Pensamentos aleatórios
9 de julho de 2015
8 de julho de 2015
O jogo preferido do Jardel
Você pode até tentar disputar com ele, mas vai perder:
Dizem que nesse jogo, o de vender o patrimônio público (SAE, lotes, maquinário, veículos, imóveis...), ele é campeão!!!
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Prepara-se para a audiência pública da venda/concessão da SAE: conheça o projeto!
A primeira audiência pública sobre a venda/concessão da SAE será realizada no próximo dia 09 de junho, quinta-feira, no auditório da UFG. Trata-se de uma iniciativa dos vereadores Aurélio e Pedrinho para mostrarem a seus eleitores que fizeram sua parte ao ouvir a população e decidir como se posicionarem nessa questão.
A realização dessa audiência na realidade é apenas uma desculpa, pois os votos de todos os vereadores da base aliada ao prefeito já estão definidos há tempos e se a liminar for derrubada hoje amanhã uma sessão extraordinária será convocada para votar o projeto, simples assim, mas é preciso manter o teatro da "formação de opinião para o voto".
De toda forma é uma oportunidade para conhecer de perto os argumentos do prefeito para justificar a entrega desse importante patrimônio público catalano para mão particulares e para que o cidadão não chegue totalmente cru nessa audiência compartilho abaixo a íntegra do tão falado projeto, para que o leitor do blog possa formar sua própria convicção se o projeto é ou não cheio de pontos obscuros, de modo que não existe clareza se a concessão proposta é mesmo o melhor caminho a adotar ou se a opção por vender a SAE, do jeito que está no projeto, é mesmo a única saída.
Enfim, confira:
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7 de julho de 2015
A pequenez política dos atuais gestores de Catalão
Uma eleição municipal é sempre a disputa entre modelos de gestão.
A última eleição em Catalão foi a disputa de um modelo conhecido (com todas as qualidades e defeitos sabidos pela população) contra a novidade (a expectativa de manutenção do que estava bom e a melhora do que não estava bem). A novidade venceu.
Aí veio a realidade e a novidade não deu conta de passar para o mundo real aquilo que foi idealizado em campanha. Foi realmente um choque, tanto para os gestores quanto para a população.
Mas o instituto da reeleição dá uma possibilidade sem igual para a população, que é a de avaliar um governo: se foi bom é reeleito, se foi mau é retirado do poder. Ciente disso o gestor faz o seu melhor, pois ninguém, em sã consciência, se candidata com a intenção ser ruim caso seja eleito (embora os últimos acontecimentos em Catalão nos levem a pensar o contrário).
Agora uma nova eleição se avisinha. A novidade ainda tem um ano antes do pleito eleitoral para ressaltar suas qualidades e mostrar à população que cumpriu o prometido. Para isso pode se valer de tudo, inclusive de maciça propaganda custeada pelos cofres públicos (lamentável, mas faz parte do jogo), inaugurar obras que não vai terminar, esvaziar os cofres públicos com medidas puramente eleitoreiras e acabar com o patrimônio público doando-o a quem não tem condições de construir, simplesmente para garantir alguns minguados votos (e, o mais importante, fotos para espalhar nas redes sociais).
É claro que não fica só nisso. Quem está na situação além de ressaltar suas qualidades precisa mostrar os defeitos do adversário. E é aí que os atuais gestores do município provam que são pequenos, reduzindo os problemas da cidade à simples disputa eleitoral. No momento de ressaltar suas qualidades e mostrar os defeitos dos adversários em qual argumento se apoiam? No de que o adversário planeja acabar com as feiras de economia solidária espalhadas pela cidade!!!
O argumento é tão pequeno, tão tacanho, que mesmo as feiras não sendo uma unanimidade em aprovação popular (sendo inclusive objeto de reclamação do CDL), pode facilmente ser rebatido:
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS NÃO COMPROU AMBULÂNCIAS;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS DEIXAR FALTAR REMÉDIOS NAS FARMÁCIAS;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS NÃO PAGOU A SANTA CASA;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS FEZ A ÁREA AZUL MAIS CARA DO BRASIL;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS NÃO TROCA AS LÂMPADAS NOS POSTES;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS AUMENTOU O IPTU EM 400 POR CENTO;
JARDEL AUTORIZOU A FEIRA, MAS QUER VENDER A SAE;
A próxima disputa vai ser novamente entre modelos de gestão, mas agora os dois modelos são conhecidos e um deles, o que está no poder, demonstra uma pequenez extrema, reduzindo o debate político a se vai ou não ter feira, enquanto pessoas morrem por falta de saúde e segurança em nossa cidade (e o prefeito dirige seu tratorzinho).
Vinte por quês que exigem resposta (antes que seja tarde)*
1. POR QUÊ?
Os principais jornais e revistas, as principais emissoras de rádio e de televisão, “contam”, todos, “a mesma estória” sobre o que ocorre hoje no Brasil como se houvesse um único supra editor a editar todas as notícias?
2. POR QUÊ?
O Congresso Nacional eleito em 2014, com apoio ostensivo da grande mídia, adotou uma inédita pauta conservadora que ameaça conquistas históricas de direitos humanos fundamentais e desafia o equilíbrio entre os Poderes da Republica?
3. POR QUÊ?
A Justiça brasileira, com o entusiasmado apoio da grande mídia, investiga, prende, processa e condena algumas pessoas, partidos e empresas enquanto outras pessoas, partidos e empresas suspeitas de cometerem os mesmos crimes, são blindados e não são investigados, presos, processados e nem condenados?
4. POR QUÊ?
A opinião de alguns poucos ministros do Supremo Tribunal Federal sobre questões jurídicas e políticas está sempre presente na grande mídia e a de outros ministros nunca está?
5. POR QUÊ?
Os “experts” econômicos e políticos entrevistados pela grande mídia são sempre os mesmos e suas opiniões são sempre as mesmas e são sempre opiniões de oposição política a alguns governos, independentemente de ser prefeituras, governadoria de estados ou a presidência da Republica?
6. POR QUÊ?
A maioria dos brasileiros acredita que um único partido político é responsável pela corrupção e/ou que apenas um partido político recebeu dinheiro de empreiteiras para financiar campanhas políticas?
7. POR QUÊ?
Ao contrário do que ocorre nas principais democracias do mundo, no Brasil, nada impede que empresas concessionárias do serviço público de rádio e televisão também sejam, nos mesmos mercados, proprietárias de jornais e revistas e produtoras de conteúdo audiovisual, constituindo monopólios e/ou oligopólios de informação e entretenimento?
8. POR QUÊ?
As normas e os princípios da Constituição de 1988 referentes à comunicação social não conseguem ser regulamentados no Congresso Nacional, apesar da legislação básica do setor ser uma lei caduca e desatualizada de 53 anos (1962)?
9. POR QUÊ?
Os nove estados e o Distrito Federal que incluíram nas suas Constituições e na sua Lei Orgânica a criação de conselhos estaduais de comunicação, a exceção da Bahia, não conseguem sequer debater o assunto?
10. POR QUÊ?
O Conselho de Comunicação Social, previsto no artigo 224 da Constituição Federal e regulado por Lei como órgão auxiliar do Congresso Nacional deixou de funcionar desde julho de 2014?
11. POR QUÊ?
Qualquer tentativa de se discutir um novo marco regulatório para a radiodifusão no Brasil é imediatamente interditada sob a acusação de censura e, mais recentemente, até mesmo comparada a propostas de Adolf Hitler?
12. POR QUÊ?
Apesar do potencial democrático da internet, no Brasil, ela está reproduzindo o predomínio das mesmas fontes oligopolistas de informação da grande mídia além de, paulatinamente, as redes sociais virtuais privadas começarem a controlar o acesso a portais e sites, até mesmo daqueles que tem por função “a crítica da mídia”?
13. POR QUÊ?
Chegamos à situação historicamente inédita de intolerância e ódio de brasileiros contra brasileiros pela simples razão de que alguns pensam politicamente diferente de outros, são de diferentes raças ou etnias, praticam diferentes opções sexuais ou frequentam diferentes cultos religiosos?
14. POR QUÊ?
Os que resistem e pensam diferente dos principais colunistas e analistas da grande mídia começam a ter medo de se expressar publicamente temendo represálias, até mesmo violentas, por parte daqueles dos quais discordam?
15. POR QUÊ?
Figuras públicas que ocuparam posições relevantes em funções de Estado estão perdendo seu direito de ir e vir ou de simplesmente frequentar um hospital ou um restaurante temendo hostilidades verbais e até físicas?
16. POR QUÊ?
Brasileiros saem a praça pública e defendem a volta dos militares ao poder ou a destituição de uma presidente legitimamente eleita pela maioria dos eleitores?
17. POR QUÊ?
Ao contrário do que ocorreu em relação à Copa do Mundo de Futebol (2014), agora não há um movimento apoiado pela grande mídia contra a realização das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro?
18. POR QUÊ?
Contrariamente a todas as evidências, ainda há gente acreditando que “o governo controla a mídia” e que jornalistas como Rachel Sheherazade foram “obrigadas a parar de falar mal de Dilma porque senão o governo cortaria as verbas de publicidade às quais o SBT tem o direito de receber”?
19. POR QUÊ?
Não há uma narrativa pública alternativa ao discurso dominante da grande mídia e assiste-se dia a dia à desintegração política de um governo que às vezes dá sinais de autismo e outras de total incapacidade de defesa e reação?
20. POR QUÊ?
Chegamos onde estamos e nos sentimos perplexos diante do poder desmesurado de oligopólios de mídia partidarizados, diante da cumplicidade de jornalistas profissionais enredados numa engrenagem da qual não conseguem (ou não querem) sair e diante da inércia de Poderes da República que deveriam ser os garantidores do processo democrático?
*Venício A. Lima é jornalista e sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado), pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG e autor de Cultura do Silêncio e Democracia no Brasil – Ensaios em Defesa da Liberdade de Expressão (1980-2015), Editora Universidade de Brasília, 2015; entre outros livros.
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Quem manda de fato?
Três Secretarias Municipais sob seu comando.
Um órgão estadual comandado por sua esposa.
Cerca de 300 funcionários comissionados sob sua tutela direta.
Responsável por um orçamento de 5 milhões de reais por mês (SAE e SEINFRA).
Verdadeiro comandante do Legislativo Municipal, graças à Secretaria de Governo (é o Eduardo Cunha de Catalão).
Grande idealizador da venda/concessão da SAE.
Quem manda de fato na Prefeitura de Catalão.
Desde quando e de onde será quem vem tanto poder?
Alguns podem dizer que é desde sempre, tal qual o pecado original de Adão e Eva descrito na bíblia, que a competência política e a capacidade de motivar os comandados lhe capacitam, mas o fato é que a gestão Jardel deve muito de sua cara à ação do Cesar, que comanda com mão de ferro as três Secretarias mais importantes da Prefeitura e dita o tom do que a gestão fará daqui pra frente.
Para saber que rumo vai tomar a atual gestão da Prefeitura de Catalão não precisa escutar o Programa do Jardel, nem seguir o seu Twitter, basta acompanhar o que o Cesar está falando, pois ao contrário do prefeito, o que o Super Secretário fala sempre se cumpre, para o bem e para o mal.
Acompanhemos.
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6 de julho de 2015
Como todos sabemos, não há racismo no Brasil*
Como todos sabemos, não há racismo no Brasil.
Ou exploração sexual de crianças e adolescentes.
O machismo? Uma mentira.
E a homofobia, uma invenção.
Não há genocídio de jovens pobres e negros das periferias.
Ao me relacionar com as outras pessoas, não faço isso só, mas me acompanham séculos de acomodação cultural, de preconceitos e medos dos que vieram antes de mim. Não só a genealogia pesa sobre os ombros, mas também a história e as condições sociais do país. De certa forma, na fala do “agora” está presente toda a história humana.
Se uma criança nasce com a pele mais escura que sua família sofre preconceito da sociedade mesmo que seus pais não tenham sofrido. Se for pobre, pior ainda. Tomando como referência a média salarial, os valores pagos para uma mesma função na sociedade coloca, em ordem decrescente: homem branco rico de um lado e mulher negra pobre do outro.
Para muita gente, basta saber que a outra é negra.
A Justiça que se pretende ao tentar reconstruir a sociedade por um novo viés não é apenas a de saldar a dívida de uma escravidão mal abolida, mas sim a tentativa de mudar o pensamento e a ação de uma sociedade que trata as pessoas de forma desigual por conta da cor de pele.
Ir contra a programação que tivemos a vida inteira, através da família, de amigos, da escola, da mídia e até de algumas igrejas em que pastores pregam que “africanos são amaldiçoados por Deus'' é um processo longo pelo qual todos nós temos que passar. Mas necessário.
Todos nós, nascidos neste caldo social somos potencialmente idiotas a menos que tenhamos sido devidamente educados para o contrário. Pois os que ofendem uma jornalista de forma tão aberta, como foi o caso da apresentadora Maria Júlia Coutinho, da TV Globo, só fazem isso por estarem à vontade com o anonimato (Hanna Arendt explica) e se sentirem respaldados por parte da sociedade.
Toda a vez que trato da questão da desigualdade social e do preconceito que os negros e negras sofrem no Brasil (herança cotidianamente reafirmada de um 13 de maio de 1888 que significou mais uma mudança na metodologia de exploração da força de trabalho, pois não garantiu as bases para a autonomia real dos ex-escravos e seus descendentes), sou linchado.
Pois, como todos sabemos, não há racismo no Brasil. “Isso é coisa de negro recalcado.''
Ou exploração sexual de crianças e adolescentes. “As meninas é que pedem e depois a culpa é dos homens?''
O machismo? Uma mentira “criada por feminazis para roubar nossos direitos''.
E a homofobia, uma invenção “daquela bicha do Jean Wyllys''.
Não há genocídio de jovens pobres e negros das periferias. “Eles é que estão no lugar errado e na hora errada, pois os 'homens de bem' seguem a lei e nada acontece com eles.''
Ou exploração sexual de crianças e adolescentes.
O machismo? Uma mentira.
E a homofobia, uma invenção.
Não há genocídio de jovens pobres e negros das periferias.
Ao me relacionar com as outras pessoas, não faço isso só, mas me acompanham séculos de acomodação cultural, de preconceitos e medos dos que vieram antes de mim. Não só a genealogia pesa sobre os ombros, mas também a história e as condições sociais do país. De certa forma, na fala do “agora” está presente toda a história humana.
Se uma criança nasce com a pele mais escura que sua família sofre preconceito da sociedade mesmo que seus pais não tenham sofrido. Se for pobre, pior ainda. Tomando como referência a média salarial, os valores pagos para uma mesma função na sociedade coloca, em ordem decrescente: homem branco rico de um lado e mulher negra pobre do outro.
Para muita gente, basta saber que a outra é negra.
A Justiça que se pretende ao tentar reconstruir a sociedade por um novo viés não é apenas a de saldar a dívida de uma escravidão mal abolida, mas sim a tentativa de mudar o pensamento e a ação de uma sociedade que trata as pessoas de forma desigual por conta da cor de pele.
Ir contra a programação que tivemos a vida inteira, através da família, de amigos, da escola, da mídia e até de algumas igrejas em que pastores pregam que “africanos são amaldiçoados por Deus'' é um processo longo pelo qual todos nós temos que passar. Mas necessário.
Todos nós, nascidos neste caldo social somos potencialmente idiotas a menos que tenhamos sido devidamente educados para o contrário. Pois os que ofendem uma jornalista de forma tão aberta, como foi o caso da apresentadora Maria Júlia Coutinho, da TV Globo, só fazem isso por estarem à vontade com o anonimato (Hanna Arendt explica) e se sentirem respaldados por parte da sociedade.
Toda a vez que trato da questão da desigualdade social e do preconceito que os negros e negras sofrem no Brasil (herança cotidianamente reafirmada de um 13 de maio de 1888 que significou mais uma mudança na metodologia de exploração da força de trabalho, pois não garantiu as bases para a autonomia real dos ex-escravos e seus descendentes), sou linchado.
Pois, como todos sabemos, não há racismo no Brasil. “Isso é coisa de negro recalcado.''
Ou exploração sexual de crianças e adolescentes. “As meninas é que pedem e depois a culpa é dos homens?''
O machismo? Uma mentira “criada por feminazis para roubar nossos direitos''.
E a homofobia, uma invenção “daquela bicha do Jean Wyllys''.
Não há genocídio de jovens pobres e negros das periferias. “Eles é que estão no lugar errado e na hora errada, pois os 'homens de bem' seguem a lei e nada acontece com eles.''
*Do Blog do Sakamoto.
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4 de julho de 2015
3 de julho de 2015
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