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Pensamentos aleatórios

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19 de junho de 2017

Às favas os escrúpulos



O IDP, de Gilmar Mendes, ganhou 2,1 milhões de reais da JBS. 

Um trecho da reportagem da Folha de S. Paulo:“O grupo J&F, que controla a JBS, gastou nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões em patrocínio de eventos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (…). 

De acordo com o IDP e a JBS, um dos congressos incluídos nos patrocínios ocorreu em abril, em Portugal, pouco mais de uma semana depois de sete executivos do frigorífico firmarem um acordo de delação com o Ministério Público Federal. Participaram daquele encontro magistrados, ministros do governo de Michel Temer, além de advogados e políticos”. 

Perguntar não ofende: Já que os escrúpulos foram às favas o que restou à opinião pública?
 
 
Tá explicado!!!

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4 de abril de 2016

Nada como um dia após o outro...

Já diz o ditado popular: Nada como um dia após o outro. 

E é verdade, pois cada dia que vem, é uma nova chance de recomeçar, de rever atitudes, ser mais ativo e/ou mais humilde, reconhecendo os erros e aprendendo com eles.

Por exemplo, num dia você está no meio da multidão, vestindo a camisa da CBF e protestando contra a corrupção (ignoremos a incoerência desse ato), aí seu marido aproveita o registro desse momento, publica a fotografia na internet e faz uma ode à cidadania e à capacidade de mobilização e indignação do brasileiro "com desmandos, com a corrupção institucionalizada, com práticas políticas atrasadas", como o patrimonialismo, que é o ato de se apropriar dos recursos públicos para fins particulares, conforme retratado na imagem abaixo:

 
Aí, no outro dia, você é surpreendido pela vida, que lhe dá uma bordoada e te lembra que o passado passou, mas estará sempre lá e uma hora cobra sua fatura e, no caso, lhe imputa as mesmas acusações pelas quais você foi às ruas no dia anterior:


Frustrante, não?

Mas nada como um dia após o outro, quem sabe amanhã não será um de boas notícias?

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15 de março de 2016

Presença do padre Luiz Augusto, acusado de peculato, na manifestação em Goiânia causou indignação nas redes

Por Cloves Reges Maia


Fotos do Padre Luiz Augusto Ferreira da Silva na manifestação deste domingo, 13/03, em Goiânia, postadas em sua página no Facebook, causaram indignação nas redes sociais. Numa das fotos, Pe. Luiz Augusto aparece com uma espécie de mitra na cabeça, onde pode-se ler “Xô corrupção”. A foto foi tirada em meio a multidão que tomou as ruas de Goiânia em protesto contra a corrupção do governo petista e contra a presidente Dilma.


A indignação dos internautas deve-se ao fato de que o Padre Luiz Augusto responde por improbidade administrativa e peculato por ter, supostamente, recebido, por 20 anos, salários da Assembleia Legislativa de Goiás sem nunca ter efetivamente prestado serviços àquela Casa. Em recente decisão, o Tribunal de Justiça de Goiás manteve o bloqueio de bens do pároco até o limite de R$ 14 milhões. Segundo o Ministério Público, ao longo de quase 20 anos como servidor fantasma, o padre obteve um enriquecimento ilícito de mais de R$ 3 milhões.

Na legenda da foto que estampa seu perfil, Padre Luiz escreveu: “vem vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora…”, numa alusão à clássica música de Geraldo Vandré que entoou os protestos contra a ditadura em 1968. Para os internautas isso é um verdadeiro tripúdio à moralidade pública e à própria causa da manifestação. Vale ressaltar que, mesmo depois de acionado pelo MP-GO e pela Delegacia de Crimes contra o Patrimônio Público – Decarp, o Pe. Luiz ainda tentou se manter no cargo, mas teve os recursos administrativos negados e foi exonerado do cargo público que “ocupou” por 20 anos sem a devida contraprestação de serviços nas dependências da Alego.

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