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Pensamentos aleatórios

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19 de junho de 2017

Gestores tucanos e a arte da propaganda enganosa


Uma coisa ninguém pode negar: gestores tucanos são mestres na arte de se promover através de propaganda enganosa.

O exemplo mais recente disso é o prefake de São Paulo, João Dória, que em menos de seis meses de gestão já é cotado para candidatura à Presidência da República no ano que vem, graças a um marketing ostensivo e medidas polêmicas (o caso da cracolândia, por exemplo) que visam muito mais os holofotes imediatos que os impactos a médio e longo prazo que a cidade receberá. 

Mas se engana quem pensa que Dória é o exemplo mais bem sucedido desta tática. 

Não, o melhor exemplar tucano de gestor factoidiano e que se mantém no poder graças à propaganda está aqui em terras goianas. Um homem que há 20 anos comanda o estado de Goiás e sabe como poucos mexer o caldeirão das vaidades políticas para manter o seu grupo político coeso e na rédea curta, rachar a oposição através de notinhas na imprensa e enganar a população com propaganda ostensiva e enganosa: Marconi Perillo.

O mais recente exemplo desse sistema é o programa Goiás na Frente, alardeado como "o maior programa do Brasil de investimentos nos municípios", mas que na prática se resume em vender ilusão para tentar cooptar prefeitos para a campanha do vice, José Eliton, para o governo do Estado em 2018.

Enquanto a dupla percorre os quatro cantos do estado jurando que possui dinheiro para obras e investimentos (apesar de muito pouco ter sido liberado até agora), o próprio governo entra em contradição, como noticiado na coluna Giro, de O Popular, que divulgou no domingo, 11 de junho, um corte de 13% do orçamento de 2018 por determinação de Marconi Perillo, o que significa um contingenciamento de R$ 1,02 bilhão apenas para o restante deste ano.

Com uma intensa agenda, Marconi quer mostrar à população que a crise é página virada em Goiás, mas se fosse verdade por que então promover, sem nenhum alarde, um corte de 13% no orçamento atingindo diretamente as áreas da Saúde, Educação e Infraestrutura. O Goiás na frente caminha para ser apenas mais um factóide eleitoreiro, como foram os programas "Nosso Futuro", "Goiás Competitivo", "Inova Goiás", "Agenda Goiás" e "Goiás Mais Competitivo e Inovador" que na prática só serviram para iludir o povo e lideranças políticas desesperadas por alternativas por conta da crise nacional que se arrasta.

A pergunta que fica é a seguinte: depois de 20 anos da mesma estratégia a população goiana continuará caindo na mesma ladainha?

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26 de abril de 2017

A anistia é só para o Caixa 2... Não! É ampla, geral e irrestrita para todos os crimes praticados na arrecadação ilícita de dinheiro para campanhas eleitorais

Recebi pelo WhatsApp e compartilho no blog, pois vale a pena ver como a mídia mascara a tentativa deslavada de anistiar todos os crimes ligados à arrecadação ilícita de dinheiro para campanhas eleitorais:


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27 de junho de 2016

Cobertura tendenciosa? Três manchetes de veículos de comunicação da capital sobre a agressão ao Cláudio Lima


Hoje em dia é difícil saber se um veículo de comunicação é sério apenas pelas suas manchetes, pois a necessidade de um título ser impactante para chamar a atenção do leitor é muito maior do que a própria objetividade que a notícia deveria ter.

Mas pelas manchetes dá para saber se um determinado veículo é ou não tendencioso, podendo essa tendência ser comprada e não uma política editorial como foi a cobertura da Globo e da Folha de São Paulo sobre o Impeachment da Dilma: totalmente tendenciosa, mas não comprada, pois os dois veículos são abertamente anti-petistas e nem precisava pagar para serem a favor da saída da presidente.

Aqui em Goiás não é diferente. E para exemplificar vou reproduzir a machetes de três veículos de comunicação da capital que noticiaram a agressão ao radialista Cláudio Lima ocorrido na semana passada em Catalão e, ao final, poderemos ver a tendência de cada um dos veículos:

Diário de Goiás - Radialista agredido em Catalão
O radialista Cláudio Silva Lima, de 44 anos, foi agredido na noite de ontem (20), na rua Portugal Porto Guimarães, em Catalão, quando participava de uma reunião dos pré-candidatos a vereadores do PMDB no município;


O Popular - Radialista é espancado após sair de reunião política em Catalão
Cláudio Lima foi encaminhado pelo Corpo de Bombeiros até a Unidade Pronto Atendimento e seu estado de saúde, segundo a unidade de saúde, é bom

Jornal Opção - Adversários de Jardel Sebba aprovam atendimento da UPA
Agredido não se sabe por quem, o radialista e pré-candidato a vereador Claudio Lima, ligado a Adib Elias, elogiou a UPA construída pelo prefeito Jardel Sebba.

E aí? Pelas manchetes dá ou não para saber qual dos três veículos noticiou o fato de forma tendenciosa e comprada?

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9 de agosto de 2015

Romário cobra R$ 75 milhões da Veja


Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

 
Quem produziu o falso extrato de uma conta bancária inexistente do senador Romário na Suíça? Esta é a pergunta da hora.

Foi a própria Veja? Ou alguma “autoridade” vazou o “documento” para a revista?

Isso é crime - e crime grave!

Publicar o documento sem checar a autenticidade dele com o banco da Suíça é apenas demonstração da degradação jornalística de Veja.

Que tem precedentes.

Em 17 de maio de 2006 a revista publicou uma “reportagem” intitulada “A Guerra nos Porões”, com o subtítulo: "O banqueiro Daniel Dantas tem uma lista com contas em paraísos fiscais que seriam do presidente Lula e do resto da cúpula do PT".

A “reportagem” era assinada por Marcio Aith, posteriormente assessor de imprensa de José Serra durante a campanha eleitoral e agora assessor do governador paulista Geraldo Alckmin.

Na ocasião, Veja publicou a lista:


Qual foi a justificativa da revista para publicar uma lista mesmo sem ter confirmação de sua veracidade?

“Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos”, escreveu o autor.

Como questionei à época, “se você achar na lixeira um papel com graves acusações contra qualquer um e não conseguir comprovar a autenticidade dele ou dos dados contidos nele, PUBLIQUE!”.

O ex-ministro Luiz Gushiken, ao qual foram atribuídos 902 mil euros, processou a revista. Depois de longos oito anos, quando ele já havia falecido, a sentença condenatória da revista foi confirmada em segunda instância (ou seja, provavelmente continua tramitando nas instâncias superiores).

Dizia a sentença, divulgada pelo Escrevinhador: “A Veja dá a entender que não eram fantasiosas as contas no exterior. E não oferece um único indício digno de confiança. Infere, da identidade dos acusadores e dos interesses em jogo, a verdade do conteúdo do documento. A falácia é de doer na retina.”

No caso de Romário, para agravar a situação hoje a revista dispõe de um grupo de blogueiros que disseminam as mentiras publicadas no impresso pelas redes sociais ou defendem o indefensável de maneira patética.

A Luciana Cerqueira (@lucianaccc) observou, no twitter, o comportamento de um deles:

 
Na noite de ontem, às 19h15m, o Viomundo foi o primeiro site a publicar a existência do documento enviado pelo banco suíço a Romário (que pede, inclusive, investigação ao Ministério Público da Suíça).

Luciana Cerqueira notou que o blogueiro de Veja poderia ter esperado mais um minutinho antes de escrever besteira.

Às 22:07, ele achou uma forma de acusar os “blogs sujos”.

Às 22:08 a revista Veja publicou no twitter sua retratação!

Seria cômico, não fosse trágico.




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6 de julho de 2015

Como todos sabemos, não há racismo no Brasil*


Como todos sabemos, não há racismo no Brasil.

Ou exploração sexual de crianças e adolescentes.

O machismo? Uma mentira.

E a homofobia, uma invenção.

Não há genocídio de jovens pobres e negros das periferias.

Ao me relacionar com as outras pessoas, não faço isso só, mas me acompanham séculos de acomodação cultural, de preconceitos e medos dos que vieram antes de mim. Não só a genealogia pesa sobre os ombros, mas também a história e as condições sociais do país. De certa forma, na fala do “agora” está presente toda a história humana.

Se uma criança nasce com a pele mais escura que sua família sofre preconceito da sociedade mesmo que seus pais não tenham sofrido. Se for pobre, pior ainda. Tomando como referência a média salarial, os valores pagos para uma mesma função na sociedade coloca, em ordem decrescente: homem branco rico de um lado e mulher negra pobre do outro.

Para muita gente, basta saber que a outra é negra.

A Justiça que se pretende ao tentar reconstruir a sociedade por um novo viés não é apenas a de saldar a dívida de uma escravidão mal abolida, mas sim a tentativa de mudar o pensamento e a ação de uma sociedade que trata as pessoas de forma desigual por conta da cor de pele.

Ir contra a programação que tivemos a vida inteira, através da família, de amigos, da escola, da mídia e até de algumas igrejas em que pastores pregam que “africanos são amaldiçoados por Deus'' é um processo longo pelo qual todos nós temos que passar. Mas necessário.

Todos nós, nascidos neste caldo social somos potencialmente idiotas a menos que tenhamos sido devidamente educados para o contrário. Pois os que ofendem uma jornalista de forma tão aberta, como foi o caso da apresentadora Maria Júlia Coutinho, da TV Globo, só fazem isso por estarem à vontade com o anonimato (Hanna Arendt explica) e se sentirem respaldados por parte da sociedade.

Toda a vez que trato da questão da desigualdade social e do preconceito que os negros e negras sofrem no Brasil (herança cotidianamente reafirmada de um 13 de maio de 1888 que significou mais uma mudança na metodologia de exploração da força de trabalho, pois não garantiu as bases para a autonomia real dos ex-escravos e seus descendentes), sou linchado.

Pois, como todos sabemos, não há racismo no Brasil. “Isso é coisa de negro recalcado.''

Ou exploração sexual de crianças e adolescentes. “As meninas é que pedem e depois a culpa é dos homens?''

O machismo? Uma mentira “criada por feminazis para roubar nossos direitos''.

E a homofobia, uma invenção “daquela bicha do Jean Wyllys''.

Não há genocídio de jovens pobres e negros das periferias. “Eles é que estão no lugar errado e na hora errada, pois os 'homens de bem' seguem a lei e nada acontece com eles.''
 
*Do Blog do Sakamoto.
 
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28 de novembro de 2014

O quarto país do mundo em internautas, o que isso significa para a Mídia?

Por Altamiro Borges

 
Apesar da banda larga ainda ser cara e lenta, o Brasil segue conquistando posições no ranking mundial dos internautas. Estudo divulgado nesta semana pela consultoria tecnológica eMarketer aponta que até o final deste ano o país deverá superar o Japão e ocupar o quarto lugar no mundo com o maior número de pessoas conectadas. A estimativa indica que o Brasil terá 107,7 milhões de internautas em 2014 – a China seguirá na liderança, com 643,6 milhões de usuários, seguida pelos EUA, com 252,9 milhões, e a Índia, com 215 milhões. No ano passado, o país contabilizou 99,2 milhões de internautas.

A explosão da internet no país já tinha sido confirmada por outros estudos recentes. Segundo pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, o número de casas com computadores conectados no país passou de 25%, em 2008, para 49%, em 2013. Apesar destes avanços, ainda há gravíssimos problemas. A banda larga no Brasil é avaliada como uma das mais caras do mundo; a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras privadas, a maioria delas multinacionais, também é das piores. Nas zonas rurais, 7,5 milhões de lares ainda não possuem qualquer conexão à internet.

Segundo a consultoria eMarketer, o crescimento da internet no Brasil ocorreu, principalmente, devido à oferta de aparelhos com preços mais acessíveis. As vendas de celulares e tablets, com acesso à banda larga móvel, ajudaram na rápida expansão. O pacto de dados da internet com ofertas diferenciadas para a necessidade de acesso de cada consumidor também ajudaram no aumento do número de internautas. Um decreto da presidenta Dilma Rousseff, de abril do ano passado, que reduziu os impostos dos smartphones e dos roteadores digitais, também ajudou o aumento do número de usuários neste período.

A explosão da internet no Brasil deve angustiar os latifundiários da mídia. Ela agrava a crise do seu modelo de negócio, com milhões de brasileiros que migram dos jornalões, das revistonas e, inclusive, das emissoras de tevê para as novas tecnologias da informação. As tiragens e audiências despencam. Até o mercado publicitário reavalia os seus investimentos. O monopólio privado da palavra privada perde nacos de poder. Nas eleições presidenciais deste ano, a força das redes sociais e da blogosfera ficou ainda mais evidente, despertando uma onda de ódio dos barões da mídia. O estudo da eMarketer deve gerar mais medo. 
 
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6 de março de 2014

Os gastos com a Copa e com os juros*


Alguns “calunistas” da mídia têm defendido abertamente a realização de protestos durante os jogos da Copa do Mundo no Brasil. Agitadores de ocasião, eles nem disfarçam que apostam na desestabilização política com propósitos eleitoreiros – talvez como única forma de pavimentar uma candidatura de direita no segundo turno no pleito de outubro. No campo popular também há setores de oposição que adotaram a bandeira do “Não vai ter Copa”, mas com propósitos distintos – contra os gastos públicos excessivos no torneio e contra as desapropriações de imóveis nas proximidades dos estádios, entre outros. Para ambos, porém, vale a pena ler um estudo publicado na semana passada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

A entidade ligada à CUT mostra que, do total de R$ 2,36 trilhões do Orçamento Geral da União para este ano, 42,42% (mais de R$ 1 trilhão) estão reservados ao pagamento dos juros e amortizações da dívida pública. Ou seja: toda esta grana alimentará a ganância dos banqueiros e da minoria parasitária que vive da especulação financeira. Segundo o estudo, o Brasil gastará com os agiotas três vezes mais do que com a Copa do Mundo. A mídia rentista conhece bem estes números abjetos, mas evita dar destaque à roubalheira por motivos políticos e econômicos. Já os setores populares deveriam aproveitar estes dados para concentrar as suas energias na crítica ao arrocho monetário promovido pelo governo Dilma e à ditadura do capital financeiro que impera no Brasil.

Reproduzo abaixo a íntegra da nota da Contraf:

*****

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) condena com veemência a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar mais uma vez a taxa básica de juros, por entender que esse aumento vai desacelerar o já débil crescimento econômico, colocando em risco a política de geração de empregos, melhoria dos salários dos trabalhadores e a distribuição de renda.

Com a elevação da Selic para 10,75% ao ano nesta quarta-feira 26, o Brasil volta ao topo dos países com as maiores taxas de juros reais do planeta. Para a Contraf-CUT, essa é uma medida inócua para combater a inflação, que em 2003 foi de 5,91%, apresenta viés de queda e está rigorosamente dentro dos parâmetros definidos pelo Banco Central (4,5% a 6,5%).

"O aumento de 0,25% na Selic representa outra capitulação do Copom diante do terrorismo do mercado financeiro, o único ganhador desse jogo de cartas marcadas em que todos os demais setores da sociedade perdem", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Do total de R$ 2,36 trilhões do Orçamento Geral da União para 2014, 42,42% (mais de R$ 1 trilhão) estão reservados para o pagamento dos juros e amortizações da dívida pública, 20% da qual é composta por títulos corrigidos pela Selic. A Previdência Social, que atende 27 milhões de pessoas, ficará com 20,05% do total (R$ 473,38 bilhões).

No ano passado, o governo federal repassou aos cerca de 50 mil portadores de títulos da dívida R$ 75 bilhões de juros, enquanto o Programa Bolsa Família, que atende 14 milhões de famílias, recebeu apenas R$ 18,5 bilhões. Do total da dívida, 25% estão nas mãos dos bancos e outros 24% com os fundos de investimentos controlados por instituições financeiras.

Cada ponto percentual acrescido na Selic representa R$ 6 bilhões que saem do Tesouro Nacional diretamente para o bolso desses rentistas. Isso significa que somente o aumento dos 3,25 pontos percentuais na taxa básica de juros determinados pelo Copom a partir de abril passado significou um ganho de R$ 21 bilhões a essa casta, sem nenhum esforço.

Isso representa quase três vezes os R$ 8 bilhões que o Brasil está investindo, somando as verbas públicas e privadas, para construir e reformar os 12 estádios que receberão a Copa do Mundo de 2014. E sobre isso, não se lê nem se ouve nada na grande mídia.

"São mecanismos de concentração da riqueza desse tipo que explicam o fato de o Brasil, apesar de ser a sexta maior economia global, estar ainda entre os 12 países mais injustos e desiguais do mundo. E isso é inaceitável para os brasileiros que lutam por um país desenvolvido e com inclusão social", conclui Carlos Cordeiro.

*Por Altamiro Borges, publicado originalmente no Blog do Miro

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17 de fevereiro de 2014

Os profetas do caos e a vítima do monstro criado pela mídia*


O Brasil possui atualmente uma das menores taxas de desemprego de sua história segundo o IBGE. A renda dos trabalhadores vem sendo ampliada constantemente de acordo com o IPEA. A inflação está estabilizada num dos menores índices da série histórica conforme dados do IPCA. A principal empresa estatal brasileira acaba de descobrir uma das maiores reservas de petróleo do mundo cujos royalties serão destinados para a educação. A ONU elogia o país por seus esforços para combater a AIDS e o racismo. Ainda no cenário internacional o protagonismo brasileiro conquista a presidência da OMC.
 

Contudo, o que lemos, ouvimos ou assistimos na imprensa brasileira diz respeito à um outro mundo. Nos jornais lemos diariamente que a economia nacional quebrará, a Petrobras entrará em falência, a inflação subirá, o desemprego aumentará, o salário cairá e que a política externa é vergonhosa. Nas rádios ouvimos apenas que os políticos são todos corruptos e que nenhuma instituição política funciona. Nos programas de televisão surgem comentaristas repetindo à exaustão que no Brasil os partidos políticos são frágeis e não representam ninguém. Terra arrasada, cenário de caos.
 

Diante de tantas informações assustadoras veiculadas diariamente, era de se esperar que não demorasse muito para que alguns poucos irresponsáveis, movidos por altas taxas de testosterona, colocassem suas máscaras para “dar um jeito no Brasil”. A forma? Simples, quebrando vidraças e pontos de ônibus, incendiando fuscas e lixeiras.
 

Sob gritos de “fora partidos”, “o gigante acordou” e “não vai ter Copa” os tais mascarados tornaram-se queridinhos de uma imprensa que ao longo dos anos nunca fez questão de noticiar uma passeata dos movimentos sociais. A não ser, claro, se fosse para comentar os transtornos causados no trânsito.
 

Mas em algum momento quem teve que “acordar” foi a própria imprensa. Os tais queridinhos mascarados já não gritavam apenas contra políticos e contra governos. Os gritos também voltaram-se contra ela própria. Jornalistas das grandes empresas de comunicação passaram a ser rechaçados nas passeatas e as sedes das emissoras eram atacadas. Era a hora da imprensa dar um basta no monstro que criou, mas já era tarde demais.
 

Nem a imprensa, nem ninguém mais poderia controla-los. Mordidos e ressabiados por terem sido repelidos no início dos protestos, os partidos políticos da esquerda, tradicionais ocupantes das praças e das ruas, abriram mão de disputar o tal movimento e de oferecer sua consciência para o espontaneísmo. A consequência não poderia ser boa.
 

No dia 6 de fevereiro enquanto documentava mais uma passeata dos mascarados um jornalista da Band foi atingido na cabeça por um rojão. Não havia ninguém ali para orientar politicamente os mascarados, nem a imprensa, nem os partidos. Não havia ninguém ali para explicar para os mascarados o quanto seria irresponsável acender um rojão no meio de uma multidão. O ato irresponsável e espontaneista concretizou-se. O jornalista morreu alguns dias depois.
 

A irresponsabilidade matou o jornalista da Band. Mas não foi a irresponsabilidade apenas dos dois meninos que agora estão presos. A responsabilidade maior é da própria estrutura ideológica que os levou a cometer aquele ato. Os dois meninos não são terroristas como alguns tentam reforçar. Os verdadeiros terroristas, infelizmente, estão soltos. E continuam escrevendo suas colunas em jornais e apresentando seus comentários em rádios e programas de televisão. Sem que haja qualquer contraponto.


  *Publicado originalmente por Theófilo Rodrigues, no blog Cadernos de Cultura e Política

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11 de fevereiro de 2014

A morte do cinegrafista da Band, a hipocrisia da grande mídia e a falência da política dos Black Blocs!*


A morte do funcionário da BAND na manifestação na cidade do Rio de Janeiro causada por um rojão está sendo explorada pelos principais meios de comunicação do país com o objetivo de conquistar a opinião pública para repudiar as manifestações de rua que crescem em 2014... O alvo são os Black Blocks e o plano é fortalecer o sentimento de medo para que as pessoas fiquem em casa e não saiam mais as ruas para participar das manifestações.

As reportagens se esforçam em ligar a morte do cinegrafista à “violência dos manifestantes”, sem citar que o principal fator que desencadeia os conflitos é a ação truculenta da polícia militar de responsabilidade do Governador do Rio de Janeiro. Essa não é a primeira morte nos conflitos de rua desde junho de 2013 que também tem tido muitos feridos nos confrontos. Quem não se lembra da fotografa da folha de São Paulo que foi atingida no olho por bala de borracha pela PM de Alckimin?


Na outra ponta do debate é possível identificar em situações como essas o fracasso completo da política aplicada pelos Black Blocks... Ao optar pela tática do enfrentamento sistemático com a polícia seja qual for a manifestação, os Black blocks abrem espaço para possibilidades de tragédias (como a morte do cinegrafista) dando oportunidades para que a grande mídia e as forças reacionárias do estado organizem uma forte propaganda contra as manifestações. 

Quando polemizávamos em 2013 com os Black Blocks era para demonstrar que a tática usada pelos mesmos ajuda e facilita o trabalho da repressão e não o contrário. Pois ao perder o apoio da opinião publica com o episódio do Rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade, os Black Blocks se isolam e ficam desprotegidos politicamente... O clima de terror pode atrair centenas, mais afasta milhões pelo simples fato dos trabalhadores estarem dispostos a ir as ruas por uma causa, mas sem correr o risco de perder a vida. Uma mãe ou um pai de família pensa mil vezes antes de colocar a sua vida em risco numa manifestação, afinal precisa voltar pra casa cuidar dos seus filhos que são seus dependentes.

Esperamos que esse fato possa levar tod@s os ativistas Black blocks a romperem com essa política e assumirem os métodos de luta da classe trabalhadora sem ações sectárias e ultraesquerdistas que afastam e causam medo de ir às ruas... O ódio de classe contra os governos e a burguesia que são os principais responsáveis pelas mazelas do país é justo, mas deve sempre levar em consideração a consciência dos trabalhadores e as ações que os mesmos estão dispostos a realizar.Caso contrário o caminho será o isolamento e a derrota política completa!


Nesse momento histórico que vivemos... Não vamos mudar o país com centenas nas ruas quebrando vitrines e se enfrentando permanentemente com a polícia como heróis de uma causa sem programa político! Vamos mudar o país com milhões nas ruas agitando bandeiras que fazem parte de um programa político que aponta uma profunda transformação social nesse país a favor dos trabalhadores...

*Publicado originalmente no Facebook de Gibran Jordão. 

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4 de dezembro de 2013

A mídia e sua cobertura imparcial dos fatos

A charge abaixo diz muito sobre a mídia nacional e de como a cobertura dos fatos é feita de forma séria, imparcial e responsável...


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29 de novembro de 2013

Black Friday no Brasil


Black Friday é um termo criado pelo varejo nos Estados Unidos para nomear ação de vendas anual, que acontece sempre na última sexta-feira de novembro após o feriado de Ação de Graças.

A denominação surgiu no início dos anos 60 na Filadélfia , quando a polícia local chamava de Black Friday o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças. Havia sempre muitas pessoas e congestionamentos enormes, já que a data abria o período de compras para o natal. Alguns anos depois, Black Friday era o nome usado pelos varejistas para indicar o período de maior lucro e desde então é a data mais agitada do varejo no país. A popularidade do evento é grande, muitos consumidores consideram os descontos oferecidos mais atrativos do que os natalinos.

No Brasil, a Black Friday começou em meados de 2010, restrita inicialmente ao comércio eletrônico e posteriormente espalhando-se pelas grandes redes de varejo, mas ao contrário do original estadunidense os descontos não são tão atraentes e a data é mais usada como armadilha para os extremamente consumistas.

A nossa Black Friday acontece de verdade em janeiro, nas tradicionais queimas de estoque das grandes lojas, mas sem nome em inglês para dar o impacto midiático os pequenos descontos da sexta-feira negra recebem mais destaque.

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