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Pensamentos aleatórios

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15 de março de 2016

Presença do padre Luiz Augusto, acusado de peculato, na manifestação em Goiânia causou indignação nas redes

Por Cloves Reges Maia


Fotos do Padre Luiz Augusto Ferreira da Silva na manifestação deste domingo, 13/03, em Goiânia, postadas em sua página no Facebook, causaram indignação nas redes sociais. Numa das fotos, Pe. Luiz Augusto aparece com uma espécie de mitra na cabeça, onde pode-se ler “Xô corrupção”. A foto foi tirada em meio a multidão que tomou as ruas de Goiânia em protesto contra a corrupção do governo petista e contra a presidente Dilma.


A indignação dos internautas deve-se ao fato de que o Padre Luiz Augusto responde por improbidade administrativa e peculato por ter, supostamente, recebido, por 20 anos, salários da Assembleia Legislativa de Goiás sem nunca ter efetivamente prestado serviços àquela Casa. Em recente decisão, o Tribunal de Justiça de Goiás manteve o bloqueio de bens do pároco até o limite de R$ 14 milhões. Segundo o Ministério Público, ao longo de quase 20 anos como servidor fantasma, o padre obteve um enriquecimento ilícito de mais de R$ 3 milhões.

Na legenda da foto que estampa seu perfil, Padre Luiz escreveu: “vem vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora…”, numa alusão à clássica música de Geraldo Vandré que entoou os protestos contra a ditadura em 1968. Para os internautas isso é um verdadeiro tripúdio à moralidade pública e à própria causa da manifestação. Vale ressaltar que, mesmo depois de acionado pelo MP-GO e pela Delegacia de Crimes contra o Patrimônio Público – Decarp, o Pe. Luiz ainda tentou se manter no cargo, mas teve os recursos administrativos negados e foi exonerado do cargo público que “ocupou” por 20 anos sem a devida contraprestação de serviços nas dependências da Alego.

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18 de junho de 2015

Reportagem do SBT sobre o caso do padre fantasma da Assembleia Legislativa de Goiás (nosso prefeito aparece)

Para quem ainda não viu:


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Caso do padre fantasma: Justiça determina bloqueio de bens do prefeito Jardel Sebba

Essa saiu em O Popular:

A Justiça de Goiás concedeu nesta quarta-feira (17) liminar em ação civil pública contra cinco pessoas, acusadas de improbidade administrativa por algum envolvimento no caso do padre Luiz Augusto Ferreira da Silva, que admitiu ter sido funcionário fantasma na Assembleia Legislativa de Goiás. Na decisão, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 12 milhões do padre Luiz. Até o momento foram localizados R$ 86 mil depositados em bancos, além de dois carros. O advogado do padre disse que vai recorrer da decisão. A liminar determina também o bloqueio de bens do ex-presidente Jardel Sebba, no valor de R$ 1.282,571,04; do ex-deputado Sebastião Costa Filho (em cujo gabinete o padre ficou à disposição em 2009), no valor de R$ 284.661,84, do presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia (onde padre Luiz também foi lotado), no valor de R$ 898.207,32; do supervisor da Diretoria Parlamentar da Casa, Rubens Bueno Sardinha da Costa, no valor de R$ 395.362,72.

Para quem não se lembra, recentemente a jornalista Fabiana Pucineli publicou um artigo sobre a Operação Poltergeist, que investiga a nomeação irregular de funcionários na Assembleia Legislativa de Goiás, expondo que a investigação do Ministério Público apurou que a prática começou em 2007, durante a primeira presidência de Jardel Sebba à frente da Casa.


Diante de tantas denuncias e notícias negativas fico imaginando qual o pensamento que passa pela cabeça do prefeito...


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9 de junho de 2015

Caso do padre funcionário fantasma: MP pede bloqueio dos bens do prefeito de Catalão e de mais quatro ex-presidentes da Assembleia Legislativa de Goiás

Para quem não viu ontem, segue a reportagem veiculada no Jornal Anhanguera 1ª Edição sobre o caso do padre Luiz Augusto, funcionário fantasma da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, em que o promotor Fernando Krebs anuncia ter pedido o bloqueio dos bens do prefeito de Catalão, Jardel Sebba, e de outros ex-presidentes da ALEGO (Sebastião Tejota, Célio da Silveira, Samuel Almeida e Helder Valim) a fim de assegurar o ressarcimento dos valores pagos irregularmente ao padre nos últimos 20 anos. Confira:


Ao ver os funcionários fantasmas da ALEGO se materializarem em carne e osso e saírem correndo pelas ruas de Goiânia fiquei imaginando o que aconteceria se o Fantástico baixasse aqui em Catalão para fazer uma reportagem com esse tema...

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8 de junho de 2015

Caso do padre funcionário fantasma: Ministério Público aciona o Pe. Luiz Augusto, o prefeito Jardel Sebba, e mais treze pessoas por improbidade

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Ministério Publico:


O promotor de Justiça Fernando Krebs propôs ação civil publica por ato de improbidade administrativa contra o padre Luiz Augusto Ferreira da Silva, os filhos do ex-deputado José Luciano da Fonseca, que abrigou o padre em seu gabinete entre 1995 e 2000, além dos ex-presidentes da Assembleia Legislativa Jardel Sebba, Sebatião Tejota, Célio da Silveira, Samuel Almeida e Helder Valim.

Respondem ao processo ainda o ex-deputado Sebastião Costa Filho, o ex-presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa (Sindisleg), o ex-diretor parlamentar Rubens Bueno da Costa e a entidade sindical Sindisleg.

O promotor sustenta que o padre é servidor da Alego desde 1980, mas que após sua ordenação sacerdotal, tornou-se servidor fantasma, uma vez que, desde 1995, continuou a receber sua remuneração regularmente sem dar a contrapartida exigida por lei.

Entre 1995 e 2000, o padre esteve lotado no gabinete de José Luciano da Fonseca, sem prestar serviços, provocando prejuízo de mais de R$ 900 mil aos cofres públicos. Depois da morte do deputado, o padre foi lotado na Presidência da Alego, o que, segundo o promotor, atrai para os seus então presidentes a responsabilidade pela irregularidade em relação ao padre.

Segundo o promotor, entre 2000 e 2003, Sebastião Tejota permitiu que o padre recebesse quase R$ 400 mil sem trabalhar. Da mesma forma, Célio da Silveira, concorreu para prejuízo aos cofres públicos, entre 2003 e 2004, no valor de quase R$ 300 mil.

Na sequência, Jardel Sebba permitiu que o padre recebesse, de 2004 a 2005, cerca de R$ 40 mil. Já sob o comando de Samuel Almeida, de 2005 a 2007, o padre recebeu quase R$ 400 mil. Estando a casa novamente sob o comando de Jardel Sebba, o funcionário fantasma recebeu mais de R$ 300 mil. O presidente da Alego em 2009, Helder Valim, permitiu o pagamento de mais de R$ 25 mil ao servidor fantasma.

Em abril de 2009, o então deputado Sebastião Costa Filho solicitou a lotação do padre em seu gabinete, ocasião em que recebeu sem trabalhar mais de R$ 70 mil. Após a saída do padre desse gabinete e ao fim de uma licença por interesse particular sem remuneração, ele foi acolhido no gabinete do então deputado Jardel Sebba, permanecendo de 2011 a 2013, sem trabalhar, recebendo no período mais de R$ 320 mil.

A partir de 2013, o padre foi lotado no Sindisleg até 2014, o que, para Krebs, foi um arranjo ilegal feito pelo então presidente da entidade, Euclides Franco, com a conivência do então presidente da Assembleia, Helder Valin, o que acarretou prejuízo de mais de R$ 200 mil. Depois de outubro de 2014, o padre foi lotado na Diretoria Parlamentar da Alego, chefiada por Rubens Bueno da Costa, amigo pessoal do padre.

Conforme esclarece o promotor, a lesão aos cofres públicos não terminou, desde esta última lotação. Para ele, ao longo de quase 20 anos como servidor fantasma o padre obteve um enriquecimento ilícito de mais de R$ 3 milhões. Desta forma, o MP requer a responsabilização pela improbidade praticada e o devido ressarcimento aos cofres públicos.

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24 de abril de 2015

1,78 milhões de reais: valor dos salários do padre Luiz Augusto, que há 20 anos não cumpre expediente na Assembleia Legislativa de Goiás

Saiu hoje, em O Popular:
 

A Assembleia Legislativa gastou R$ 1,78 milhão com o padre Luiz Augusto Ferreira da Silva nos últimos 20 anos – período em que ele admite ter deixado de cumprir expediente na Casa por conta das funções sacerdotais. Os valores, que constam no dossiê funcional de Luiz Augusto produzido pela Casa, foram atualizados pela reportagem pelo índice da inflação (com base no INPC). O POPULAR teve acesso com exclusividade ao documento.
 
O dossiê tem mais de 800 páginas e foi produzido por uma comissão de sindicância da Assembleia após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO), o Ministério Público Estadual (MP-GO) e a Polícia Civil instaurarem inquéritos para averiguação da situação do padre a partir de reportagem do POPULAR. Matéria publicada no dia 5 de março revelou que Luiz Augusto é servidor do Legislativo há 35 anos e que recebe sem trabalhar desde 1995, quando foi ordenado padre. Ele ganha atualmente R$ 12 mil pelo cargo de analista legislativo.
 
 
Além das folhas de pagamento do servidor, a Assembleia anexou no documento folhas de ponto assinadas de próprio punho e relatórios de frequência – a maior parte. Conforme os dados, durante os 35 anos Luiz Augusto passou por gabinetes de cinco deputados, pelo Sindicato dos Servidores do Legislativo Goiano (Sindislego) e ficou à disposição da Câmara de Goiânia.
 

O estatuto do servidor da Assembleia permite a disponibilidade do funcionário a qualquer outro poder desde que ele seja efetivo. Quanto ao ônus, o texto diz que deve ser “discutido entre os poderes”. No caso do padre, ele recebeu da Assembleia no período em que trabalhou na Câmara – 1989 a 1991. Não há informações sobre a lotação do padre no Legislativo municipal.
 
De acordo com informações do dossiê, padre Luiz tirou licença por motivos particulares pelo período de quatro anos a partir de agosto de 2009. Mas houve interrupção antes do término do prazo, em fevereiro de 2011.
 
Um fato: a principal causa desse absurdo foi a conivência dos presidentes da Assembleia nos últimos 20 anos e, detalhe, nosso prefeito presidiu a Casa em duas oportunidades (2004/2005 e 2011/2012), sendo que na segunda vez lotou em seu próprio gabinete o padre fantasma (talvez no mesmo local do avô do vereador João Antônio).
 
E pensar que o trabalhador comum, que não tem amizade com poderosos nem cobertura divina, precisa trabalhar 35 anos, sem faltar nem um dia, para receber uma mísera aposentadoria de 788 reais...

Males da meritocracia, quem manda não ter o mérito de ser amigo dos presidentes da Assembleia?

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7 de abril de 2015

Padre continua como funcionário fantasma


Essa eu vi ontem, 06 de abril, no O Popular:
 
O padre Luiz Augusto Ferreira da Silva, responsável pela Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus em Aparecida de Goiânia, continua na situação de servidor fantasma da Assembleia Legislativa. Reportagem exclusiva publicada pelo POPULAR há um mês revelou que o sacerdote não cumpre expediente na Casa há pelo menos 20 anos - desde que foi ordenado padre. Em depoimento à Polícia Civil, ele admitiu a situação irregular.

Uma comissão interna foi criada há 18 dias para apurar a irregularidade, mas o andamento dos trabalhos é mantido a sete chaves. O presidente da Assembleia, Helio de Sousa (DEM), que no mês passado afirmou desconhecer a situação do padre, disse à reportagem na sexta-feira que não sabe em que pé está o trabalho, apesar de ter conversado com os componentes do grupo na semana passada.

“Estive com eles, estão trabalhando. Não sei o que foi feito, se houve alguma oitiva. Vão encaminhar (o documento) ao Ministério Público (de Goiás) e ao Tribunal de Contas (do Estado). Não sei o que tem de concreto”, esquivou-se. Indagado sobre a demora, Helio de Sousa respondeu que há grande volume de documentos para serem analisados.

“Se você tivesse a oportunidade de ver os documentos saberia que não é uma folha nem duas. Entendo que não adianta ter pressa, tem de ser bem feito. Da mesma maneira que vamos ter de aguardar a posição dos órgãos que também vão analisar”, emendou o presidente.

A demora no envio dos documentos compromete o trabalho dos órgãos que vão investigar a situação do padre, caso do MP e TCE. Responsável pela investigação no MP, o promotor Fernando Krebs esteve com o presidente da Assembleia há cerca de duas semanas, quando Helio lhe comunicou que enviaria os dados na sexta-feira passada, o que não ocorreu. “Talvez esteja no gabinete do PGJ (procurador-geral de Justiça, Lauro Nogueira) e ele ainda não tenha me enviado”. O POPULAR não conseguiu contato com Lauro.

Krebs quer saber quem foram os chefes imediatos do padre para ouvi-los. No dia em que instaurou o inquérito, o promotor chegou a dizer, sem dar detalhes, que existem indícios de casos ainda mais graves no Legislativo.

“Não há dúvida de que outras pessoas estão envolvidas, pelo menos os chefes imediatos que por 20 anos não tomaram providência. Isso deve ser um escândalo mundial, não sei se tem em outro país um escândalo desse tamanho”, comentou.

A reportagem tentou contato com padre Luiz Augusto, que não atendeu às chamadas e não respondeu as mensagens deixadas em sua caixa postal até o fechamento desta edição.

E não é que tem gente que ainda defende o padre?

Os comentários nesse sentido são que ele é um "homem de deus", que "faz o bem", que "pratica obras sociais" e que "a legislação da Assembleia permite". Ora a legislação da Assembleia também permite que os deputados recebam 14º e 15º salários e nem por isso deixa de ser uma pouca vergonha.

Ok, é legal, mas é moral?! E essa é a conduta que se espera de um homem que se diz "da Igreja"?! Ser padre ou fazer "obras sociais" não dá a ninguém o direito de receber sem trabalhar, ainda mais em um país desigual como o nosso em que um trabalhador normal é obrigado a trabalhar 35 anos para obter uma mísera aposentadoria de 750 reais. Esse caso é uma vergonha e se o padre tivesse brio na cara já teria pedido demissão, mas como as costas são quentes e a aposta na memória curta do povo é o que vale ele continuará recebendo 14 vezes o salário mínimo E SEM TRABALHAR!

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19 de março de 2015

Padre Luiz Augusto e o noivado com o vil metal


Hoje, 19 de março de 2015, o jornal O Popular noticiou que o padre Luiz Augusto Ferreira, funcionário fantasma da Assembleia Legislativa de Goiás (há 20 anos recebe 11 mil reais por mês sem trabalhar) confessou à Polícia Civil que gastou o dinheiro recebido durante todo esse tempo, contrariando o primeiro depoimento em que afirmou que não teria tocado num único centavo do salário recebido ilegalmente nesses 20 anos.

O padre teria confessado também que não tentou pedir demissão em nenhum ocasião durante todo esse tempo, mudando a versão inicial em que teria tentado pedir demissão ao menos por oito vezes, todas negadas pelos diversos presidentes da casa em cada uma das ocasiões.

Confesso que fiquei impressionado com a cara de pau do padre, que mesmo pego em flagrante delito ainda insiste em manter o emprego na Assembleia e a batina, pois não vê nada de mais em receber 2 milhões de reais sem trabalhar. Não sei ao certo, mas acho que receber sem trabalhar não deve ser uma atitude condizente com os votos feitos por alguém que optou por servir Deus e a Igreja Católica. Tenho certeza que não é compatível com o direito administrativo e a ética no serviço público e que a atitude esperada de alguém flagrado em tal situação seria o pedido de demissão e a devolução dos valores recebidos indevidamente, mas o padre parece não pensar assim (por se julgar acima da lei dos homens, quem sabe?).

Mas talvez o amor do padre Luiz Augusto pelo vil metal seja maior do que sua devoção à Santa Madre Igreja (e à Deus e aos fieis que ainda lhe depositam fé), já que não é a primeira vez que é pego com as calças curtas fazendo algo que não condiz com a conduta de um representante de Deus e insiste em não ver nada de errado nisso, conforme o texto abaixo, publicado em fevereiro de 2013 no blog do jornalista Rosenwal Ferreira, que já denunciava a preferência do padre por aqueles que tem mais dinheiro em detrimento dos que sofrem, uma atitude nada cristã, ainda mais para um padre. Confira:

Padre Luiz Augusto e o noivado com o vil metal
Como se fosse uma vela acessa a derreter parafina, o Padre Luiz Augusto se desmorona aos poucos mostrando que a cúpula da Igreja Católica estava certa em frear seus arroubos. Sob o manto do bom cristão, e com uma oratória capaz de arrebatar corações, ele foi tomando gosto na arte de encher as tulhas de sua paróquia com o capim do capitalismo selvagem. Com o foco no vil metal, mesmo que direcionado a bons propósitos, se enriqueceu de amigos endinheirados tornando-se, por excelência e de propósito, um pop star entre os ricos e famosos.
Fiel ao estilo capaz de paparicar quem possui gaita para tocar o que dá na telha, ele foi um dos primeiros a visitar, na delegacia, o empresário Maurício Sampaio, apontado como principal suspeito de ser o mandante do assassinato de Valério Luiz, o radialista. Nada de errado com o gesto. Até acho que o soberbo milionário, dono de cartório, emissora de rádio, fazendas e centenas de propriedades, é uma alma amargurada que precisa de conforto. Sobretudo se for comprovada sua diabólica participação num crime com tamanha crueldade e covardia.
O desconforto é que o Padre nunca foi de rezar o terço junto às figuras envolvidas em delitos de sangue. Ao que tudo indica Maurício Sampaio é de uma casta que merece expedita ação do pregoeiro da Santa Sé. Imagine deixar ao léu das grades uma ovelha capaz de assinar cheques e doações capazes de balançar crucifixos? Deus nos livre de tamanha heresia. Deve ter raciocinado o Padre dos podres de rico e dos ricos que se fazem podres.
Mesmo sendo amigo de santos que se invoca de joelhos, Padre Luiz não teve proteção e acabou esbarrando, na porta do Distrito Policial, com o sofrido Mané de Oliveira que ainda carrega no peito o coração inerte e ensanguentado do filho executado a sangue frio. Com olhar dilacerado pela dor, Mané ainda encontrou forças para cravar uma indagação visceral: “Padre, o senhor não foi rezar no enterro do meu filho!” Pobre Mané, diria Carlos Drummond, a algibeira da família dele não é das que atraem as batinas do Padre Luiz.
De qualquer forma, tudo indica que o poderoso Maurício Sampaio vai precisar mais do que missas encomendadas para se livrar da canga que lhe pesa os ombros. É fato que seu quarteto de advogados é um vulcão que jorra poderes e influências que somente as grandes fortunas conseguem ajuntar no mesmo curral. É por isso que mesmo no sufoco ele sorri com indisfarçável ironia. Felizmente os tempos são outros. A investigação policial não se curva aos barões da dinheirama, o judiciário se firma como um poder acima das nobrezas que pensam controlar a tudo e a todos, a imprensa continua livre e as redes sociais representam um extraordinário papel. Como se não bastasse, a justiça divina não reza na mesma cartilha do Padre Luiz. Na bíblia está escrito: “vinde a mim os mansos e humildes de coração.” Sugiro ao Padre Luiz, a quem já tive a oportunidade, no passado de elogiar e admirar, que releia as escrituras no tocante aos ricos...

E quem contribuiu com essa prática criminosa do padre Luiz Augusto ao longo desses 20 anos não pode ser diferente dele, afinal "Dize-me com quem andas que te direis quem és". 

Explica muita coisa que acontece em Catalão hoje...

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5 de março de 2015

Charge do dia

Num dia em que descobrimos até padres são funcionários fantasmas, convém publicar uma charge sobre o tema:


Aí fica difícil!!!

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Carta aberta ao Padre Luiz Augusto Ferreira


Prezado Padre,

Li, com grande estupefação, a matéria de O Popular em que o senhor é apontado como funcionário fantasma da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás há, pelo menos, 20 anos. Fiquei ainda mais impressionado ao ler sua entrevista ao jornal, em que afirma ter tentado pedir demissão por oito vezes, sendo tal pedido negado em todas as ocasiões. Ora, Vossa Reverência há de me perdoar por isso, mas, inicialmente, achei difícil ser verdade.

Foi difícil para eu, e creio que também foi para a maioria da população, acreditar que qualquer pessoa com um emprego como o do senhor abrisse mão da mamata regalia de receber 11 mil reais sem trabalhar. E o mais impressionante: que o senhor não tocou num único centavo desses rendimentos amealhados durante esses 20 anos! No entanto, é claro, isso é o pensamento que passaria pela cabeça de uma pessoa normal, não de um santo como o senhor, que conhece e entende os desígnios de Deus. Aí me dei conta do grande plano divino que estava se desenrolando.

Entendi como um santo que desde 1995, quando foi ordenado padre, se afastou de suas atribuições de servidor público, mas mesmo assim, num ato de extremo sacrifício e constrangimento, ainda continuou a receber o polpudo salário de analista legislativo do parlamento goiano - uma provação sem tamanho! 

E tal provação continuaria por tempo indeterminado, se não fosse a intervenção divina que, como no livro de Jó, liberou Satanás de suas amarras para testar sua fé e devoção, permitindo que seu suplício viesse a público e fosse possível compartilhar o peso desse fardo com todos os fieis à sua obra.

E se esse episódio prova alguma coisa é que Deus, mesmo escrevendo por linhas tortas, é bom e sabe o que faz. Permitiu que o senhor suportasse por 20 anos tal provação, mas lhe deu sabedoria de guardar o dinheiro recebido de forma irregular durante todo esse tempo, que soma aproximadamente dois milhões de reais, e que agora, num gesto de abnegação e fé renovada, poderão ser devolvidos aos cofres públicos.

Logo após o senhor poderá, finalmente, se ver livre desse fardo, pedindo a tão sonhada demissão que, sem dúvida, desta vez, será acatada pelo atual presidente da Assembleia, deputado Hélio de Souza, afinal tudo o que está acontecendo nada mais é que uma prova de que Deus existe e está atuando sobre sua vida (e contra a vontade de Deus nenhum homem pode agir).

E é essa a saída, do contrário será a confirmação de que o senhor não é um santo, mas sim um mentiroso salafrário, cujo deus é o vil metal dos ricos e poderosos que frequentam a casa paroquial. Um mentiroso arrogante e deslumbrado, que a Igreja Católica teve toda a razão em afastar da Paróquia Sagrada Família, em 2011, e que voltou a juntar multidões em suas missas apenas por influência dos amigos ricos, com destaque para o cartorário Maurício Sampaio, principal suspeito de ser o mandante do assassinato do radialista Valério Luiz, filho do deputado Mané de Oliveira, cuja chegada a Assembleia agora pode ser vista, também, como parte da divina providência.

Eu acredito no senhor, padre Luiz Augusto. Fique com Deus, amém!

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