerosos como os de março e abril. Além disso, os partidos contrários ao governo apresentam, neste momento, mais eficiência e coesão em sua atuação no Congresso, em especial na Câmara, de modo que têm conseguido importantes vitórias naquele espaço, que é precisamente onde o impeachment será votado.
 
Por outro lado, as fissuras internas no maior partido de oposição - PSDB - marcado por interesses muito distintos entre Aécio (eleições gerais o quanto antes), Alckmin (Dilma desgastada até 2018) e Serra (Temer na Presidência, com o senador ungido a informal “homem forte”) podem comprometer a coordenação do bloco oposicionista. Ademais, escândalos de corrupção e governos impopulares (como Richa no Paraná) também têm acometido os adversários do governo.
 
No plano social, é possível supor que a elite econômica almeje estabilidade a qualquer custo e apoie quem indicar uma solução rápida e segura para crise, seja o governo (liquidando o impeachment e implementando os ajustes esperados por esse setor), seja a oposição (iniciando um novo governo, com legitimidade e condições para aprovar a pauta empresarial no Congresso). Quanto aos movimentos sociais e sindicatos, sua dúvida é se vale a pena defender um governo que prometeu encampar sua agenda, mas implementou medidas em sentido contrário, ou se é preferível abandonar o campo da disputa entre governo e oposição, criando novas alternativas, como fizeram seus semelhantes em outros países, ao fundarem o Podemos na Espanha e o Syriza na Grécia.
 
O tabuleiro está armado!
 
*Francisco Mata Machado Tavares, Doutor em Ciência Política é coordenador do mestrado em Ciência Política da UFG.
 
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Especial impeachment 3: Que país você quer para seus filhos? O de Dilma ou o de Eduardo Cunha?

Do blog da Cynara Menezes:


Para tentar desvirtuar o foco das denúncias contra si mesmo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Foi o melhor que poderia ter acontecido: Dilma está sofrendo esta retaliação porque o PT anunciou que vai votar a favor da continuidade do processo de cassação de Cunha, vai ajudar a varrê-lo do Parlamento. O partido atende, assim, às expectativas de seus eleitores e livra a presidenta de uma chantagem. Não se pode fazer acordos com um inimigo do país. Eduardo Cunha representa o que há de mais sórdido na política brasileira hoje.

Esta depuração será muito positiva. Vamos ver quem é que vai ficar ao lado de um político acusado de corrupção contra uma presidente honesta; vamos ver quem é de fato a favor da lisura na política e quem não é. Imaginem: Cunha, acusado de esconder contas na Suíça e de receber milhões de dólares em propina, pretende julgar a honestidade de Dilma, contra quem não pesa nenhuma acusação de corrupção. De que lado os defensores da ética na política irão ficar? Eu já escolhi o meu.

Espero que o Congresso não aceite o impeachment. Mas queria imaginar com vocês o que seria do Brasil se este crápula conseguisse derrubar a presidente, tornando-se o segundo na linha de sucessão depois de Michel Temer (é o terceiro hoje). Ou seja, se acontecesse algo com Temer, ele poderia se tornar presidente da república! Que país teríamos, então?

– Um país dominado pela corrupção, pela sujeira eleitoral, pela barganha, pelos conchavos, pelas chantagens, pelo domínio do poder econômico. Tudo isto é característico de Cunha e de seu grupo político.

– Um país que persegue homossexuais.

– Um país que restringe a liberdade das mulheres e as força a ter filhos inclusive de estupradores.

– Um país que persegue praticantes de outras religiões que não a “oficial”.

– Um país que permite à religião se imiscuir nos assuntos de Estado e na educação das crianças.

– Um país que permite às igrejas confrontar decisões do Supremo Tribunal Federal.

Não parece o Irã? Pois é este o país que Eduardo Cunha quer. Tem projetos dele e do grupo dele tramitando na Câmara com os objetivos citados acima. Que mais este homem, com o poder nas mãos, poderia fazer? Tenho medo de imaginar. Cunha não é só um político acusado de corrupção. Ele é um político extremamente perigoso, que mistura religião com política. Quando isto acontece, já sabemos no que se transforma um país. É preciso pará-lo já. Primeiro é varrê-lo do parlamento; depois se pensa em impeachment.

O impeachment de Dilma não é nada diante do que Eduardo Cunha representa para o futuro do Brasil. Não é este país retrógrado, medieval, atrasado, que eu quero para os meus filhos. E você?

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Especial impeachment 2: Alegações pró-impeachment desprezam a soberania do voto popular

Do blog do Mário Magalhães: 



Retrato feito pelo Datafolha no finzinho de novembro mostrou que 67% dos brasileiros avaliam o segundo governo Dilma Rousseff como ruim ou péssimo. Reconheço-me nessa maioria, assinalando a opção péssimo. Também pela inépcia da gestão, sobretudo pelo abandono do programa de campanha e a adoção da agenda condenada pela candidata. 

E daí?

No que diz respeito ao impeachment da presidente, não são pesquisas, opiniões e humores que decidem. Essa é a regra, estabelecida pela Constituição de 1988. Dilma foi eleita em outubro do ano passado com 54.501.118 sufrágios, vantagem de 3.459.963 sobre Aécio Neves (3,28 pontos percentuais de diferença, mais do que os 2,68 do pleito presidencial argentino de 2015). Como os governantes são consagrados nas urnas, ela tem autoridade para governar por quatro anos.

Sou partidário do sistema de mandatos revogáveis para governantes e legisladores. Se os eleitores estão insatisfeitos com o desempenho de quem escolheram, podem demiti-lo e substituí-lo. Sem esperar quatro ou oito (senadores) anos. Estimula-se a fidelidade ao prometido, e o prometido é devido. Traiu, cai fora.

E daí?

O recall até hoje foi barrado no Brasil. Os políticos preferem ficar livres para romper compromissos. Logo, a presidente não pode ser derrubada no berro. A não ser que violem a Constituição.

Mas ela não rasgou os discursos de palanque? Acho que sim.

E daí?

Sou eu quem vai julgar? A lei determina que o juízo é coletivo, do conjunto dos cidadãos.

Não tenho dúvida de que existe um sem-número de pessoas mais qualificadas para o Planalto do que Dilma, beneficiária de nebulosa indicação do ex-presidente Lula.

E daí?

Presidente se elege no voto, que tem _ou deveria ter_ caráter de pronunciamento soberano.

A economia degringolou, beira a depressão. É possível que o afastamento de Dilma permita um respiro.

E daí?

O governo Sarney nasceu do pecado do Colégio Eleitoral imposto pela ditadura. Centenas de iluminados deliberaram no lugar de milhões. Na catastrófica política econômica de Sarney, a inflação chegaria aos 80%. No mês. A inflação agora está por volta dos 10%. Anuais. Nem por isso o pai da Roseana caiu.

Há quem sustente que Dilma não tem mais condições de governar.

E daí?

Opinião é saudável, mais ainda quando prevalece o direito de expressá-la sem correr o risco de penar no pau-de-arara. A condição de governar foi decretada pelos eleitores no ano passado. Há países em que, minoritário e sem a confiança do parlamento, o governante recebe cartão vermelho. No Brasil, contudo, a maioria deliberou pelo presidencialismo.

A Constituição Cidadã prevê o impeachment, portanto trata-se de expediente legal.

E daí?

A Carta exige crime de responsabilidade para expulsar um presidente. Foi o que aconteceu com Collor. Inexiste prova ou indício de que Dilma seja ladra. Quem tem conta secreta na Suíça é o deputado que deu sinal verde para o impeachment. Com crime de responsabilidade, impeachment é legal. Sem, é golpe.

O Brasil mergulha no caos, alegam, propondo Dilma fora.

E daí?

Mais uma vez, cabe aos brasileiros aptos ao voto declarar o fim (e o início) de governos ou de partidos e coalizações no poder. Quer ver como as coisas são subjetivas? Há uma rapaziada gente boa que odeia o Lula. E quem foi o melhor presidente da história, para a maioria relativa dos brasileiros? Ele mesmo, o Lula, informa o Datafolha. Cada um sabe onde aperta o calo. Onde se resolve a questão? Nas urnas, eletrônicas ou, tamanha a pindaíba, armazenando cédulas de papel.

É curioso que, à direita e à esquerda da presidente, polemistas esgrimam argumentos exclusivamente pragmáticos. Uns dizem que, saindo Dilma, entrará alguém melhor. Outros, alguém pior.

E daí?

As duas barricadas incorrem no mesmo desprezo pela palavra das urnas. Isto é, desdenham a democracia. Discutem virtudes e defeitos de eventuais substitutos de Dilma, ignorando ou menosprezando o fundamental: a decisão é prerrogativa dos eleitores.

O impeachment da presidente da República sufragada em 2014 representaria enorme retrocesso. Aos tempos do século 20 em que se trocava o voto do povo pelo proselitismo das armas

Um arauto célebre do movimento que em 1964 derrubou o presidente constitucional João Goulart chamou, poucos anos mais tarde, o que acontecera pelo devido nome: “golpe vagabundíssimo''.

É golpe o que está em curso, Eduardo Cunha é golpista. O deputado retaliou Dilma pela decisão de petistas de votar pelo andamento de processo na Comissão de Ética da Câmara que, se for mesmo de ética, acelerará a cassação do presidente da Casa.

Retaliação, represália de Cunha… teu nome é vingança.

O Brasil de novo encontra-se, como escreveu o jornalista Janio de Freitas, na “encruzilhada escura''.

Se a escuridão triunfar, atrasaremos em décadas nosso relógio democrático.

Não é Dilma Rousseff que está em jogo. Mas a soberania do voto popular, que constitui um dos pilares da democracia.
 
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Especial impeachment 1: Chage do dia


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